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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sporting 4-1 F.C.Porto . Objectivo arrumado para o canto da gaveta.....


 assistência: --- espectadores.

árbitros: Carlos Xistra (AF Castelo Branco), Luís Marcelino e Valter Oliveira; Pedro Henriques.
SPORTING CP: Tiago; Pedro Silva, Tonel, Polga e Grimi; Adrien Silva, João Moutinho «cap.», Izmailov e Romagnoli; Postiga e Vukcevic.
Substituições: Postiga por Derlei (64m), Romagnoli por Pereirinha (64m) e Vukcevic por Rochemback (79m).
Não utilizados: Rui Patrício; Daniel Carriço, Rodrigo Tiuí e Caneira.
Treinador: Paulo Bento.

FC PORTO: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel e Benítez; Andrés Madrid, Tomás Costa e Guarin; Tarik Sektioui, Farías e Mariano.
Substituições: Tarik Sektioui por Josué (71m), Sapunaru por Diogo Viana (71m) e Andrés Madrid por Ivo Pinto (88m).
Não utilizados: Ventura; Rabiola, Sérgio Oliveira e Dias.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: cartão amarelo para Postiga (19m), Benítez (37m), Tarik Sektioui (53m), Tonel (60m), Pedro Emanuel (69m) e Adrien Silva (83m).

golos: Tarik Sektioui (9m), Romagnoli (36 e 48m - g.p.), Derlei (66 e 80m).




E prontos, independentemente da leitura que cada um de nós poderá fazer do ontem sucedido em pleno WC XXI, não deixa de ser uma realidade que veio a acontecer o que já era mais ou menos esperado pela grande maioria dos nossos adeptos, bastando olhar para o modo e forma como o FC Porto tem lidado desde a primeira hora com esta competição intitulada de “taça bolabaragem”… outros, preferirão chamar-lhe muito pomposamente de taça da Liga, outros, ainda com um maior requinte e traços de very-fashion, de taça Carlsberg.

Aparentemente e ao que me é dado a entender, para alguns, o caso «Fucile» teve o condão de aumentar exponencialmente uma qualidade e interesse nesta competição que estava pelas ruas da amargura com tantos e tantos erros de casting da sua estrutura organizativa. Falando unicamente por mim, mantive o meu posicionamento de pouca ou quase nenhuma importância lhe dar… mas não foi por isso que este derrota me custou mais ou menos que todas as outras. Perder, num clube habituado como o nosso a vencer, é sempre desprestigiante. Contudo, cada caso é um caso… e este, é o que foi e é do conhecimento mais que público.

Aliás, se repararmos, bastou atentar na forma, digamos que muito pouco convencional como o clube decidiu deslocar-se a Lisboa para realizar este jogo… partindo de comboio da estação de Campanhã e chegando perto da hora de almoço a Lisboa. Para mim, era mais que claro que nada tinha mudado em termos dos propósitos deste jogo, a não ser o fait-divers «Fucile» que veio alterar uma qualquer outra estratégia inicial que era mais que clara para todos nós, até domingo passado, após jogo de Belém.

Depois, olhava-se para a convocatória e o que de facto mais assaltava à vista de todos? Claramente, a ausência de todo o «onze titular» e a composição da convocatória com jogadores juniores… e um juvenil. As segundas opções, para mim, mais não eram do que «chicletes» ao lado destas duas situações mais que clarividentes.

Assumo sem rodeios e sem medo de acusações que possa vir a ser alvo… se houve estratégia por parte do FC Porto neste posicionamento, e para mim, mesmo podendo estar completamente equivocado quanto a este modu-operandis, o que não me parece de todo, estou 101% de acordo com ela… aliás, já respeitinho houve em demasia ao levar-se as segundas linhas por uma "taça da bolabaragem" organizada por uma liga que mais parece uma tasca de bêbados e palermas, pomposamente comandada por um «badocha seboso de Oliveira de Azeméis» e por um outro «rato de esgoto» a quem só lhe faltam também chamar de «Príncipe de Florença», tal como ao seu outro homónimo a sul do Douro.

Quanto ao jogo, que não tive oportunidade de ver na íntegra, apenas a partir dos 35 min da primeira parte, dizer que venceu quem mais fez por isso, tal como para o outro vizinho, numa competição considerada como prioritária, mais própria de quem a nada mais pode augurar, senão às (b)itórias e conquistas dos primeiros… dos últimos.

Com o desenrolar do jogo, cheguei num ou noutro momento a «quebrar» um pouco perante o que via e os acontecimentos em pleno relvado, mas acreditem, não me conseguiu chatear nem mais um pouco do que a «pasmaceira» dos últimos jogos caseiros a que tenho assistido, nem mesmo com aquele outro jogo fantástico a que assisti in-loco para a esta "taça da bolabaragem", quando defrontamos na 1ª jornada, o Vitória de Setúbal… logo, ali, e não fossem outros adversários, dificilmente lá voltaria a colocar os pés para assistir a jogos de futebol menos intensos do que os jogados entre solteiros e casados, ainda para mais, em noites gélidas e chuvosas que mais propiciam a ficar em casa a ver os últimos episódios d'A FAVORITA na XIC.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sporting - FCPorto

Crónica para amanhã

Convocados:

Guarda-redes:
Nuno e Ventura;
Defesas: Benítez, Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel e Ivo Pinto;
Médios: Andrés Madrid, Tarik Sektioui, Tomás Costa, Guarín, Josué, Dias, Mariano e Sérgio Oliveira;
Avançados:
Rabiola, Farías e Diogo Viana.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Sorteio da Meia-Final da Taça da Liga

SPORTING - FCPORTO

Benfica - V.Guimarães


e em baixo a segir a este post, tem um post a perguntar se querem ser sócios aqui do blog!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Possiveis adversários do FCPorto

Para a Taça da Liga, os possiveis adversarios podem ser o SLBenfica e o Sporting.

Aguardamos pelo sorteio.

Classificação do nosso grupo ( A )

Grupo A
1 Porto 6
2 Nacional 4
3 Académica 4
4 V.Setúbal 3


E FCPorto segue em frente na Taça da Liga.

Resultado fora do normal

Sporting 5-1 Paços de Ferreira

FCPorto nas meias-finais graças ao Vitória de Setúbal

Pois é pessoal, o FCPorto está assim nas meias-finais da taça da liga graças ao Vitória de Setúbal que ganhou ao Nacional 1-0.

E foi por isso que pus este tipo de letra.

FCPorto 1 vs 0 Académica - Parte 2

O FCPorto venceu a Académica por uma bola a zero, assim no entanto o FCPorto está nas meias finais da taça da liga.

FCPorto 1-0 Académica



assistência: 17.512 espectadores.

árbitros: Carlos Xistra (Castelo Branco), Luís Marcelino e Jorge Cruz; Cosme Machado.

FC PORTO: Ventura; Sapunaru, Stepanov, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Guarin; Sektioui, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Sektioui por Farias (46m), Rodríguez por Tomás Costa (75m) e Hulk por Hugo Viana (85m).

Não utilizados: Nuno, Pedro Emanuel, Bolatti e Ivo Pinto.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

ACADÉMICA: Rui Nereu; Pedrinho, Luiz Nunes, Orl
ando e Pedro Costa; Pavlovic; Cris, Miguel Pedro e Nuno Piloto «cap»; Sougou e Lito.
Substituições: Miguel Pedro por Diogo Gomes (66m), Lito por Madej (66m) e Nuno Piloto por Licá (75m).
Não utilizados: Peskovic, Carlos Aguiar, Gonçalo e Tiero.
Treinador: Domingos Paciência.

disciplina: nada a assinalar.

golos: Luiz Nunes (64m, a.g.).



Noite fria e algumas alterações tendo em conta o jogo de quarta-feira passada. Alguns dos pontos principais de interesse situavam-se no facto de Cissokho se estrear a titular pelos Dragões e também para ver de que forma iria a equipa reagir à derrota sofrida no ultimo jogo. Apesar da vitória, nem tudo foram rosas, e não foi nada fácil levar a água a bom moinho.

O início de jogo foi bastante complicado. A equipa não tinha espaço para trocar a bola. Algo que aconteceu por culpa própria mas também porque os Estudantes traziam a lição bem estudada e não tinham nada a perder. E quando assim é, acontece o que hoje aconteceu. Até que entre o primeiro golo, o jogo é feio, parado e a nossa equipa anda muito aos solavancos.

Durante a primeira metade, a nossa equipa não conseguiu criar situações de perigo eminente junto à baliza adversária. Os dois lances de maior "entusiasmo" foram executados por Bruno Alves, primeiro através de um cabeceamento e depois através de um livre directo. Embora os visitantes também não tenham criado perigo de maior, o facto foi que sempre controlaram a bola e o ritmo de forma mais explícita que a nossa equipa.

Após o início da segunda metade as coisas melhoraram. Em grande parte devido à entrada de Farías (se calhar foi mais a saída de Tarik que estava muitos furos abaixo do habitual) e também porque começamos a pressionar um pouco mais à frente, cortando assim espaço e tempo aos Estudantes para organizarem e pensarem o seu jogo. Essas alterações, passado algum tempo, começaram a dar os seus frutos.

Passados 15 minutos do 2º tempo, já Hulk, Farias e Guarin tinham tentado destroçar a defesa da Briosa, porém, sem efeitos práticos. Mas à passagem do minuto 63 da partida, após um cruzamento de Lucho, Farías salta com Luiz Nunes, obrigando este a um corte defeituoso que só iria parar no fundo da baliza estudantina.

Desse momento para a frente, o pressing Portista ainda se tornou maior. Foram sucessivas as ocasiões desperdiçadas pelos Dragões para ampliar a vantagem. Primeiro foi Bruno Alves que a passe de Farías chutou contra o poste. Depois foi Hulk que de longe obrigou Rui Nereu a mostrar os seus reflexos. Houve também tempo para um desperdício colectivo num lance em que Rodríguez, Farías e Fernando dentro da área não conseguiram encontrar o melhor rumo para a bola. Com o final cada vez mais próximo, ainda houve tempo para uma arrancada fabulosa de Hulk que no frente a frente com Rui Nereu rematou ao lado e em cima dos 90 foi a vez de Sapunaru pentear a bola de cabeça de forma a que esta batesse caprichosamente no poste.

O resultado acaba por encaixar devido ao que se fez na 2ª parte e serviu também para Jesualdo avaliar certos jogadores a nível da motivação e vontade de vencer em cada jogo. Talvez haja quem ande enganado e não perceba aquilo que é jogar no FC Porto. De salientar também o facto de estarmos ainda dependentes de resultados alheios (algo a que não estamos habituados e que não queremos que se torne hábito), mas acima de tudo, o facto dos jogos se realizarem em horas e dias diferentes.

Melhor do FC Porto: destaque para Bruno Alves, Hulk, Farias e Cissokho. O primeiro por ter sido um dos jogadores mais perigosos, embora seja um defesa. Bolas paradas são com ele e quando não consegue cabecear, nao desiste e vai atrás da bola para cruzar. Hulk começou com fogachos, mas acabou a alto gás e nunca desistiu, nem deu os lances por perdidos. Claro que a sua capacidade de explosão, tanto para correr como para rematar, sao pontos a seu favor e que ele não tem medo de usar. Farias veio trazer mais dinâmica à equipa e importonou bastante os centrais e o guardião adversário, sempre com raça e vontade de mostrar. Para Cissokho, fica o facto de se ter estreado sem comprometer e de ainda tentar ajudar mais à frente... vamos ver o que o futuro nos reserva.

Arbitragem: A meu ver, foi uma arbitragem tranquila e sem casos duvidosos. Até porque o jogo também esteve bastante calmo e a nível de contacto físico não houve lances perigosos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

FCPorto x Académica

Convocados.

Guarda-redes: Nuno e Ventura.

Defesas: Bruno Alves, Pedro Emanuel, Stepanov, Cissokho, Sapunaru e Ivo Pinto.

Médios: Lucho González, Guarin, Bolatti, Tomás Costa, Fernando e Rodríguez.

Avançados: Farías, Hulk, Tarik e Diogo Viana.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Nacional 2-1 F.C.Porto . Este resultado não deixa saudades a ninguém


assistência: 2.020 espectadores.

árbitros: Lucílio Baptista (AF Setúbal), Venâncio Tomé e Mário Dionísio; Elmano Santos.

NACIONAL: Bracalli; Patacas «cap.», Maicon, Felipe Lopes e Nuno Pinto; Luis Alberto, Edson Sitta, Alonso e Ruben Micael; Mateus e Nenê.
Substituições: Alonso por Miguel Fidalgo (46m), Edson Sitta por Fabiano Oliveira (66m) e Ruben Micael por Bruno Amaro (84m).
Não utilizados: Douglas; Cléber, Juninho e Halliche.
Treinador: Manuel Machado.

FC PORTO: Nuno; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel «cap.» e Benítez; Bolatti, Tomás Costa e Guarin; Mariano, Farías e Candeias.
Substituições: Candeias por Rabiola (70m) e Sapunaru por Diogo Viana (78m).
Não utilizados: Ventura; Ivo Pinto, Rafhael, Josué e Sérgio Oliveira.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: cartão amarelo para Alonso (39m), Luis Alberto (39m), Stepanov (39m), Benítez (42m) e Sapunaru (52m).

golos: Ruben Micael (23m), Sapunaru (36m) e Miguel Fidalgo (84m).
Sim, eu sei que isto deveria ser uma crónica sobre o Nacional-Porto. Mas, em português, vernacular, eu quero mesmo é que o jogo se ****. Competições menores, ainda por cima não levadas a sério por quem nelas entra, não me despertam a paixão assolapada que deveriam. Ainda para mais, nem me admira muito se o vencedor já estiver decidido. Mas, quanto às incidências do jogo, já lá vamos…
Ninguém, que gosta do desporto-rei em geral, e do Porto em particular pode andar com as pulsações cardíacas normalizadas. Seja pela frustração do empate contra o autocarro vindo da Trofa, pelo destempero da perda da liderança, que nos soube a pouco, ou pelo silêncio cúmplice e branqueamento encapotado que os media, sempre arvorados em arautos da regeneração do futebol luso, quando lhes convêm, têm praticado, depois do escândalo da Luz, no roubo descarado do Braga.
Alguém, com sentido de humor, afirmou que o Braga teve azar. Foi apanhado na onda de criminalidade que tem invadido o País. Outro, mais dado ao domínio da ironia, tratando-a por tu, proferiu com graça que o Braga teve sorte. Apesar de roubado descaradamente, ainda ficou com o autocarro…e os pneus.
Felizmente, apesar da amizade feita de interesses comuns, maquinadas em negociatas, o Braga provou ter voz. E que não lhes doa, carago. Comecemos por Mesquita Machado. Sem eufemismos. Tratando os bois pelo nome. “Foi um assalto à mão armada, um roubo, e os roubos têm que ser investigados”. Aqui sorri. Investigados, meu bom autarca. Por quem? Pela paladina da Justiça, aquela dos olhos pintados em tons góticos? Santa ingenuidade…
Mas Mesquita Machado foi mais letal que Renteria e Meyong juntos. “Os erros foram premeditados”. Se isto fosse num Estádio, fazia a onda. O homem merecia. E ainda mais depois de, arvorado já no papel de líder da Assembleia Geral da FPF, ter lançado uma suspeita de enorme gravidade. “Existiram influências exteriores para que fosse este árbitro a apitar”. E pensava eu que éramos um País de brandos costumes. Não somos. Ele prova-o. Somos sim um País terceiro-mundista, corrupto, onde o poder e a justiça são ministrados de forma parcial. Regredimos no tempo. Voltamos às saudosas décadas [pelo menos para uma parte da população deste cantinho], onde o campeão era encontrado por decreto.
Tudo começou [e nunca é demais louvar a coragem] com Jorge Jesus. Ao contrário do colega de profissão, sentado no banco do Guimarães, que sorria alarvemente enquanto lhe palmavam um penalty, o treinador bracarense mostrou que os tem no sítio. “Não vencemos porque o árbitro não quis”. Curto e grosso. Para bom entendedor…

Noutro quadrante, o torpor deu lugar à indignação. Esqueceram-se os “project finance”, as luvas de pelica, as boas maneiras à mesa, e a indignação encontrou eco. Paulo Abreu apropriou-se [mas é um plágio perdoável] da máxima de Pedroto. “Roubo de Igreja” e um “comparado com a arbitragem de Pedro Henriques, isto foi obra de um profissional”. Já chegava para colocar muita gente com as orelhas a arder. Mas ele finalizou, qual Liedson de fato e gravata. “Mais levado ao colo deve ser difícil”. Toma. Embrulha. Gostei particularmente de uma frase, proferida em tons apoplécticos. “Os investimentos na arbitragem e em alguma comunicação social começam a dar frutos”. Lapidar. Quando as comadres se zangam, o verniz estala.
E as virgens ofendidas, que escreveram ressentidas após o Benfica-Nacional, têm estado estranhamente desaparecidas. Sempre prontos, naquele espírito corporativo enjoativo, a apaparicarem os responsáveis encarnados, servindo-lhes de respaldo para as grosserias e tonterias debitadas na comunicação social, foram o veículo apropriado para a coacção vergonhosa praticada, durante uma semana, de forma cirúrgica. Entrevistas à nulidade que vegeta no plantel das águias, despudoradamente usando o apelido de um grande avançado portista, ou ao pomposo director-desportivo, tudo serviu para inflamar uma fogueira que arde sempre em lume brando.
Espantosamente, o resultado teve efeitos quase imediatos. Se em Guimarães, para essa prova congeminada por Hermínio Loureiro, a gatunagem foi permitida, de forma submissa [o que umas promessas de jogadores não fazem, pela boa vontade], permitindo que os da casa fossem descaradamente prejudicados, mas sem qualquer intenção de provocar ondas de indignação, o jogo caseiro frente aos arsenalistas fez o País desportivo ficar perplexo. Alguns, beliscando-se, julgavam ter retrocedido, por artes mágicas, no tempo, quando a monopolização de títulos em Lisboa fazia a delícia de muitos. Mas não. A estratégia, congeminada laboriosamente, tem histórico. Começou à muito. Lembram-se da Pinhão jornalista, do marido realizador e da vaca escritora? Pois...
E agora é que é. Vou escrever sobre futebol. Daquele que se tenta vencer dentro das quatro linhas. Desde logo, uma dificuldade enorme. “Mas onde raio é que anda a bola?”, apetece perguntar, quando o nevoeiro se torna no actor principal de uma partida toda ela feita por secundários.
No último estádio onde foi feliz, o Porto apresentou-se de cara renovada. Aliás, como esperado, o perfil azul e branco sofreu uma transformação brutal. Com Nuno na guarda das redes e Pedro Emanuel o rosto da experiência, imperial no centro da defesa, o meio-campo parecia uma congeminação sul-americana, com os agora renegados Guarin, Bolatti e Tomás Costa a serem os elementos pretensamente dinamizadores de todo o futebol do Dragão.
Na frente, confesso, um trio de arrepiar os cabelos. Candeias, cada vez menos interventivo, Farías, cujo nome do meio deveria ser sinónimo de passividade e o fetiche-mor de Jesualdo, Mariano Gonzalez.
Como nem a feijões se gosta de perder, e apesar do jogo se ressentir claramente das adversas condições de visibilidade, coube aos portistas a primeira grande oportunidade de golo. Ironicamente, pela cabeça de um defesa, Sapunaru de seu nome, correspondendo a um belo cruzamento de Mariano. Passado o susto, os madeirenses pressionaram, colocando a descoberto algumas debilidades estruturais da defesa azul e branca.
O golo inaugural, pese a oposição encarniçada de Nuno, surgiu ao 3º remate consecutivo dos avançados nacionalistas. Numa equipa que de campeã apenas ostentava o nome, a ligação entre sectores era praticamente nula, sobressaindo apenas nesta fase o labor de Guarin, na dupla missão de apoiar os homens da frente, mantendo ainda tarefas de apoio defensivo, como demonstrou ao evitar que, aos 30 minutos, o Nacional ampliasse a vantagem.
Fosse pelo nevoeiro, ou por outro motivo qualquer, ninguém ainda se tinha apercebido que existia árbitro no jogo. E que juiz de campo. Lucílio de nome próprio. Baptista de apelido e Calabote de alcunha carinhosa, tantos têm sido os dislates da patética personagem, sempre que se atravessa no nosso caminho. E, para figurar no currículo, nada como nova medalha no peito. Penalty escamoteado aos 31 minutos, quando Mariano é derrubado por Maicon, dentro da área caseira.
O Porto, no entanto, num assomo de dignidade, empatou a contenda. Alonso perde displicente uma bola junto da sua área e Sapunaru fez o que lhe competia. Fuzilou para o empate.
A segunda parte trouxe mais do mesmo, com o cinzentismo do nevoeiro a protagonizar um duelo hercúleo com a vontade indómita de quem procurava jogar, em condições quase surreais. Sem qualquer alteração na dinâmica ofensiva do encontro, sempre com o sinal mais a ser protagonizado pelo Nacional, a qualidade e intensidade decaíram bastante.
Jesualdo tentou alterar o rumo dos acontecimentos. Efectuou a dupla substituição, responsável pelo golo da vitória na primeira jornada. Rabiola e Diogo Viana, por troca com Candeias e Sapunaru. Com a saída do lateral romeno, Tomás Costa abandonou o centro do terreno, ficando como proprietário da lateral direita. A irreverência da idade, desta feita, nada acrescentou de positivo ao futebol dos portistas. E, na fase mais sensaborona do desafio, um golo algo fortuito, no final da partida, ditou a derrota, sempre pesarosa, do FCP.
Melhor do Porto: Quem? Se eu não conseguia, na maior parte do tempo, ver o que quer que seja, como eleger alguém merecedor de encómios?. Pareceu-me que Nuno esteve seguro, tendo realizado uma grande defesa a remate de cabeça, após o 2-1. Sapunaru, apesar do desnorte defensivo, em alguns momentos da 1ª metade, esteve expedito, aparecendo duas vezes em zona de finalização. Quanto ao resto, apenas e só o lamento de que um jogo, nestas condições, tenha conseguido realizar-se, num claro desrespeito para com quem faz mover esta indústria: os adeptos!
Arbitragem: É bom saber que podemos contar com as coisas imutáveis da vida. O amor incondicional dos progenitores, as asneiras da adolescência, os cabelos brancos, prenúncio da passagem da idade, e Lucílio Baptista, com os seus erros fervorosos contra o que traja azul e branco. Nada a fazer. Apenas e só aceitar, com o nosso beneplácito, a incompetência e falta de seriedade do árbitro setubalense. Pode ser que um dia, num dos acasos em que o Destino é fértil, alguém se esqueça de travar o carro, quando ele atravessar uma passadeira. Ou um raio lhe caia, em pleno jogo, na cabeça. Ou…

Carlsberg Cup: Nacional x FCPorto

Se quiseres seguir o jogo do FCPorto com o Nacional, clica na imagem a baixo desta frase:


sábado, 10 de janeiro de 2009

F.C.Porto 2-1 V. Setúbal . Exibição que devia ser vista mais vezes



assistência: 12.219 espectadores.

árbitros: Artur Soares Dias (Porto), Rui Licínio e João Silva; Vasco Santos.

FC PORTO: Ventura; Sapunaru, Stepanov, Pedro Emanuel «cap» e Benítez; Tomás Costa, Pele e Guarin; Candeias, Farias e Mariano.
Substituições: Candeias por Rabiola (67m), Tomás Costa por Diogo Viana (73m) e Mariano por Josué (87m).
Não utilizados: Nuno, Ivo Pinto, Dias e Sérgio Oliveira.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

V. SETÚBAL: Bruno Vale, Janício, Robson, Auri e Cissokho; Ricardo Chaves; Elias, Sandro «cap» e Bruno Ribeiro; Leandro Lima e Leandro Branco.
Substituições: Sandro por Bruno Gama (46m), Bruno Ribeiro por Mateus (78m) e Leandro Branco por Carrijo (81m).
Não utilizados: Pedro Alves, Laionel, André Marques e Anderson.
Treinador: Daúto Faquirá.

disciplina: cartão amarelo a Robson (71m), Sapunaru (74m) e Guarin (85m).

golos: Farias (31m), Leandro Lima (g.p., 61m) e Rabiola (77m).
Num jogo de fraca qualidade e debaixo de um frio glacial, vitória merecida do FC Porto diante, convém não esquecer, do actual detentor da Taça da Liga. Jesualdo Ferreira havia dado o mote com a convocatória efectuada: a Carlsberg Cup fica para segundo plano e não beliscará em nada os principais objectivos da temporada. A rotatividade foi completa e apenas Pedro Emanuel manteve o lugar no onze, relativamente ao jogo contra o Nacional. Opção compreensível, mas discutível, pois uma competição oficial deve ser sempre encarada para ganhar. Pelo contrário, os sadinos, ávidos de esquecer o desaire caseiro para a liga portuguesa, chegaram ao Dragão na sua máxima força e com a responsabilidade de serem os titulares do troféu.

Face à ausência dos principais nomes portistas, a equipa inicial acabou por ser a esperada, talvez exceptuando a inclusão do jovem guardião Ventura, em detrimento de Nuno. Esta constituía uma bela oportunidade para alguns elementos menos utilizados mostrarem serviço e credenciais para poderem jogar num clube como o FC Porto. Teoricamente seria assim, embora todos saibamos que na prática é muito mais complicado um jogador sobressair num conjunto sem qualquer mecanização e entrosamento.

O jogo começou lento, muito lento. Até sensivelmente aos 20 minutos, assistiu-se a um FC Porto instalado no meio-campo adversário, mas a jogar a passo, sem ideias e sem levar qualquer perigo à baliza de Bruno Vale. O Setúbal, pouco afoito ofensivamente nesta fase, preocupou-se sobretudo em cortar espaços e em pressionar os médios portistas, de modo a não deixá-los tomar conta do jogo e obrigando o FC Porto a sair através dos seus laterais. Chegou a ser confrangedora a passividade do meio-campo portista, especialmente de Pelé e Tomás Costa, já que Guarín tentou sair do marasmo do sector intermédio, embora nem sempre da melhor forma.

Na frente, Mariano perdia quase todas as bolas de que dispunha, Candeias esteve completamente ausente do jogo e Farías, sempre naquele estilo molengão, revelava-se pouco menos que inconsequente.

O Setúbal começou então a subir um pouco mais no relvado e a assumir as responsabilidades de quem jogava com as suas primeiras opções. Leandro Branco dispôs mesmo da primeira grande oportunidade do jogo, cabeceando para excelente defesa de Ventura, após cruzamento perfeito de Cissokho, o tal que muita imprensa deu como estando nas cogitações do nosso clube. Este lance teve o condão de agitar a partida e Mariano, após um bom lace individual, pôs à prova os reflexos de Bruno Vale.

E se o guardião sadino havia respondido bem no lance anterior, o mesmo não se poderá dizer a seguir. Depois de um cruzamento da esquerda de Benítez, deixa a bola escapar por entre as mãos, convidando Farías a encostar para o 1-0. Um valente 'frango' que permitiu ao FC Porto abrir o marcador e reforçou o apoio proveniente das bancadas, que, diga-se, nunca faltou, mesmo nos momentos de maior sonolência dentro das quatro linhas. Veio o intervalo e em boa hora, pois a primeira metade não deixara saudades de maior.

No segundo tempo, o espectáculo, sem deixar de ser fraquinho, subiu uns degraus em termos de competitividade e emoção. Já depois de Farías ter falhado um golo de forma patética e de Ventura ter proporcionado, com um passe errado, uma jogada de perigo a Leandro Lima, Sapunaru, desastrado, como quase sempre, resolve devolver o brinde do 1-0 e comete um penalty escusado. A falta existe e a penalidade é bem assinalada, no entanto, era bom que estas leves infracções, digamos assim, começassem a ser sancionadas em todos os estádios, quer fora, quer dentro da área. Leandro Lima, esse mesmo que passou pelo FC Porto totalmente despercebido, aproveitou para restabelecer a igualdade.

O FC Porto demorou a reagir e Jesualdo fez entrar os putos Rabiola e Diogo Viana, para os lugares dos inexistentes Candeias e Tomás Costa, respectivamente. Mariano e Pelé tentaram de livre, mas seriam os dois novatos a trazer de volta a alegria ao Dragão, por volta dos 77 minutos: magnífico cruzamento do irrequieto Viana e Rabiola, pleno de oportunidade, a cabecear para o golo vitorioso.

O FC Porto continuou senhor do jogo, embora o Setúbal criasse também alguns embaraços pelas subidas de Bruno Gama, pela direita, e Cissokho, pela esquerda. Foi numa dessas investidas que Artur Soares Dias voltou a marcar uma grande penalidade a favor dos setubalenses. O lance é duvidoso e confesso que, pelas imagens televisivas, não consegui descortinar com absoluta certeza se a bola vai ao braço de Guarín, antes de lhe embater no peito. Saliente-se, porém, a prontidão e presteza com que o homem do apito assinalou dois penalties contra o FC Porto. Fossem todos assim destemidos e talvez a crise continuasse a pairar sobre certas paragens. Leandrinho, talvez ainda em estado de euforia por tamanha benesse, desconcentrou-se e falhou o 2-2.

O final da partida chegou, logo após Stepanov ter visto um defesa sadino tirar-lhe um golo feito mesmo em cima da linha de baliza. Uma vitória importante, premiando a aposta arrojada de Jesualdo Ferreira de fazer descansar a quase totalidade dos titulares, embora a falta de mecanização colectiva tenha sido visível ao longo de toda a contenda.

Melhor em campo: Mariano González. Perdeu algumas bolas de forma infantil e continua a revelar uma estranha ansiedade, que lhe tolda o raciocínio, mas foi, na minha opinião, o MVP da partida. Sempre inconformado, foi dos que mais correu, nunca virando a cara a luta, mesmo quando as jogadas não lhe corriam de feição. Além disso, teve três remates perigosos (um dos quais num magnífico livre directo que tirou tinta ao poste da baliza sadina), sendo igualmente de enfatizar um cruzamento teleguiado para a cabeça do inerte Farías. Gostei ainda de Rabiola, pelo golo, assim como da irreverência que Diogo Viana veio transmitir ao ataque. Não gostei de Sapunaru, Pelé, Tomás Costa e Candeias, sem iniciativa e alheados do jogo. Os restantes cumpriram.

domingo, 16 de novembro de 2008

Carlsberg Cup - Calendário 2008/09

Fase de Grupos
1ª Jornada - 7 de Janeiro
2ª Jornada - 14 de Janeiro
3ª Jornada - 18 de Janeiro
Apuram-se para as meias-finais os primeiros classificados de cada grupo e o melhor segundo.


Adenda:

TAÇA DE PORTUGAL8ºs de final

Cinfães - FCPorto

Paços de Ferreira-Vizela
Trofense-Nacional
Naval-Portimonense
Leixões-Benfica
Setúbal/Moncorvo- Guimarães
Estrela da Amadora-Olivais e Moscavide