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sábado, 16 de agosto de 2014

FC Porto 2-0 Marítimo. FC Porto entra a ganhar no campeonato com estreia histórica de Rúben Neves!

FC Porto 2-0 Marítimo (Rúben Neves 12' e Jackson 94')


Os dragões entraram da melhor maneira na Primeira Liga com um triunfo por 2-0 diante do Marítimo, numa partida em que Rúben Neves foi o grande protagonista. O médio português fez história ao se tornar o mais jovem a estrear-se a titular pelo FC Porto na Liga e também pelo facto de ser o elemento mais precoce a faturar pelos azuis e brancos. A equipa de Lopetegui dominou por completo os insulares, embora não tenha feito um jogo particularmente entusiasmante. O Estádio do Dragão apresentou-se cheio com 48.036 espectadores, grande entusiasmo e perspectiva na estreia do FC Porto no campeonato.

(em atualização)

domingo, 6 de janeiro de 2013

F.C.Porto 1-0 Nacional. Jackson pois claro!


FICHA DE JOGO

FC Porto-Nacional, 1-0
Liga, 13.ª jornada
5 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.109 espectadores

Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: João Santos e Bruno Rodrigues
Quarto árbitro: Carlos Reis

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: James por Defour (46m), Varela por Kelvin (72m) e Lucho por Castro (90m)
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Dellatorre e Sebá
Treinador: Vítor Pereira

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Moreno (cap.), Revson e Diego Barcellos; Candeias, Mário Rondon e Mihelic
Substituições: Mihelic por Keita (46m), Revson por Claudemir (55m) e Diego Barcellos por Isael (65m)
Não utilizados: Gottardi, Jota, Edgar Costa e Sérgio Duarte
Treinador: Manuel Machado

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Jackson Martínez (24m)
Cartão amarelo: Moreno (53m), Mexer (73m), João Aurélio (88m) e Fernando (90m+1)

 Foi, seguramente, a mais difícil vitória do FC Porto das seis consecutivas sobre o Nacional no espaço de apenas um ano. A primeira razão afere-se facilmente do resultado (1-0) e as restantes decorrem da disposição defensiva do adversário e da exibição do seu guarda-redes. Pelo meio, houve muito mais futebol do que revela o desfecho, selado, de cabeça, por Jackson Martínez.

Com um resultado acumulado de 15-0 a sobressair dos cinco encontros mais recentes com o Nacional, voltar a marcar à equipa madeirense foi, sobretudo, um exercício de paciência, ainda que concluído em menos de meia hora. Mas a persistência portista não jogou sozinha. Com ela, correu também a velocidade e uma qualidade notável quando na posse de bola.

O ritmo da aproximação ao golo foi, por isso, crescente e, entre outras ameaças, um derrube a João Moutinho ficou a dever a correspondente grande penalidade aos Dragões, ainda com dez minutos jogados. Sem stress ou sinais de desespero, o FC Porto retomou a procura, bem sucedida 14 minutos adiante e com Moutinho fora da área. Da marca de canto, o médio português bateu o pontapé perfeito para Jackson Martínez fazer, de cabeça, o seu 11.º golo na Liga.

Da vantagem ao intervalo, perderam-se quatro oportunidades excelentes para ajustar o resultado ao futebol praticado, com Lucho, Danilo, Jackson e James a falharem o golo por pouco e pouco antes do último intérprete da lista de ocasiões abandonar o relvado devido a lesão.

Do recomeço e até das substituições não resultaram alterações significativas. O FC Porto continuou muito mais próximo do 2-0 do que o Nacional do empate, que procurava em raras situações de contra-ataque. Vladan, o guarda-redes da equipa madeirense, assumir-se-ia como a grande diferença, adiando a resolução do jogo antes do fecho.

Depois de negar o golo num remate cruzado de Defour, que entrou para substituir James, Vladan defendeu, no espaço aproximado de um segundo, remates sucessivos do mesmo Defour e de Lucho, encurtando, logo a seguir, o ângulo e a taxa de sucesso à insistência de Jackson Martínez. Mas o golo já estava feito. O jogo foi ganho ao 24.º minuto.



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

F.C.Porto 3-0 Dínamo Zagreb . Agora é vencer em França!


FC Porto 3-0 Dínamo de Zagreb

UEFA Champions League, grupo A, 5.ª jornada
21 de Novembro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.603 espectadores.


Árbitro:
Paolo Tagliavento (Itália).
Assistentes:
Mauro Tonolini e Lorenzo Manganelli.
Quarto árbitro:
Riccardo di Fiore.
Assistentes adicionais:
Luca Banti e Paolo Silvio Mazzoleni.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições:
Defour por Fernando (67m), Abdoulaye por Alex Sandro (67m) e Lucho por Atsu (75m).
Não utilizados:
Fabiano, Miguel Lopes, Castro e Kleber.
Treinador:
Vítor Pereira.

DÍNAMO DE ZAGREB:
Kelava (cap.); Vrsaljko, Vida, Šimunic e Pivaric; Ademi, Kovacic e Brozovic; Beqiraj, Sammir e Cop.
Substituições:
Sammir por Puljic (76m), Cop por Halilovic (84m) e Beqiraj por Krstanovic (86m).
Não utilizados:
Mitrovic, Calello, Tomecak e Alispahic.
Treinador:
Ante Cacic.

Ao intervalo:
1-0.

Marcadores:
Lucho (20m), João Moutinho (67m) e Varela (85m).

Cartões amarelos:
Jackson Martínez (25m), Ademi (45m), Abdoulaye (53m), Šimunic (66m) e Varela (82m).
Era uma vez um treinador muito contestado num clube habituado a ganhar. Esse treinador veio ocupar a cadeira de sonho do menino perfeito. Apesar dos adeptos desconfiados, da comunicação social adversa, de uma gala dos Dragões de Ouro atípica, dos comentadores ávidos de sangue, de um balneário em pé de guerra, da falta de um ponta-de-lança, do menosprezo dos seus pares, contra todos os vaticínios, o homem sagrou-se campeão. A contestação, porém, não terminou aí. No Porto, afinal de contas, foi-se dizendo, qualquer um se arrisca a ser campeão. E, além disso, a participação na Champions tinha sido paupérrima. O homem começou então a nova época meio tremido, quiçá ensombrado pelo fantasma do tal menino da cadeira de sonho, que tinha ficado desempregado e que se dizia que podia voltar. Hoje, um está prestes a ficar desempregado outra vez e o outro, o homem de quem falamos, o Prof. Vítor Pereira, já vai com uma Supertaça no bolso, é líder do campeonato e, à entrada para a última jornada da fase de grupos, comanda a equipa com mais pontos de toda a Champions League. Coisa pouca.

Não é todos os dias que uma equipa parte para a última ronda da fase de grupos da mais importante competição internacional de clubes para decidir se passa à fase seguinte em primeiro ou em segundo. Para uns será uma miragem, para outros uma realidade.

Com efeito, o jogo desta noite mostrou um Porto demasiado forte para o futebol e para as aspirações do Dínamo de Zagreb. Não que os croatas não tivessem incomodado durante a primeira parte, porque de facto enviaram uma bola ao poste e assustaram por diversas vezes a baliza de Helton, nomeadamente através de bolas paradas. E até se deve dizer, em abono da verdade, que o Dínamo pratica um futebol atractivo, de posse, com circulação de bola e com alguns jogadores de elevada craveira técnica, com destaque para o número 8 Kovacic, de uns muito prometedores 18 anos, com qualidade para merecer uma observação mais atenta pelo departamento de scouting do nosso clube. Tudo isto é verdade, mas tudo isto não chega para este FC Porto que se apresenta em níveis anímicos estratosféricos, com um futebol de posse e de "toca e corre" que baralha qualquer adversário, aliado a uma capacidade de pressing absolutamente surpreendente e devastadora.

Nada disto se faz, obviamente, sem um balneário unido, que claramente confia no seu timoneiro. A equipa vive de pequenas sociedades de sucesso: Lucho e Moutinho entendem-se às mil maravilhas; James e Jackson são um par no ChaChaCha; Danilo, Lucho e James triangulam cada vez mais de olhos fechados. E de fora, por lesão, têm ficado Alex Sandro, Maicon e Fernando... dá que pensar!

Mais a mais, quem entra na equipa apanha rapidamente o comboio e não encrava a engrenagem. Foi assim com Mangala (Vítor Pereira terá aplicado ao francês a mesma receita que a Maicon durante grande parte do ano transacto, dando-lhe minutos e rodagem na lateral, amadurecendo-o, para depois lhe oferecer a zaga numa bandeja), que não comprometeu nesta sua passagem pela posiçao que é, por defeito, de Alex; está a ser assim com Abdoulaye, que já leva dois jogos na Champions sem que a equipa sofra golos; foi assim com os que jogaram na Choupana, onde se notaram claras melhorias de jovens como Castro, Atsu, Iturbe e Kléber. Aliás, confesso nunca ter vislumbrado pelo Olival tanto talento em estado bruto como neste ano... são tantos e tantos os atletas com menos de 21 anos que só podemos sorrir de curiosidade ao imaginar o futuro deste FC Porto.

De destacar o notável jogo de João Moutinho, autor de uma obra de arte em forma de livre, elevando o seu jogo para o patamar que se lhe vinha pedindo, transformando-se num médio com capacidade para chegar à frente, não só assistindo os colegas (como já fazia e bem), mas também testando o seu poder de fogo.

Nota relevante, também, para a tremenda forma física de Lucho, sendo este o seu segundo jogo consecutivo a facturar, mostrando que continuam intactos os seus predicados de médio goleador. Velhos são os trapos, quase que apetece dizer a muitos que já lhe vinham fazendo o funeral antecipado ou que pensavam - certamente não o conhecendo - que o argentino vinha gozar uma pré-reforma dourada para a Invicta.

Jackson continua a maravilhar o estádio com a sua inconfundível classe e a forma fácil como domina a bola e a endossa as colegas. É certo que não teve oportunidades para figurar a lista de marcadores, mas a qualidade está toda lá. E é muita! Varela continua a pôr-nos a cabeça em água, alternando o bom com o mau, mas sempre com o golo da praxe. Que seja sempre assim, é o que a nação portista lhe pede!

Em suma, mais uma noite europeia em que o Porto assumiu a sua condição de grande da Europa, não deixando os seus créditos por mãos alheias, traduzidos especialmente numa segunda parte de elevada qualidade e superioridade. Ainda houve tempo para dar uns importantes minutos a Fernando e a Alex Sandro, certamente já a pensar no importante jogo de Domingo em Braga. A isto se chama plantar para colher os frutos mais tarde.

Antes do apito final, ainda assistimos à estreia na Champions League de Halilovic, de apenas 16 anos. O croata tornou-se o mais jovem jogador de sempre a disputar uma partida nesta competição. E, de facto, o croata não poderia ter melhor estreia internacional. A última vez que um miúdo de 16 anos se estreou no Dragão, curiosamente pisando tambem um relvado lastimável, chamava-se Leonel Messi. Nesta vida nada é por acaso. Há mesmo lugares abençoados.

Até Domingo!

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Vítor Pereira vai a jogo em Paris. Depois da qualificação em Kiev e da vitória sobre o outro Dínamo, o de Zagreb, o treinador do FC Porto mantém a intenção de terminar a fase de grupos na primeira posição. Para o conseguir, basta-lhe um empate no Parque dos Príncipes, mas o técnico não se desvia do propósito de vencer, reiterando a especial predilecção por "bons jogos".

Consistência e dinâmica
"Ganhámos e justificámos a vitória e o resultado, com uma exibição consistente e dinâmica. Foi uma vitória natural, frente a uma equipa que nos criou dificuldades, nomeadamente na primeira parte. Com a qualidade individual, conseguimos também superar este obstáculo."

Qualidade dos médios
"Os golos marcados pelos médios tem a ver com o trabalho, a qualidade deles e o facto de sentirem confiança para aparecer em zonas de finalização."

Para ver quem é o melhor
"Para nós, é importante ficar em primeiro, porque esse é o nosso objectivo. Vamos a Paris com o objectivo de fazermos o nosso jogo, com a nossa identidade, e procurar vencer. Depois veremos quem é a melhor equipa e quem fica em primeiro. Gostamos de bons jogos e este será um deles."

A marcar muito e a sofrer pouco
"Temos realizado bom jogos, com qualidade, que não se resume na qualidade ofensiva, mas também se alarga à consistência defensiva. Temos feito bons jogos, marcando muitos golos e permitindo pouco. E isso só uma equipa consistente consegue."

sábado, 17 de novembro de 2012

CDNacional 0-3 F.C.Porto . Objetivo cumprido


FICHA DE JOGO

Nacional-FC Porto, 0-3
Taça de Portugal, quarta eliminatória
17 de Novembro de 2012
Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro: Paulo Baptista
Assistentes: José Braga e Valter Dias
4.º Árbitro: Roberto Rebelo

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Manuel Da Costa, Mexer e Marçal; Revson, Claudemir e Jota; Diego Barcellos, Mario Rondón e Mateus
Substituições: Keita por Jota (46 minutos), Daniel Candeias por Mateus (64 minutos) e Edgar Costa por Diego Barcellos (76 minutos)
Não utilizados: Gottardi, Miguel Rodrigues, Mihelic e Isael
Treinador: Manuel Machado

FC PORTO: Fabiano; Miguel Lopes, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, Castro e Lucho; Atsu, Iturbe e Kleber
Substituições: João Moutinho por Defour (63 minutos), James por Iturbe (63 minutos) e Danilo por Mangala (81 minutos)
Não utilizados: Helton, Rolando, Varela e Jackson
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Lucho (27 minutos), Mangala (71 minutos) e Kleber (89 minutos)
Cartão amarelo: Mangala (25 minutos), Manuel Da Costa (31 minutos), Claudemir (38 minutos), Mexer (61 minutos), Atsu (62 minutos), Marçal (80 minutos)

 O FC Porto foi à Madeira vencer o Nacional por 3-0 e está nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Lucho, Mangala e Kleber assinaram os golos do triunfo que contou também com uma exibição de gala de Christian Atsu.

Os Dragões entraram na Choupana donos e senhores da bola, perante um Nacional de linhas recuadas e meio-campo reforçado. Rapidamente se percebeu que a iniciativa de jogo pertenceria quase em exclusivo ao bicampeão nacional, com a equipa da casa a tentar aguentar o nulo e a aproveitar-se de possíveis contra-ataques ou lances de bola parada.

Mesmo sem forçar o ritmo, o FC Porto fez o que lhe competia e criou a primeira jogada de perigo logo aos sete minutos, com Lucho a servir Kleber na perfeição e o avançado a cabecear ao lado. Com um ataque totalmente renovado, apoiado nos arranques de Iturbe e na ousadia de Atsu, os azuis e brancos aumentaram gradualmente a presença no ataque e encostaram os madeirenses à sua zona defensiva.

Sobre os 16 minutos, uma bonita combinação entre Castro e Atsu ia dando o 1-0, mas Kleber chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento do ganês e adiou os festejos. A vantagem acabaria mesmo por aparecer já perto da meia-hora de jogo, outra vez com o extremo na jogada: depois de um soberbo movimento individual na direita, o camisola 27 cruzou com conta, peso e medida para a entrada de Lucho ao segundo poste, e o argentino, sem deixar a bola tocar o chão, assinou um golaço.

A perder, o Nacional soltou amarras e aproximou-se da baliza de Fabiano, mas tanto o livre de Revson como o cabeceamento de Manuel Da Costa passaram ao lado. Em cima dos 45 minutos, Kleber voltou a ameaçar e a falhar na pontaria, após uma fantástica jogada colectiva ao primeiro toque.

Depois do intervalo, a formação de Manuel Machado surgiu mais expedita e conseguiu criar alguns lances de perigo para as redes portistas. Atento e seguro, Fabiano controlou bem as iniciativas alvi-negras, nomeadamente as acrobacias de Rondón, Diego Barcellos e Keita.

Junto à baliza de Vladan o filme era outro. Atsu não só dava muitas dores de cabeça à defesa do Nacional, como conseguia semear o pânico. Aos 71 minutos, depois de muito moer a paciência aos adversários, o extremo voltou a servir de bandeja um companheiro para o 2-0: desta vez coube a Mangala, exemplarmente infiltrado entre os centrais, empurrar o esférico para lá da linha de golo.

A vitória já aqui estava garantida, mas o encontro não acabou sem novo golo portista. Aos 88 minutos, Fabiano saiu aos pés do ex-Dragão Candeias para impedir o 2-1 e no contra-ataque Kleber passou finalmente das ameaças aos actos: lançado por João Moutinho com um passe magistral, o avançado ultrapassou o guarda-redes e fez o merecido golo. 3-0 e mais um passo para o Jamor. 



domingo, 11 de novembro de 2012

F.C.Porto 2-1 Académica . Moutinho faz das suas.... com um golaço!

FICHA DE JOGO

FC Porto-Académica, 2-1
Liga, nona jornada
11 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.910 espectadores

Árbitro: Hugo Pacheco (Porto)
Assistentes: João Silva e Pedro Ribeiro
Quarto árbitro: Pedro Maia

FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (63m), João Moutinho por Castro (85m) e James por Kelvin (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Iturbe, Miguel Lopes e Rolando
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Nivaldo; Marinho, Makelele e Keita; Cleyton, Cissé e Wilson Eduardo
Substituições: Cleyton por Ogu (63m), Marinho por Ferreira (74m) e Nivaldo por Afonso (74m)
Não utilizados: Peiser, Maguique e Saleiro
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (50m), João Moutinho (62m) e Wilson Eduardo (79m)
Cartão amarelo: Abdoulaye (75m), Ferreira (78m) e Ogu (83m)

 Oito meses depois, o bicampeão voltou a consentir um golo no Dragão em jogos da Liga. Curiosamente, frente ao mesmo adversário que marcara pela última vez no Porto. Mas a proeza, ou a apetência especial, não serviu de muito à Académica. Antes de Wilson Eduardo, marcaram James e João Moutinho. E depois mais ficaram por marcar, numa vitória mais clara do que a expressão do resultado (2-1).

Faltou, sobretudo, intensidade e envolvimento à primeira parte dos Dragões, porque, já então, o ataque, sendo frequente, não era suficientemente rápido para provocar desequilíbrios numa defesa, a da Académica, que depressa mecanizou movimentos de neutralização, encontrando sempre resposta às articulações preferenciais do adversário.

Por duas vezes, Jackson Martínez foi a maior ameaça. Ainda antes de atingida a dezena de minutos, o colombiano errou a direcção do “chapéu” quando Ricardo lhe saiu ao caminho e, pouco depois de ultrapassada a meia-hora, assistido por João Moutinho, preferiu o remate à meia-volta, com James mesmo ao lado e em condições de correr isolado para a baliza.

Obrigado a travar por opção do compatriota, James correria mais tarde, pouco depois do recomeço, movido por um daqueles passes de Lucho a que não se pode dizer não. Dominada a bola e à saída de Ricardo, James escolheu o lado mais difícil e marcou, entre o guarda-redes e o poste mais próximo.

Não passariam muito mais de dez minutos para a bola voltar a entrar na baliza da Académica e, curiosa e sensivelmente, pelo mesmo sítio. Desta vez, com todos os créditos do lance resumidos num único protagonista e num lance inventado e interpretado por João Moutinho: um remate preciso, desferido a mais de 20 metros, para o qual Ricardo voou, indiferente às probabilidades nulas de êxito.

Apesar de imutável, o domínio portista seria pontualmente questionado num remate de Wilson Eduardo, surgido quase do nada, mas a tempo de recuperar dúvidas e interesse com pouco mais de dez minutos para jogar, que, ainda assim, bastaram para o FC Porto repetir exercícios de superioridade, sem acrescentar novos números ou expressão a uma hegemonia que merecia maior capacidade de finalização.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dynamo Kyiv 0-0 F.C.Porto . FCPorto está nos Oitavos!

FICHA DE JOGO

Dínamo de Kiev-FC Porto, 0-0
Liga dos Campeões, Grupo A, 4.ª jornada
6 de Novembro de 2012
Estádio Olímpico, em Kiev
Assistência: 34.386 espectadores

Árbitro: Alberto Mallenco (Espanha)
Assistentes: Roberto Díaz Pérez del Palomar e Jesús Calvo Guadamuro
Quarto árbitro: Pau Cebrian Devis
Assistentes adicionais: Fernando Teixeira e Antonio Mateu Lahoz

DÍNAMO DE KIEV: Koval; Betão, Mikhalic, Khacheridi e Taiwo; Vukojevic, Miguel Veloso e Milevskiy; Yarmolenko, Marco Ruben e Gusev (cap.)
Substituições: Milevskiy por Haruna (58m), Marco Ruben por Ideye (67m) e Vukojevic por Kranjcar (88m)
Não utilizados: Shovkovskiy, Garmash, Bogdanov, Haruna e Mehmedi
Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Abdoulaye e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela
Substituições: Varela por Atsu (76m), Defour por Castro (79m) e James por Kleber (90m+1)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Rolando e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

Cartões amarelos: Vukojevic (20m), Milevskiy (42m) e Abdoulaye (70m)

O FC Porto garantiu esta terça-feira o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, ao obter um nulo na Ucrânia, frente ao Dínamo de Kiev. Os Dragões controlaram a partida e dispuseram das melhores oportunidades para marcar. Não venceram, mas garantiram o essencial: com 10 pontos em 12 possíveis, mantêm-se em primeiro no grupo A e asseguram um lugar entre as 16 melhores formações da Europa.

Os primeiros 15 minutos de jogo foram difíceis para o FC Porto, com os ucranianos a empurrarem os Dragões para o seu meio-campo. Porém, o domínio foi mais territorial do que efectivo: aos 30 minutos, Helton ainda não tinha efectuado uma única defesa. Passado o primeiro quarto de hora, os azuis e brancos passaram a circular mais a bola e, no final do primeiro tempo, já dominavam o item relativo à sua posse, com 55 por cento.

A grande oportunidade da etapa inicial foi do FC Porto: aos 35 minutos, James cruzou da esquerda para o cabeceamento de Jackson, que Koval desviou para canto. Ao intervalo, os portistas tinham obrigado o guardião contrário a três defesas, enquanto Helton só foi forçado a intervir uma vez. O Dínamo de Kiev tinha obrigação de vencer e “pegar” no encontro, mas não o conseguia.

Aos cinco minutos da segunda parte, o FC Porto voltou a ter uma boa ocasião para abrir o marcador: Varela, isolado por James, atirou cruzado, mas ao lado. Aos 62, um livre de João Moutinho sofreu um desvio na barreira e quase enganava Koval. A melhor situação da equipa de Kiev ocorreu aos 67, com Yarmolenko a escapar ao fora-de-jogo, mas Helton, atento, defendeu com tranquilidade.

Na fase final da partida, os portistas procuraram explorar os espaços cedidos pelo adversário, que colocou mais unidades no ataque. Entrou Atsu para o lugar de Varela, na tentativa de acelerar o contra-ataque dos Dragões. Numa jogada rápida, a um minuto do fim, Lucho disparou em boa posição, mas ao lado.
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O 0-0 seria o resultado final, que garante o objectivo essencial para os Dragões, que de resto se mantêm invictos na Ucrânia (três vitórias e dois empates). O primeiro lugar do grupo A será agora discutido com os franceses do Paris Saint-Germain. No próximo desafio da Champions, o FC Porto recebe os croatas do Dínamo de Zagreb (21 de Novembro, 19h45).



domingo, 4 de novembro de 2012

F.C.Porto B 1-0 Marítimo B . Finalmente, uma vitória!


FC Porto B 1-0 Marítimo B

II Liga 2012/13, 12.ª jornada
03 de Novembro de 2012.
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia.
Assistência: ---.


Árbitro:
Rui Costa (Porto).

FC PORTO B:
Stefanovic; David Bruno, Anderson, Tiago Ferreira, Quiñones; Mikel (Edú 79m), Pedro Moreira, Tozé (Fábio Martins 90m); Kelvin (Sebá 67m), Vion, Iturbe.
Substituições
: Sebá por Kelvin (67m), Edú por Mikel (79m), Fábio Martins por Tozé (90m).
Não utilizados:
Eloi, Zé António, Frédéric Maciel.
Treinador:
Rui Gomes.

MARÍTIMO B:
Wellington Lima, Gegé, Patrick Bauer, Igor Pita, Armando, Sérgio Marakis (André Ferreira 88m), Rodrigo Antônio, Nuno Rocha, Gonçalo Abreu, João Vieira (Edivândio 68m), Kukula.
Substituições:
Edivândio por João Vieira (68m), André Ferreira por Sérgio Marakis (88m).
Não utilizados:
José Sá, Ricardo Alves, José Tiago e Romeu Ribeiro.
Treinador:
José Barros.

Ao intervalo:
0-0.
Marcadores:
Iturbe (85gp).
Cartões amarelos:
Mikel (40), Patrick Bauer (48), Gonçalo Abreu (69), Armando (78), Gégé (84), Nuno Rocha (84).

O FC Porto B venceu este sábado o Marítimo B por 1-0, em jogo a contar para a 12.ª jornada do campeonato da Segunda Liga. Iturbe foi o autor do golo, na transformação de um penalti.


Numa altura em que quase nada tem corrido bem, com uma série de resultados negativos, em que a equipa tem naturais responsabilidades, mas muitas decisões penalizadoras das equipas de arbitragens e falta de sorte contribuíram de forma decisiva, desta vez coube ao FC Porto beneficiar de uma decisão polémica do árbitro Rui Costa, que considerou penalti um lance com Sebá.


Iturbe, chamado a converter, transformou em golo, resultado que faz a equipa respirar um pouco melhor e pode ser a rampa de lançamento para uma época mais de acordo com o valor destes jovens jogadores.


Como habitualmente, o FC Porto B assumiu o jogo, enquanto o Marítimo B ameaçava de contra-ataque. No FC Porto, destaque para o bom jogo de Tozé, um médio criativo que está a crescer, Iturbe, que agitou bastante o jogo, e Quiñones, com o jovem colombiano a mostrar estar já mais adaptado ao futebol europeu.


fonte: fcporto.pt


CLASSIFICAÇÃO II LIGA

1º - Sporting B 11j, 9v, 1e, 1d, 28pts
16º - Porto B, 12j, 2v, 5e, 5d, 11pts



sábado, 3 de novembro de 2012

F.C.Porto 5-0 Marítimo . Só deu Porto


FC Porto 5-0 CS Marítimo

Liga 2012/13, 8.ª jornada.
2 de Novembro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.609 espectadores.


Árbitro:
Cosme Machado (Braga).
Assistentes:
Alfredo Braga e Nuno Eiras.
Quarto árbitro:
Pedro Vilaça.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela.
Substituições:
Fernando por Defour (28m), Maicon por Abdoulaye (32m) e Helton por Fabiano (74m).
Não utilizados:
Castro, Kleber, Miguel Lopes e Atsu.
Treinador:
Vítor Pereira.

MARÍTIMO:
Ricardo; Briguel (cap.), João Guilherme, Roberge e Rúben Ferreira; Semedo, Rafael Miranda e João Luiz; Sami, Danilo Dias e Heldon.
Substituições:
Sami por Fidelis (intervalo), Semedo por Olberdam (intervalo) e João Luiz por David Simão (70m).
Não utilizados:
Welligton, Márcio Rozário, Luís Olim e Ytalo.
Treinador:
Pedro Martins.

Ao intervalo:
2-0.
Marcadores:
Jackson (3m e 59m), Varela (35m) e James (72 e 77m).
Cartões amarelos:
Roberge (53m), Otamendi (63m), João Luiz (66m) e Danilo Dias (83m).

Na promoção do encontro frente ao Marítimo, o FC Porto prometia dança, sugerindo samba, tango ou cha-cha-cha. Acabaram por ser os ritmos colombianos a dominar o encontro (sim, porque Jackson pode ter Cha-cha-cha como apelido, mas o estilo é de origem cubana): foram quatro golos “cafeteros” e mais um português (com ascendência cabo-verdiana), de Varela. O Marítimo saiu vergado ao peso do 5-0.


O perfume do bom futebol não teve apenas perfume sul-americano: foi toda uma orquestra de bom futebol, que encantou o Dragão. A diferença de intensidade e velocidade entre as duas equipas foi por demais evidente, não parecendo sequer que estavam em campo duas formações da mesma Liga. O Marítimo não terá estado nos seus melhores dias? Certamente que sim, mas acima de tudo há que sublinhar a pressão que envolveu o adversário, num verdadeiro colete-de-forças, e a capacidade de circulação de bola e qualidade técnica dos azuis e brancos.

Vários números marcantes ajudam-nos ainda a contar a história do encontro. Com oito golos, Jackson já é o destacado melhor marcador da Liga e “factura” há sete jornadas consecutivas, um recorde dos últimos dez anos. A dupla Jackson e Varela marca há três partidas seguidas. Devido ao facto de não ter sofrido golos, prolongou-se igualmente a série invicta dos azuis e brancos no Dragão, para o campeonato: o último tento sofrido foi há oito meses, sete jogos e 682 minutos.

O primeiro golo surgiu ao minuto três, mas nem sequer foi surpreendente, tal a intensidade que o FC Porto colocou em campo desde o primeiro instante. Após uma troca de bola entre Lucho e James, o colombiano isolou Jackson, que fintou Ricardo e empurrou para a baliza deserta. Estava concretizado o primeiro, mas os Dragões não tiraram o pé do acelerador. Cinco minutos depois, Varela cruzou na esquerda, mas Lucho, em excelente posição, apenas conseguiu cabecear por cima. Aos 19, foi a vez de Danilo, num lance individual, obrigar Ricardo a uma defesa de recurso.

Adivinhavam-se mais golos e o segundo poderia ter acontecido aos 23 minutos, quando Fernando isolou Jackson, mas o árbitro assinalou um fora de jogo inexistente. Depois aconteceram as lesões de Fernando e Maicon, que, naturalmente, fizeram quebrar um pouco o ritmo de jogo. Entraram em campo Defour e Abdoulaye, que se estreou na Liga com a camisola azul e branca.

Num momento em que o ritmo portista não era tão elevado, surgiu a mestria de um artista português, com certeza. Varela ultrapassou dois adversários e efectuou um remate em arco, colocando a bola exactamente na mesma “gaveta” em que a havia metido na vitória frente ao Dínamo de Kiev. Foi um remate indefensável, a 101 quilómetros por hora. Até ao intervalo, James e Varela ainda podiam ter feito o terceiro. O Marítimo terminou a primeira parte de bandeira branca no ar, sem fôlego e atarantado.

No arranque do segundo tempo, os insulares pareceram querer dar um ar da sua graça, tentando estender mais o seu jogo. Foi mera ilusão, porque Jackson, depois de um primeiro desperdício, voltou a driblar o guardião madeirense, após passe de Moutinho, e a concretizar sem oposição. Com o 3-0, terminava qualquer dúvida sobre quem seria o vencedor da partida, mas o FC Porto não consegue abdicar da sua filosofia de jogo e conseguiu mais períodos de troca de bola absolutamente deslumbrantes.

James, após nova assistência de Moutinho, fez o 4-0, de pé direito, fazendo a bola passar por entre as pernas do guarda-redes contrário. Num lance em que acabou por ser bafejado pela sorte – já que a bola embateu no corpo de João Guilherme, enganando Ricardo – o camisola 10 faria ainda o 5-0. Antes, Fabiano estreou-se na Liga, entrado para o lugar de Helton, também por lesão. Os problemas físicos foram a única nuvem num encontro quase perfeito dos azuis e brancos.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

No final da goleada sobre o Marítimo, Vítor Pereira revelou dificuldade em escolher o melhor jogo do FC Porto na época em curso e, até, o melhor momento vivido no Dragão. Reconheceu a qualidade excepcional da exibição, estabeleceu um paralelo com a vitória sobre o PSG, mas admitiu que espera desfrutar de “coisas muito maiores”. Já nesta temporada.

Qualidade a todos os níveis
“Não há muito a dizer sobre o jogo. Fizemos um jogo de grande qualidade a todos níveis e não permitimos os momentos de transição do Marítimo, que é uma equipa perigosa. Fomos consistentes e fizemos algumas coisas que agradam a todos os que gostam de futebol. E sempre sustentado num colectivo forte.”

Treino e talento
“As jogadas dos golos, e outras, é trabalho de treino e talento dos jogadores. Quando bem combinados os dois factores, resulta em situações bonitas de se ver.”

Excepcional
“Só este ano, já vi a minha equipa a fazer várias exibições que me agradaram muito, mas posso dizer que conseguimos uma exibição excepcional, como já tinha sido aquela que nos permitiu vencer o Paris Saint-Germain. Também estivemos muito bem contra o Beira-Mar e o Guimarães.”

As lesões
“Ainda não me inteirei do grau de gravidade das lesões do Fernando, do Maicon, do Helton e do Lucho. Em breve, me debruçarei sobre o assunto e em encontrar soluções para os substituir em Kiev, se for caso disso. O grupo tem qualidade.”

Equipa mais ligada
“Espero ter momentos melhores do que este, porque, neste momento, não ganhámos nada. Mas reconheço que a equipa está mais ligada e identificada com aquilo que pretendemos. Eu estou mais experiente e não tenho problema nenhum em assumi-lo. Tudo isto faz parte de um crescimento natural. Espero vir a desfrutar, este ano, de coisas muito maiores.”



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Estoril 1-2 F.C.Porto - Manter a concentração para virar o resultado.


Estoril 1-2 FC Porto

Liga 2012/13, 7.ª jornada.
28 de Outubro de 2012.
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.
Assistência: 8.434 espectadores.


Árbitro:
João Capela (Lisboa).
Assistentes:
Ricardo Santos e Pedro Garcia.
Quarto árbitro:
Luís Reforço.

ESTORIL:
Vagner; Anderson Luís, Steven Vitória, Bruno Nascimento e Jefferson; Diogo Amado, Gonçalo e Evandro; Carlitos, Licá e Gerso.
Substituições:
Evandro por Carlos Eduardo (61m), Gerso por Luís Leal (63m) e Diogo Amado por João Paulo (77m).
Não utilizados:
Renan, Mano, João Pedro e Hugo Leal.
Treinador:
Fabiano Pessoa.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições:
Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2).
Não utilizados:
Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin.
Treinador:
Vítor Pereira.

Ao intervalo:
1-0.
Marcadores:
Steven Vitória (10m), Varela (57m) e Jackson Martínez (61m).
Cartão amarelo:
Fernando (69m).

Após longa paragem na Liga para compromissos da Selecção Nacional e Taça de Portugal e moralizados por uma óptima campanha na Champions, o Porto tinha pela frente um jogo difícil, fora, com o Estoril Praia. Uma equipa complicada de derrotar, com bons princípios e bem fundamentados, boas ideias de jogo e que irá com certeza fazer um campeonato mais ou menos tranquilo.


Do nosso lado, Vítor Pereira manteve o mesmo 11 do último jogo, procurando manter rotinas na equipa e dar dinâmicas fortes desde o apito inicial de forma a não complicar o jogo. Era importante vencer, não só pelas vitórias dos rivais já nesta jornada, mas também por ser jogo fora do Dragão e não termos vencido o último jogo na condição de visitante.


Boa entrada com um lance perigoso de Varela logo aos 2minutos de jogo, o qual poderia ter dado outra cara a este encontro. Com um Estoril a jogar bem e a pressionar alto, sem deixar pensar a 1ª fase de construção do Porto, obrigando quase sempre a decidir mal o passe por parte dos jogadores mais recuados.

Na sequência de um canto oferecido por Fernando, hoje em noite pouco feliz, num lance que poderia fazer melhor oferece de bandeja um lance de perigo ao Estoril. Canto batido e golo do Estoril à passagem dos 10’, por Steven Vitória. Apatia total do defesa zonal do Porto.

Era necessário correr atrás do prejuízo e foi tentando o Porto chegar ao golo desperdiçando algumas oportunidades de golo, nomeadamente Jackson e Otamendi que falha um desvio escandaloso ao 2º poste atirando contra o mesmo. Quando o Porto se conseguia organizar no meio-campo adversário a organização do Estoril aparecia e com a lentidão na circulação não era possível fazer melhor, arrastando-se o jogo até final da 1ª parte.

Nada mudamos ao intervalo a não ser a atitude e mentalidade que era necessário entrar muito mais forte e agressivos para poder mudar o jogo a nosso favor. Assim foi e em 15 minutos fizemos a reviravolta no jogo.

Rápidos, dinâmicos, encostando o adversário à sua zona mais recuada, não conseguindo lançar contra-ataques. Aos 57minutos, Jackson trabalha bem na direita no 1x1 e mais forte cruza ao 2º poste para Varela cabecear para o empate no jogo. O mais difícil que seria o golo do empate surgiu cedo, sendo muito importante este momento no jogo. Ainda se festejava o primeiro e já o Porto andava perto da baliza de Vagner. Num livre batido para a área por Moutinho, Jackson aparece solto e de cabeça novamente, faz o 1-2 a favor do Porto. Bom movimento e melhor finalização continuam a fazer dele a grande referência ofensiva desta equipa. Ultrapassou Falcao com 9 golos nos 11 primeiros jogos, mas calma...

Mantivemos a toada por mais alguns minutos e depois a ficha desligou-se novamente, voltando os erros infantis principalmente na decisão e a falta de regularidade no passe que dificultou a circulação e posse de bola, características deste FC Porto. No entanto, controlámos sempre o Estoril longe da nossa área, mas foi necessário Vítor Pereira ajustar defensivamente a equipa com a entrada de Rolando para 3º central de forma a não correr riscos, quando faltavam 5’ para os 90.

Até final o jogo correu de forma tranquila, com o resultado final feito aos 60 minutos e uma vitória mais que justa e que peca por momentos de pouca qualidade da nossa equipa. Temos tido dificuldades excessivas nos jogos fora de portas, algo que deve ser corrigido rapidamente, pois em 4 jornadas 5 golos sofridos e vitórias pela margem mínima.

Continuamos na liderança partilhada e é importante firmeza para manter o lugar.

Melhor em campo: Jackson.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

O treinador Vítor Pereira dedicou a difícil vitória no terreno do Estoril (2-1) a Jorge Nuno Pinto da Costa, por ocasião do seu milésimo encontro no campeonato nacional como presidente dos Dragões. O técnico sublinhou a entrada forte do FC Porto na segunda parte, que permitiu dar a volta a uma situação de “alguma ansiedade”.

Reacção na segunda parte
“Vimo-nos a perder muito cedo no jogo e depois era natural que houvesse uma ou outra oportunidade, mas faltava mais intensidade nas acções defensivas, mais agressividade, pressionar mais alto, ‘apertar’ mais com o Estoril. Foi isso que fizemos na segunda parte.”

Luta contra ansiedade
“A alegria vem fundamentalmente pela forma como o triunfo foi conseguido. Depois de estarmos a perder por 1-0, e sabendo que um golo não chegava, é natural que se tenha gerado alguma ansiedade. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, conseguimos dar a volta e depois podíamos ter feito mais golos.”

A corrida do título
“Esta corrida está muito longe de chegar ao fim. Temos de ser consistentes e ir somando pontos para na parte final ver quem tem argumentos para chegar ao titulo.”

Dedicatória especial
“Foi importante chegar aqui e poder dedicar, no jogo 1000, a vitória ao presidente, que já teve tantas conquistas. Este espírito de vencedor, de quem é ambicioso, é-nos transmitido na pessoa do presidente. Não há ninguém que queira ganhar mais do que ele.”

Jackson quer «continuar a marcar»
Também Jackson Martínez, que apontou o segundo tento portista, prestou declarações no final do encontro: “Foi uma vitória muito importante. Pensamos em nós e não nos nossos rivais e queremos fazer o nosso trabalho, independentemente dos outros. Foi um jogo muito difícil, perante uma equipa complicada. Na segunda parte tivemos uma atitude diferente, querendo ganhar. Na primeira parte, não tivemos a eficácia necessária. O mais importante são os três pontos, mas, como goleador, é importante continuar a marcar e a equipa fica mais perto de ganhar”.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

F.C.Porto 3-2 Dynamo Kyiv . Golaço de Varela e bis de Jackson Martínez colocam FCPorto com um pé nos oitavos-de-final.


FC Porto 3-2 Dínamo Kiev

UEFA Champions League, grupo A, 3.ª jornada
24 de Outubro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 29.317 espectadores.


Árbitro:
Pavel Kralovec (República Checa).
Assistentes:
Roman Slysko e Martin Wilczek.
Quarto árbitro:
Antonin Kordula.
Assistentes adicionais:
Radek Prihoda e Micahl Patak.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições:
Varela por Atsu (64m), João Moutinho por Defour (75m) e James por Miguel Lopes (90m+2).
Não utilizados:
Fabiano, Castro, Kleber e Abdoulaye.
Treinador:
Vítor Pereira.

DÍNAMO KIEV:
Shovkovskiy; Betão, Mikhalik, Khacheridi e Taiwo; Miguel Veloso, Vukojevic e Garmash; Yarmolenko, Ideye Brown e Gusev.
Substituições:
Vukojevic por Kranjcar (84m).
Não utilizados:
Koval, Mehmedi, Marco Ruben, Bogdanov, Haruna e Ninkovic.
Treinador:
Oleksiy Mykhaylychenko.

Ao intervalo:
2-1.
Marcadores:
Varela (15m), Gusev (21m), Jackson Martínez (36m e 78m), Ideye Brown (72m).
Cartão amarelo:
Garmash (81m), Betão (90m+3), Miguel Veloso (90m+4) e Maicon (90m+4).
Por vezes há noites assim. Estranhas. Se me tivessem dito antes da partida que íamos ganhar por 3x2 ao Dínamo de Kiev, eu provavelmente teria pensado tratar-se de um grande jogo de Champions, de mais uma daquelas noites europeias para o Dragão guardar no seu baú de memórias.

Ter-me-ia, porém, enganado redondamente. Por muito que nos custe, um jogo com cinco golos pode mesmo varrer-se-nos da memória passado poucos dias. De facto, assistimos a um encontro em ritmo pausado, quezilento e sem grandes oportunidades de golo. Pouco entusiasmante, no fundo, à semelhança das despidas bancadas do Dragão que também se deixaram envolver pelo ritmo morno do prato que lhe serviram.

Ficou sempre a ideia, aliás, que estávamos perante um Porto de serviços mínimos, isto é, que bastava acelerar um pouco para chegar com perigo à baliza adversária. Baliza essa que, jogo a jogo, parece mais fácil de alcançar. Obra e graça de um colombiano chamado Jackson Martinez, a dar os primeiros passos - ou muito me engano - para poder um dia escrever o seu nome no panteão dos artilheiros azuis e brancos.

Estivemos então na presença de um Porto de serviços mínimos? De um Porto em gestão de esforço? De certas unidades em poupança de energia? De um Porto mais uma vez relaxado e ultra-confiante a fazer lembrar Vila do Conde? De um Porto com a sorte do seu lado que sempre que rematou fez um golo? Ou de um Porto de estrutura e carácter vincadamente europeu, a adquirir o cinismo e o calculismo típicos das velhas raposas desta competição? A resposta, claro está, será um mix de tudo isto.

É óbvio que esta forma de encarar o jogo, de estar em vantagem no marcador e recuar imediatamente no terreno, de perder agressividade e começar a trocar a bola sem a baliza em mente numa atitude de quem acha que tem o jogo ganho, nem sempre corre bem. Muito menos em jogos deste calibre, não obstante a equipa de Miguel Veloso estar a anos-luz do Dínamo de outras eras. Hoje, por sorte e porque há Jackson, tudo correu bem e viemos felizes para casa.


Convém, no entanto, refrear os ânimos daqueles que já andam para aí a propagar aos sete ventos que temos três jogos e nove pontos na mão, com q qualificação quase no papo. Sofrer dois golos em casa, com culpas directas e evidentes do eixo defensivo, não podem deixar ninguém sossegado e são razão para alarme. Ainda para mais quando, fora das convocatórias e das conversas dos adeptos, está um grande jogador chamado Rolando, com pergaminhos dados e provados de dragão ao peito. Pena que o atleta esteja a servir de exemplo a todo o plantel, desvalorizando-se a cada jogo que fica na bancada. Além disso, outra nota negativa prende-se com a exibição de João Moutinho, bastante apagado e em baixo de forma, tendo dado a sensação, a determinada altura, que estaria a jogar inferiorizado fisicamente.

Pelo contrário, Helton, Danilo, Mangala e Lucho exibiram-se em bom plano. O francês, não sendo evidentemente Alex Sandro, surpreendeu tudo e todos, revelando atrevimento nas subidas pelo seu corredor, nunca dando um milímetro que fosse aos seus directos opositores, ora fazendo uso do seu excelente jogo aéreo, ora utilizando a sua envergadura física nos lances ombro a ombro. Já o nosso capitão revelou o apurado sentido táctico habitual, exercendo pressão em todo o campo e efectuando duas assistências (a segunda então é primorosa) para golo. Mais um jogo onde espalhou toda a sua categoria pelo relvado do Dragão que, por falar nisso, precisa urgentemente de ir a consulta médica.

É verdade que nove pontos em três jogos não está ao alcance de qualquer um. Só se conseguem com muitos anos de rodagem europeia. Com muitas derrotas, com muitos empates, com muitas eliminatórias perdidas no último minuto, com muitas tristezas e desilusões. Com muitas e muitas injustiças. Os campeões forjam-se nas derrotas. E se nos dias de hoje temos este Porto mandão e dominador, que ganha com aparente facilidade e sem carregar muito no acelerador a um histórico do continente europeu, é bom que nos recordemos de todos esses momentos.

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Três jogos, três vitórias e nove pontos na Liga dos Campeões: a prestação do FC Porto na máxima competição futebolística europeia continua imaculada e Vítor Pereira sublinhou esse facto na conferência de imprensa após a vitória sobre o Dínamo de Kiev (3-2). Para o técnico, o triunfo foi de uma “inteira justiça” e materializa uma prestação que “não está ao alcance de qualquer equipa”.

Viu-se um FC Porto desnorteado e que demorou a reagir aos golos do Dínamo de Kiev?
Gostaríamos de ter proporcionado um jogo de grande qualidade durante 90 minutos, mas do meu ponto de vista isso é impossível quando sete dos titulares estiveram duas semanas e meia sem competir e caem num jogo da Liga dos Campeões, contra uma boa equipa, recheada de bons jogadores. Até ao primeiro golo do Dínamo apresentámos um futebol de grande qualidade. Depois, acusámos um bocado o golo. Voltámos a entrar bem na segunda parte, em que fomos uma equipa solidária e que soube reagir, mesmo após o 2-2. Julgo que é com inteira justiça que vencemos e somámos nove pontos nos três primeiros jogos, o que não está ao alcance de qualquer equipa.

À semelhança do jogo com o Paris Saint-Germain, mudou a face táctica da equipa e minutos depois chegou à vitória. É algo circunstancial ou que tem pernas para andar?
O jogo é para ser lido e percebido e devemos mudar algo quando sentimos que é correcto. Penso que se refere à mudança do James para dentro: não quis que ele se desgastasse tanto no processo defensivo, porque o sentia cansado e tinha necessidade de baixar muito no terreno. Precisávamos de um decisor no espaço entrelinhas. Muitas vezes, a intenção não tem efeitos práticos, neste caso não sei se foi uma consequência directa mas acabámos por fazer o terceiro golo e ganhar o jogo. A nossa estrutura base é o 4-3-3, mas circunstancialmente podemos tirar partido de um jogador da qualidade, como o James, no espaço entrelinhas.


Na segunda parte houve dois momentos: o golo do Dínamo e o golo do FC Porto. A resposta da equipa após o 2-2 dá garantias do ponto de vista emotivo e táctico?
O Dínamo é uma equipa que tem jogadores rápidos na frente. Quando permitimos lançamentos nas costas da nossa defesa tornam-se perigosos. Para que isso não aconteça, temos de fazer uma pressão forte, mas perdemos capacidade de pressionar alto e expusemos a nossa linha defensiva a muitas bolas na profundidade e uma delas deu golo. A leitura que faço é esta: não conseguimos fazer uma pressão mais alta e circular a bola como gostamos. Não é possível ter sete titulares só a treinar durante duas semanas e meia e preparar convenientemente um jogo da Liga dos Campeões. Não foi a linha defensiva que falhou no 2-2, mas o todo no processo defensivo.

Uma equipa como o FC Porto, com grandes qualidade, marcou três golos mas teve poucas oportunidades. Foi devido à grande qualidade dos jogadores ou à sorte?
A sorte dá muito trabalho.

Falou na paragem do campeonato e na falta de ritmo. Porque não optou por dar ritmo aos titulares na Taça?
Jogar uma eliminatória da Taça contra o Santa Eulália – com todo o respeito que me merece a equipa, que nos criou inúmeras dificuldades – não é um jogo que proporcione transferência para este, da Liga dos Campeões. O ritmo de que falo é também do ponto de vista competitivo. Não acredito que isso pudesse ter dado ritmo ou preparado os jogadores para este encontro.

Que dificuldades espera na Ucrânia?
O Dínamo é uma boa equipa, recheada de belíssimos executantes. Vão criar-nos dificuldades, mas vamos tentar apresentar o mesmo espírito ambicioso. Por isso, fomos capazes, como equipa, mesmo em dificuldades, de fazer o terceiro golo. Talvez nessa fase só a própria equipa tenha acreditado, Com essa união, fomos capazes de vencer. Em Kiev, com outro ritmo e depois de corrigir alguns comportamentos, pretendemos jogar a um nível elevado durante mais tempo.



domingo, 21 de outubro de 2012

Santa Eulália 0-1 F.C.Porto . O Porto não é isto!


Santa Eulália 0-1 FC Porto

Taça de Portugal, terceira eliminatória.
20 de Outubro de 2012.
Estádio do FC Vizela, em Vizela.
Assistência: cerca de 6.000 espectadores.


Árbitro:
Rui Costa (Porto).
Assistentes:
Nuno Manso e Bruno Rodrigues.
Quarto árbitro:
Ivan Vigário.

SANTA EULÁLIA:
São Bento; Inácio, Basílio, Filipe Alves e Armando; Hélio, Rui Costa, André Cunha e Nélson (cap.); Carlitos e Zézé.
Substituições:
Filipe Alves por Benício (65m), Carlitos por Tiago Monteiro (74m) e Zézé por Filipe Magalhães (80m).
Não utilizados:
Espinha, Chico, André Monteiro e Tiago.
Treinador:
João Fernando.

FC PORTO:
Fabiano; Danilo, Abdoulaye, Mangala e Quiño; Rolando, Castro (cap.) e Kelvin; Atsu, Kleber e Iturbe.
Substituições:
Kelvin por Miguel Lopes (61m), Quiño por Varela (61m) e Iturbe por Sebá (72m).
Não utilizados:
Kadú, Lucho, James e Fernando.
Treinador:
Vítor Pereira.

Ao intervalo:
0-1.
Marcador:
Danilo (31m).
Cartões amarelos:
nada a registar.
Cartões vermelhos:
nada a registar.

O FC Porto venceu pela margem mínima o CCD Santa Eulália, equipa que milita na III Divisão.


Para este desafio, Vítor Pereira decidiu alterar completamente o seu “onze” habitual, dando tempo e espaço aos jogadores menos rodados do plantel azul e branco.


O encontro realizou-se no Estádio do FC Vizela, uma vez que a “casa” do Santa Eulália não reunia condições para receber um jogo desta envergadura. Num recinto lotado, onde estavam cerca de 6 mil pessoas, o FC Porto demorou 30 minutos para abrir o marcador. Antes, os campeões nacionais já tinham surgido na grande área adversária várias vezes. Danilo rematou forte à entrada da área, sem hipóteses de defesa para São Bento, após uma boa jogada de envolvimento entre Atsu e Castro.


O “pequeno” Santa Eulália defendia o melhor que podia, tendo beneficiado da pouca rotatividade dos jogadores portistas em campo. O desentendimento entre os Dragões era visível e “facilitou” a tarefa da equipa da vila de Santa Eulália. No entanto, a formação orientada por João Fernando teve duas boas oportunidades para assustar a baliza de Fabiano na primeira parte.


Aos 42 minutos, os jogadores do Santa Eulália pediram mão na bola de Abdoulaye à entrada da área, mas o árbitro Rui Costa mandou seguir.


Na etapa complementar, o Santa Eulália ganhou mais coragem e atrevimento, até porque, na antevisão, o técnico João Fernando disse que o mais importante desta "festa" era que os jogadores conseguissem desfrutar do momento e causar dificuldades à equipa da cidade do Porto. Destaque para o número 10, Nélson, que já jogou na I Liga ao serviço do Paços de Ferreira, onde se mostrou um “maestro” no meio-campo. Ele que tem o argentino Lucho como referência.

Varela e Miguel Lopes ainda entraram em campo mas não conseguiram ajudar a equipa portista a dilatar a vantagem.

O FC Porto, segue para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.



Como seria de esperar, até pela estrutura do clube do concelho de Vizela, o CCD Santa Eulália despede-se da Taça de Portugal mas de cabeça erguida, com o feito de não ter sido espezinhado pelos Dragões.


DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

Depois da vitória, por 1-0, frente ao Santa Eulália, que garantiu o apuramento do FC Porto para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, Vítor Pereira preferiu ser breve, reconhecendo, numa curta declaração, que esperava um desempenho superior da equipa e assumindo, sem qualquer reserva, a sua quota de responsabilidade pela exibição e pelo resultado.

“Assumo completamente as minhas decisões e reconheço que, com tantas mexidas e adaptações na equipa, descaracterizámos o nosso jogo”, disse o treinador dos bicampeões nacionais, admitindo que o FC Porto não apresentou em Vizela a qualidade habitual.

Para valorizar, continuou Vítor Pereira, sobrou-lhe apenas “a passagem à próxima eliminatória” e “o apoio dos adeptos”, que “mereciam outra exibição”. Sem se esquecer de dar os parabéns ao adversário, “que fez um belíssimo jogo e foi ambicioso”, o treinador assumiu ainda que “a conquista da Taça de Portugal é um objectivo da equipa” e que, para o conseguir, terá que se apresentar “muito mais forte já na próxima eliminatória”.

Já Danilo, o autor do único golo da partida, não estranhou a escassez do resultado. “É natural que tenha sido assim, porque temos um jogo grande na quarta-feira [n.d.r.: FC Porto-Dínamo de Kiev]”, argumentou o lateral direito, que marcou, aos 31 minutos, com o pé esquerdo. “Mas o Santa Eulália também fez um grande trabalho”, prosseguiu. “Dificultou ao máximo, mas acabámos por sair daqui com a vitória e garantir a passagem à próxima eliminatória”.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Russia 1-0 Portugal . Má gestão do jogo dita derrota para a seleção.


A Rússia, com características de futebol italiano, segurou o cronómetro e uma vantagem sobre Portugal, alcançada aos seis minutos de jogo num lance fortuito. Portugal jogou, controlou, sufocou, mas não marcou, e sai da Rússia vergado a uma derrota injusta. Pragmatismo, estratégia defensiva e eficácia ditam o resultado final e colocam os russos no topo do grupo F, isolados e com nove pontos.
Seis jogadores do Zenit no 11 inicial, três do CSKA Moskva. Quer queiramos quer não, Fabio Capello teve uma tarefa mais facilitada. Além de os seus jogadores já estarem mais habituados à baixa temperatura e ao relvado artificial, o técnico italiano ainda contava com a vantagem de meia equipa já se conhecer e jogar junta, o que em termos de entrosamento é mais do que facilitador.
Paulo Bento não contou com as mesmas ajudas, apesar de as previsões iniciais serem piores. Pepe e Ronaldo acabaram por jogar de início, ficando de fora apenas Raúl Meireles, que ontem havia abandonado o treino mais cedo, por lesão.
Em 20 minutos, no entanto, o cenário gelou mais ainda que os 3º que se faziam sentir em Moscovo: aos seis a Rússia colocou-se na frente do marcador e aos 20 Fábio Coentrão saiu lesionado, obrigando Paulo Bento a remendar a lateral-esquerda com Miguel Lopes.
Não foi por aí, no entanto, que o sofrimento surgiu. Menos ainda pelo que a Rússia fez, que foi, diga-se, muito pouco. Foi mais pelo que Portugal não marcou, filme já visto. Aí é que as mãos foram à cabeça.
Ataca, ataca, sofre e não marca
Portugal mandou no jogo. Mas isto não quer dizer que não tenha sofrido a bom sofrer, mais, muito mais pelos falhanços do que pelos sustos, subido como se impunha depois de estar em desvantagem desde o minuto seis. Nem os russos contavam com aquele lance, até o público se surpreendeu. Rúben Micael perdeu a bola numa transição, Pepe e Bruno Alves falharam no diálogo e Aleksandr Kerzhakov só teve que encostar.
Murro no estômago que não afetou a turma lusa. Se Paulo Bento havia dito que, mesmo em momentos adversos, a equipa tinha que fazer aquilo que treina, foi exatamente isso que aconteceu.
Em cima da Rússia, ofensiva, organizada, num jogo de sentido único - a baliza de Igor Akinfeev – a equipa das quinas tentou, tentou, e a prová-lo surgiam os 63 por cento de posse de bola ao intervalo.
Primeiro foi Postiga, de cabeça, que atirou por cima da barra, depois foi Bruno Alves, do alto da sua capacidade de impulsão, obrigando Akinfeev àquela que terá sido mesmo a melhor defesa da partida.
Principais estrelas da seleção preparadas para o embate com a Irlanda do Norte.
Da Rússia nada, apenas vontade nos contra-ataques e nada mais que isso, com inteligência, todos atrás da linha da bola e a provar aquilo que os portugueses já sabiam: Portugal tem melhor seleção, individual e coletivamente.
O sufoco do segundo tempo
Mais do mesmo. Portugal aumentou a posse de bola, o domínio, a circulação, instalando-se no meio-campo ofensivo e apertando os russos sem tréguas nem pausas.
Primeiro Ronaldo, depois Micael, Nani também tentou. A equipa portuguesa, balanceada para o ataque, chegou a sufocar a turma russa mas o golo não saía.
A injustiça do cronómetro que não parava, dos russos que mais pareciam italianos a defender – Capello ensinou-os tão bem – e do golo que não surgia pesavam sobre as cabeças dos internacionais portugueses, que jogavam em meio-campo apenas, o seu ofensivo, e justificavam, desde o primeiro tempo, muito mais do que um golo.
Na segunda parte só dois lances merecem destaque da Rússia, ambos fruto de uma equipa que explora bem o contra-ataque e aproveita as mangas arregaçadas com que Portugal jogava, subido no terreno procurando o golo.
Denis Glushakov recebeu de costas à entrada da área, rodou e rematou rasteiro para uma defesa apertada de Rui Patrício, o mesmo, Santo Patrício, que defendeu aos 82 um remate forte à entrada da área de Aleksander Kokorin.
Daí até ao apito final do húngaro Viktor Kassai, mais cedo que o previsto, foi uma repetição do filme que já vimos. A Rússia jogou com o relógio, segurou a vantagem e garantiu os três pontos e a liderança isolada deste grupo de qualificação.
Fica, no entanto, uma certeza: Portugal é superior, joga melhor e é claramente favorito na qualificação para o Mundial 2014.
Na terça-feira há mais, no Dragão, contra a Irlanda do Norte, e com duas dúvidas importantes: Fábio Coentrão e Raúl Meireles.

domingo, 7 de outubro de 2012

F.C.Porto 2-0 Sporting . Golaço de Jackson lança festa no Dragão!

FC Porto 2-0 Sporting

Liga 2012/13, 6.ª jornada.
7 de Outubro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 38.909 espectadores.

Árbitro: Jorge Sousa (Porto).
Assistentes: Bertino Miranda e Rui Licínio.
Quarto árbitro: Renato Gonçalves.

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições: Maicon por Mangala (17m), Varela por Atsu (66m) e Lucho por Defour (75m).
Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Kelvin.
Treinador: Vítor Pereira.

SPORTING: Rui Patrício; Cédric, Boulahrouz, Rojo e Insúa; Cshaars, Elias, Pranjic; Izmailov, van Wolfswinkel e Carrillo.
Substituições: Izmailov por Adrien (60m), Rojo por Jeffren (75m) e Elias por Viola (85m).
Não utilizados: Boeck, Xandão, Rinaudo e André Martins.
Treinador: Oceano Cruz.

Ao intervalo: 1-0.
Marcadores: Jackson Martínez (10m) e James (84m, pen.).
Cartão amarelo: Lucho (24m), James (26m), Schaars (34m), Carrillo (40m), Fernando (40m), Izmailov (51m), Pranjic (65m), Adrien (67m), Rojo (69m e 72m), Boulahrouz (83m), Elias (83m) e van Wolfswinkel (88m).
Cartão vermelho: Rojo (72m).

Liga de regresso ao Dragão e com o primeiro clássico da Época 2012-2013. O FC Porto a receber um Sporting fragilizado após vergonhosa derrota que mais parecia de videojogos. A suceder a isso mudança de treinador que podia influenciar a atitude dos jogadores leoninos. Esperava-se um Porto digno da grande atitude que colocou no jogo da Champions a meio da semana, num 11 igual no qual Vítor Pereira entendeu não mexer.

Primeira grande oportunidade de golo para o Porto aos 7 minutos, após Jackson beneficiar de um ressalto de bola em Lucho, e isolado permite a defesa de Rui Patrício.

Estava dado o aviso para o que viria a ser realidade 3minutos depois. Construção apoiada do Porto e Danilo após movimento interior descobre Jackson solto na área e o resto é magia... o colombiano recebe de costas para a baliza e ao segundo toque de calcanhar envia a bola para o 1-0 com um golaço no Dragão, mais um.

O bom inicio do Porto ficou a dever-se novamente à enorme pressão exercida em zonas próximas da área adversária sem deixar o adversário jogar e receber com espaço. Pouco depois momento de azar para a equipa com a lesão de Maicon a obrigar à substituição por Mangala. Seria necessário ajustar e definir rapidamente rotinas com Otamendi.

Nos segundos 15 min da 1ª parte coincidindo com a saída de Maicon, o Porto baixa os indicies de pressão sobre o portador da bola permitindo ao Sporting ligar algumas jogadas ofensivas, sem no entanto criar algum perigo.

Não o costumo fazer e quem lê os meus posts sabe muito bem disso... mas faço aqui um parênteses para qualificar a arbitragem de Jorge Sousa uma vergonha no critério disciplinar, sempre prejudicando os azuis e brancos.

Até ao final da 1ª parte nada a digno de registo com o resultado justo no final dos primeiros 45’.

Reinício do encontro com os mesmos 11 de cada lado. Novamente entrada forte do Dragão em busca do 2-0 que trouxesse mais tranquilidade à equipa. Aos 55’ grande penalidade por mão na bola de Cedric e Lucho desperdiça rematando ao poste. Varela já estava a mais em campo, a complicar o jogo, raramente mudava de velocidade e não definia da melhor forma os lances ofensivos que passavam por ele. Esteve 10’ a mais em campo, pois aos 65’ temos a entrada de Atsu para o lugar do internacional português.

Com a entrada do jovem portista que tem realizado boas exibições o nosso jogo voltou a ter mais dinâmica e velocidade.

Aos 69 e 71 minutos 2 cartões amarelos para Rojo que deixou o Sporting a jogar com 10. Diga-se que justíssimos, sem contestação. Última substituição no Porto, com a saída de Lucho e entrada de Defour à passagem dos 75’. James passou a jogar numa zona mais central, mais próximo de Jackson procurando a falta de um elemento adversário nesse corredor.

Como um azar nunca vem só, nova lesão desta feita em Alex Sandro que deixava de novo o jogo 10x10. Uma exibição intermitente, a permitir ao adversário manter-se vivo no jogo.

82 minutos – momento decisivo no jogo – grande penalidade mais uma vez a dar oportunidade a James para fazer o 2-0 e este não desperdiça.

Até final o ritmo baixou, sempre com o Porto a gerir a bola até ao apito final do árbitro da partida.

Não foi um jogo de encher o olho, alguns bons momentos contra uma equipa que lutou muito na tentativa de apagar a má imagem de jogos anteriores. Num clássico o mais importante são os 3 pontos, ainda para mais mantendo-nos colados na liderança da Liga.

Melhor em campo: Jackson Martinez – pelo golo, pelo que trabalhou e pela qualidade técnica demonstrada mais uma vez.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

“Depois do jogo de quarta-feira com o Paris Saint-Germain, voltamos a ter uma partida que exigiu da nossa parte consistência do ponto de vista defensivo. Em termos ofensivos, tivemos alguns momentos de qualidade e outros em que apelámos à nossa organização. A equipa revelou isso tudo. Estou satisfeitíssimo com a equipa, a massa associativa e as nossas claques, que bem merecem este triunfo”, afirmou o treinador.

Vítor Pereira admitiu que o FC Porto entrou bem no encontro, mas que depois o Sporting o “dividiu”. “Quando criou uma ou outra situação, revelou-se o guarda-redes de grande nível que temos e que nos garante tranquilidade. Recordo-me de duas situações em que o Helton interveio bem. Depois, na parte final, se tivéssemos definido melhor as situações de finalização que tivemos podíamos ter feito mais dois ou três golos. Mas julgo que isso seria muito penalizador para o Sporting, que se bateu bem, tem qualidade e que nos obrigou a trabalhar muito”, declarou.

A propósito da entrada em campo de Atsu, Vítor Pereira elogiou a exibição do ganês mas também a de Varela, considerando ainda que os lances de grande penalidade e a expulsão de Rojo foram bem avaliados. Para além disso, referiu que preferia continuar a trabalhar com a equipa completa nos próximos dias, o que não será possível face aos compromissos das selecções nacionais.

Evitando comparações com a situação dos azuis e brancos há um ano atrás, Vítor Pereira fez uma análise sucinta. “Sinto a equipa coesa, ligada e isso satisfaz-me. Os triunfos dão-nos confiança, fazem-nos acreditar no trabalho que estamos a fazer e na nossa ideia de jogo. Evidenciámos consistência defensiva, criámos situações, marcámos algumas e deixámos golos por marcar. Queremos crescer como equipa, melhorar a nossa pressão, a capacidade defensiva e a dinâmica ofensiva”.