Mostrar mensagens com a etiqueta selecção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta selecção. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Portugal, Jackson e ainda o '"fantasma" de James


Portugal neste momento depende de si próprio se quer marcar presença no Campeonato do Mundo Brasil 2014, e depois da derrota por 1-0 na Rússia e no empate a 1-1 com a Irlanda do Norte no Estádio do Dragão onde estiveram presentas 48 711 espectadores, a seleção de Paulo Bento depende de si própria quando ainda faltam disputar 6 jogos. O que muita gente questiona é como Portugal, 3º no ranking da FIFA, consegue empatar no Dragão com a Irlanda do Norte que é apenas 117ª classificada no ranking. Cristiano Ronaldo cumpriu a 100 internacionalização, mas fez uma exibição muito apagada no qual se destaca o remate à barra e nada mais. Paulo Bento levou a equipa às meias-finais no Euro 2012, e como é habitual Portugal tem vindo nos últimos anos a lutar no play-off.

Jackson em grande na Colômbia.
 
Depois de James Rodríguez, o tal que é perseguido por um fantasma, ontem foi Jackson Martínez a brilhar a grande altura no triunfo da Colômbia frente aos Camarões por 3-0. O jogador do Futebol Clube do Porto, marcou o primeiro golo do jogo e que golo, podem ver aqui.

O principal destaque vai, que os melhores jogadores da Colômbia são do F.C.Porto à clara exceção de Falcao, mas que já representou os azuis a brancos.

O "Fantasma" de James Rodríguez

Tem vindo a ser destaque nos últimos dias pelas redes sociais, mais concretamente no Facebook, no qual no FB oficial do próprio James, publicou uma foto do seu festejo quando fez o 1-0 e único golo frente ao PSG para a Liga dos Campeões. O curioso na imagem é que por cima da mão esquerda de James, aparece um fantasma e que pelos vistos tem vindo a assistir aos jogos do James. Não sabemos se é verdade, mas a imagem apresenta-se aqui abaixo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Portugal 1-1 Irlanda do Norte . Jogo 100 de Ronaldo marcado por nova exibição pobre.

Repetição do filme da Rússia: Portugal sofre a bom sofrer sem necessidade, por falta de ideias e criatividade, perde pontos em casa diante de uma seleção claramente inferior e fica em igualdade pontual com Israel no grupo F da qualificação europeia para o Mundial 2014. Muita pólvora seca e poucos, muito poucos efeitos práticos, é o que fica da exibição de hoje da equipa das quinas.

Não é deste futebol que Portugal gosta. A Irlanda do Norte, um pouco à imagem da Rússia que na sexta-feira bateu a turma lusa, entrou e jogou de forma pragmática, defensiva, ciente das diferenças de valia existentes entre as duas formações que esta noite se defrontaram no Dragão, a apostar no contra-ataque, aproveitando o jogo de mangas arregaçadas que a equipa das quinas impôs desde o início.
Mas nem tudo se explica com uma Irlanda do Norte que chegou a ter toda a equipa na grande área a defender. Faltam ideias a este Portugal – que saudades de Rui Costa ou Deco - e um matador na área para aproveitar as, ainda assim poucas, jogadas de perigo criadas pela turma lusa.
A equipa da quinas entrou sôfrega na partida, ora pressionada pela derrota imposta pela Rússia na sexta-feira, ora também pelo triunfo de Israel sobre o Luxemburgo por 3x0, que lhe permitiu ultrapassar Portugal na classificação do grupo, ainda que de forma provisória.
 
Portugal sem ideias, Irlanda do Norte prática e pragmática

A procurar o golo desde o início, ofensiva e a pressionar alto, a seleção portuguesa mostrou-se inconsequente, sem referências na área capazes de concretizar os lampejos de Nani ou Cristiano Ronaldo, centenário em internacionalizações esta noite, precisamente.
Aos dois minutos de jogo faltou «um bocadinho assim» a Hélder Postiga, após um cruzamento de João Moutinho na direita, depois foi Nani, que cabeceou em arco e obrigou o guarda-redes Roy Carroll a sacudir com uma palmada.

Não marcou Portugal, marcou a Irlanda do Norte, um flashback do golo russo de sexta-feira. Contra-ataque, Niall McGinn isolou-se e perante a saída de Rui Patrício colocou os norte-irlandeses a vencer. Não seria uma vantagem justificada... mas, sejamos sérios, também Portugal nada havia produzido para que as coisas fossem diferentes.

Antes do intervalo, ainda houve tempo para uma bola à barra de Cristiano Ronaldo, à passagem do minuto 36. Gritou-se golo nas bancadas do lotado estádio do Dragão, ainda se esperou por uma recarga que nada deu e o conjunto português foi para o intervalo em desvantagem, claramente a precisar de ideias para penetrar numa defensiva Irlanda do Norte, que apenas tremelicou, e nada mais que isso, quando Cristiano Ronaldo e Nani trocaram de flancos.

Lusos intranquilos

Rúben Micael foi o primeiro a tentar no segundo tempo, de longe, como que a dizer: «Se se fecham tanto, tentamos à bomba». Não foi lá dessa vez. Postiga tentou, uns minutos depois, mas foi mais um brinde para Roy Caroll, o mesmo que defendeu por instinto um remate na passada de Cristiano Ronaldo, afastando com os pés a melhor oportunidade de golo dos lusos, depois da bola na barra também do capitão.

A Irlanda do Norte ainda esteve perto de ajudar a equipa das quinas, pelos pés de Steven Davis que deu mal na bola e com uma rosca quase traiu o seu guarda-redes.
Paulo Bento fez entrar Silvestre Varela, Portugal ganhou velocidade e permitiu que Cristiano Ronaldo surgisse mais em zona de perigo, junto a Hélder Postiga, perdulário ao longo de praticamente todo o jogo.

A Irlanda do Norte continuava sem nada fazer, Patrício era um espetador, mas o cronómetro não dava tréguas e o nervosismo ia apoderando-se do conjunto português, displicente no ataque, inconsequente nas várias ações ofensivas mas sem qualquer problema com o jogo vertical apresentado pela turma irlandesa, que também apostava no anti-jogo do relógio.

Aos 79 surgiu o ufa da igualdade. Éder assiste Nani de cabeça, o jogador do Manchester United falha o remate e Hélder Postiga aproveita para, em rotação, empatar a partida.
Nas bancadas ainda se gritou «só mais um» mas os minutos restantes não deram alegrias aos lusos, apenas um nervoso miudinho que se ficou por isso mesmo. Nani, Varela e Éder estiveram perto, mas os irlandeses travaram tudo e os tiros portugueses foram mesmo de pólvora seca.
Apesar da diferença no ranking, Portugal é terceiro e a Irlanda do Norte 117.ª, a verdade é que a seleção portuguesa voltou a marcar passo, por culpa própria. Fica a questão nos quase 50 mil espetadores que coloriram as bancadas do Dragão: como é possível este resultado com uma seleção destas?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - Portugal x Irlanda do Norte - Qualificação Mundial 2014


Ainda está na memória a retranca russa e Paulo Bento sabe que a Irlanda do Norte não vai ser diferente, apesar de rejeitar qualquer mudança no ânimo e ambição da turma lusa, algo que, garante, não foi perdido em Moscovo. O técnico português pretende que a equipa das quinas mantenha a sua identidade e estilo de jogo, garante que o pensamento está nos três pontos e confirma Cristiano Ronaldo e Rúben Micael na equipa inicial.

Não há adversários ideais, diz Paulo Bento, seja depois de uma derrota, como a de sexta-feira, em Moscovo, ante a Rússia, ou depois de um triunfo. O selecionador nacional afiança que nada há que recuperar, porque a seleção nada perdeu na Rússia a não ser três pontos.
«Se tivéssemos alcançado outro resultado, continuávamos a ter o objetivo de conquistar três pontos amanhã. Não temos que recuperar algo que não perdemos. Mantemos o ânimo, a ilusão e a convicção do que queremos fazer e não o perdemos em Moscovo», afiançou o treinador nacional.

Paulo Bento repetiu o que já disse, considerando que a derrota com a Rússia foi «injusta», mas preferiu virar a página e apontar baterias ao jogo com a Irlanda do Norte, que foi preparado «da melhor maneira possível», com a convicção de que «serão alcançados os três pontos» e que a equipa das quinas «estará no Mundial 2014».

O facto de a Irlanda do Norte ocupar o posto número 117 do ranking FIFA, no qual Portugal é terceiro, não elevam a confiança do conjunto português.
«Os rankings a mim dizem-me pouco. Não preparamos os jogos em função da nossa posição no ranking nem dos nossos adversários. Preocupamo-nos com o que o adversário vale em termos coletivos, com algumas individualidades que possa ter, com a nossa forma de jogar e com o nosso método de jogo».

Neste sentido, Paulo Bento sublinhou aquilo que a Irlanda do Norte pode fazer e que pode criar problemas à equipa das quinas.
«É uma equipa que usa com muita frequência o jogo direto no seu ponta de lança, em termos ofensivos essa é uma das suas principais rotinas, bem como a capacidade que esse jogador tem de alcançar espaços em profundidade. Sob o ponto de vista defensivo, é uma equipa que usará um bloco baixo, composto por duas linhas de quatro com um jogador na posição dez e um ponta de lança. Vão jogar recolhidos, tentarão sair em contra-ataque e compete-nos combater essa situação, criando situações de finalização, não perder segurança e paciência no processo ofensivo e controlar o momento de transição ofensiva do adversário com uma transição defensiva muito forte».

O selecionador nacional volta a sublinhar a ideia: «Ganhar e não como ganhamos. Se ganhamos 1x0 bem, 2x1 bem, 2x0 melhor. Três pontos são o mais importante. Esse é que é o objetivo».
Apesar de assumir que a equipa nacional por estar «um pouco mais pressionada por ter perdido três pontos», o técnico lembra que «jogar sob pressão» não é nada desconhecido para os jogadores lusos e para o qual não estejam preparados e até lembra a qualificação para o Euro 2012 para ilustrar o que é pressão.

«Prefiro muito mais a situação que vamos encontrar amanhã com a Irlanda do Norte do que a situação quando vim cá [Dragão] jogar pela primeira vez com a Dinamarca. Tínhamos um ponto em três jogos, agora temos seis em três».  

Jogo 100 de Cristiano Ronaldo

A marca é histórica, Cristiano Ronaldo atingirá amanhã o 100.º jogo pela seleção nacional, algo apenas atingido por Figo e Fernando Couto. Paulo Bento lembra que o internacional luso é «um jogador de grande talento» mas que «trabalha muito para chegar a este patamar» e deixou o desejo de que «faça muitas internacionalizações» pois, acredita, «acabará por bater o recorde existente de internacionalizações e o número de golos de Pauleta».

«A carreira dele na seleção é ajudar. A sua importância na equipa tem a ver com o nível de profissionalismo que exibe no treino, no cumprimento da nossa forma de estar, das nossas regas, normais de um grupo de trabalho. A forma como as cumpre, sendo capitão, são um exemplo da  competitividade que exibe e que é importante para nós, para o grupo de trabalho e para os seus colegas».

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Russia 1-0 Portugal . Má gestão do jogo dita derrota para a seleção.


A Rússia, com características de futebol italiano, segurou o cronómetro e uma vantagem sobre Portugal, alcançada aos seis minutos de jogo num lance fortuito. Portugal jogou, controlou, sufocou, mas não marcou, e sai da Rússia vergado a uma derrota injusta. Pragmatismo, estratégia defensiva e eficácia ditam o resultado final e colocam os russos no topo do grupo F, isolados e com nove pontos.
Seis jogadores do Zenit no 11 inicial, três do CSKA Moskva. Quer queiramos quer não, Fabio Capello teve uma tarefa mais facilitada. Além de os seus jogadores já estarem mais habituados à baixa temperatura e ao relvado artificial, o técnico italiano ainda contava com a vantagem de meia equipa já se conhecer e jogar junta, o que em termos de entrosamento é mais do que facilitador.
Paulo Bento não contou com as mesmas ajudas, apesar de as previsões iniciais serem piores. Pepe e Ronaldo acabaram por jogar de início, ficando de fora apenas Raúl Meireles, que ontem havia abandonado o treino mais cedo, por lesão.
Em 20 minutos, no entanto, o cenário gelou mais ainda que os 3º que se faziam sentir em Moscovo: aos seis a Rússia colocou-se na frente do marcador e aos 20 Fábio Coentrão saiu lesionado, obrigando Paulo Bento a remendar a lateral-esquerda com Miguel Lopes.
Não foi por aí, no entanto, que o sofrimento surgiu. Menos ainda pelo que a Rússia fez, que foi, diga-se, muito pouco. Foi mais pelo que Portugal não marcou, filme já visto. Aí é que as mãos foram à cabeça.
Ataca, ataca, sofre e não marca
Portugal mandou no jogo. Mas isto não quer dizer que não tenha sofrido a bom sofrer, mais, muito mais pelos falhanços do que pelos sustos, subido como se impunha depois de estar em desvantagem desde o minuto seis. Nem os russos contavam com aquele lance, até o público se surpreendeu. Rúben Micael perdeu a bola numa transição, Pepe e Bruno Alves falharam no diálogo e Aleksandr Kerzhakov só teve que encostar.
Murro no estômago que não afetou a turma lusa. Se Paulo Bento havia dito que, mesmo em momentos adversos, a equipa tinha que fazer aquilo que treina, foi exatamente isso que aconteceu.
Em cima da Rússia, ofensiva, organizada, num jogo de sentido único - a baliza de Igor Akinfeev – a equipa das quinas tentou, tentou, e a prová-lo surgiam os 63 por cento de posse de bola ao intervalo.
Primeiro foi Postiga, de cabeça, que atirou por cima da barra, depois foi Bruno Alves, do alto da sua capacidade de impulsão, obrigando Akinfeev àquela que terá sido mesmo a melhor defesa da partida.
Principais estrelas da seleção preparadas para o embate com a Irlanda do Norte.
Da Rússia nada, apenas vontade nos contra-ataques e nada mais que isso, com inteligência, todos atrás da linha da bola e a provar aquilo que os portugueses já sabiam: Portugal tem melhor seleção, individual e coletivamente.
O sufoco do segundo tempo
Mais do mesmo. Portugal aumentou a posse de bola, o domínio, a circulação, instalando-se no meio-campo ofensivo e apertando os russos sem tréguas nem pausas.
Primeiro Ronaldo, depois Micael, Nani também tentou. A equipa portuguesa, balanceada para o ataque, chegou a sufocar a turma russa mas o golo não saía.
A injustiça do cronómetro que não parava, dos russos que mais pareciam italianos a defender – Capello ensinou-os tão bem – e do golo que não surgia pesavam sobre as cabeças dos internacionais portugueses, que jogavam em meio-campo apenas, o seu ofensivo, e justificavam, desde o primeiro tempo, muito mais do que um golo.
Na segunda parte só dois lances merecem destaque da Rússia, ambos fruto de uma equipa que explora bem o contra-ataque e aproveita as mangas arregaçadas com que Portugal jogava, subido no terreno procurando o golo.
Denis Glushakov recebeu de costas à entrada da área, rodou e rematou rasteiro para uma defesa apertada de Rui Patrício, o mesmo, Santo Patrício, que defendeu aos 82 um remate forte à entrada da área de Aleksander Kokorin.
Daí até ao apito final do húngaro Viktor Kassai, mais cedo que o previsto, foi uma repetição do filme que já vimos. A Rússia jogou com o relógio, segurou a vantagem e garantiu os três pontos e a liderança isolada deste grupo de qualificação.
Fica, no entanto, uma certeza: Portugal é superior, joga melhor e é claramente favorito na qualificação para o Mundial 2014.
Na terça-feira há mais, no Dragão, contra a Irlanda do Norte, e com duas dúvidas importantes: Fábio Coentrão e Raúl Meireles.

sábado, 8 de setembro de 2012

Qualificação Mundial 2014: Luxemburgo 1-2 Portugal. Sofremos mas conseguimos ganhar.

Em dia de austeridade em Portugal, a seleção nacional de futebol recorreu aos serviços mínimos para vencer no Grão-ducado do Luxemburgo por 1x2, no arranque da caminhada de qualificação rumo ao Campeonato do Mundo de 2014, que se realiza no Brasil.
 
Luxemburgo deixa Portugal em sentido

O primeiro sinal de perigo da formação luxemburguesa surgiu aos cinco minutos, quando Mario Mutsch atirou de pé esquerdo, ainda que ao lado da baliza defendida por Rui Patrício. Era um indício do susto que estava para chegar, até porque Portugal jogou devagar, devagarinho no Grão-ducado, talvez acusado pela tristeza das renovadas medidas de austeridade apresentadas por Pedro Passos Coelho instantes antes do início da partida.
O certo é que aos 13 minutos o modesto Luxemburgo passou a liderar o marcador, com um grande golo de Daniel da Mota. O nome é português e o jogador também; a receção ao passe de Mutsch é fenomenal e o remate do luso naturalizado luxemburguês é potente, ainda que Rui Patrício lhe tenha tocado com os dedos. Ora, o país sofria a dobrar a partir desta altura e a seleção de todos nós pouco parecia disposta a fazer para o mudar. 

Ronaldo empata e Postiga dá vantagem

Sem brilhar efusivamente – bem longe disso -, o orgulho das «estrelas» levou Portugal a criar mais problemas ao Luxemburgo a partir dos 20 minutos, com Cristiano Ronaldo na linha da frente. O capitão acertou três vezes no poste, mas numa dessas vezes, aos 28 minutos, a bola entrou mesmo e Portugal empatava o encontro. Ainda na primeira parte, nota para duas boas ocasiões para Hélder Postiga, negadas pelo guarda-redes da casa.
Ainda assim, o avançado do Zaragoza acabaria por chegar ao golo, aos nove minutos da segunda parte, já depois de Cristiano Ronaldo e o próprio Postiga terem tentado o segundo golo de Portugal. Aos 54’, Postiga recebeu de João Moutinho, dominou de cabeça e atirou de pé direito para a primeira vantagem portuguesa da noite. Era o prémio para uma melhor entrada da seleção nacional no segundo tempo da partida.
 
Luxemburgo reassume o jogo

Chegados aqui, regressou a seleção portuguesa de baixo rendimento. O Luxemburgo voltou a crescer e Rui Patrício não se livrou de algumas aproximações perigosas dos homens mais avançados da equipa da casa. Aos 60 minutos, por exemplo, Joachim rodou com qualidade e atirou perigoso à baliza portuguesa, valendo a intervenção do guarda-redes do Sporting. As tentativas lusas, por sua vez, acabavam quase sempre de forma inconsequente.
Agora há jogo na terça-feira, em Braga, frente ao Azerbaijão, na segunda jornada do Grupo F. Recorde-se que esta sexta-feira a Rússia bateu a Irlanda do Norte por 2x0 e Israel empatou 1x1 no Azerbaijão.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Euro 2012: Espanha 0-0 Portugal: 4-2 em G.P. - E sempre acabou o sonho, mas...... Obrigado Portugal!


Num jogo elétrico houve muitos momentos de alta tensão, embora com alguns jogadores em claro curto circuito. Paulo Bento e Del Bosque trocaram de fusíveis, mas o empate durou até aos penáltis. Na noite de Donetsk a lotaria saiu para a Espanha.
 
Moutinho pauta o ritmo, Ronaldo foca a baliza
A história de séculos moldou as fronteiras dos países da Península e determinou entre eles uma rivalidade ancestral. Havia uma presença na final para garantir e por isso, Portugal e Espanha tentaram resolver o jogo desde cedo.
A primeira parte não teve golos, mas foi bem jogada entre duas seleções que procuraram não errar. Portugal foi tentando, quase sempre, empurrar Espanha para longe da sua área, mas o tiki-taka lá ia aparecendo.

 Aqui e ali os espanhóis conseguiam espaço para esplanar o seu futebol, com a presença de Iniesta, embora a primeira situação de perigo da «Roja» fosse protagonizada pelo «patinho feio» Arbeloa. O jogador do Real Madrid quase inaugurava o marcador, aos nove minutos, numa jogada espetacular do ataque espanhol: Iniesta a cruzar, Negredo a falhar o desvio e a bola a sobrar para o lateral-direito, que rematou por cima da baliza de Rui Patrício.



A resposta lusitana, ao aviso espanhol, não tardou num «passe de letra» de João Moutinho, em pleno ar, com Ronaldo a rematar de primeira, mas com a bola a sair acima da barra da baliza espanhola.

Depois disso, Iniesta quase marcava aos 29 minutos. A bola circulou pelos pés de Negredo e Xavi antes de chegar ao criativo do Barcelona. O remate, em jeito, saiu por cima da barra da baliza espanhola.

Até ao descanso, a pressão inteligente de Portugal intensificou-se e obrigou nuestros hermanos a procurar outras soluções para fazer a bola chegar ao último terço luso, nomeadamente, jogo direto. Ainda assim o nulo manteve-se ao intervalo.
 
Dúvida soberana durou até aos pénaltis

O mesmo cenário manteve-se no regresso dos balneários com a Espanha circular a bola e Portugal a tentar sair com perigo para o ataque, mas sempre a «estancar» o ADN espanhol na relva.

O relógio, esse, avançava e a questão física começava a imperar numa partida que teve 48 mil adeptos no Donbass Arena.

A Espanha aparentou estar mais desgastada, até porque teve menos dias de recuperação do que Portugal face aos encontros dos quartos-de-final. Quem não se importou com isso foi Ronaldo que ia pedindo aos colegas para subir no terreno.

Aos 71 minutos, os corações portugueses e espanhóis ficaram em suspense. Ronaldo sofreu falta em «carreira de tiro». O estádio fez silêncio para ver o que ia sair dos pés do madeirense e, verdade seja dita, a bola não saiu muito longe da baliza de Casillas.

Ainda assim, é bom que se diga, a melhor ocasião de golo, durante os 90 minutos, pertenceu e Ronaldo. Os lusitanos sairam para o ataque, numa situação de 4 para 3, com Meireles a desmarcar o capitão e CR7 a acertar mal na bola e a enviar o esférico para a bancada! Seria português o golo aos 90 minutos.

No tempo de prolongamento o desgaste foi notório e tudo acabou por ser resolvido na lotaria dos penáltis.
 
Moutinho e Bruno Alves tremeram na lotaria, Fàbregas e Ramos não

No momento das grandes penalidades, foi Xabi Alonso o primeiro a falhar, mas Moutinho, do FC Porto, não fez melhor e permitiu a defesa de Casillas.

Depois foi a vez de Iniesta e Pepe que não falharam. No terceiro pontapé, Piqué focou Patricio e não falhou, tal como Nani.

Seguiu-se Sergio Ramos que não tremeu e marcou à «panenka».


 Os «nervos» passaram para Bruno Alves. Ele não podia falhar, mas falhou. O antigo jogador do FC Porto partiu para a bola e atirou com estrondo na barra. Os ferros também tiveram uma palavra, neste caso a última, no derradeiro pontapé de Fàbregas. O médio do Barcelona atirou para o fundo da baliza.

A Espanha levou a melhor sobre Portugal. Uma das equipas que Platini imaginou.....está na final.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012: Espanha vs Portugal - Hoje não há cá irmãos....


Pode haver fintas hipnotizantes de Ronaldo, dribles com a bola tal como um íman no pé Nani, o perfume espalhado por Moutinho, a classe infinita de Xavi, as defesas miraculosas de Casillas ou os pormaiores de David Silva. Pronto, está aqui o «cardápio» perfeito para o que se pode esperar, esta quarta-feira, em Donetsk, na Ucrânia, na meia-final do Campeonato da Europa, entre Portugal e Espanha.
Já se sabe que a rivalidade vem dos idos tempos de D. Afonso Henriques. Ok? Também sabemos que em qualquer local do país «à beira mar plantado» todos têm uma história relacionada com o país vizinho. Claro. Mas hoje, escreve-se mais uma página de história, desta vez no futebol. Ora, quando portugueses e espanhóis se cruzam no mundo da bola....ui ui...podemos esperar «show».
 
As fintas de Ronaldo & cia podem trocar as voltas à «Roja»

 A campeã da Europa e do Mundo, com o pensamento fixo em Ronaldo, está a um pequeno passo de marcar presença na terceira final consecutiva de um grande torneio de seleções.
Desde a República Federal da Alemanha, na década de 1970, que nenhuma selecção europeia conseguiu chegar a três finais consecutivas. Estas são as contas que invadem a cabeça de nuestros hermanos, que só sofreram um golo neste Euro 2012.


Mas Ronaldo & cia têm outras ideias. Os lusitanos querem voltar à final do Euro, após a derrota em 2004. A seleção nacional vem a crescer na prova e atingiu uma posição de «respeito» no velho continente.

Paulo Bento não conta com Hélder Postiga, que se lesionou nos quartos-de-final. O «carteiro» vai ser substituído por Hugo Almeida. Já Vicente Del Bosque tem a «armada espanhola» na máxima força, mas com menos 48 horas de repouso para o duelo dos vizinhos.
 
Da Cidade do Cabo a Dontesk, com paragem na «Catedral» da Luz
No duelo histórico dos confrontos nas quatro-linhas, os rivais ibéricos já se cruzaram tantas e tantas vezes, sendo que a Espanha leva vantagem.

Os nossos vizinhos venceram 15 dos 34 jogos. Em doze ocasiões deu empate e Portugal venceu sete partidas. A última foi a goleada no estádio da Luz. A equipa das «quinas» venceu por 4x0 e limpou a «Roja» que vinha de «nariz empinado» desde a Cidade do Cabo. Lembra-se?

Bem, continuando a desfiar os números deste duelo, nota-se que a Espanha não perde há 18 jogos oficiais (desde a primeira jornada da fase de grupos do Mundial de 2010). Contudo, a «Roja» perdeu, quatro dos 14 encontros amigáveis que disputou desde então.

Se a análise apontar aos duelos oficiais nota-se que a Espanha ganhou quatro dos sete encontros. Portugal venceu uma vez e há registo de dois empates.

Na memória está bem «fresca» a eliminação em 2010, mas quando o Euro se jogou em Portugal o «galo» português cantou sobre o «touro» espanhol. Antes, a 17 de junho de 1984, Carlos Santillana, marcou aos 73 minutos, o golo que anulou o tento de António Sousa.
Contas e mais contas numa rivalidade de tantos e tantos séculos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Euro 2012: Rep. Checa 0-1 Portugal - CR7 indica o caminho para as meias-finais!


Ao chapéu de Karel Poborsky em 1996, Portugal respondeu 16 anos depois com um cabeceamento certeiro de Cristiano Ronaldo. Aos 79 minutos, o capitão bateu Petr Cech e carimbou o passaporte da seleção portuguesa para as meias-finais do Europeu, dando justiça a um jogo em que só deu Portugal.

Em Inglaterra, Poborsky tirou Portugal do Campeonato da Europa. Agora, na Polónia e com o ex-jogador do Benfica na bancada, foi a vez de Cristiano Ronaldo fazer o mesmo à República Checa. O número 7 mostrou que os momentos decisivos que protagonizou com a Holanda não foram casos esporádicos e voltou a resolver a favor da seleção portuguesa, num lance em que João Moutinho também tem que ser destacado pelo cruzamento que fez.

Rui Patrício não foi chamado à prova nenhuma vez e isso diz bem daquilo que foi o jogo. Portugal foi sem dúvida melhor que o adversário e merece estar nas meias-finais da prova, depois de ter ultrapassado a República Checa e o grupo da morte. Agora, venha a Espanha ou a França.

Checos salvos pelo poste

Foi dos pés de Cristiano Ronaldo que surgiu a grande ocasião de golo na primeira parte. Aos 45 minutos, já com muito pouco para jogar até ao intervalo, o capitão da seleção portuguesa dominou a bola de peito, amorteceu com o pé direito e rematou ao poste da baliza de Petr Cech.

Deu impressão de golo no Estádio Narodowi, mas não passou disso mesmo. A bola ao poste manteve o resultado em 0x0 após uma primeira parte marcada por muitas bolas perdidas e pelo facto de nenhuma equipa ter conseguido assumir o jogo.

A responsabilidade do encontro a eliminar pesava nos ombros dos jogadores de ambas as seleções. Era preciso paciência e os comandados de Paulo Bento souberam tê-la. Portugal conseguiu ter mais posse de bola e por intermédio de Cristiano Ronaldo tentou inaugurar o marcador, apesar do primeiro remate, bem defendido por Petr Cech, ter sido da autoria de João Moutinho, apenas aos dez minutos de jogo.

Através de lances de bola corrida, na conversão de livres diretos e até de pontapé de bicicleta Cristiano Ronaldo tentou colocar Portugal em vantagem, mas, apesar das tentativas, o caminho do golo não foi encontrado, mesmo depois do selecionador ter tirado Hélder Postiga, que sofreu uma lesão muscular aos 40 minutos, e colocado em campo Hugo Almeida.

A República Checa, por sua vez, preocupou-se em impedir que Portugal conseguisse impor o seu jogo. A tarefa, sem dúvida, foi bem-sucedida mas do ponto de vista ofensivo os checos quase não exisitiram e, apesar do equilíbrio, foram os portugueses os mais perigosos.

Cristiano Ronaldo decide outra vez

Ao contrário do que aconteceu na primeira parte, Portugal entrou na etapa complementar a assumir o jogo. A seleção lusa entrou bem e Hugo Almeida, logo na primeira jogada, deu conta da intenção portuguesa em chegar ao golo. Ficou o primeiro aviso, num lance em que o cabeceamento do ponta-de-lança saiu por cima.
  
O segundo surgiu dos pés de Cristiano Ronaldo, que voltou a ter pontaria a mais e acertou novamente no poste da baliza defendida por Petr Cech, guarda-redes que viria a ser fundamental na permanência do 0x0, com boas intervenções a remates de Cristiano Ronaldo, Nani e João Moutinho.

 


Portugal estava claramente por cima do jogo. Era a única seleção que atacava e a República Checa tentava abrandar o ritmo de jogo. Apenas e só! Ainda assim, a seleção das quinas não permitiu que tal acontecesse e, na sequência de uma boa jogada de entendimento com Raul Meireles, Nani esteve muito perto do golo. Valeu aos checos o pé salvador de Kadlec, que desviou a bola do caminho da baliza.

Sem qualquer ponta de patriotismo, Portugal já merecia o golo. A justiça tardava em ser feita mas chegou pela cabeça de Cristiano Ronaldo. O capitão que tantos criticaram marcou pela terceira vez em dois jogos e colocou Portugal nas meias-finais, após excelente cruzamento de João Moutinho.

Agora, tal como em 2000, resta a Portugal esperar por Espanha ou França nas meias-finais, sabendo que vai poder contar com, pelo menos, quatro dos cinco jogadores que estavam em risco para o encontro: João Pereira, Fábio Coentrão, Raul Meireles e Cristiano Ronaldo. Hélder Postiga é para avaliar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Euro 2012: Holanda 1-2 Portugal - Mais uma vez, Cristiano Ronaldo!



Pelo mundo, onde se fala a língua de Camões, colocaram-se os cachecóis e as bandeiras, não faltando a costumeira velinha de igreja. Com um brilhozinho nos olhos ficámos parados a ver no que dava. E deu. Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012, após vencer, este domingo, a Holanda por 2x1. Agora venha a República Checa, na quinta-feira.
Ronaldo a dobrar, Portugal em festa
A orquestra portuguesa andava a tentar afinar, mas todos apontavam o dedo ao 'músico' principal: «Ronaldo não marca, Ronaldo falha, Ronaldo está fora de fora, Ronaldo está pressionado e só pensa em Messi». Ora, quando o musical começou, Ronaldo mostrou que sabe dar música e colocou a Seleção na próxima fase.
Paulo Bento repetiu a fórmula e confirmou o onze que já tinha entrado com os alemães e dinamarqueses. Do outro lado, a equipa 'laranja' entrou com o onze muito ofensivo: Van der Vaart, Snjeider, Robben, Van Persie e Huntelaar. No banco ficou Van Bommel, que foi muito criticado durante a semana.
Portugal olhou a folha de presenças e mostrou uma cara envergonhada, num jogo em que a Holanda mostrou os primeiros 'acordes'.
O domínio holandês resultou em golo por Van der Vaart, aos 11 minutos, após uma perda de bola de Miguel Veloso. Os holandeses circularam a bola rapidamente e Van der Vaart à entrada da área, com pé esquerdo, atirou em arco, fora do alcance de Rui Patrício.
O golo holandês foi o despertador lusitano. «Trrrrrriiiiiiiiim», os jogadores portugueses acordaram com Ronaldo a dar o exemplo.

O capitão carregou a equipa e conseguiu o empate, num grande trabalho de João Pereira, com uma assistência fantástica a rasgar a defesa da Holanda. Ronaldo recebeu nas costas da defesa e não perdoou. Estava feito o empate 1x1, à passagem da meia-hora de jogo.
Daí em diante o domínio foi português. A Holanda ficou longe, muito longe, do fulgor evidenciado na etapa inicial da partida. Portugal já sorria e ia criando várias ocasiões de golo junto da baliza de Stekelenburg. Ainda assim o resultado não mudou e as equipas baixaram aos balneários com o resultado empatado a uma bola.
Minuto 74 foi de liberdade para Portugal
Na segunda parte o jogo foi perdendo intensidade. Portugal podia ter feito o segundo, por exemplo, aos 66 minutos, numa grande jogada de Ronaldo que correu meio-campo e entregou a bola a Fábio Coentrão. A dupla do Real Madrid entendeu-se bem, mas o remate de «Fabinho» teve a oposição do guarda-redes holandês.
Paulo Bento, desde o banco, ia refrescando as peças. Entrou Nélson Oliveira, Custódio e Rolando. Mas Portugal precisava do golo e Ronaldo fez a vontade a 10 milhões de corações. Aos 74 minutos deu-se o golo da liberdade lusitana.
Assistência de Nani e Cristiano Ronaldo a sentar o adversário direto Van der Wiel, antes de atirar para o fundo das redes de Stekelenburg. 2X1 e Portugal tinha a qualificação bem encaminhada.
A Holanda arriscou tudo e Portugal até podia ter ampliado a vantagem.
Os holandeses deixam o Euro 2012 sem qualquer triunfo.


domingo, 17 de junho de 2012

Euro 2012: Holanda x Portugal - Teremos Portugal nos Quartos?


As contas são muitas, mas o objetivo é só um: chegar aos quartos-de-final. Portugal, Alemanha, Dinamarca e Holanda chegam à mesa de jogo, nos últimos e loucos 90 minutos finais, do Grupo B, este domingo, com francas esperanças de qualificação.
 
Portugal quer as 'continhas a bater' certo

Última jornada, dia de decisões. Portugal é o costume, sempre agarrado à máquina de calcular. Os jogadores já «brincaram» com a situação e até disseram que «faz parte da sina lusitana». Seja como for, com maior ou menor perfeição, os portugueses querem ganhar para que as contas 'batam certo'.
Com ou sem Ronaldo a faturar, Portugal não pode ficar à espera. É que a matemática é uma ciência exata.

Do outro lado está a Holanda, que vive dias «amargos». A Laranja não tem sido mecânica e a colheita não está a ser famosa, para quem chegou à Ucrânia e à Polónia com o título de vice-campeã do Mundo. As contas para os holandeses são simples: vencer Portugal por dois golos de diferença e esperar que a Dinamarca também perca.

No que toca aos confrontos com os holandeses, a supremacia histórica de Portugal é evidente. Em seis partidas de caráter oficial, são quatro triunfos da equipa das «quinas» contra apenas um da Holanda e um empate.

Na memória ficam as vitórias portuguesas no Euro 2004, por 2x1, na meia-final, no Mundial 2006, por 1x0, nos «oitavos» ou em Roterdão, por 0x2, no apuramento para o Euro 2000. São oito golos apontados contra quatro sofridos no total dos seis encontros.


 Força Portugal!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Antevisão do Jogo Portugal x Espanha - Candidatura Ibérica


Hoje jogam duas selecções fortíssimos, neste caso Portugal x Espanha,  Espanha se não se recordam sagrou-se campeã do Mundo no Mundial da África do Sul.

O encontro realiza-se às 21:00h e tem direito a transmissão televisiva na RTP1.

O Centro da atenções neste jogo vai para o craque português Cristiano Ronaldo.


Lista de Convocados: ---


Antevisão de Paulo Bento:


Havendo agora alguma discussão sobre quem deve ser o guarda-redes, se continuando Eduardo ou entrando Rui Patrício, teme que isso intranquilize a defesa?
Não. A Selecção deve ser espaço para os melhores e deve haver um elevado grau de competitividade em todos os sectores e posições. Neste momento temos dois guarda-redes que jogam com assiduidade. Depois há outros com qualidade, mas que não estão a jogar nos seus clubes. Poderá vir a ser um problema, em função do menor leque de escolha, mas isso não pode trazer nenhum problema à Selecção nem ao Eduardo. Ele vem de um Mundial onde foi um dos jogadores em foco. Teve depois um momento menos positivo, mas eu já disse que o pior que podíamos fazer era retirar-lhe a confiança. Sem que isso signifique que não podemos testar outras soluções. Basta ver que o Beto tem muito poucas internacionalizações e que o Rui Patrício, que até esteve no Euro'2008, tem zero.

Aos 35 anos, João Tomás marca golos e é sugerido para a Selecção. Ele próprio já disse que o Paulo Bento não olha à idade. Admite vir ainda a dar-lhe uma oportunidade?

É subjectivo responder. O que é certo é que não irei olhar à questão do BI para fazer a convocatória. Esse não é um critério. Temos aqui dois pontas-de-lança [Postiga e Hugo Almeida] que se adequam bem ao que queremos e temos um jogador mais para usar num sistema com dois na frente, que é o Ronaldo, que até pode jogar sozinho. O João Tomás poderá estar num outro leque de jogadores, como o Liedson, o Saleiro, o Nélson Oliveira e o Orlando Sá... O João Tomás não é por isso um caso isolado, mas a idade não será um critério.

 Sem pedidos de poupança


Limitado a seis substituições, o que implica que cinco atletas joguem os 90 minutos, Bento garante que nenhum clube o contactou no sentido de que algum fosse poupado. "Temos uma relação que quero que seja aberta e de disponibilidade para se poder conversar, mas há questões que têm de ser resolvidas por quem de direito. Na Selecção, queremos o nosso espaço. Não fazemos o calendário, e os jogos têm de ser disputados", salientou, afirmando que Ricardo Carvalho, tocado - e que o Real não queria ver em campo -, jamais será posto em risco: "Ainda vamos avaliar. Mas seguramente não vamos colocá-lo em risco."

Bosingwa "diferente" de Veloso


Bento não avançou quem irá ser o lateral-esquerdo, mas admitiu que será ou Bosingwa, o mais provável, ou Miguel Veloso: "São jogadores que, nessa posição, oferecem coisas diferentes ao jogo em termos técnicos, tácticos e físicos. Irei decidir em função da estratégia para o jogo, sendo que o Bosingwa vem de uma paragem mais longa do que o Miguel."

Mourinho e Guardiola? "Dois ganhadores"


A propósito do Barcelona-Real Madrid do fim do mês, Bento foi confrontado com o outro... duelo ibérico: Mourinho versus Guardiola. "O Mourinho adaptou-se a todos os clubes e fê-lo bem. Ganhou tudo por onde passou. O Pep esteve sempre no mesmo clube. Os dois, da sua forma, são treinadores vencedores. Têm ideias distintas, mas não há um com que me identifique, até porque devemos ter ideias e convicções e não imitar ninguém. Não há duplos", respondeu.

"Aqui não há vinganças"


No último encontro com a Roja, Portugal perdeu e ficou fora do Mundial. Esta é uma ocasião para a vingança? "Não, isso não. As minhas equipas não têm sentimentos de vingança, até porque perdemos um jogo com uma selecção que durante os 90 minutos foi melhor do que nós e foi melhor do que todas as selecções no Mundial", disse Bento, reforçando: "Não temos de nos vingar, temos de ir com um sentimento de ambição."

Del Bosque é "um senhor"


Del Bosque é um treinador já de outra geração, mas o seleccionador português admira-o como técnico e pessoa: "Não tive o prazer de ser treinado por ele. É um ganhador e um senhor. O comportamento que teve no Mundial, desde que perdeu com a Suíça até ser campeão, e recentemente ao partilhar um prémio com o Aragonés [campeão da Europa em 2008] é de um senhor."

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dragões na Selecção


João Moutinho e Silvestre Varela foram convocados para o jogo particular a decorrer no dia 07 de Novembro 2010 às 21:00h no Estádio da Luz em Lisboa.

 Este jogo insere-se no âmbito da campanha de promoção da candidatura Ibérica à organização do Campeonato do Mundo de 2018 e das comemorações do Centenário da República Portuguesa.

A novidade desta convocação vai para Bosingwa que regressou devido a lesão e que já passou pelo FCPorto e agora joga no chelsea.
A outra grande estrela da selecção vai para Cristiano Ronaldo que será o centros das "atenções" e é candidato este ano outra vez a melhor jogador do mundo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Islândia 1-3 Portugal . E temos a ambição do costume.


FICHA DE JOGO:




( imagem retirada do blog Dragaopentacampeao )


Portugal voltou a mostrar como é ser superior aos seus adversários, depois da vitória da Dinamarca por 3-1, Portugal desta vez voltou a repetir o resultado mas frente há selecção irlandesa.


Os golos da selecção foram apontados por: Cristiano Ronaldo, Raul Meireles e Hélder Postiga.


Com uma vantagem mais confortável, a Selecção pôs então em campo os seus melhores recortes técnicos, criando e desperdiçando algumas boas oportunidades para chegar à goleada.


Parece que a administração vez a aposta correcta ao contratar o seleccionador Paulo Bento.




 Portugal só volta a jogar a 4 de Junho do próximo ano ( 2011 ), para receber a Noruega.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Antevisão do Jogo Islândia x Portugal



Agora, que todos os jogos são para ganhar, se pretendemos alimentar o sonho da qualificação para a fase final, a deslocação à Islândia deve ser encarada com a responsabilidade e ambição de verdadeiros campeões.

A tarefa é tanto mais difícil quanto a margem nula de erro, pelo que não existem outros parâmetros.

Veremos se é hoje que despertamos o Vulcão.



Com este espírito Portugal contornará mais esta dificuldade.

Como em equipa que vence não se deve mexer e porque não há lesionados:

EQUIPA PROVÁVEL:



Competição: Euro/2012 - Fase de qualificação - 4ª Jornada Grupo H 
Palco:
 Estádio Laugardalvollur - Reykjavík - Islândia
Data e hora:
 12 de Outubro de 2010 às 20:45 h 
Árbitro:
Thomas Einwaller  - Áustria
Transmissão: RTP 1

sábado, 9 de outubro de 2010

Portugal 3-1 Dinamarca . E estamos de volta..........


PORTUGAL 3-1 DINAMARCA




A selecção de Portugal reentrou ontem no único caminho que pode conduzi-la à fase final do Europeu de 2012, que é o das vitórias. Fê-lo batendo por 3-1 a Dinamarca, um dos adversários directos na corrida à qualificação, graças a uma exibição que foi primeiro segura, ainda que com alguma falta de chama, mas que depois chegou a ser espectacular, a ponto de o risco de perda de pontos que chegou a pairar no Estádio do Dragão após o golo dinamarquês ter de ser encarado na altura como uma tremenda injustiça. Foi decisivo Nani, porque marcou os dois primeiros golos e assistiu Ronaldo, em trabalho de autor, para o terceiro, mas também João Moutinho, o patrão que a Selecção tanto procurava e que afinal estava ali, bem à vista de todos. E até Ronaldo se juntou à festa mais tarde, com uma segunda parte de grande nível.
Na estreia aos comandos da equipa, Paulo Bento desfez uma das inovações de Carlos Queiroz, voltando a remeter Pepe para o centro da defesa e apostando num meio-campo de pesos-pluma (Meireles, Martins e Moutinho têm 66 kg de peso médio), mas com rotinas de posição. E foi um risco bem calculado, porque Raul Meireles, a jogar no vértice mais recuado do triângulo, fez um jogo de grande disciplina táctica, mantendo quase sempre a posição à frente dos centrais e cortando muitas linhas de passe, mas sobretudo porque João Moutinho pegou no jogo da equipa de uma forma que já nem Deco era capaz de fazer nos últimos tempos. Eis como um mau suplente (Moutinho acumulara nos últimos tempos entradas infelizes perto do final dos jogos da Selecção, muitas vezes marcadas pela perda de vantagens entretanto conseguidas) se pode transformar num titular providencial.
E ainda que tenha começado o jogo com alguma incapacidade para criar desequilíbrios e, sobretudo, para ligar Hugo Almeida ao resto da equipa (em parte porque a Dinamarca reduzia bem os espaços jogando muito junta atrás, mas também porque se viam algumas descoordenações do ponta-de-lança com as diagonais dos extremos para a área), Portugal encontrou forma de chegar ao golo em dois momentos quase sucessivos, aos 29 e aos 31 minutos, sempre em transição ofensiva. Primeiro foi uma bola recuperada por Ronaldo que acabou num cruzamento rasteiro e num remate bem-sucedido de Nani, depois foi o próprio Nani a recuperar um passe disparatado de Poulsen para a zona central e a fazer o 2-0 numa bomba de pé esquerdo.
A perder por 2-0, a Dinamarca precisaria de mudar, mas aquilo que se viu foi pouco. É verdade que, privada de algumas das suas estrelas (Bendtner faz muita falta), a equipa visitante apostara tudo num 4x2x3x1 com um bloco médio/baixo, com risco ofensivo quase nulo e muitas perdas de tempo na reposição de bola em jogo desde os instantes iniciais. Com o 0-2, desapareceram as perdas de tempo, mas a equipa continuou muito atrás, dando assim espaço a Portugal para crescer e construir em cima da vantagem. E ainda que não o tenha aproveitado para dilatar o marcador, a equipa nacional mostrou então a sua melhor cara, muito porque Cristiano Ronaldo entrou no jogo. O CR7 quase marcou aos 43', num potente remate de meia distância; acertou na barra aos 54', após excelente iniciativa de Fábio Coentrão; colocou Lindegaard em dificuldades num livre aos 70' (em cuja recarga Carlos Martins quase marcou também); e aproveitou uma tabela com Tiago para voltar a experimentar os dotes do guardião dinamarquês, aos 76'. E se Portugal não marcou, quem o fez foi uma Dinamarca que a meio da segunda parte já tinha arriscado trocando o inoperante Jensen pelo promissor Eriksen e, sobretudo, transformando o rígido 4x2x3x1 num 4x1x4x1, com Lovenkrands numa ala e Rommedahl ao lado de Eriksen no apoio ao ponta-de-lança.
Tal como Portugal, a Dinamarca marcou na primeira ocasião para o fazer; e teve até mais sorte, pois fê-lo num autogolo de Ricardo Carvalho, na sequência de um canto da direita que Pepe não conseguiu desfazer. Mas, ao contrário de Portugal, nos 12 minutos que faltavam até ao apito final a equipa de Morten Olsen não construiu em cima do seu golo. Paulo Bento já substituíra Carlos Martins por Tiago, refrescando o sector nevrálgico da equipa nesta altura (a cabeça de área, onde a Dinamarca podia conseguir superioridade numérica), mas tal nem se revelou decisivo, pois, até final, só os portugueses chegaram com perigo à baliza adversária: aos 82', Postiga combinou bem com Ronaldo para concluir o lance com um remate demasiado alto e, a cinco minutos do final, o próprio Ronaldo descansou os adeptos marcando finalmente o golo por que tanto ansiava. Foi na sequência de um enorme trabalho de Nani, a aguentar a bola entre Poulsen e Kroldrup e a demorar o passe até ao segundo exacto em que podia isolar o CR7, que desta vez não teve dificuldades para bater o guardião dinamarquês.
Estavam assegurados o arranque vitorioso de Paulo Bento e a manutenção da pressão sobre uma Noruega que ganhara em Chipre e por isso disparara na primeira posição. E se, em relação ao novo seleccionador, os jogadores foram até ostensivamente entusiásticos (viu-se muita indirecta a Carlos Queiroz nas declarações que se seguiram à partida), já no que respeita à classificação o mais difícil continua por fazer: Portugal terá mesmo de esperar que Noruega e Dinamarca se atrapalhem para se chegar à frente, ganhando ao mesmo todos os seus jogos. A começar já pelo de terça-feira, na Islândia, ante a equipa mais fraca do grupo.


fonte: ojogo.pt


Destaque para as estreias de João Pereira e de Cristiano Ronaldo que regressou aos golos 4 meses depois.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Antevisão do jogo Portugal x Dinamarca


Veremos no que resulta o jogo de logo de Portugal x Dinamarca e destaque para a estreia como seleccionador nacional Paulo Bento.


O palco escolhido não poderia ser melhor, o nosso lindíssimo Estádio do Dragão.



LISTA DOS CONVOCADOS

FC PORTO (Portugal): Beto, Rolando, João Moutinho, Rúben Micael e Silvestre Varela
 Braga (Portugal): Sílvio 
Sporting (Portugal):Rui Patrício, João Pereira e Hélder Postiga 
Benfica (Portugal): Fábio Coentrão e Carlos Martins 
Zénit São Petersburgo (Rússia): Bruno Alves e Dany 
Liverpool (Inglaterra): Raul Meireles
 Werder Brenen (Alemanha): Hugo Almeida
Toulouse (França):
Paulo Machado

 Real Madrid (Espanha): Ricardo Carvalho, Pepe e Cristiano Ronaldo 
Manchester United: Nani
Valência (Espanha): Manuel Fernandes 
Atlético Madrid (Espanha): Tiago
Génova (Itália): Eduardo



Competição: Euro/2012 - Fase de qualificação - 3ª Jornada Grupo H   
Palco: Estádio do Dragão - Porto   
Data e hora: 8 de Outubro de 2010 às 20:45 h    
Árbitro: Eric Braamhaar - Holanda
Transmissão: RTP 1

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Estamos com vida muito difícil....


Ficha do Jogo:

Noruega: Knudsen; Hogli, Hangeland, Weahler, Ruud; B.H. Riise, Hauger, Grindheim; Huseklepp, Carew e Pedersen
Suplentes: Jarstein, Demidov, Hoiland, Iversen, Jensen, Braaten e Abdoullaoue.

Portugal: Eduardo, Sílvio, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Miguel Veloso; Tiago, Manuel Fernandes e Raul Meireles; Nani, Hugo Almeida e Quarersma.
Suplentes: Beto, Rolando, João Moutinho, Liedson, Danny, Yannick e Miguel.

A Selecção Nacional de futebol foi esta noite derrotada em Oslo, pela Noruega, e ao fim de dois jogos na qualificação para o Euro-2012 tem apenas um ponto conquistado.

Envolvida em clima de indefinição provocada pela suspensão de Carlos Queiroz e treinada, em piloto automático, por Agostinho Oliveira, a Selecção Nacional continua a bater recordes negativos: depois do empate com o Chipre (4-4), equipa a quem sempre Portugal ganhara, desta vez a primeira derrota diante da Noruega.

Foi aos 21 minutos que Huseklepp aproveitou um erro tremendo de Eduardo para marcar o golo solitário da partida. O avançado beneficiou da acção de Carew, que pressionou o guarda-redes português quando este tinha uma bola aparentemente controlada.

A equipa portuguesa acabou por reagir bem ao golo, sobretudo na segunda-parte, mas acaba por sair derrotada essencialmente por duas razões: não foi capaz de criar ocasiões realmente perigosas de golo; as que criou foram desperdiçadas.

Ao segundo jogo do apuramento para o Euro-2012, Portugal tem um ponto e está já a 5 da Noruega e a dois da Dinamarca, que tem menos um jogo. Faltam apenas seis jogos à equipa Nacional, que está praticamente proibida de voltar a perder pontos se quer chegar à próxima competição de Selecções.