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domingo, 18 de dezembro de 2011

Morreu Cesária Évora

Deixou-nos "a diva dos pés descalços", a rainha da morna, uma grande Senhora do "World Music", uma cabo-verdiana ímpar, vulto da cultura lusófona, uma ilustre portista, uma figura do Mundo que desapareceu. Amava o seu povo que lhe retribuía como só ele sabe. Adorava o FC Porto por quem sempre assumiu ser adepta apaixonada, tanto que em vários concertos que realizou por esse mundo fora exibiu orgulhosamente o cachecol do seu Clube.

A cantora cabo-verdiana Cesária Évora, de 70 anos, morreu esta manhã no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, onde se encontrava internada desde sexta-feira. A notícia foi confirmada pelo director clínico do hospital, que explicou que a morte ocorreu por volta das 11:20 de hoje por “insuficiência cardio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada”. Durante o período de internamento, “ela alternou momentos de lucidez com momentos de inconsciência e esteve sempre acompanhada pelo seu empresário José da Silva”, acrescentou.

A “diva dos pés descalços”, nasceu há 70 anos (27 de Agosto de 1941) na cidade do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de S. Vicente, no seio de uma família de músicos. Numa das muitas entrevistas que deu, certa vez afirmou: “Tudo à minha volta era música”. O pai, Justiniano da Cruz, tocava cavaquinho, violão e violino, instrumentos que se tornaram característicos daquelas ilhas, o irmão, Lela, saxofone, e entre os amigos contava-se o mais emblemático compositor cabo-verdiano, B. Leza.

“Cise” como era carinhosamente tratada pelos amigos, tornou-se no nome mais internacional de Cabo Verde, país de onde o mundo conhecia já grandes músicos como Luís Moraes e Bana. Desde cedo que Cesária “cantava ao ar livre, nas praças da cidade, para afastar coisas tristes”. Aos 16 anos, canta nos bares da cidade e nos hotéis, começando a ganhar uma legião de fãs que a aclamavam já como “rainha da morna”.

Em 1985, a convite de Bana, proprietário de um restaurante e uma discoteca com música ao vivo em Lisboa, "Cise" vem a Portugal e grava um disco que passou despercebido à crítica, seguindo para Paris onde é “descoberta” e daqui, como aconteceu com outros cantores, partiu para os palcos do mundo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O FC Porto no feminino: um tributo

O texto que hoje vos trago talvez fizesse mais sentido a 8 de Março, internacionalmente consagrado como o Dia da Mulher. Mas não sou grande partidária desse mau hábito que por vezes temos de esperar por datas ou alturas especiais para dizer ou fazer coisas que poderíamos e deveríamos dizer e fazer espontaneamente, em qualquer dia que nos apeteça. Por isso, apesar de hoje não ser 8 de Março, vou celebrar a contribuição feminina no Futebol Clube do Porto. Curiosamente, fiquei agora a saber pela Wikipédia que hoje, 19 de Novembro, é nada menos que o Dia Internacional do Homem, o que fica registado como uma interessante e improvável ironia. Meninas, toca a celebrar o dia fazendo o jantarinho para as vossas caras-metades ;)

Também não sou partidária de guerras dos sexos e da prática infelizmente comum de traçar uma linha entre mulheres e homens, valorizando a elas mais do que a eles pelo facto das suas vitórias, grandes ou pequenas, serem reflexo de séculos de luta por uma emancipação que, mesmo na nossa sociedade ocidental, ainda tem arestas por limar (a piadinha sobre o jantar no parágrafo acima é a expressão de uma dessas arestas). Para mim uma pessoa é uma pessoa, independentemente do género. Mas num mundo ainda tão reticente em acolher as mulheres como é o do desporto, a participação do género feminino no FC Porto tem tão pouca repercussão mediática que até parece que não está lá. Mas está, e sem ela o clube não seria o mesmo.

As minhas desculpas por esta longa e tediosa introdução, com a qual a minha parte mais racional sentiu a necessidade de vos aborrecer para justificar o porquê deste meu tributo ao FC Porto "no feminino", quando nunca fiz um tributo ao FC Porto "no masculino". O mote para hoje foi um artigo que me chegou recentemente à caixa de correio electrónico, pela mão do Tiago Araújo, e que me surpreendeu. Da autoria de Nelson Alves, do site mundook.net, o texto fala de uma equipa feminina de hóquei em patins, que existiu no FC Porto de 1986 a 1988, e de cuja existência eu não fazia a menor ideia e muito menos tinha a menor recordação. Alguém se lembra?

Diz o artigo que "a introdução definitiva da variante feminina do hóquei em patins em Portugal começou em 1985, quando várias jovens (praticantes de patinagem artística) decidiram experimentar jogar hóquei em patins. Foram criadas duas equipas: Associação Académica de Espinho e Futebol Clube do Porto. Com muitas dificuldades, pois não eram reconhecidas pela FPP, não tinham patrocínios nem jogos oficiais, estas equipas acabaram passados poucos anos, por razões… fúteis." Sobre o FC Porto, diz-se que o projecto foi "incentivado por Cortez Ferreira e Paulo Castanheira, com 'Joel' [José Pinto] como treinador. À falta de adversários e motivação das atletas, juntou-se o facto de o clube ter deixado de ceder o pavilhão para os treinos devido às exigências de Tomislav Ivic, que queria que o plantel profissional treinasse num recinto coberto nos dias de chuva." Após informar sobre o destino de parte das atletas, que, "lideradas por Cristina Luísa (treinadora) e apoiadas pelo dirigente Isaac de Sousa, fundaram alguns meses depois a equipa do Centro Paroquial e Social de Alfena, que começou a disputar jogos amigáveis com equipas de juniores e juvenis masculinos" e do treinador, que "funda a equipa feminina da Casa do Povo de Vila Boa do Bispo (Marco de Canaveses)", o artigo fecha com uma pergunta dirigida a nós: "Com o fim da Fundação Nortecoope, e numa altura em que se tem de apostar na formação de novas hoquistas, que se poderiam inspirar nas equipas masculinas para levar bem alto o nome do Futebol Clube do Porto, o que achariam os adeptos portistas da criação de uma equipa feminina, vinte anos depois das pioneiras?"

Este post foi-me enviado e escrito por Maria João.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Estrelas do FCP - Lisandro Lopez


Lisandro López nasceu no dia 2 de Março de 1983 em Rafael Obligado na zona de Buenos Aires, Argentina.
Jogou nas camadas jovens do Racing Club e em 2002/03 estreou-se na equipa principal do clube de Avellaneda. Em 2004 foi o melhor marcador do Torneio Apertura com 12 golos de sua autoria. O que despertou o interesse de muitos clubes europeus.
No início da temporada de 2005/06 chegou ao Futebol Clube do Porto onde foi um dos principais jogadores para a conquista do Campeonato Nacional e também da Taça de Portugal.
Na época seguinte começou por vencer a Supertaça e terminou com a vitória no segundo Campeonato Nacional consecutivo.
Em 2007/08 teve um papel fundamental na equipa portista ao apontar 24 golos em 27 jogos a contar para o campeonato, o que lhe valeu o título de melhor marcador e de novo a conquista do Campeonato Nacional.
Na época de 2008/09 voltou a ajudar o F.C. Porto a ganhar o campeonato caseiro e tornou-se um dos cinco jogadores portistas a sagrarem-se Tetra-Campeões. Voltou a ser importante na conquista da Taça de Portugal ao apontar o golo que valeu a vitória aos Dragões na Final contra o F.C. Paços de Ferreira.
No final da temporada foi transferido para o Olympique de Lyonnais onde continua a marcar golos.

Palmarés
4 Campeonatos da 1ª Divisão (Portugal)
2 Taças de Portugal
1 Supertaça Cândido de Oliveira

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Faz hoje 23 anos...

Ajax 0-1 FC Porto
Supertaça Europeia 1987 [1ª mão]
24 de Novembro de 1987

Estádio De Meer, em Amsterdão (Holanda)


árbitro: Robert Valentine (Escócia)

Ajax: Menzo; Blind, Verlaat, Winter, Witschge; Van't Schip, Bergkamp, Wouters; Bosman, Muhren e Dick.
jogaram ainda: Wouters por De Boer, Muhren por Richard Witschge.
treinador: Barry Hullshof.

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Inácio, Geraldão, Lima Pereira; Frasco, Jaime Magalhães, Rui Barros; Gomes, Sousa e André.
jogaram ainda: Frasco por Quim.
treinador: Tomislav Ivic.

marcadores: 0-1, Rui Barros (5m).

FC Porto 1-0 Ajax
Supertaça Europeia 1987 [2ª mão]
13 de Janeiro de 1988

Estádio das Antas, no Porto


árbitro: Lucien Van Nuffel (Bélgica)

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Lima Pereira, Geraldão, Inácio; Bandeirinha, Jaime Magalhães, Rui Barros; Sousa, André e Gomes.
jogaram ainda: Bandeirinha por Semedo, Gomes por Jorge Plácido.
treinador: Tomislav Ivic.

Ajax: Menzo; Blind, Larsson, Wouters, Hesp; Van't Schip, Muhren, Winter; Bergkamp, Bosman e Witschge.
jogaram ainda: Bergkamp por Meijer, Rob Witschge por Roy.
treinador: Barry Hullshof.

marcadores: 0-1, Sousa (70m).

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um Sonho, uma Recordação, uma Paixão....


Mónaco 0-3 FC Porto
Liga dos Campeões 2004, final
26 de Maio de 2004
Estádio Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen (Alemanha)

árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)

Mónaco: Flavio Roma, Hugo Ibarra, Julien Rodriguez, Gaël Givet (Sébastien Squillaci, 72m), Patrice Evra, Edouard Cissé (Shabani Nonda 64m), Lucas Bernardi, Akis Zikos, Ludovic Giuly (Dado Pršo 23m), Jérôme Rothen e Fernando Morientes.
Suplentes não-utilizados: Tony Sylva, Jaroslav Plašil, Emmanuel Adebayor e Hassan El-Fakiri.
Treinador: Didier Deschamps.

FC Porto: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Pedro Mendes, Costinha, Maniche, Deco (Pedro Emanuel 85m), Carlos Alberto (Alenitchev, 60m) e Derlei (Benny McCarthy 78m).
Suplentes não-utilizados: Nuno, Bosingwa, Ricardo Costa e Edgaras Jankauskas.
Treinador: José Mourinho.

Marcadores: Carlos Alberto (39m), Deco (71m) e Alenitchev (75m).

Esta, mais não é do que a prova provada de que "o sonho de muitos... é a realidade de poucos!".

Do meu lado, só tenho a agradecer «eternamente» aos jogadores e ao treinador-maravilha dessa grande equipa que foi o FC Porto por me terem proporcionado ver «ao vivo» a final de Sevilha no ano anterior e a de Gelsenkirchen no ano seguinte.

Por terem tornado possíveis os sonhos que eu nem ousava sonhar, por terem desmentido o impossível, por terem feito com que nesse dia 26 de Maio de 2004, uma vez mais, as camisolas azuis e brancas e o nome do FC Porto tenham atravessado os céus do Mundo inteiro e fossem levados pelos satélites a todas as casas do planeta onde mora um adepto deste desporto fantástico.


Nas televisões do Mundo inteiro, milhares de milhões de olhos seguiram as proezas e aprenderam os nomes de Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Maniche, Costinha, Deco, Derlei, McCarthy e Carlos Alberto.

Não adiantava especular se jogariam exactamente aqueles onze ou um ou outro no lugar de algum deles. Se jogaríamos em 4x4x2 ou em 4x3x3, ao ataque ou na expectativa, cansados ou com força, corajosos ou com receio.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Campeões do Mundo no hóquei em patins em 1991

27 de Julho de 1991… O Hóquei Português vivia um momento de ouro. O FC Porto tinha sido campeão Europeu em 1990 e um ano depois era a vez do OC Barcelos conseguir esse feito. Ainda nesse ano (1991) o Sporting vencia a taça das taças enquanto o Benfica arrecadava a taça cers. A nível Nacional o FC Porto acabava de se sagrar tricampeão Nacional (com José Fernandes a treinador) contabilizando mais 1 ponto que Barcelos e Benfica. A Selecção Nacional já não ganhava o Mundial há 9 anos (1982) tendo como único registo vitorioso neste espaço temporal o Europeu de Oviedo em 1987 e por isso a vontade de brilhar ao mais alto nível estava mais que explícita em todos os comentários de técnicos e jogadores. 


O Seleccionador era Cristiano Pereira e os 10 eleitos para o Mundial 1991, que teve a final no Pavilhão Rosa Mota no Porto, eram Franklim Pais (Porto), Paulo Alves (Barcelos), Carlos Realista (Porto), Luís Ferreira (Benfica), Vítor Hugo (Porto), Paulo Almeida (Benfica), Tó Neves (Porto), Pedro Alves (Barcelos), Vítor Bruno (Porto) e Chambel (Sporting). Para alguns destes jogadores era a oportunidade de se despedirem ao mais alto nível da Selecção nacional. O FC Porto era o clube mais representado (5 dos 10 jogadores), consequência do seu claro domínio no hóquei Nacional (ganhara 8 dos últimos 9 títulos). 


Este campeonato do Mundo teve várias surpresas com a Espanha e a Itália a caírem antes das meias finais. Nessa fase, na semi-final, Portugal bateu o Brasil (5-1) enquanto a Holanda afastava a Argentina (por penaltys) contra todas as previsões. Os Holandeses espantavam o Mundo mas Portugal tinha mesmo ali a taça escancarada à espera de ser erguida… O Palácio de Cristal no Porto (pavilhão Rosa Mota) encheu para esta final no dia 27 de Julho de 1991 e até o Presidente da República, Dr. Mário Soares, fez questão de marcar presença, sentando-se ao lado do Presidente do Município, Dr. Fernando Gomes.


Portugal derrotou a Holanda por 7-0 (Golos: Carlos Realista-2, Vítor Hugo, Tó Neves, P.Almeida, L.Ferreira e Paulo Alves) numa final "sem história" (ao intervalo 4-0) tal a diferença de qualidade entre os intervenientes. No final houve festa rija entre os Portugueses. Campeões do Mundo, 9 anos depois, e, diga-se, com muito sotaque do Porto!!!


 Recorde estes 2 vídeos que hoje vos disponibilizo (a RTP memória tem acrescentado umas coisas interessantes ao meu arquivo de VHS), no 1º pode visualizar os instantes que antecederam o encontro (incluíndo o momento em que se cantou o hino Nacional) mais 4 dos 7 golos da final (os marcados por jogadores que alinhavam no FC Porto nesse ano); no 2º vídeo aproveite para ver os segundos finais do jogo e toda a festa que se viveu no "Rosa Mota" nesse noite.