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sexta-feira, 22 de abril de 2011

E o apagão?



19.04.2011
Instrutora propôs dois meses de castigo a Jesus
JORGE MAIA

O castigo de onze dias de suspensão e sete mil e quinhentos euros de multa aplicado a Jorge Jesus pela Comissão Disciplinar da Liga na sequência dos acontecimentos no final do Benfica-Nacional contrariou as conclusões e a proposta de pena constantes do relatório da instrutora responsável pela condução do processo e a que O JOGO teve acesso.

De facto, enquanto a instrutora - Drª Maria João Ribeiro - deu como provada a agressão de Jorge Jesus ao jogador do Nacional, concluindo ser "ajustado aplicar ao arguido Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD, as penas de suspensão de 2 (dois) meses e multa de € 6000 (seis mil euros)" a Comissão Disciplinar da Liga considerou que o treinador do Benfica apenas tentou agredir Luís Alberto, sem o ter conseguido. Ao contrário, o acórdão final não faz qualquer referência à divergência de opiniões entre a instrutora e os juízes da Comissão Disciplinar. Contudo, o desacordo fica patente na análise dos factos considerados como provados e elencados quer no relatório da instrutora, quer no acórdão final. Aliás, o segundo transcreve quase integralmente o primeiro, com um par de excepções a partir do ponto 15.

O relatório elaborado pela instrutora do processo refere o seguinte nesse número: "Em face do termo utilizado, e da insistência de Luís Alberto em falar com Jara, o arguido apanhou o jogador Luís Alberto de surpresa e, lançando o braço direito para a frente na direcção do jogador, atingiu-o com a mão direita". Um ponto de vista contrariado no acórdão final que, no mesmo ponto, refere: "Em face do termo utilizado e da insistência de Luís Alberto em falar com o Jara, o arguido apanhou o jogador Luís Alberto de surpresa e lançando o braço para a frente na direcção do jogador, não logrando atingi-lo com a mão direita". Logo a seguir há mais uma divergência. Enquanto o relatório refere no ponto 16 que "como consequência desse gesto o jogador Luís Alberto foi tocado na parte esquerda do rosto e pescoço" acrescentando no ponto 17 que "na sequência do referido gesto do arguido, a cabeça do jogador Luís Alberto foi projectada com força para trás e para a direita", o acórdão da CD ignora a menção ao eventual toque no rosto e pescoço de Luís Alberto para referir apenas que "na sequência do referido gesto do arguido, a cabeça do jogador Luís Alberto foi projectada para trás e para a direita".

Tanto o relatório como o acórdão coincidem no que diz respeito aos factos não provados, não conseguindo determinar se "a mão do arguido, quando desferiu o gesto violento contra o jogador Luís Alberto, estava aberta, fechada ou semicerrada.



José Manuel Meirim
"Há aqui incoerências e remendos"

José Manuel Meirim, professor de Direito do Desporto, considera que existem "diversas incoerências" no acordão da Comissão Disciplinar da Liga referente ao processo disciplinar a Jorge Jesus. "Há problemas na própria redacção do acordão e faltam explicações para as divergências com o relatório da instrutora, mesmo que essas não sejam obrigatórias. Mas mais do que isso, existem incoerências graves que ferem a sua credibilidade". Oferecendo dois exemplos, José Manuel Meirim recorreu à listagem de factos dados como provados. "No ponto 15, que é remendado naquele que consta do relatório da instrutora, diz-se que Jorge Jesus não logrou atingir Luís Alberto, mas logo a seguir afirma-se que a cabeça daquele foi projectada. Ora, se foi projectada, é porque sofreu a influência de algo exterior. Caso contrário, deveria afirmar-se que se projectou. Por outro lado, refere-se que as imagens televisivas são nítidas, esclarecedoras e conclusivas, mas depois refere-se que não se distingue se o gesto de Jorge Jesus é feito com a mão aberta, fechada ou semicerrada..."



fonte: ojogo.pt

sábado, 9 de abril de 2011

Aleluia! Fez-se luz nas cabecinhas....


    Jorge Jesus suspenso 11 dias 
      COMUNICADO DA COMISSÃO DISCIPLINAR DA LPFP 
     Para conhecimento dos clubes, SAD's e demais agentes e sujeitos interessados e submetidos à ação disciplinar da LPFP, comunica-se que a Comissão Disciplinar, na sua Reunião Plenária de hoje, tomou a seguinte deliberação: 
     PROCESSO DISCIPLINAR N.º 13-10/11 - sancionar o treinador da "Sport Lisboa e Benfica - SAD", Jorge Fernando Pinheiro Jesus (licença 5.073), com a pena de 11 (onze) dias de suspensão para o exercício de funções de treinador no âmbito das competições desportivas e multa de € 7.500,00 (sete mil e quinhentos euros), pela prática da infração prevista e punida pelo artigo 104.º, números 1 e 3 -"Das Agressões [tentativa]" -, aplicável por remissão do artigo 137, n.º 1, todos do Regulamento Disciplinar da LPFP, em virtude de conduta ocorrida após o final do jogo n.º 11702 "Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD//Clube Desportivo Nacional", realizado em 2001.01.22, a contar para a 17.ª jornada da Liga Zon Sagres [por conversão do Processo de inquérito n.º 12-10/11]. Porto, 8 de abril de 2011 Este castigo implica que o treinador irá falhar apenas um jogo e que termina um dia antes da partida frente ao FC Porto, para a Taça de Portugal, no dia 20 de Abril.



Não haja dúvidas que fora de campo são "diábolicos"... já dentro dele, normalíssimos!


Então, como é que o fcPORTO poderá contrariar toda esta permanente POUCA VERGONHA?


Só há um caminho a seguir... uma boa situação financeira, escolher os melhores treinadores, os grandes jogadores, formar colectivamente enormes equipas, nunca se cansar de vencer troféus, e demonstrar a todo o Mundo quem é melhor, quem tem sido melhor, quem neste jogo do branqueamento, de facto, jamais venceremos!!!


ps - E o segundo inquérito? Vai sair ou não? Talvez seja arquivado...

sábado, 12 de março de 2011

BOMBÁSTICO - A montanha pariu um Coelho!



nota: transcrição integral de um email remetido por autor desconhecido.

Caros Portistas,

Seria demasiado fastidioso estarmos aqui nesta pequena nota introdutória, a explicar novamente todo o modus-operandi de como foi feita a detecção, selecção, acompanhamento e captura do «Coelho»… ou simplesmente, Marco Coelho, tão só, e até ao dia de hoje, um anónimo e amador humorista e ilusionista.

Se dúvidas existiam, que as havia naturalmente, de quem pudesse ter sido o autor moral da colocação das últimas 6 escutas do processo «Apito Dourado» no site Youtube, no já passado dia 02 de Outubro de 2010, se não o autor moral, no mínimo dos mínimos, intimamente conhecedor de quem o estava a fazer naquele momento, é nosso entendimento que elas ficaram completamente dissipadas através da perseguição que lhe movemos, bem como à sua própria sombra, mesmo que eliminando há posteriori os seus ditos e contos mais secretos, acabaria naturalmente por deixar rastos e vestígios da ilegalidade que cometeu, porque já diz o ditado popular, “Coelho de pouco pêlo e muito cú, tem medo”.

Daí que, e não pretendendo de todo estragar muito mais o efeito-surpesa que pretendemos dar à demasiada seriedade do assunto aqui em causa, deixamos-vos para leitura atenta e interpretação óbvia, o link logo abaixo para download:

CLICA NA IMAGEM PARA DESCARREGAR O FICHEIRO DO «COELHO» EM FORMATO .PDF

( digita a password 92Q4 para abrir o ficheiro )

Eis então que, depois destas provas claras, sobre quem cometeu a ilegalidade - ou foi o Coelho ou o Coelho sabe quem foi -, sim, porque tornar públicas escutas, sem o consentimento dos envolvidos, é crime, porque espera o Ministério Público para agir e acabar com estes desvarios...?

Saudações Portistas,

Pelo FCPorto, sempre!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

(Des)mascarados de Palhaços

A Calçada está de volta e encobre-se entre contentamento e tristeza. Pois é, as pisadas que o comum adepto portista tem vindo a percorrer ao longo da época e pródiga em vivenciar momentos de alegria, como o da última vitória sobre o SCP para a Taça de Portugal, e momentos de alguma tristeza como a inconstante regularidade exibicional em alguns jogos (mais do que o normal), e a “pobreza franciscana” que assola o nosso pequeno país à beira mar plantado, e de que particularmente, temos vindo a ser alvo. Sendo como o principal fetiche sadomasoquista, dos abutres sedentos de carne (vitórias), a todo o custo.


E diz o calceteiro que o nosso País à beira mar plantado é pequeno, mas é, no entanto, grande no carnaval. Talvez por sermos irmãos de sangue do País das caipirinhas, somos embebidos no seu espírito e fazemos jus à sua verdade verdadinha de que “a vida são dois dias e o carnaval são três”, graduando-a, até, para “a vida são dois dias e o Carnaval são três mas a palhaçada é até a Mouraria ser campeã”, seja isto os dias, anos, décadas que forem, interprete-se.

Enquanto por lá canta-se, dança-se e elege-se os melhores, outros por cá disfarçam-se e colocam, pomposamente os elásticos nas suas caras e saiem até à assembleia da república e à rua a mostram à imprensa que os bajula as figuras tristes que gostam de fazer, só com o gozo de fazer campeões nacionais perder a cabeça em túneis obscuros, com câmaras retiradas e manipuladas, como se do Big Brother se tratasse.

O medo instalou-se e afinal a galinha dos ovos de ouro, que dava aos oito golos em casa e prometia não sofrer mais do que sete em todo o ano, precisa de mais e mais. Precisa que o Bom Jesus, por exemplo, deixe de ser em Braga e passe a ser também na Capital (se já o fizeram com a Red Bull Air Race…). O importante é que nada do que é bom em Portugal, esteja fora da concha lisboeta.

Mas engane-se quem pensa que o Carnaval para estes senhores é só isto, nada disso. É preciso tirar umas bombinhas de mau cheiro da cartola e castigar, só por acaso, bons jogadores da equipa que liderava o campeonato por três meses e castigar outros até à moda deles poderem jogar contra os azuis e brancos, numa decisão germinada um dia após término da janela de transferências (é de congratular tal profissionalismo e timming). Parece que jogar ao(s) e com os Domingo(s) também já assusta e antecipar jogos, repentinamente, é que é ter verdade desportiva.

Afinal de contas, ter capas de jornal vermelhas, sem ser as do Braga é que vende…Haja "Paciência"!





Castigos preventivos, de açaime na boca, fechados numa jaula e numa montanha longínqua, antes de uma qualquer decisão, também só mesmo para alguns. Aos outros é deixá-los à solta a pontapear colegas no chão e dar coices que valem penalties e vitórias. Criticam também o novo reforço portista, por, vir agora, falar de mais e já estar a mostrar serviço; coerentes são eles que continuam sem falar e sem mostrar os vídeos que prometeriam ser uma verdadeira estreia “Nacional”. É caso para dizer que o Carnaval sem tais brincadeiras nem tinha piada e mais parecia a Páscoa.

Tantas e tantas são as peripécias, mal explicadas, com que o calceteiro se depara, que até lhes perde a conta, mas, de uma coisa ele também não se esquece, podem-se perder todas estas guerras mas o que importa é ganhar a última. Para isso, é importante um Porto unido e que histórias de indisciplina, verdadeiras ou não, não saiam para fora das paredes do balneário, que pessoas importantes no clube não batam com a porta sem mais nem menos e que transferências com nome saiam goradas, sem explicação aparente e convincente. O calceteiro relembra que não foi isto a que nos habituamos e que tanto é reconhecido por todos.

O Porto que cresci a amar, é o Porto que vi contra o Sporting, no último jogo, e a denunciar, sempre, pela boca do seu presidente o capitalismo que também domina o futebol. Fica, para isso, o registo de um outro líder de outros tempos:

“O que me preocupa não é o grito dos Maus. É o silêncio dos Bons”, Martin Luther King.

Fiquem por aí... que eu fico!