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domingo, 23 de setembro de 2012

Entrevista para o Tudo Sobre Desporto


Pequenos excertos da nossa entrevista para o blog Tudo Sobre Desporto:

 "...Sim, sem dúvida. Basta eu estar no mínimo dois dias fora, que sinto aquela saudade de escrever post's, que até às vezes chego mesmo a ir pelo telémovel para ver como estão as coisas. "

"...Os nossos principais objetivos é ter muitas visitas por dia, temos divulgado sempre que possível os nossos post's no Facebook. Gostaríamos de atingir mais de 2 mil visitas por dia, visto que ainda não passamos nenhuma vez as 700 visitas diárias e ter mais de 30 comentários em cada post. "

"...A minha família é quase toda portista, visto que quando tinha apenas 2 anos já sentia as vitórias do clube, as conquistas que foi naquela altura do Campeonato Nacional há conquista da Liga dos Campeões na Alemanha. "

Se pretenderem ler a entrevista na sua íntegra, bastará CLICAR AQUI... e boa sorte!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"Nenhum dos jogadores importantes sairá em Janeiro"


 Em entrevista ao JN, Pinto da Costa garantiu que, no mercado de Janeiro, nenhum dos jogadores importantes vai sair da equipa. O presidente portista descartou ainda ter ido ao balneário meter ordem na equipa, salientando que intervenção dele "há em tudo e sempre".

As frases mais importantes de Pinto da Costa nesta entrevista:
  • «Houve dois jogadores que foram requisitados: o Falcao e o Alvaro pelo Chelsea»

  • «O FC Porto não está obcecado por vender, só vende quando não tem possibilidade de manter os jogadores, quando são realmente propostas irrecusáveis até para os próprios atletas»

  • «Não me admira que um dia alguém pague a cláusula de rescisão de Hulk»

  • «Não, sinceramente não trocava o Hulk pelo Cristiano Ronaldo»

  • «Eu garanti a Vítor Pereira e garanto a todos os sócios que nenhum jogador dos considerados importantes e necessários para conseguirmos os nossos objectivos sairá agora em Janeiro»

  • «Se alguém pagar as cláusulas de rescisão, teremos que ver se elas são válidas para Janeiro ou se é só no final de cada época»

  • «Menos que as cláusulas de rescisão, garanto-lhe que não sai ninguém»

  • «O FC Porto não está comprador no mercado de Inverno, se surgir qualquer oportunidade que possa interessar, estudá-la-emos»

  • «Neste momento garanto-lhe que não temos nenhum jogador em observação para poder ser adquirido neste defeso»
Para LER NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA, clicar em JN1, JN2, JN3, JN4, JN5, JN6 e JN7.

Scan retirado do blogue Dragão até à Morte

domingo, 10 de abril de 2011

Rio Tinto tingido de azul-e-branco



    "Rio Tinto tem o seu nome ligado ao rio que a atravessa, havendo mesmo uma lenda que explica o seu topónimo.

    No início do século IX, os Cristãos ganhavam terreno aos Mouros. Governava o Conde Hermenegildo Gutierres o território da Galiza até Coimbra, tendo como centro o Porto.

    Contudo, o Califa Abderramão II, com um poderoso exército, fez uma violenta investida, cercando a cidade do Porto. O Rei Ordonho II desceu em socorro do seu sogro, o Conde Gutierres, conseguindo afastar os Mouros e perseguindo-os para longe da cidade. Junto a um límpido ribeiro, travou-se a sangrenta batalha. Na memória do povo, ficou o sangue derramado que, de tão abundante, tingiu as cristalinas águas do rio, passando desde então a chamar-se Rio Tinto."
E por falar em Rio Tinto, minha terra natal, reservei para todos vocês neste mês de Abril, mais uma entrevista em exclusivo para este espaço de tertúlia azul-e-branco, como está bom de ver, desta vez com a Casa do FC Porto em Rio Tinto, freguesia portuguesa do concelho de Gondomar e do distrito do Porto.

A cerimónia oficial de abertura da Casa do FC Porto em Rio Tinto decorreu no passado dia 12 de Março de 2011, onde todos os Portistas presentes, tiveram o prazer de poder contar com a presença do Presidente do clube, Pinto da Costa, além de outras figuras conhecidas do clube tais como Reinaldo Teles, Alípio Jorge, Júlio Marques e Fernando Gomes para a celebração desse momento.

Seguidos todos os procedimentos habituais e concretizada a entrevista tão pretendida, não posso deixar de agradecer toda a simpatia e amabilidade em todos os diálogos mantidos com o Sr. Sérgio Casal, aproveitando desde já para desejar os votos dos maiores sucessos para esta (mais uma) Casa do (nosso) FCPorto.

Vamos lá então a essa prometida entrevista...

    Casa do FC Porto de Rio Tinto
    Delegação nr. 135 do fcPORTO


    1- Queiram fazer uma breve apresentação dos Órgãos Sociais.

    Direcção
    Presidente: José Carlos Rocha
    Vice-presidente: Manuel Norberto Sousa Gonçalves
    Vice Presidente: Nuno Manuel Guerreira da Silva Figueiredo
    Tesoureiro: Sérgio Miguel da Silva Casal

    2- Como e quando surgiu o espaço azul e branco de Rio Tinto?

    A criação da casa nasceu do encontro de alguns amigos aficionados, perante a lacuna a nível local de um espaço vocacionado para o encontro dos sócios “dragões”, perspectivando um alegre convívio salutar, assim como o desenvolvi mente de actividades desportivas consonantes com o espírito clubista.

    3- Como tem sido o desenvolvimento, durante o tempo de existência, e quantos associados têm?

    Durante este ano e meio de existência, apesar de alguns desencontros, tem-se desenvolvido o espírito associativo, bem como as actividades inicialmente previstas, como é o caso do futebol de salão – camadas jovens - matraquilhos federados e bilhar ”prol”, encontrando-se abertas as perspectivas de novas secções, actualmente com 250 sócios .
    4- Quais as expectativas para este ano?

    As expectativas, atendendo à situação politica, são animadoras, essencialmente amplificadas pelo sucesso do nosso clube, estando previstas a continuidade das actividades em decurso, assim como uma intervenção mais interveniente a nível cultural,.em áreas deficitárias a nível local .

    5- Quais foram os pontos mais altos ou mais marcantes da casa?

    Declaradamente, foi o discurso do digníssimo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, e do Presidente da Casa José Carlos Rocha, que empolgaram absolutamente a sala, levando a assistência ao rubro

    6- Quais os apoios e iniciativas que a casa pode oferecer aos adeptos do nosso clube?

    Os apoios que damos aos sócios e adeptos da Casa, temos vários protocolos com empresas da freguesia que dão descontos em produtos, iniciativas matraquilhos, bilhar, descontos em bilhetes de jogos

    7 - Existem casas ou delegações de outros clubes em Rio Tinto? Se sim, qual o tipo de relação que mantém?

    A nossa relação é extremamente cordial, tendo com as outras delegações, trocado informações extremamente importantes para o quotidiano associativo da nossa região .

    8- Tem alguma história curiosa que queiram contar ou relatar, relacionada com a vossa região e a vossa casa?

    No século IX, em face de um combate violento com os “mouros”, foi derramado sangue, que terá vertido para o rio, que entretanto se tornou o Rio Tinto.
    9- Digam-nos quais foram os momentos mais marcantes da vossa festa de inauguração dia 12 Março?

    Declaradamente, foi o discurso do digníssimo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, e do Presidente da Casa José Carlos Rocha, que empolgaram absolutamente a sala, levando a assistência ao rubro

    10- Qual a vossa opinião sobre a nossa vitória na Luz, em que ganhámos o campeonato?

    Nada que não estivéssemos à espera contra factos não há argumentos. De facto somos uma grande equipa mundial esta vitoria de origem a outro pec isto quer dizer PORTO ETERNAMENTE CAMPEÃO. E o melhor foi o fogo de artificio aquático... novidade mundial.

    11- Quais as vossas expectativas para a Liga Europa e Taça de Portugal?

    Vamos ganhar tudo, o limite é o céu.

    12- Já conheciam o blog "BiBÓ PoRtO, carago!!"? Se sim, qual a vossa opinião?

    Sei que e um Blog bastante visitado e que e necessário para as divulgações terem sucesso.

    13- Para finalizar, queiram deixar uma mensagem aos nossos leitores

    Venham conhecer as nossas instalações. Se és mulher, junta-te às mulheres Portistas, a fundar brevemente.
    CONTACTOS E INFORMAÇÕES ÚTEIS

    morada: Praça da Estação Nº 133, 4435 Rio Tinto

    contactos telefónicos: ---

    como se podem inscrever novos associados da casa do FC Porto e os seus custos: o horário de funcionamento da casa é 12H00 ás 24H00 todos os dias, para tornar-se sócio da casa é necessário deslocar-se ás nossas instalações para levantar e preencher a nossa proposta de admissão de sócio e efectuar a respectiva regularização das quotas mais jóia (2,00€ quota, 6,00€ jóia), brevemente poderá também adquirir a mesma através do site www.casafcpriotinto.com. Mais informo que os associados de idade inferior a dez anos ficam isentos de pagamento de quotas, pagando apenas 3,00€ de jóia.

    vantagens em se tornar associado da casa do FC Porto: vários protocolos já existentes
    página na nternet: www.casafcpriotinto.com
    e-mail: fcportoriotinto@gmail.com
    redes sociais: facebook

fonte: bibo-porto-carago.blogspot.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

António Oliveira....



Clicar nas imagens para ler


( imagens retiradas do blogue dragaodoente.blogspot.com )

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Entrevista a Ricardo Quaresma


Quaresma no Dragão: «Nunca hei-de festejar contra o F.C. Porto»
«É um clube que amo», diz o jogador que não esquece os tempos passados na Invicta.

Quatro anos de Dragão ao peito fizeram com que Ricardo Quaresma ganhasse um sentimento especial pelo F.C. Porto. Em entrevista ao Maisfutebol/TVI, o extremo do Besiktas admitiu que será «estranho» jogar com outras cores na casa dos portistas.

Como será reencontrar o F.C. Porto?
«Será difícil porque o F.C. Porto foi um clube onde me senti feliz e foi das melhores épocas que tive como jogador profissional. Fiz muitas coisas no clube, ganhei muitas coisas e ganhei amor àquele clube. Por isso, é complicado saber que vou jogar contra o F.C. Porto. Mas o futebol é isto e temos de estar preparados. Vou respeitar o F.C. Porto, como sempre respeitei, mas, se puder jogar, vou fazer o meu trabalho, como tenho vindo a fazer. »

E voltar ao Dragão com uma camisola diferente. Como será?
«Sinceramente não sei o que vou sentir no momento, mas, para já, acho que vai ser estranho.»

Apesar de ser a estrela da equipa adversária, acha que vai ser bem recebido pelos adeptos?
«Acho que sim. Acho que não têm motivos para me tratarem mal... Não acredito que possam tratar-me mal, mas, se assobiarem, vou respeitar porque não será por isso que vou deixar de amar aquele clube.»

Se marcar um golo ao F.C. Porto, festeja?
«Não.»

Porquê?
«Porque o F.C. Porto é um clube que amo e que respeito muito. Faço o meu trabalho, como profissional que sou. Mas nunca hei-de festejar contra o F.C. Porto.»

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Tenho a certeza de que quando o Quaresma, chegar cá vai ser recebido com aplausos e não com assobios.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Circo continua..........e a entrevista de Rui Moreira


O Circo continua, com o Benfica a dizer que se calhar não vai aparecer no jogo com o FCPorto e pediram os 2500 bilhetes que iam ser vendidos aos adeptos de Lisboa, podem ver aqui: Benfica pediu 2500 bilhetes ao FC Porto por ser... um jogo diferente

Aí fica a entrevista de Rui Moreira à Abola e ao Jornal I:

«O fósforo na gasolina

A violência que não tem cor nem clube, não se desafia. Combate-se em todas as frentes, sem hipocrisias

É razoável que o Benfica receie que a sua caravana possa ser alvo de ataques quando se deslocar ao Dragão, porque se vive-se um tempo em que a saudável rivalidade entre clubes degenerou num antagonismo perigoso que é aproveitado por alguns, por fanatismo ou razões inconfessadas, para perpetrar actos condenáveis. O que não se entende é o presidente do Benfica aproveite o ensejo para fazer declarações incendiárias e desafios imprudentes à violência. Nessa linha, também o apelo ao boicote aos jogos que a equipa disputa em campos adversários é, um acto que desafia o bom senso, e o reaparecimento de escutas requentadas, que o Benfica fomenta nos “media” através dos papagaios amestrados, só serve para acirrar a intolerância.

Se receia o pior, e não quer encontrar pretextos, o Benfica deve condenar todos os actos dessa natureza, em vez de recorrer à auto-vitimização e à bravata. E, como o clube tem responsabilidade pelos conteúdos da Benfica TV, não se pode alhear do que tem sido dito nos seus programas por Pragal Colaço e quejandos, e não se conhece da parte de LF Vieira qualquer acto ou declaração de repúdio por esses incitamentos.

Cada acto de violência é, por si só, condenável e não pode ser relativizado com o argumento de que “os outros já fizeram o mesmo”, que só potencia a espiral de ódio, mas os benfiquistas sabem bem que o FC Porto tem muitas razões de queixa, algumas das quais aqui recordo:

-A Equipa de hóquei em patins do FC Porto foi vítima de emboscada no Estádio da Luz, planeada em pormenor. Dezenas de membros das claques do Benfica invadiram o autocarro com gás pimenta e tacos de basebol, causando graves lesões cerebrais ao hoquista Filipe Santos.

-Um autocarro de adeptos do FC Porto foi incendiado e destruído próximo do Estado da Luz, no dia em que aí se disputava o play-off do campeonato nacional de hóquei.

-O Team Manager do FC Porto, Acácio Valentim, foi agredido por seguranças no túnel da Luz. O acto foi captado pelas câmaras de vídeo, apesar de estas terem sido previamente desviadas, o que prova que houve premeditação.

-Pinto da Costa foi alvo de tentativa de agressão por parte de um adepto benfiquista, à porta do hotel, antes do jogo de futebol no estádio da Luz.

-O autocarro do FC Porto e viatura de Pinto da Costa foram apedrejados na A5, antes do jogo de futebol com o Estoril Praia.

-Os carros e as camionetas que transportavam adeptos do FC Porto foram apedrejados quando regressavam a casa, após a final da Taça, disputada no Jamor.

A violência, que não tem cor nem clube, não se desafia. Combate-se em todas as frentes, e sem hipocrisias. Compete às autoridades garantir a segurança a todos mas, na medida em que poderá haver manobras de diversão, gostaria de apelar às claques portistas para que não respondam às provocações e, em vez disso, vigiem os acessos ao Dragão, para que não haja inventonas ou imposturas.

A razão de RAP
Ricardo Araújo Pereira recorre à central de informações para me acusar de ter utilizado uma expressão que li na transcrição que o “Publico” divulgou de uma escuta. Quanto ao sucinto comentário sobre as consequências externas, e patentes na imprensa internacional, da divulgação de escutas a Sócrates, limitei-me a não ignorar o que era público, ainda que resultasse de uma ilegalidade. Ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências. Diferente é o acto de divulgar e promover escutas ou tentar reabrir, na praça pública, processos já julgados em tribunal. Por isso, ao contrário do que Eduardo Barroso julga, ele, o Miguel Sousa Tavares e eu, não fizemos o que A-P Vasconcelos fez.

O Auto de Fé
APV não se limitou a falar das escutas requentadas ou a referir as consequências que tiveram na imagem do FC Porto. Insistiu na divulgação específica dos seus pretensos conteúdos, desclassificou a justiça dos tribunais, e desenvolveu a tese de que o que importa é a opinião pública maioritária, o que corresponde a um auto de fé, como então expliquei, em coerência com o que disse no ViceVersa da RTP-N, em que me insurgi contra a divulgação das escutas do caso Face Oculta (usando os argumentos que invoquei no Trio d’Ataque), e com outras crónicas (Tenho medo in Publico - 2006 e As Farpas in JN-2010) em que condeno a divulgação de escutas e os julgamentos populares.

As caixas de ressonância
Por falta de pachorra e de tempo, não respondo ao afinado miar dos outros gatos (à melancia e ao Góis), nem dou troco a manhosos e a escribas com interesses nesta causa. Todos sabem que nunca censurei ninguém, e quem me lê e ouve sabe que nunca fui instrumentado. Gostava que RAP, num dos raros dias em que os cronistas do FC Porto não lhe dão ensejo para sobre eles escrever, explicasse o que pensa sobre a divulgação dos conteúdos de escutas na praça pública. Não ouso pedir-lhe que escreva sobre o deletério tema do futebol, mas gostaria de conhecer os seus padrões cívicos e éticos a propósito de um tema que só aborda para questionar e censurar a opinião alheia, sem nunca dizer o que pensa.

A reboque da águia
Vítor Pereira, reconheceu que não há necessidade de fazer um novo balanço às arbitragens à 10ª jornada. "Não andamos a reboque de ninguém. Fazemos quando achamos ser uma mais-valia, pode ser à 10ª ou à 15ª jornada", avançou Pereira, dando o dito por não dito. Fica assim demonstrado que a sua efémera aparição como comentador não era o início de um novo estilo de intervenção, como ele então anunciou e em que Cruz dos Santos acreditou. Justifica-se assim a suspeita, que alguns achavam infundada, de que a sua inovadora intervenção foi feita a reboque das exigências públicas do Benfica e percebe-se bem porque razão, na época passada, nunca teve cuidado de abordar os erros dos árbitros.»

Entrevista ao I, na parte que diz respeito ao futebol:
«Rui Moreira, adepto que do FC Porto que abandonou em directo o Trio de Ataque, da RTPN, diz que António-Pedro Vasconcelos é o porta-voz do Benfica e recusa ser carrasco ou testemunha em "tribunais de opinião pública". O ex-comentador defende Pinto da Costa e critica Luís Filipe Vieira por incitar à violência.


Como foi a experiência de abandonar um programa em directo? Há algum tempo que não ocorre algo semelhante.
Lembro-me de Francisco Sousa Tavares abandonar um programa em directo e de Santana Lopes. Na altura não me lembrei dos antecedentes. Não foi algo pensado. Não dei gritos, nem urros, nem atirei cadeiras. Sai de uma forma tão discreta que teve de ser o comentador a explicar que eu me tinha ausentado do programa.

Arrependeu-se?
Não. Acho que fiz aquilo que devia ter feito. Por um lado, o Hugo Gilberto tinha, por duas vezes, prevenido o António-Pedro de que estava a cometer uma ilegalidade e, em segundo lugar, eu tentei junto do António-Pedro, de uma forma razoável, admoestá-lo para as consequências do que estava a fazer. Isto não se enquadra na ideia que eu tenho do António-Pedro enquanto cidadão. Acho que há circunstâncias em que a melhor forma de interromper uma conversa é sair. Ele ficou lá e foi livre de dizer o que quis. Não censurei ninguém. Faria certamente a mesma coisa hoje.

Não estava à espera de que se falasse nas escutas?
Já no programa anterior o António-Pedro tinha feito uma referência a escutas. As escutas, quando surgiram, eram um facto público. Na altura, tive a oportunidade de ouvir as coisas que ouvi e de concordar com algumas no programa. Uma coisa diferente é tentar, relativamente a um tema que já foi julgado, levar isso para um julgamento público. O António-Pedro disse especificamente, antes de eu me levantar, que, independentemente do que aconteceu nos tribunais, entendia que o assunto devia ser julgado pela opinião pública. Comparando com o caso Casa Pia, e com o que aconteceu com o Carlos Cruz, este caso parece-me paradoxal. Nesse caso, independentemente dos direitos que tem de defender-se em recurso, ele foi julgado e depois houve um movimento nas televisões para o inocentar através da opinião pública. Não aceito isso e muito menos aceito que se faça o contrário. O senhor Pinto da Costa ganhou todas as acções que tinha em tribunal. Nuns casos nem chegou a ser acusado, num foi acusado e foi ilibado.

Se esta situação fosse sobre outro clube e incidisse sobre o presidente do Benfica, teria tido a mesma atitude?
Nós nunca sabemos o que fazemos. Só lhe posso dizer que espero que sim. Relativamente ao presidente do Benfica, defendi-o de uma insinuação que o António-Pedro fez há menos de dois anos. Numa altura em que o António-Pedro tinha uma visão diferente do Benfica e pôs em dúvida se o presidente do Benfica era benfiquista. Nessa altura disse que ia abrir uma excepção - nunca falo dos dirigentes dos outros clubes - e disse que achava inadmissível que um adepto do Benfica ou de outro clube pusesse em dúvida o benfiquismo ou o portismo do seu presidente. Não sendo uma situação análoga, já defendi o presidente do Benfica.

Já ouviu as escutas no Youtube?
Não, mas sei quais é que estão cá fora. O que está por trás disto é uma guerra que existe neste momento em que o Benfica conseguiu assumir o controlo sobre pessoas que participam em programas desportivos, e que anteriormente eram livres, como eu sou livre. E que passou a fazer com eles reuniões, que denunciei. Eu tinha denunciado dois programas antes do célebre almoço no Estádio da Luz em que estavam presentes Rui Gomes da Silva, António-Pedro Vasconcelos e a direcção do Benfica, em que foram decididas aqueles tomadas de posição que os órgãos sociais do Benfica vieram a concretizar no dia seguinte. Há um alistamento dos comentadores nos programas desportivos, o que altera as regras do jogo. Eu nunca fui representante do FC Porto.

Diz que não gosta de ouvir escutas particulares, mas em Fevereiro comentou o caso Face Oculta e as escutas ao primeiro-ministro. Vê de forma diferente as escutas a Sócrates e a Pinto da Costa?
Nada disso tem a ver com o que se passou. O que disse sobre as escutas do Face Oculta foi avaliar aquilo que era público. Tinha vindo da Alemanha, e pelo que li na imprensa internacional José Sócrates passara a fazer parte do problema. Em 2005 todos comentaram as escutas do FC Porto. Não podemos ignorar o que é público e avaliar o seu impacto. Isso é diferente de revelar conteúdos. Não li as escutas a José Sócrates. Admito comentar tudo aquilo que é tornado público, mas não cometo ilegalidades. Acho que não fiz nada que possa ser comparado com isto. Vivemos num país estranho. As pessoas que são constituídas arguidas são tomadas pela opinião pública como culpadas. A revelação de escutas torna-nos a todos em julgadores.

Mas chamou a António-Pedro Vasconcelos representante do Benfica.
Com certeza. De facto o que o António-Pedro passou a ser é um representante do Benfica. Eu nunca fui representante do FC Porto. Não só porque nunca me pediram, mas porque também não fazia sentido. Nunca pedi a autorização do Porto para ir fazer o programa. Muitas vezes critiquei e louvei dirigentes e actos da direcção e nunca ninguém discutiu comigo. Também nunca senti que alguém ia interferir.

Está a dizer que esta atitude de António-Pedro Vasconcelos é uma estratégia pensada com o Benfica?
Acho que sim. Isto tem a ver com uma estratégia que o Benfica arquitectou, de que fazem parte essas medidas, e de transformar as posições dos benfiquistas numa linha única.

É então uma espécie de porta-voz do Benfica na sua opinião?
Eu chamei-lhe isso e ele não negou.

A RTPN tentou convencê-lo a voltar?
Ninguém me tentou convencer. Dei explicações à RTPN verbalmente, na própria noite, e por escrito, no dia seguinte. A partir daí a RTPN tomou a decisão que tomou.

Foi dispensado do cargo de comentador desportivo. Se não tivesse havido essa dispensa voltaria?
Não voltaria a fazer um programa naqueles moldes e com aqueles princípios.
O que estava em causa com a divulgação destas escutas?
São os princípios da legalidade. Mas eu acho que, quando associamos a isto outras medidas que o Benfica anunciou, como esta posição estranhíssima de apelar aos seus adeptos para que não participem em jogos fora de casa, ao desafiar a violência relativa à sua vinda ao Porto... Estou de acordo que se combata a violência, mas outra coisa é desafiar a violência. Acho que as declarações de Luís Filipe Vieira são faíscas num depósito de gasolina. É uma táctica perigosa montada pelo que parece ser uma central de informações em que um conjunto de pessoas colabora numa estratégia de afrontamento.

Está a sugerir que o António-Pedro Vasconcelos colabora nessa estratégia através do Trio de Ataque? Não devia ser um programa normal?
Durante muitos anos o programa foi uma coisa normal. Depois houve um momento em que se transformou num programa pouco normal quando o António-Pedro começou a tomar uma posição activa num acto eleitoral do Benfica. Soube-se no Parlamento que chegou a convidar o José Eduardo Moniz para avançar para a presidência do Benfica. Depois houve uma conversão. Tenho amigos que mudaram de religião e respeito isso. As regras do jogo alteraram-se com a conivência da RTPN que deveria ter definido claramente o que entendia para o programa.

O comentador do Sporting também dizia o que pensava?
Nunca houve da parte do Rui Oliveira e Costa - ainda que nunca tenha omitido o facto de ter uma relação privilegiada com os dirigentes do Sporting - um alinhamento excessivo. Tanto não houve que o António-Pedro passava o tempo a acusá-lo de ser portista.

O que é o Trio de Ataque agora?
Será aquilo que as pessoas que lá estão fizerem dele.

O FC Porto emitiu um comunicado a dizer que não apoiará outro representante no programa nem lhe prestará informação.
Não tenho responsabilidades sobre o comunicado.

Qual é a sua opinião sobre o Miguel Guedes, que o substituiu?
Teve a consideração de me telefonar a perguntar se me importava que me substituísse. Também é verdade que em Agosto, quando não pude fazer o programa, sugeri o Miguel.

Vai continuar a ver o programa?
Certamente que não.

Aceitará propostas para comentador desportivo noutro programa?
Nos tempos mais próximos não.»

domingo, 5 de setembro de 2010

Entrevista de Hulk ao jornal OJogo


Começou a época em grande forma. Este é um ano de raiva por causa do que lhe aconteceu no ano passado? 

Nada disso, é um ano de grande felicidade. Quem me conhece sabe que a melhor coisa que me pode acontecer é jogar à bola. Adoro o meu trabalho. Infelizmente, na época passada fiquei muito tempo sem poder jogar, e isso prejudicou-me bastante. Fiquei muito triste por não fazer aquilo de que gosto e também porque não podia ajudar a equipa. Mas isso já passou…

E o que lhe passou pela cabeça nessa altura? 

Foi um momento muito complicado, foi uma barra [situação difícil]. É em momentos como aqueles que vemos realmente com quem podemos contar; os meus amigos, a minha família. Houve muito gente que me motivou, que me aconselhou a não deixar de trabalhar da mesma forma, porque sabia que a verdade acaba sempre por prevalecer. Foi difícil, mas foi também um momento de superação a nível individual. Aliás, ainda na época passada o Jesualdo Ferreira deu-me os parabéns pela forma como trabalhei durante esse período. Mesmo sem jogar, nunca deixei de treinar forte, era sempre o primeiro a entrar no campo e o último a sair, porque sabia que tinha de regressar bem, como regressei. Foi duro, mas passou, e agora só quero pensar nas coisas boas.

A propósito de coisas boas: marcou seis golos em quatro jogos. Significa que vamos ter um Hulk goleador? 

Antes de falar dos golos, vou falar do meu principal objectivo para esta época: quero voltar a ser campeão pelo FC Porto. É isso que me interessa depois de um ano em que não conseguimos vencer o campeonato e durante o qual estive muito tempo sem competir. Quero trabalhar bem para estar sempre à disposição do treinador. Mas, sem dúvida, sinto ter condições para marcar mais golos do que nas épocas anteriores. Vou caprichar para marcar mais. Quando se ganha, a sensação é muito boa, mas quando se ganha com um golo marcado, sabe ainda melhor.

E acha que pode rivalizar com Falcao nos golos? 

Isso não é muito importante para nós; o que interessa é que a equipa vença e esteja sempre no primeiro lugar do campeonato. Depois, se for eu a marcar, o Falcao, o Rolando ou o Varela, é igual. Aliás, até pode ser o Helton a marcar os golos, desde que a equipa vença.

Tem rematado melhor: é jeito ou é a bola que ajuda? 

A bola é diferente das outras, e os guarda-redes falaram muito sobre o assunto durante o Campeonato do Mundo. É uma bola boa para rematar, mas também é preciso trabalhar para rematar bem, porque sem trabalho não há bola que ajude. Tenho treinado muito os lances de bola parada, porque são cada vez mais importantes no futebol, mas tenho de reconhecer que a bola também ajuda ao sucesso dos avançados.

Para quando um golo de cabeça?  

No Japão, ainda cheguei a marcar dois golos de cabeça, mas não sou um jogador de área, por isso não tenho muitas oportunidades para concluir no ar. Apesar disso, estou a trabalhar nisso e espero marcar pelo menos um golo de cabeça durante esta época, nem que seja para variar um pouco [risos].

Que expectativas alimenta neste regresso à selecção brasileira? 

Neste momento são as melhores possíveis. O meu objectivo é chegar aqui e fazer um bom trabalho para convencer o seleccionador. Tenho de agarrar esta oportunidade com as duas mãos, não a posso deixar escapar. Felizmente está tudo a correr bem, até porque o ambiente na selecção é muito bom.

A concorrência é forte... 

Quando se fala da selecção brasileira, fala-se dos melhores jogadores do mundo. Estou feliz por ter sido chamado e acho que tenho qualidades para continuar por cá, apesar de reconhecer que existe uma grande concorrência para tão poucos lugares.

Objectivo a longo prazo: Mundial'2014, que será no Brasil. Já se imaginou nessa convocatória? 

Sem dúvida que sim, mas ainda falta muito e, em quatro anos, tudo pode mudar. Não posso pensar no amanhã sem trabalhar no dia de hoje. O que me interessa é o momento actual e, felizmente, este início de época está a correr da melhor forma possível tanto para mim como para o FC Porto. Vou dar o melhor em todos os momentos no FC Porto, até porque sei que só assim poderei continuar na selecção.

Tem, como objectivo a longo prazo, experimentar outros campeonatos? 

Todos os jogadores pensam em subir na carreira. No ano passado, o facto de ter estado muito tempo sem jogar prejudicou-me. Tinha o objectivo de jogar o Mundial; sei que era difícil lá estar, mas não era impossível. Com o castigo, acabou o sonho. Por isso, agora o que me interessa é estar sempre a jogar, e vou esperar pelo momento certo para dar um passo em frente. Espero dar o meu melhor no FC Porto para sermos campeões, e depois logo se vê. Se não sair, ficarei na mesma feliz no FC Porto.

Como têm sido os primeiros tempos de Villas-Boas? É muito diferente de Jesualdo? 

Cada treinador tem a sua forma de trabalhar, mas, como já referi várias vezes, sempre me dei muito bem com o professor Jesualdo. Quanto ao André Villas-Boas, sente-se que é um grande treinador e, apesar de ser novo, é muito experiente no que faz. É um treinador que procura dar sempre atenção a todos os jogadores, independentemente de quem seja. Ele não olha a nomes e conversa com todos da mesma forma.

Sente que o FC Porto está mais forte e vai ser campeão? 

É o que eu mais quero. Apesar de estarmos no primeiro lugar, não podemos abrandar, porque se o fizermos, vamos perder pontos. Temos de continuar a trabalhar da mesma forma, não podemos relaxar, porque há grandes equipas no campeonato português. Sinto que temos tudo o que é necessário para sermos campeões novamente.

As saídas de Meireles e Bruno Alves não fragilizam? 

Estamos a falar de dois grandes jogadores, do mais alto nível. O Bruno Alves é um dos melhores defesas-centrais do mundo, mas o Maicon também está a trabalhar bem e tem feito uma grande dupla com o Rolando. Espero que mantenha esse nível. No meio-campo, veio o João Moutinho, temos o Belluschi, que está muito bem, o Souza, que se adaptou muito rápido, e ainda há o Rúben Micael. Temos muitas soluções. É lógico que o Raul era importante, até pela experiência que tem, mas acho que estamos bem servidos, tanto para o lugar dele como no do Bruno Alves. Desejo-lhes toda a sorte do mundo e não me esqueço de que o Bruno Alves foi como um irmão para mim, que me ajudou muito ao longo destes anos.

Ficou surpreendido com a contratação de João Moutinho? 

Fiquei. Ninguém tinha comentado essa possibilidade, e ele acabou por assinar de um momento para o outro. No início fez-me um pouco de confusão, porque não estava à espera. O Sporting teve uma grande perda, e o FC Porto ganhou um jogador de grande qualidade. Foi muito bom, e ficámos muito felizes, porque queremos ter os melhores jogadores do nosso lado. A administração está de parabéns por esta contratação.

Saiu Ramires, Di Maria e até Quim. Sente que o Benfica está mais fraco? 

Eles também têm um grande plantel, mas acho que o Ramires era o melhor jogador do Benfica. No entanto, não gosto muito de falar dos outros e prefiro concentrar-me no FC Porto. Não me interessa que o Benfica esteja mais ou menos forte; o que me interessa é que o FC Porto consiga ser mais forte do que na época passada.

Desde que regressou, o FC Porto só tem vitórias. Há dependência de Hulk? 

Não. O FC Porto é uma equipa muito grande, e as equipas como a nossa nunca dependem apenas de um jogador. É lógico que quando temos todos os jogadores à disposição do treinador, ficamos bem mais fortes, mas isso não quer dizer que a equipa seja dependente de alguém. Fico feliz por ajudar bastante o FC Porto.

Jesualdo Ferreira disse que, com Hulk, o campeonato teria sido diferente. Concorda? 

É difícil saber isso. Também não podemos retirar o mérito às equipas que ficaram à nossa frente. O Benfica foi campeão, o Braga também fez uma grande época… Não se pode retirar o mérito a estas equipas, porque elas também somaram muitos pontos. Apesar disso, aconteceram muitas coisas más na última época, e não foi apenas o meu castigo, porque também tivemos jogadores importantes que estiveram muito tempo lesionados. E se somarmos todos estes factores, percebemos que não era fácil vencer. Por isso, o que espero é que esta temporada o treinador tenha sempre todos os jogadores disponíveis para depois poder escolher os melhores.

Na Liga Europa, o FC Porto está entre os favoritos? 

Todas as pessoas colocam o FC Porto entre os favoritos à conquista da Liga Europa; eu também acho que somos um dos favoritos. A responsabilidade aumenta, mas é uma pressão boa, porque partimos para uma competição que sabemos que podemos vencer. Se trabalharmos bem e tivermos um pouco de sorte, penso que podemos vencer a Liga Europa.

Sente saudades da Liga dos Campeões? 

Sim, sem dúvida… É o principal campeonato de clubes. Para o próximo ano temos de ser campeões, até porque também queremos regressar à Champions

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Entrevista de Jesualdo Ferreira à ABOLA






Desejo as maiores felicidades ao Jesualdo e ao Málaga.


Jesualdo igual a Jesualdo...



3 Setembro (sexta-feira)
18h30 – ZTR Zaporozhye (Ucrânia) vs. FC Porto Vitalis
20h30 – HC Metalurg (Macedónia) vs. HC Dinamo Minsk (Bielorrússia)

4 Setembro (sábado)
15h00 – FC Porto Vitalis vs. HC Metalurg
17h00 – HC Dínamo Minsk vs. ZTR Zaporozhye

5 Setembro (domingo)15h00 – HC Metalurg vs. ZTR Zaporozhye
17h00 – HC Dínamo Minsk vs. FC Porto Vitalis

Os Bicampeões agradecem!