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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Estoril 1-2 F.C.Porto - Manter a concentração para virar o resultado.


Estoril 1-2 FC Porto

Liga 2012/13, 7.ª jornada.
28 de Outubro de 2012.
Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.
Assistência: 8.434 espectadores.


Árbitro:
João Capela (Lisboa).
Assistentes:
Ricardo Santos e Pedro Garcia.
Quarto árbitro:
Luís Reforço.

ESTORIL:
Vagner; Anderson Luís, Steven Vitória, Bruno Nascimento e Jefferson; Diogo Amado, Gonçalo e Evandro; Carlitos, Licá e Gerso.
Substituições:
Evandro por Carlos Eduardo (61m), Gerso por Luís Leal (63m) e Diogo Amado por João Paulo (77m).
Não utilizados:
Renan, Mano, João Pedro e Hugo Leal.
Treinador:
Fabiano Pessoa.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições:
Varela por Atsu (72m), James por Rolando (86m) e Lucho por Defour (90m+2).
Não utilizados:
Fabiano, Castro, Iturbe e Kelvin.
Treinador:
Vítor Pereira.

Ao intervalo:
1-0.
Marcadores:
Steven Vitória (10m), Varela (57m) e Jackson Martínez (61m).
Cartão amarelo:
Fernando (69m).

Após longa paragem na Liga para compromissos da Selecção Nacional e Taça de Portugal e moralizados por uma óptima campanha na Champions, o Porto tinha pela frente um jogo difícil, fora, com o Estoril Praia. Uma equipa complicada de derrotar, com bons princípios e bem fundamentados, boas ideias de jogo e que irá com certeza fazer um campeonato mais ou menos tranquilo.


Do nosso lado, Vítor Pereira manteve o mesmo 11 do último jogo, procurando manter rotinas na equipa e dar dinâmicas fortes desde o apito inicial de forma a não complicar o jogo. Era importante vencer, não só pelas vitórias dos rivais já nesta jornada, mas também por ser jogo fora do Dragão e não termos vencido o último jogo na condição de visitante.


Boa entrada com um lance perigoso de Varela logo aos 2minutos de jogo, o qual poderia ter dado outra cara a este encontro. Com um Estoril a jogar bem e a pressionar alto, sem deixar pensar a 1ª fase de construção do Porto, obrigando quase sempre a decidir mal o passe por parte dos jogadores mais recuados.

Na sequência de um canto oferecido por Fernando, hoje em noite pouco feliz, num lance que poderia fazer melhor oferece de bandeja um lance de perigo ao Estoril. Canto batido e golo do Estoril à passagem dos 10’, por Steven Vitória. Apatia total do defesa zonal do Porto.

Era necessário correr atrás do prejuízo e foi tentando o Porto chegar ao golo desperdiçando algumas oportunidades de golo, nomeadamente Jackson e Otamendi que falha um desvio escandaloso ao 2º poste atirando contra o mesmo. Quando o Porto se conseguia organizar no meio-campo adversário a organização do Estoril aparecia e com a lentidão na circulação não era possível fazer melhor, arrastando-se o jogo até final da 1ª parte.

Nada mudamos ao intervalo a não ser a atitude e mentalidade que era necessário entrar muito mais forte e agressivos para poder mudar o jogo a nosso favor. Assim foi e em 15 minutos fizemos a reviravolta no jogo.

Rápidos, dinâmicos, encostando o adversário à sua zona mais recuada, não conseguindo lançar contra-ataques. Aos 57minutos, Jackson trabalha bem na direita no 1x1 e mais forte cruza ao 2º poste para Varela cabecear para o empate no jogo. O mais difícil que seria o golo do empate surgiu cedo, sendo muito importante este momento no jogo. Ainda se festejava o primeiro e já o Porto andava perto da baliza de Vagner. Num livre batido para a área por Moutinho, Jackson aparece solto e de cabeça novamente, faz o 1-2 a favor do Porto. Bom movimento e melhor finalização continuam a fazer dele a grande referência ofensiva desta equipa. Ultrapassou Falcao com 9 golos nos 11 primeiros jogos, mas calma...

Mantivemos a toada por mais alguns minutos e depois a ficha desligou-se novamente, voltando os erros infantis principalmente na decisão e a falta de regularidade no passe que dificultou a circulação e posse de bola, características deste FC Porto. No entanto, controlámos sempre o Estoril longe da nossa área, mas foi necessário Vítor Pereira ajustar defensivamente a equipa com a entrada de Rolando para 3º central de forma a não correr riscos, quando faltavam 5’ para os 90.

Até final o jogo correu de forma tranquila, com o resultado final feito aos 60 minutos e uma vitória mais que justa e que peca por momentos de pouca qualidade da nossa equipa. Temos tido dificuldades excessivas nos jogos fora de portas, algo que deve ser corrigido rapidamente, pois em 4 jornadas 5 golos sofridos e vitórias pela margem mínima.

Continuamos na liderança partilhada e é importante firmeza para manter o lugar.

Melhor em campo: Jackson.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

O treinador Vítor Pereira dedicou a difícil vitória no terreno do Estoril (2-1) a Jorge Nuno Pinto da Costa, por ocasião do seu milésimo encontro no campeonato nacional como presidente dos Dragões. O técnico sublinhou a entrada forte do FC Porto na segunda parte, que permitiu dar a volta a uma situação de “alguma ansiedade”.

Reacção na segunda parte
“Vimo-nos a perder muito cedo no jogo e depois era natural que houvesse uma ou outra oportunidade, mas faltava mais intensidade nas acções defensivas, mais agressividade, pressionar mais alto, ‘apertar’ mais com o Estoril. Foi isso que fizemos na segunda parte.”

Luta contra ansiedade
“A alegria vem fundamentalmente pela forma como o triunfo foi conseguido. Depois de estarmos a perder por 1-0, e sabendo que um golo não chegava, é natural que se tenha gerado alguma ansiedade. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, conseguimos dar a volta e depois podíamos ter feito mais golos.”

A corrida do título
“Esta corrida está muito longe de chegar ao fim. Temos de ser consistentes e ir somando pontos para na parte final ver quem tem argumentos para chegar ao titulo.”

Dedicatória especial
“Foi importante chegar aqui e poder dedicar, no jogo 1000, a vitória ao presidente, que já teve tantas conquistas. Este espírito de vencedor, de quem é ambicioso, é-nos transmitido na pessoa do presidente. Não há ninguém que queira ganhar mais do que ele.”

Jackson quer «continuar a marcar»
Também Jackson Martínez, que apontou o segundo tento portista, prestou declarações no final do encontro: “Foi uma vitória muito importante. Pensamos em nós e não nos nossos rivais e queremos fazer o nosso trabalho, independentemente dos outros. Foi um jogo muito difícil, perante uma equipa complicada. Na segunda parte tivemos uma atitude diferente, querendo ganhar. Na primeira parte, não tivemos a eficácia necessária. O mais importante são os três pontos, mas, como goleador, é importante continuar a marcar e a equipa fica mais perto de ganhar”.


sábado, 7 de abril de 2012

SCBraga 0-1 FCPorto. Merecemos ser Campeões!


FICHA DE JOGO

SC Braga-FC Porto, 0-1
Liga portuguesa 2011/12, 26.ª jornada
7 de Abril de 2012
Estádio Municipal de Braga
Assistência: 25.971 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
Assistentes: João Santos e Luís Marcelino
Quarto árbitro: Vasco Santos

SC BRAGA: Quim; Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson; Custódio, Hugo Viana e Mossoró; Alan, Lima e Hélder Barbosa.
Substituições: Alan por Paulo César (68m), Hélder Barbosa por Carlão (75m) e Custódio por Nuno Gomes (83m)
Não utilizados: Berni, Ewerton, Ukra e Djamal
Treinador: Leonardo Jardim

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Maicon, Otamendi e Alvaro; Defour, João Moutinho e Lucho; Hulk, Kléber e James.
Substituições: Kléber por Varela (46m), Alvaro por Alex Sandro (63m) e James por Rolando (83m)
Não utilizados: Bracali, Djalma, Iturbe e Janko
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Hulk (55m)
Cartão amarelo: Sapunaru (24m), Defour (36m), Custódio (51m), Alvaro (59m), Hugo Viana (75m) e Varela (90m+3)


 O jogo era decisivo para as contas do título e o Dragão respondeu à altura, como tem acontecido nos duelos com os “grandes” da Liga. Um golo de Hulk, que nunca tinha sequer marcado na Pedreira, foi suficiente para carimbar a vitória (0-1) no terreno do Sporting de Braga e abrir um atalho para o título. Agora só faltam quatro finais: igual número de vitórias é sinónimo de triunfo na Liga.

O encontro foi intenso, especialmente durante a primeira parte, mesmo que nem sempre bem jogado. Os Dragões procuraram travar a circulação de bola do adversário com Moutinho a Lucho a pressionar bem à frente no campo. Houve momentos alternados de domínio e poucas oportunidades de golo, se bem que os três remates mais perigosos tenham sido dos Dragões. Em ambos os momentos, aos 12 e 28 minutos, tratou-se de combinações entre Hulk e Lucho que o argentino concluiu e que o guarda-redes Quim travou.

 

Só depois, aos 29 minutos, a equipa da casa criou real perigo, com um remate de Lima, na sequência de um contra-ataque, a sair ao lado da baliza portista. Ainda antes do intervalo chegaria a melhor ocasião do primeiro tempo. João Moutinho desmarcou com Hulk, que rematou junto à linha de fundo, de ângulo quase impossível. A bola ia mesmo para a baliza e Quim voltou a evitar o golo.

No arranque do segundo tempo, Varela entrou para o lugar de Kléber, uma substituição que se revelou determinante e que tornou o ataque portista mais imprevisível. O extremo português, que ainda recupera ritmo após a lesão sofrida na recepção ao Feirense, efectuou uma bela exibição, assim como Alex Sandro, que substituiu Alvaro a meio da etapa complementar. Os portistas ainda apanharam um susto quando Hugo Viana, aos 47 minutos, apareceu isolado frente a Helton, rematando por cima. Contudo, excepção feita a um livre apontado pelo mesmo jogador, 12 minutos depois, os bracarenses pouco mais criaram.

O FC Porto tornou-se progressivamente mais perigoso, mantendo a segurança defensiva que lhe permite ser a melhor defesa dos principais campeonatos europeus, a par dos italianos da Juventus (17 golos encaixados). E, aos 55 minutos, James recuperou a bola a meio-campo e serviu Hulk, que, isolado, rematou com o seu pior pé, o direito. A bola parecia que não queria entrar, mas lá ultrapassou a linha de baliza dos bracarenses, dando aos azuis e brancos uma vantagem preciosíssima.

Isto porque a equipa soube gerir os tempos de jogo e guardar a bola, não perdendo a oportunidade para contra-atacar. O melhor exemplo foi um lance aos 73 minutos: Hulk, Varela e James triangularam, com o colombiano a não ser capaz de dar o toque final. Já nos descontos, num lance confuso em que os portistas pressionaram junto à área adversária, Alex Sandro viu o seu remate desviado da baliza por Nuno André Coelho. O apito final soou pouco depois e os futebolistas portistas comemoraram a vitória junto aos adeptos que os acompanharam. Também eles foram incansáveis.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Antevisão do Jogo - SCBraga x FCPorto - Liga Zon Sagres


O FC Porto desloca-se este sábado (20h30) ao terreno do terceiro classificado, o Sporting de Braga, em encontro da 26.ª jornada da Liga. Em conferência de imprensa, Vítor Pereira sublinha a necessidade de vencer a partida com outro dos candidatos ao título, mas prevê "um jogo competitivo". Os Dragões lideram a tabela classificativa e os três pontos são "fundamentais nesta altura decisiva da época".

Há uma teoria criada em relação ao FC Porto: muita gente diz que é uma equipa de grandes jogos. No sábado, o contexto vai ser este?
Aquilo que diz a classificação é que o FC Porto está em primeiro lugar e isso mostra que tem sido a equipa mais regular. É a equipa que, ao longo destas jornadas, conseguiu arrecadar mais pontos. Do meu ponto de vista é a equipa mais preparada, tanto para os jogos ditos pequenos como para os grandes.

O que espera da sua equipa para este jogo?
Ter conversas com os jogadores antes do treino a pedir exigência é naturalíssimo. Temos que nos focar no objectivo fundamental que é a conquista do campeonato. Quanto ao SC Braga, sabemos que é uma equipa com mérito e que também está a lutar pelo título. Sabemos como se organiza, quais são os seus pontos fortes e os que podemos explorar. Esperamos um jogo competitivo entre duas boas equipas e que o FC Porto esteja no seu melhor nível para trazer os três pontos de Braga.

Acredita que quem sair em primeiro desta jornada vai ser o campeão ou considera que os clubes da frente ainda podem perder pontos?
Este jogo vale pelos três pontos em disputa, que são fundamentais nesta altura decisiva da época. Faltam poucas jornadas para o fim do campeonato mas não acredito que se possam fazer contas aos resultados dos outros. Só podemos controlar a nossa equipa e o nosso desempenho. O que as outras equipas fazem está fora do nosso controlo.

Foi noticiado esta semana, em "A Bola", que poderia deixar o FC Porto e, ainda hoje, no Correio da Manhã, Leonardo Jardim foi apontado como possível treinador da equipa azul e branca. Que comentários tem a fazer?
Já estamos precavidos para esse tipo de notícias. Estranharia que não surgisse nada no sentido de nos destabilizar. Estamos em primeiro e durante muitos anos temos ganho muitos títulos. Isso incomoda e preocupa muita gente. Não sei quais são essas fontes mas só me preocuparia se a instabilidade fosse criada de dentro para fora. O que lamento são aquelas pessoas que desrespeitam a sua profissão e se colocam ao serviço de terceiros.

Houve quem dissesse que o Lucho jogou mais atrasado no campo no último jogo frente ao Olhanense. Concorda?
O que eu peço aos meus jogadores do meio-campo é que joguem em linhas diferentes, de forma a manterem o equilíbrio defensivo. Peço-lhe para baixar quando acho que tem que baixar, mas um jogador com a sua qualidade percebe quando tem que o fazer. A dinâmica dos outros dois dá-se em função do que está a acontecer naquele momento. Quem vê o futebol em papel quadriculado tem mais dificuldades em analisar as coisas assim. Eu vejo o futebol com uma dinâmica própria, dependendo das características dos jogadores que estão disponíveis no momento.

Que razões estiveram na base da sua decisão de retirar o Rolando da equipa no jogo contra o Olhanense?
Nunca particularizei as minhas opções e não vou fazê-lo agora. Escolho a equipa que melhor responde aos desafios que temos de ultrapassar. O Rolando tem sido um excelente profissional e esta não foi nenhuma medida penalizadora, muito menos por aquilo que os outros dizem. Aproveito para deixar uma mensagem para o público: este é o momento de colocar o clube acima de tudo e de todos, inclusivamente do seu próprio treinador. É hora de nos unirmos. A instabilidade vinda de fora não nos atinge porque estamos precavidos e atentos.

O Fernando já está em condições para jogar em Braga?
Espero que esteja recuperado mas, se não estiver, jogaremos com outros jogadores e numa dinâmica diferente.

As saídas de Souza, Belluschi e Guarín não foram um risco?
Os jogadores que saíram eram de qualidade. Queriam jogar mais e precisavam de um estímulo diferente. Este plantel, neste momento particular da época, dá-me garantias suficientes de qualidade para disputar os jogos que faltam e para conquistar o campeonato.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Antevisão do Jogo - Gil Vicente x F.C.Porto - Liga Zon Sagres



Em conferência de imprensa, Vítor Pereira fez esta sexta-feira a antevisão do jogo no terreno do Gil Vicente (domingo, 19h15), da 17.ª jornada da Liga. Com a prova a entrar numa fase decisiva, o técnico sublinha que o momento é propício para "apresentar resultados e ganhar jogos" e não para criar "polémicas" e "falar muito". A equipa quer continuar a "evidenciar consistência e maturidade".

Quer um FC Porto igual àquele que venceu o Vitória de Guimarães?
Espero um FC Porto consistente, rigoroso, a fazer um jogo sério, de qualidade, para nos exibirmos ao nível dos últimos jogos. Temos vindo a evidenciar consistência e maturidade, características que espero ver em Barcelos.

Já poderá contar com Hulk?
Até ao dia de hoje, esteve entregue ao departamento médio. Ainda temos o dia de amanhã e vamos ver o que acontecerá.

Quer comentar as notícias sobre o alegado interesse em Lucho González?
Só comento entradas e saídas confirmadas, como tenho dito.

Que análise faz ao Gil Vicente?
É uma equipa bem organizada, que tem provado que tem qualidade colectiva. Sabemos que vamos encontrar dificuldades, mas vamos a Barcelos com o objectivo claro de trazer três pontos.

Tem dito que esta equipa precisa de desafios. O FC Porto melhorou também pelo facto de estar em segundo lugar e ter agora um desafio concreto e objectivo?
Sabemos que a nossa margem erro diminuiu. Temos de ser sérios e rigorosos, sabendo o que pretendemos e pondo as qualidades individuais ao serviço do colectivo, que deve sustentar e ultrapassar as dificuldades. Não tenho dúvidas de que este vai ser um campeonato competitivo e temos de ser regulares e, se possível, crescer a nível de comportamentos.

Vê alguma hipótese deste campeonato não se decidir no confronto directo entre FC Porto e Benfica?
O campeonato decide-se em todos os jogos. Não coloco só FC Porto e Benfica como candidatos. Há mais equipas, nomeadamente Sporting, SC Braga e Marítimo, que têm evidenciado qualidades para lutar connosco e com o Benfica. Prevejo um campeonato competitivo até ao fim.

Na hora da partida de Fucile, o que lhe tem a dizer?
Desejo-lhe boa sorte e agradeço o que fez e tem feito por nós. Não estava a ter as oportunidades que pretendia e foi para um grande clube. Vai manter-se a um alto nível e, como foi emprestado, poderá voltar. Desejo-lhe o mesmo que nos desejou, que seja campeão e tenha oportunidade de jogar e de se valorizar.

Foi ver o Manchester City ao vivo esta semana. Pelo que viu, acredita que o FC Porto pode ultrapassar a eliminatória?
Peço desculpa, mas falarei do Manchester City na altura própria. Hoje falarei do Gil Vicente, um adversário complicado e no qual estamos concentrados.

Com o Maicon na direita e o Alvaro na esquerda, concorda que o FC Porto é uma equipa virada para o flanco esquerdo?
É natural que isso aconteça, pela predisposição do Alvaro, que se comporta como um extremo e é extremamente ofensivo. Claro que é preciso equilibrarmo-nos. Os jogadores do flanco direito também influenciam essa dinâmica, pois é diferente ter lá Hulk ou James, que descai mais para o meio.

Tem alguma palavra para o Kléber, que tem sido algo criticado?
O Kléber não precisa disso. Quando as pessoas confiam em si próprias e sabem a sua qualidade, aceitam as críticas e a força vem de dentro, do seu carácter e confiança. Sentimos um Kléber a trabalhar sempre muito para o colectivo, mais tranquilo e a crescer em termos das movimentações que queremos que ele faça.

Está ansioso pelo dia 1 de Fevereiro e pelo fecho do mercado?
Os treinadores, jogadores e estrutura dos clubes de alto nível têm de estar preparados para a especulação do mercado. Têm-se falado muito, mas as saídas e entradas têm sido poucas.

Danilo está preparado para ser titular?
Ele está a trabalhar bem, está mais ambientado e dentro das ideias do nosso jogo. Por isso, está disponível para o treinador e poderá jogar se assim o entender.

Concorda com a ideia de que o Benfica também tem muitos "Hulks"?
Não estamos num momento de polémicas e de falar muito. É um momento fundamental para apresentar resultados e ganhar jogos, com uma exigência muito grande. Toda a gente tem direito às suas ideias, por isso não vou comentar.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton Bracali,
Defesas: Danilo, Maicon, Rolando, Otamendi, Mangala, Alvaro Pereira,
Médios: Souza, Belluschi, João Moutinho, Defour Cristian Rodríguez, Iturbe,
Avançados: Kléber, Varela, James Rodríguez e Vion.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

F.C.Porto 3-1 V. Guimarães. Vimos o melhor Porto!



FC Porto 3-1 VSC Guimarães

Liga 2011/12, 16.ª jornada
22 de Janeiro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 34.914 espectadores.


Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa).
Assistentes: Nuno Pereira e Hernâni Fernandes.
Quarto árbitro: Hélder Malheiro.

FC PORTO: Helton; Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Defour; James, Kléber e Varela.
Substituições: Defour por Danilo (67m), James por Belluschi (83m) e João Moutinho por Souza (83m).
Não utilizados: Bracali, Mangala, Iturbe e Vion.
Treinador: Vítor Pereira.

VITÓRIA DE GUIMARÃES: Nilson; Alex, Freire, João Paulo e Anderson Santana; Leonel Olímpio, El Adoua e Nuno Assis; Paulo Sérgio, Edgar e Toscano.
Substituições: Paulo Sérgio por Pedro Mendes (57m), Leonel Olímpio por Faouzi (57m) e Toscano por Soudani (84m).
Não utilizados: Douglas, Defendi, Bruno Teles e Targino.
Treinador: Rui Vitória.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: Rolando (19m), João Moutinho (46m), Faouzi (59m) e James (77m, pen.).

Cartões amarelos: Paulo Sérgio (24m), Kléber (56m), Fernando (58m), Anderson Santana (72m), Toscano (76m) e Edgar (80m).

Há uma volta inteira começávamos o campeonato a ganhar na Capital Europeia da Cultura, mas para o inicio de 2ª volta partimos com desvantagem de 2 pontos para o líder. Jogo importante este, tal como serão todos até ao próximo clássico, mas até pelo facto de jogarmos antes do líder se tornava imperial ganhar. E jogando novamente sem o Incrível Hulk, Vítor Pereira estava muito limitado nas suas escolhas para a frente de ataque, tendo lançado Kléber num lugar que tem estado órfão de um goleador. O restante do 11 foi o normal pelas soluções demonstradas e mais um voto de confiança em Varela, que desta vez não desaproveitou a oportunidade.
Início lento na troca de bola e muita dificuldade em chegar com jogo ligado ao ataque. Era James a fazer esse papel, mas hoje Moutinho e Defour não se entenderam no transporte de jogo e qual deles faria os movimentos de ruptura.

Golo do porto aos 19min na sequência de um canto, 2ª bola a ser ganha pelo Porto e James a encontrar solto Rolando na área que num grande movimento, qual ponta de lança a matar no peito e de primeira a rematar para o fundo da baliza de Nilson.

Os 5’ seguintes foram de autêntico sufoco para o Vitória. Muita dinâmica nas movimentações ofensivas com trocas a baralhar as marcações adversárias e enérgica recuperação de bola, fomos capazes de criar oportunidades para aumentar o marcador, não fossem as más decisões nas zonas mais próximas da baliza.

Rolando voltou a ser enorme aos 29min, num lance no qual falhou a transição e mal posicionada a nossa defesa permite um lance de superioridade numérica que Paulo Sérgio não foi capaz de finalizar com sucesso, por causa de Rolando.

Durou pouco a pressão forte do Porto após o golo e rapidamente voltámos ao registo inicial da partida, desta vez com perdas de bola na 1ª fase de construção que não nos permitiam chegar com qualidade aos 3 homens da frente.

Todos os lances de perigo a rondar a baliza do Vitória eram inevitavelmente criados pelo lado esquerdo com as combinações entre Álvaro/Varela ou Álvaro/James. Varela a parecer querer mostrar mais do que desde início de época, mais confiante, agressivo, a não perder lances em catadupa.

Chegava o intervalo no Dragão com a vantagem a ser-nos favorável.

Que mais podíamos pedir no reinício do jogo a não ser um golo do Porto no 1º minuto de jogo? Foi mesmo isso que aconteceu! Moutinho para Kléber e movimento de ruptura do nº8 portista que recebeu um grande passe do brasileiro, ficou na cara de Nilson e só teve de desviar de primeira.
À imagem dos momentos seguintes ao 1-0, foi a papel químico a reacção portista ao 2-0.

O jogo estava bom, as equipas com intensidade mas um artista de amarelo quis dar nas vistas, pela negativa. Começou a disparatar e a não marcar faltas evidentes a favor do Porto e conseguiu tirar Fernando do próximo jogo do campeonato num lance de corte claramente limpo. Ora esta falta originou um livre directo próximo da área que Hélton não conseguiu segurar e permitiu o golo de Faouzi a reduzir o marcador para 2-1!

Era necessário o melhor Porto a partir de agora pois apesar da equipa adversária, parecia que íamos ter mais alguém a não nos deixar jogar.

Aos 66minutos Vítor Pereira mexeu na equipa pela primeira vez. Saída de Defour e entrada de Danilo para a estreia 7 meses depois da sua compra! Defour passou completamente ao lado do jogo, teve pouca bola, andou sempre escondido e longe do centro do jogo.

Danilo entrou bem no jogo, tem de ser um bom reforço com alma e raça que o número 2 da camisola do Porto representa. Colocou-se no meio-campo, formando o trio com Moutinho e Fernando.

Aos 77minutos, após um pontapé de canto, a bola sobra ao 2º poste para James que tira Toscano do caminho e é carregado claramente para penalty que foi assinalado e bem pelo árbitro (a azia de Valdemar Duarte era tanta que não foi capaz de a esconder… vê lá se cais outra vez das escadas). James na marcação para repor verdade no resultado.

Saídas de James e Moutinho para entradas de Belluschi e Souza.

Até final nada de novo, controlámos e gerimos bem o jogo após o 3-1. A vitória poderia ter sido com mais golos, mas também poderiam ter sido sofridos mais.

Notas positivas: Melhoria de Varela, que seja para manter; vitória sem Hulk e com muito boa exibição; estreia de Danilo; golaço de Rolando.

Notas menos boas: Falhanços defensivos e oportunidades demasiadas do Vitória;

Melhor em campo: James Rodriguez pela influência no resultado.


DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: "Tinha a certeza que o colectivo dava a resposta":

Com vários jogadores indisponíveis, Vítor Pereira não esperava outra coisa. O colectivo superou as dificuldades previsíveis e superou a oposição do Vitória de Guimarães. Na conferência de imprensa, o treinador fez ainda a defesa de Maicon e não se surpreendeu com os rumores crescentes da cobiça internacional nos jogadores do Dragão.

Três golos, três pontos
"Foi um jogo intenso, em que procurámos sempre a vitória, conseguimos três golos e, fundamentalmente, aquilo que se viu provou que o FC Porto vale pelo seu desempenho colectivo, independentemente dos jogadores que estiveram ausentes e que são importantes para nós. Eu tinha a certeza que o colectivo ia dar uma boa resposta."

Maicon equilibra
"Mais do que o dedo do treinador, há muito trabalho do Maicon, que transmite confiança e equilibra a equipa. Vai dando uma resposta ao nível das exigências deste clube, embora as pessoas continuem a colocar-lhe um rótulo, como se ele não fosse capaz de jogar noutra posição além da de defesa-central."

Cobiça natural
"É natural que os jogadores do FC Porto sejam cobiçados, porque eles têm qualidade. É natural que se especule."

Menos palavras, mais resultados
"Muito mais do que as palavras e dos discursos, neste momento o mais importante é apresentar resultados."

domingo, 22 de janeiro de 2012

Antevisão do Jogo: F.C.Porto x V. Guimarães - Liga Zon Sagres



Vítor Pereira pede aos adeptos “um sinal forte de união e portismo” para que o FC Porto revalide o título nacional. Na antevisão da recepção ao Vitória de Guimarães (domingo, 18h15), o técnico revelou que a equipa vai manter a sua estrutura habitual, apesar das baixas na frente de ataque, nomeadamente de Hulk, lesionado.

Dados os constrangimentos, como as baixas do Hulk e, previsivelmente, do Cristian Rodríguez, vai manter o mesmo modelo ou fazer alterações?
O modelo é sempre o mesmo, acreditamos nos nossos princípios de jogo. Se se estiver a referir à estrutura, ela também não vai mudar, porque temos vindo a trabalhá-la desde o ano passado. Por vezes surgem dinâmicas diferentes associadas aos jogadores em campo, mas o modelo será o mesmo.

Que tipo de dificuldades espera?
Vamos defrontar uma equipa com qualidade, com homens da frente criativos e capazes de criar dificuldades a qualquer equipa. Acreditamos no nosso jogo e no nosso trabalho e vamos claramente com intenção de ganhar no domingo.

Já pode contar com o Danilo. Vai utilizá-lo?
Vamos ver. É um jogador com qualidade e que, com as suas características, nos vai ajudar. É polivalente e vamos ver o que vai trazer à equipa.

Está satisfeito com a prestação do Kléber ou pensa que ele ainda precisa de trabalhar mais para evoluir?
Ele merece todo o nosso apoio, da equipa e da própria massa associativa. É um jogador de equipa, que trabalha muito e já provou ter qualidade. Chegou a um clube grande, depois de uma época difícil como a anterior… É natural que a exigência seja grande e que se façam comparações. Ele tem qualidade, já o provou e merece o apoio de todos. Trabalha mesmo quando as coisas não lhe saem bem e os golos não surgem. Agradeço-lhe isso pessoalmente.

É mais um jogador de futuro do que de presente?
É jogador do FC Porto, por isso é de presente e também será de futuro.

Tem indicações sobre uma provável saída do Guarín?
Comentarei qualquer saída ou entrada quando isso acontecer.

O antigo treinador do Danilo, Muricy Ramalho, disse que, se pudesse, o utilizaria sempre como médio. Em 20 dias de trabalho, já entendeu onde ele pode render mais?
Entendo que ele pode desempenhar mais do que uma posição, em função das necessidades do nosso jogo e do próprio jogo em específico.

Jorge Jesus diz que o FC Porto está interessadíssimo na Taça da Liga. Tomou isso como uma provocação?
Vou-lhe responder assim: Porto, Porto, Porto. Quem estabelece os nossos objectivos e prioridades somos nós.

Qual é a melhor equipa e melhor jogador da Liga?
Isso é relativo: há períodos em que uma equipa está melhor e há muitas ideias de jogo. Gostava de responder à sua pergunta, mas não consigo… O melhor jogador será um avançado, um defesa? Não lhe consigo dizer.

Sabe se vai contar com o Hulk? E o Fucile vai sair?
Comento apenas saídas e entradas confirmadas. Só verifiquei a entrada do Danilo, pelo que só posso comentar a sua possível utilização. O Hulk ainda está entregue ao departamento médico e por isso não vou poder contar com ele.

Falando um pouco do Guimarães…
Como já disse, é uma equipa com qualidade, com jogadores da frente com características distintas mas que, no seu conjunto, podem criar problemas. Não estamos em altura de muitos discursos, mas sim de trabalho. Nós, equipa, e a massa associativa devemos dar um sinal forte de união e portismo. É nisso que estamos focados. Estamos prontos para a luta e para revalidar o título nacional.

Varela pode ser um “reforço” para a segunda metade da época, até na posição nove?
O Varela é um jogador de muita qualidade e, sinceramente, estou a espera de uma grande segunda volta dele. Já lho disse pessoalmente. Penso que pode ser uma opção tanto no FC Porto como para a selecção, no Europeu. È com esse Varela com estou a contar.

fonte: fcporto.pt



LISTA OFICIAL DE CONVOCADOS
Guarda-redes: Helton e Bracali.
Defesas: Danilo, Maicon, Álvaro Pereira, Rolando, Mangala e Otamendi.
Médios: Belluschi, João Moutinho, Defour, Sousa, Fernando e Iturbe.
Avançados: Kléber, Varela, James Rodriguez e Vion.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Afinal a lesão de Hulk é mais grave do que disseram antes....


O FC Porto deu esta segunda-feira à tarde conta do boletim clínico onde se pode constatar que a lesão de Hulk é mais grave do que inicialmente se previa, estando a contas com uma distensão na coxa esquerda.


Embora os dragões não tenham avançado com um prazo de afastamento do jogador, a presença do avançado brasileiro no encontro de domingo com o Vitória de Guimarães, na 16ª jornada da Liga, é uma incerteza.

De recordar que Hulk se lesionou durante o jogo contra o Rio Ave ainda na primeira parte, visto que nesse jogo o FCPorto venceu o Rio Ave por 2-0 sem resposta.

domingo, 15 de janeiro de 2012

F.C.Porto 2-0 Rio Ave. Ao ritmo da chuva....


FC Porto 2-0 Rio Ave FC

Liga 2011/12, 15.ª jornada
14 de Janeiro de 2011.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 24.419 espectadores.


Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira).
Assistentes: José Lima e Nelson Moniz.
Quarto árbitro: Sílvio Gouveia.

FC PORTO: Helton (cap.); Maicon, Rolando, Otamendi e Alvaro; Fernando, Defour e Belluschi; Rodríguez, Hulk e James.
Substituições: Hulk por Kléber (32m), Belluschi por Iturbe (65m) e Rodríguez por Varela (76m).
Não utilizados: Bracali, Mangala, Souza e Alex Sandro.
Treinador: Vítor Pereira.

RIO AVE: Huanderson; Jean Sony, Gaspar (cap.), Jeferson e Tiago Pinto; Bruno China, Wires e Jorginho; Kelvin, João Tomás e Yazalde.
Substituições: Jorginho por Braga (59m), Kelvin por Mendes (70m) e Yazalde por Saulo (79m).
Não utilizados: Paulo Santos, Pateiro, Zé Gomes e Éder.
Treinador: Carlos Brito.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores: James (42m e 80m).

Cartões amarelos: Maicon (49m), Gaspar (53m), Bruno China (61m) e Iturbe (83m)
Cartão vermelho: Rolando (94m).
Os Dragões entraram, este sábado, em campo no Estádio do Dragão, sem Moutinho e Djalma, o primeiro a cumprir castigo e o segundo ao serviço da selecção angolana. Vítor Pereira apostou no belga Defour para o meio-campo e em James Rodríguez, que viria a ser a estrela do encontro, para o ataque.

Na primeira parte, o FC Porto tomou conta do jogo mas pecou pela falta de eficácia na finalização e alguma "dependência" de Hulk para fazer os golos dos azuis e brancos. A formação de Vila do Conde contou apenas com um lance perigoso à baliza de Helton mas o guardião do FC Porto mostrou-se à altura.

O Incrível saiu lesionado do encontro depois de uma jogada de insistência ao minuto 26. O avançado brasileiro ainda regressou ao relvado mas acabou por abandonar o jogo quando o relógio mostrava 30 minutos de jogo. Kléber foi o escolhido para o substituir.

O primeiro golo do FC Porto surgiu ao minuto 42, após bom trabalho individual de James pela direita, acabando por rematar rasteiro, fora do alcance de Huanderson.

Na segunda parte, o FC Porto entrou forte, com várias oportunidades para dilatar a vantagem mas o golo chegaria mais tarde pelo talento de James.

Destaque para a entrada do jovem argentino Iturbe para o lugar de Fernando Belluschi, que chegou a ver um cartão amarelo.

Depois de alguns jogos sem inspiração, James Rodriguez voltou a mostrar serviço na noite chuvosa na cidade do Porto. Perto do minuto 80, o extremo colombiano bisou na partida, selando o marcador.

Antes do apito final, já em tempo de compensação, Rolando viu o cartão vermelho direto por ter derrubado João Tomás à entrada da grande área.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira: “Quero é títulos!”:

Qualidade e precipitação
“Houve alturas em que circulámos a bola com qualidade e outras em que jogámos de forma precipitada, mas é natural que a tranquilidade não fosse a maior depois de uma semana em que perdemos a liderança.”

Resultado escasso
“Fiquei satisfeito com a entrega, a espaços com a qualidade do jogo, até porque criámos situações mais do que suficientes para conseguirmos um resultado mais amplo e confortável.”

Excelente James
“O James não é um ala puro, é um jogador que produz mais a jogar entre linhas e que tem muita qualidade em termos de tomada de decisão. Hoje fez mais um excelente jogo.”

Até ao fim
“Este é um campeonato competitivo, que vai disputar-se até ao fim. Vamos atrás daquilo que pretendemos, que é o primeiro lugar. Há equipas com qualidade para sonhar com o título e aquela que for mais regular tem mais probabilidades de o conseguir.”

Recordes para segundo plano
“Prefiro deixar os recordes para segundo plano e conquistar títulos. Quando entrámos para este jogo, fizemo-lo a pensar nos três pontos. O que eu quero é títulos.”

Tribunal d'O JOGO - liga ZON Sagres 2011/12, 15ª jornada

 
Tribunal O JOGO: FC Porto 2-0 Rio Ave FC
Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira) / Assistentes: José Lima e Nelson Moniz / Quarto árbitro: Sílvio Gouveia.


Aprovado por unanimidade

Os especialistas de arbitragem de O JOGO estão de acordo em classificar de boa a arbitragem conduzida por Marco Ferreira, ainda que dois dos quatro lances sujeitos a análise não tenham gerado consenso. Foi o caso do cartão vermelho exibido a Rolando, que Jorge Coroado considera ter sido exagerado, e um fora-de-jogo assinalado a Kléber ao cair do pano da primeira parte, no qual só Paulo Paraty aprova a decisão de Nélson Moniz.



90'+3' É bem exibido o cartão vermelho a Rolando por falta sobre João Tomás à entrada da área do FC Porto?

Jorge Coroado

Atendendo à forma como o jogo correu, a jogada em si, o cartão vermelho foi um exagero; era o amarelo que se aplicava. João Tomás estava em diagonal, mas, ainda que ficasse isolado, não propriamente de uma forma letal e claramente na direcção da baliza.

Pedro Henriques

Rolando é bem expulso por destruir uma clara oportunidade de golo, rasteirando na ocasião João Tomás, quando o avançado estava isolado para a baliza, e com a bola controlada.

Paulo Paraty

João Tomás encontrava-se isolado e com possibilidade de avançar para a baliza com a bola controlada. A rasteira de Rolando acaba por travar a acção do avançado do Rio Ave, pelo que o livre directo e cartão vermelho eram as únicas decisões possíveis.



35' Haveria lugar à marcação de uma grande penalidade por pretensa mão de Jeferson?

Jorge Coroado

A bola cruzada por Álvaro Pereira bate no peito e não na mão de Jeferson. Fez bem o árbitro em nada assinalar.

Pedro Henriques

Não. Quando Álvaro Pereira cruza, a bola bate no peito de Jeferson, pelo que o árbitro nada assinalou, e de forma correcta.

Paulo Paraty

Embora exista uma reclamação, provocada pelo movimento de braços de Jeferson, a bola bate apenas no peito de Jeferson. Correcta a decisão.

45' Foi correcta a decisão de assinalar fora-de-jogo a Kléber após passe de Álvaro Pereira?

Jorge Coroado

Não existiu qualquer fora-de-jogo que justificasse a intervenção do árbitro assistente. Total e completa desatenção e precipitação.

Pedro Henriques

Fora de jogo incorrectamente assinalado, pois, no momento do passe de Álvaro Pereira, Kléber estava em linha com o penúltimo adversário.

Paulo Paraty

O nosso ângulo (via televisão) não é o melhor. Entendo que, na dúvida, o árbitro assistente não deve interferir, mas o que é verdade é que ele beneficia da melhor posição para julgar.

47' Existia posição ilegal de Yazalde no momento em que Bruno China lhe entrega a bola?

Jorge Coroado

No momento em que o passe foi efectuado, Yazalde foi mais rápido que o defesa e acabou por ganhar-lhe a dianteira.

Pedro Henriques

Mesmo com acesso à repetição, parece correcta a indicação do assistente em nada assinalar, pois Yazalde parte em posição legal.

Paulo Paraty

Yazalde aguarda o tempo exacto para se isolar, partindo de posição perfeitamente legal. Esteve bem Nélson Moniz.



Apreciação global

Jorge Coroado

Num jogo difícil pelo estado do terreno e do tempo, o árbitro fez por justificar a nomeação, come-tendo pequenos lapsos próprios de quem julga já saber de tudo.

Pedro Henriques

Arbitragem sem influência no resultado, avaliando as principais incidências de forma correcta, tendo, portanto, um desempenho meritório e positivo.

Paulo Paraty

Equipa de arbitragem com um trabalho muito coerente e eficiente, que demonstrou segurança e uma perfeita relação com o jogo e os intervenientes.



fonte: ojogo.pt

sábado, 14 de janeiro de 2012

Antevisão do Jogo: F.C.Porto x Rio Ave - Liga Zon Sagres


Uma vitória na recepção ao Rio Ave (sábado, 20h30) é o primeiro passo que o FC Porto tem de dar para recuperar a liderança. Em conferência de imprensa, o treinador Vítor Pereira garantiu que os Dragões não vão esperar pelo confronto directo com o Benfica para ganhar pontos ao rival. Foi uma semana de trabalho "exigente", sublinhou o técnico, que considera o Rio Ave uma equipa "organizada".

Numa semana diferente, qual foi a resposta da equipa e que tipo de dificuldades espera do Rio Ave?
Foi uma semana normal. Se se refere à perda do primeiro lugar, posso dizer que nos preparamos da mesma forma. Foi uma semana exigente, em que os jogadores deram um a boa resposta. Vamos defrontar uma equipa organizada, com um treinador que tem feito um belíssimo trabalho, mas estamos preparados para as dificuldades.

Já sabe quem vai jogar nos lugares de Moutinho, castigado, e Djalma, que está ao serviço da selecção de Angola?
Sei, mas não vou dizer.

O reforço Danilo vai poder jogar?
Para já não tenho confirmação de que possa ser utilizado. Vamos ver.

O FC Porto era líder do campeonato há mais de 500 dias. Que sensação tem notado nos jogadores e na equipa?
É algo desconfortável. É uma situação que não é normal e com a qual não convivemos bem, mas só trabalhando podemos chegar ao fim no primeiro lugar. Queremos recuperar a liderança o mais rapidamente possível. Temos de jogar bem para obter os pontos necessários.

A situação traz algum peso psicológico?
O Benfica tem uma vantagem de dois pontos, nós temos um atraso de dois... Uma equipa como a nossa prefere andar na frente, é claro que sim. A condicionante psicológica de que fala advém daí, mas ainda falta muito campeonato, há muitos jogos. Não vamos esperar pelo jogo com o Benfica para decidir o campeonato, porque todos os jogos o decidem. Estamos concentrados no jogo com o Rio Ave e depois faremos as contas.

Como tem gerido a situação do Sapunaru e Fucile, agora que o mercado está aberto?
A gestão é fácil e resume-se a uma ideia simples: exigência máxima. Quem me der resposta em termos de treino e jogo tem a minha confiança total. É isto que me faz decidir por um ou por outro jogador.

Como encarou as críticas por ter posto Rodríguez no "onze" inicial e deixado James de fora?
Quem critica não sabe que o James esteve toda a semana doente, com vómitos, e, além disso, quase não tinha treinado nas últimas três semanas.

O jogo no estádio do Benfica será decisivo, face ao calendário?
Decisivo é o jogo com o Rio Ave, já no sábado. E depois vamos ter de somar três pontos nos jogos seguintes. É preciso ganhar os jogos todos até a ida à Luz.

Em casa a responsabilidade aumenta?
Temos de ganhar fora e em casa. O grau de responsabilidade é o mesmo. Sabemos que para ter a massa associativa do nosso lado temos de corresponder com compromisso, dedicação, exigência e entrega total ao jogo. É a isso que estamos habituados e queremos corresponder, porque os adeptos merecem. Em casa temos a massa associativa do nosso lado, é a única diferença.

Ainda espera um novo ponta de lança?
Abordarei qualquer tipo de questão relacionada com saídas e entradas quando elas acontecerem. Aconteceu a do Walter, de que já falei. Já disse há semanas que o clube está a trabalhar. Eu treino, tenho outras funções. Vamos esperar.

Como está a correr a integração do Danilo?
Ele chegou de uma paragem e tivemos algum cuidado. Agora está a treinar normalmente, integrado com os outros. Está a assimilar algumas ideias, mas é um jogador de qualidade em que acreditamos e com a qual contamos.

Ele vai jogar no FC Porto a lateral direito ou no meio campo?
Ele veio para Portugal como lateral. Em função das necessidades, avaliaremos onde nos pode ajudar mais. Só o tempo o dirá.

«Esta posição não é normal para nós» - Vítor Pereira


Depois da última jornada o FC Porto está numa posição que não conhecia há mais de 500 dias, o segundo lugar, mas para o treinador dos dragões isso nada significa para as aspirações azuis-e-brancas ou para o trabalho que o grupo realizou durante a semana.

«Como foi a semana? Normal, treinámos como normalmente. Agora, claro que não estamos satisfeitos com esta posição, mas isso nada muda na forma como trabalhámos. Os jogadores deram boa resposta durante a semana», afirmou Vítor Pereira na conferência de Imprensa de antevisão do jogo com o Rio Ave. Uma partida que espera seja «muito complicada», já que os vilacondenses são uma formação «muito organizada e liderada por um treinador muito competente».

Ainda que a posição não causa estranheza, até porque há ainda muito campeonato pela frente, o técnico quer, no entanto, dar a volta à situação mais rapidamente possível. «São só dois pontos, é verdade, mas se me perguntar, obviamente prefiro estar dois pontos à frente do que atrás. É uma posição que não é normal para nós e queremos voltar ao primeiro lugar o mais rapidamente possível. Uma equipa como nós quer sempre estar na frente. Mas sabemos que só trabalhando e jogando bem e com qualidade poderemos conseguir os pontos necessários», salienta.

Certo é que não será o confronto direto a decidir tudo: «Não podemos é estar à espera do jogo com o Benfica para decidir o campeonato. Os campeonatos decidem-se em todos os jogos. Decisivo, nesta altura, é vencer o Rio Ave».

Vítor Pereira garantiu ainda que já sabe quem vai ocupar os lugares de Djalma (que já partiu para trabalhar com a seleção angolana, que vai participar no CAN) e João Moutinho (que viu o quinto cartão amarelo e falha o jogo por castigo), mas não o revelou, além de que não existe ainda confirmação sobre a chegada do certificado internacional de Danilo. «Para já ainda não há confirmação de que possa ser utilizar, vamos esperar para ver. Trabalhou de forma condicionada ao início, já que chegou depois de algum tempo de paragem, mas nesta altura já está integrado, ainda que esteja ainda a absorver algumas ideias», garantiu, assegurando ainda que conta mais com Danilo para «lateral-direito, mas pode ser utilizado no meio-campo, em função das necessidades da equipa».

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lista de Convocados para o jogo com o Rio Ave

Silvestre Varela e Juan Manuel Iturbe estão de regresso à lista de convocados do FC Porto para a receção ao Rio Ave, agendada para as 20h30 deste sábado. Guarín, Fucile, Djalma e Moutinho de fora.
Varela e Iturbe, que ficaram de fora dos convocados para o jogo em Alvalade, com o Sporting, na semana passada, e que terminou em branco, estão de regresso às escolhas de Vítor Pereira.
De fora dos eleitos do treinador dos dragões ficam João Moutinho, castigado, Djalma, Guarín e Fucile.

Lista de convocados 
1Helton Guarda Redes Brasil Brasil
31Rafael Bracalli Guarda Redes Brasil Brasil
4Maicon Defesa Brasil Brasil
5Álvaro Pereira Defesa Uruguai Uruguai
14Rolando Defesa Portugal Portugal
22Mangala Defesa França França
26Alex Sandro Defesa Brasil Brasil
30Otamendi Defesa Argentina Argentina
7Belluschi Médio Argentina Argentina
10Cristián Rodríguez Médio Uruguai Uruguai
23Souza Médio Brasil Brasil
25Fernando Médio Brasil Brasil
35Steven Defour Médio Bélgica Bélgica
11Kléber Avançado Brasil Brasil
12Hulk Avançado Brasil Brasil
17Varela Avançado Portugal Portugal
19James Rodríguez Avançado Colômbia Colômbia
27Iturbe Avançado Argentina Argentina