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domingo, 13 de janeiro de 2013

Antevisão do Jogo - SL Benfica x FCPorto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira antecipou esta sexta-feira o jogo da Luz, mostrando confiança ilimitada nas capacidades dos seus jogadores. Sem revelar se Izmaylov se poderá estrear com a camisola dos Dragões, o treinador assume que o jogo será "muito complicado para o adversário" e que quer impor o futebol habitual do FC Porto.
 
Izmaylov vai ser convocado para o jogo da Luz?
Vão ter de esperar para ver se Izmaylov é convocado ou não. É um jogador que se enquadra perfeitamente no nosso jogo, muito técnico, com capacidade de decisão, que gosta de ter bola, que se enquadro no nosso jogo de posse, técnico, de talento.

 
Izmaylov teve mais baixos do que altos, isso não o preocupa?
Absolutamenbte nada. Vi Izmaylov a treinar bem, com qualidade. Pelo que vejo, é um jogador motivado, a querer mostrar a sua qualidade.

 
Izmaylov chega em condições de competir?
Se lhe responder já lhe estou a dizer se estou a contar com ele ou não. Izmaylov é um jogador de grande qualidade, que nos vai ajudar e nós também o vamos ajudar a que volte a atingir um grande nível. Pode acrescentar mais qualidade à que já temos.

 
Este jogo vale mais do que três pontos?
Vale três pontos, como valeu três pontos o jogo anterior, com o Nacional. São três pontos que queremos conquistar, tenho a certeza absoluta que não será um jogo fácil para o adversário, apesar de jogar em casa. Será um jogo técnico, acreditamos no nosso jogo, independentemente de ser com A, B ou C, vamos de certeza absoluta de jogar com a nossa identidade, vamos confiantes, acreditamos no nosso trabalho e vamos para conquistar os três pontos.

Jorge Jesus disse que o Benfica tinha a vantagem de estar em todas as competições…
Sinceramente, relativamente a essa afirmação têm de perguntar ao treinador do Benfica, eu pelo menos não conheço o adversário do Benfica na Liga dos Campeões.

 
A ausência de James é um problema?
Não vamos poder contar com o James, infelizmente para nós, que é um jogador de talento. O que nós temos e nos transmite confiança total é a equipa. O essencial é a nossa identidade, jogarmos como queremos, impor a nossa forma de jogar. Sinceramente, não estou preocupado, conto com aqueles que estão em condições de jogar e tenho confiança naqueles que vão jogar no domingo.

 
O empate já será para si um bom resultado?
Nós estamos num clube extremamente exigente, um clube em que o grau de exigência não nos permite pensar em empates. Não estou a ver a nossa massa associativa a receber-nos com aplausos depois de sermos eliminados da Liga dos Campeões. Conheço os objectivos do clube, não podemos ir à Luz nem a lado nenhum com o objectivo de vir de lá com um empate. Sou ambicioso e não vamos alterar absolutamente nada e vamos ser exigentes connosco e assumirmos as coisas quando tivermos de assumir.

 
No ano passado falou em bloqueios, teme que isso volte a acontecer?
Li muitas vezes que o campeonato foi decidido com um golo do Maicon em fora de jogo. Vejo sempre branqueado o jogo de voleibol do Cardozo que nos daria um penalti e os bloqueios que prejudicaram todas as equipas. Agarrar ou impedir movimentos deve ser penalizado. Espero um árbitro atento a essa forma ilegal de conseguir oportunidades de golo. Vou estar atento e se tiver de falar falo, isso de certeza absoluta.

 
Moutinho vai poder jogar?
Têm de aguardar pelo convocatória.

 
A ausência de James altera a forma de jogar da equipa? O FC Porto tem vantagem mental nestes jogos com o Benfica?
Em relação ao James, é um jogador importante, tem muita qualidade, um talento que o diferencia. Por isso é que já é de um nível muito alto, com a idade que tem. Nós valemos pelo colectivo e é com essa forma de trabalhar o jogo que nos apresentaremos na Luz. Pode alterar uma ou outra nuance em termos de movimento, mas nada mais do que isso. Relativamente à questão mental, este jogo vem numa altura, num contexto engraçado. Normalmente quando vamos à Luz, o Benfica está num momento de forma altíssimo, a jogar um jogo espectacular, o melhor em Portugal. Tem sido esse o contexto que nós temos quando vamos jogar à Luz, mas, se calhar por ironia do destino, os resultados são o que são. O Benfica está sempre em grande forma, mas o Porto chega à Luz impõe o seu jogo, o seu futebol e ganha. É mais uma história que se vem repetindo, a avaliar pelas críticas.

 
O que acha de Jorge Jesus? Qual o impacto do jogo em caso de vitória ou derrota?
Reconheço competência e qualidade no trabalho de Jorge Jesus. Já reconheci uma vez que estive mal e fiz uma avaliação em que não fui correcto. Pessoalmente já lhe pedi desculpa por esse momento. Tem a sua ideia de jogo, julgo que é um técnico competente. Estrategicamente estar a antever um cenário que não seja positivo é errado da minha parte. Não posso estar aqui a falar em vitória, em impor o nosso jogo e depois estar a falar no cenário virtual de derrota. Acredito que chegamos à Luz e vamos assistir a um grande jogo, muito complicado para o adversário, isso podem ter a certeza absoluta.



domingo, 25 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - S.C.Braga x F.C.Porto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira não embandeira em arco com as recentes exibições e resultados do FC Porto, mas assume que a equipa está a viver um bom momento. Para o técnico, a visita a Braga (domingo, 20h15) encerra um jogo "extremamente difícil", o que não altera em nada o foco dos Dragões: os bicampeões nacionais vão à Pedreira "com o objectivo claro de vencer a partida". Sem esperar pela sorte.

O FC Porto tem este domingo um jogo muito difícil, enquanto o Benfica joga em casa perante o Olhanense. Sente que o rival tem o trabalho mais facilitado?
Só nos preocupamos com o nosso jogo. O nosso objectivo é claro e passa por ganhar em Braga para nos mantermos na frente do campeonato. Independentemente das expectativas dos outros clubes, queremos chegar a Braga e ser fiéis à nossa identidade e ao nosso estilo de jogo e vamos procurar trazer os três pontos.

Que SC Braga espera encontrar?
Espero um SC Braga de qualidade. Se isto fosse há duas ou três semanas, quem visse os programas desportivos ou lesse os jornais ouvia e via constantes elogios a uma equipa que praticava bom futebol e um futebol positivo. As equipas de Peseiro são assim, gostam de ter a bola e ter a iniciativa. Não acredito num SC Braga diferente para este jogo. Espero um SC Braga de qualidade, num campo que é extremamente difícil, não só para nós, mas para qualquer adversário. Esperamos um jogo complicado, mas acreditamos no nosso jogo e na nossa qualidade e vamos ao AXA com o objectivo claro de vencer a partida.

Considera o SC Braga um efectivo candidato ao título?
Sinceramente, pelo que tem feito nos últimos anos e pelo que tem provado, com resultados, considero que sim.

Acha que o adversário se vai apresentar mais frágil na sequência da eliminação europeia?
Não. Conto com um SC Braga de orgulho ferido, um SC Braga de qualidade, como já disse, que vai querer ter a bola, porque é característico das equipas de José Peseiro querer ter a iniciativa. Espero um jogo com qualidade entre duas equipas de grande qualidade, colectiva e individual.

Mesmo com a vitória garantida (3-0) frente ao Dínamo Zagreb, o FC Porto continuou a pressionar, a atacar e a roubar a bola ao adversário. É essa a sua imagem de marca? É este o FC Porto que Vítor Pereira quer?
Nós trabalhamos para evoluir enquanto equipa e temo-lo feito. Gostamos de pressionar, de ter a bola e quando a perdemos queremos recuperá-la rápido, mas para isso é preciso ter concentração, ter um bom jogo posicional e ter agressividade. Quanto mais depressa recuperarmos a bola mais tempo teremos para realizar o nosso jogo, para ter iniciativa, para controlar a partida e ir à procura de golos. Gostamos de um jogo de posse, de pressão, somos uma equipa que gosta de fazer golos e gosta de ter o jogo equilibrado, sem permitir que o adversário nos crie oportunidades. Ao fim e ao cabo, queremos um jogo virado para a frente, em que a parte ofensiva nos agrada. Gostamos de um jogo criativo e com qualidade e não gostamos de jogos partidos ou fora de controlo. Pessoalmente, gosto de jogos controlados e não se consegue fazê-lo com muitas transições ou sem ter a bola em nossa posse.

Alex Sandro e Fernando vão ser titulares no domingo?
Essa é uma questão a que nunca respondo. Nunca, numa conferência de imprensa, respondi a esse tipo de perguntas e não é hoje que o vou fazer. Os treinadores estão cá para tomar decisões e fazer escolhas, no sentido do que é melhor para a equipa e em função do jogo que se está a preparar. Vivemos com um espírito competitivo saudável, em que todos os jogadores querem jogar. Quando não jogam, ficam tristes, mas reagem pela positiva e trabalham ainda mais para jogar. É essa a equipa que tenho à minha disposição este ano, o que me dá uma grande satisfação.

O FC Porto tem recebido muitos elogios. Considera que são unânimes?
Não acredito... Acredito muito mais no que vem de dentro, no que se sente, do que aquilo que vem de fora. Atravessei uma época de muita crítica, em que, se a força interior não fosse grande, se o que vem de dentro não fosse forte, teria de certeza desistido a meio. O verdadeiro elogio é sentirmos que estamos no caminho certo: solidários, humildes, com grande qualidade individual e colectiva; mas sabemos que qualquer adversário nos pode causar problemas se não mantivermos isto bem presente. Quando o elogio sai muitas vezes, de muita gente que tanto criticou sem conhecer, é de desconfiar. Por natureza, sou uma pessoa que acredita nos outros, mas também desconfio de muito elogio que tenho lido e ouvido por aí.

O melhor elogio ao FC Porto desta temporada é não falar de Hulk?
O melhor elogio é vermos a equipa bem e chegar ao final de cada jogo e ver os jogadores satisfeitos com o que fizeram. É claro que há jogos mais inspirados que outros, às vezes toca a um ter uma noite de inspiração e no jogo seguinte é outro jogador que se destaca, mas colectivamente a equipa está ligada, unida, sabe o que quer, e sinto claramente que tem os pés bem assentes na terra, quer nas competições europeias quer no campeonato. Este vai ser um campeonato muito difícil; domingo temos já um jogo muito difícil e temos de estar conscientes das dificuldades deste jogo e desta liga e da dificuldade que é jogar uma Champions. É essa equipa ligada à terra e ligada entre si que quero. Esse é o verdadeiro elogio.

Jorge Jesus disse esta sexta-feira que o FC Porto "tem sempre sorte em Braga". Quer comentar?
A sorte dá muito trabalho. Muito trabalho mesmo. É claro que temos de procurar a sorte, mas sem trabalho ela não surge de certeza absoluta. Se o FC Porto tem ganho em Braga é por causa do trabalho, é porque tem sido melhor, tem tido qualidade e um nível competitivo muito alto, como é característico deste clube. Isso não quer dizer que a sorte não surja, em determinados momentos, mas dá muito trabalho.

O campeonato vai decidir-se nestes jogos grandes?
O campeonato decide-se em qualquer esquina, em qualquer momento, contra qualquer adversário. Se os níveis de focalização no jogo não forem os correctos, em qualquer esquina se pode ter uma surpresa desagradável. Este é um jogo grande. O plano táctico e estratégico e a inspiração individual podem vir a fazer a diferença e espero que no AXA estejamos inspirados nesses aspectos, para proporcionar um grande jogo e trazer a vitória, que é o que nos interessa.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Dinamo Zagreb - Liga dos Campeões


Vítor Pereira antecipou esta terça-feira o jogo de amanhã, com o Dínamo Zagreb, afirmando que o FC Porto vai jogar para ganhar e para defender a liderança do grupo. Confirmou a recuperação de Alex Sandro e Fernando e ainda disse que o sorteio da Taça foi "bom para o futebol". James Rodriguez promete seriedade e vontade de vencer.

O que espera do jogo com o Dínamo, a equipa mais fraca do grupo?
Não vamos no canto da sereia, vamos com a guarda bem alta, sabemos bem o que queremos e o jogo é determinante para os nossos objectivos, que é ficar em primeiro lugar no grupo.

Vai defrontar uma equipa com um recorde negativo, com dez derrotas consecutivas...
Para o Dínamo será um desafio, de certeza que querem quebrar essa sequência negativa. Nós aqui no Porto gostamos de ter desafios e quanto maior melhor. Eu reposto pelo FC Porto e nós estamos determinados e sabemos que se quisermos ganhar o jogo temos de impor intensidade forte, ser agressivos e provar em campo que merecemos a vitória. Não acredito em jogos fáceis na Liga dos Campeões e não acredito que amanhã seja um jogo fácil.

Conta com Fernando e Alex Sandro para o jogo de amanhã?
Fernando e Alex Sandro são jogadores que estão neste momento disponíveis para amanhã fazerem parte do grupo.

Com o apuramento garantido não seria mais importante gerir o plantel?
Fazemos a gestão que tivermos de fazer, mas em função da resposta de cada um. Sabemos que para este jogo vamos escolher a equipa que pensamos nos dará uma boa resposta. Depois, faremos o mesmo tipo de gestão, o nosso desafio é sempre o próximo jogo e queremos ficar cá com os três pontos.

Como é que olha para os valores monetários. O que vale para si como técnico estar a jogar por pontos e dinheiro?
Não ligo a mínima, não é a minha área. Nunca fui financeiro na vida, nunca pensei muito no dinheiro, não é isso que me preocupa, o que me preocupa é desportivamente reforçar o estatuto do clube, reforçar a qualidade dos jogadores e da própria equipa. Essa é que é a minha responsabilidade.

Quer prolongar ser a única equipa nas competições europeias sem derrotas?
Eu sinto-me um treinador que trabalha todos os dias para evoluir. Há um ano sentia-me o mesmo treinador, a tentar evoluir, aprender com a experiência. Tenho a noção que é preciso trabalhar, evoluir para ir dando resposta a estes desafios. Queremos continuar a fazer parte do pequeno grupo de equipas que consegue somar 13 pontos no grupo. O que queremos para amanhã é termos quatro vitórias acumuladas e um empate.

Como se focam os jogadores com o apuramento garantido, sendo que domingo há jogo importante em Braga?
Os jogadores estão completamente focados neste jogo da Liga dos Campeões, depois do jogo de amanhã, no caminho para casa, começo a pensar no jogo de Braga.

O que achou do sorteio da Taça, com uma deslocação difícil a Braga?
Quando nos saiu o Braga a primeira que me veio à ideia é que as bolinhas devem estar amestradas e sabem que gostamos de desafios difíceis. É bom para nós, para os adeptos e acredito que sejam bom para o Braga. É bom para o futebol.


sábado, 17 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - CDNacional x F.C.Porto - Taça de Portugal


O encontro no terreno do Nacional (sábado, 20h15, quarta eliminatória da Taça) encerra vários obstáculos: para além da valia do adversário e do difícil terreno da Choupana, os Dragões mal tiveram tempo de o preparar, devido aos jogos das selecções. Porém, Vítor Pereira assume a competição como um dos objectivos da época e sublinha que os portistas terão de ser "competitivos".

Ainda faz algum sentido fazer uma análise do jogo com o Nacional à luz do que aconteceu na eliminatória anterior, frente ao Santa Eulália [vitória azul e branca por 1-0, frente a um adversário da III Divisão], ou os madeirenses são um adversário que coloca de imediato o FC Porto em alerta?

Faz sentido para voltar a atribuir mérito à equipa do Santa Eulália. Também reconheci que fiz demasiadas adaptações e mexidas, que descaracterizaram o nosso jogo. Em termos competitivos, não vejo qualquer “transfer”. Vamos jogar com uma equipa da Primeira Liga e, a meu ver, a classificação do Nacional não reflecte a sua qualidade individual e colectiva. Tive oportunidade de ver o último jogo deles em Guimarães e é uma equipa muito perigosa nas transições, com jogadores muito rápidos na frente. A Choupana transporta-nos para um contexto que é complicado para qualquer equipa. Independentemente disso, sabemos o que queremos. Para ganhar temos de ser competitivos e estar ao nosso melhor nível, porque o resultado não terá retrocesso. É preciso ganhar para seguir em frente e a Taça de Portugal é claramente um objectivo para nós.

Este calendário misto, com jogos das selecções pelo meio, prejudica o FC Porto face ao Nacional?

Quem quer preparar um jogo tem de ter os jogadores presentes. Às vezes, quando os atletas chegam dois ou três dias antes de um encontro, ainda é possível fazer alguma coisa. Neste caso, com tantas viagens e minutos nas pernas, não vai ser possível trabalhar, a não ser do ponto de vista teórico.

Vai ser obrigado a mexidas profundas na equipa?

Vou ter de fazer a gestão da melhor forma, depois de perceber como os jogadores chegarão e quais estão em melhores condições para garantir a passagem da eliminatória. O facto de termos muitos internacionais traz-nos coisas positivas, mas também nos coloca este tipo de dificuldades.

O James e o Jackson, que chegam hoje ao Porto, já não contam?

Uma resposta obrigava-me a divulgar a convocatória e a equipa. Não tenho conhecimento do estado de cada jogador e ainda não fiz a convocatória. Ainda tenho mais um dia para pensar.

A Taça de Portugal passou a ser um objectivo mais forte depois do que aconteceu na época passada frente à Académica (derrota por 3-0, também na quarta eliminatória)?

Admitimos que não estivemos ao nosso nível e pagámos caro a factura. Não é um jogo para esquecer mas sim para recordar, de forma a não cometermos os mesmos erros. A abordagem mental não foi a que se exigia e saltámos fora da Taça. Normalmente, reflectimos sobre os erros e as condições que nos levaram a comete-los. Frente ao Nacional, se tivéssemos a mesma abordagem mental, seria um descalabro. Não nos podemos dar ao luxo de não ter uma abordagem competitiva, de sacrifício. Este jogo vai exigir união e espírito de equipa, mas são esses os predicados que a equipa tem apresentado este ano.

Tendo em conta esse passado, o não apuramento para a próxima eliminatória terá de ser classificado como um desastre?

Este clube é ganhador. Nem empates nos satisfazem – mesmo quando nos permitem a passagem a uma próxima fase, como em Kiev –, quanto mais a eliminação de uma competição como a Taça. Partimos para o jogo com o Nacional com a convicção de que vai ser complicado. As condições não foram as ideais para o preparar, pelo que as dificuldades aumentam.



domingo, 11 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Académica - Liga Zon Sagres


A leitura de Vítor Pereira é simples: o jogo com a Académica é de "muito trabalho". O treinador do FC Porto reconhece ao adversário de domingo os perigos da velocidade e das transições rápidas, ambos acelerados pelos efeitos da vitória sobre o Atlético de Madrid. Mas não os teme, desde que os Dragões estejam individualmente inspirados e colectivamente ligados.

Na conferência de imprensa com que abordou, ao princípio da tarde desta sexta-feira, as dificuldades teóricas do encontro da nona jornada da Liga, o técnico portista reforçou a intenção de aprimorar e intensificar dinâmicas, sublinhou a relevância de desempenhos colectivos e abriu uma excepção para falar de um Lucho supersónico.


Adversário rápido e perigoso

"O jogo com a Académica é complicado. Mais difícil ainda, depois da vitória moralizadora que conseguiu frente ao vencedor da Liga Europa. É uma equipa especialmente rápida nas transições e que se sente mais à vontade frente a equipas como a nossa, que preferem a posse. Pode tornar-se um adversário muito perigoso, mas estamos preparados para o superar."

Jogo de muito trabalho

"Somos uma equipa muito consciente da qualidade que tem. Se não impusermos um ritmo forte, se individualmente não estivermos inspirados e colectivamente não estivermos ligados, então sentiremos grandes dificuldades para vencer. É um jogo de muito trabalho, mas sinto a equipa muito séria, empenhada e que não se deslumbra."

Sem transfer

"Não esquecemos o resultado da época passada [n.d.r.: empate a um golo], mas este ano estamos a jogar um futebol diferente, no meu ponto de vista mais consistente e, assim sendo, creio que não há muitas razões para fazer o transfer do jogo da época passada para este. Queremos, fundamentalmente, somar mais três pontos."

Kiev confirmou qualidade

"Gosto de trabalhar com plantéis curtos, mas também me posso dar a esse luxo, porque temos um departamento médico de excelência, que faz milagres. Este plantel, apesar de curto, oferece qualidade e o jogo de Kiev, que confirmou a minha antevisão, é a prova disso mesmo."

Fadiga versus confiança

"Muitas vezes, a fadiga reflecte-se muito mais no aspecto emocional do que no físico. A vitória da Académica sobre o Atlético de Madrid transmite muita confiança aos seus jogadores. Por outro lado, nós, embora não tenhamos ganho, conseguimos o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, o que também é um bom tónico. Queremos evoluir mais na dinâmica do jogo, mas tê-lo conseguido transmite-nos a ideia de que estamos no bom caminho."

Juventude madura

"O facto de termos apresentado em Kiev a defesa mais jovem da Champions reflecte, em primeiro lugar, a capacidade que este clube tem de se renovar continuamente sem perda de resultados e rendimento. A todo o momento fabrica jogadores. Estou satisfeito com a juventude e com a maturidade revelada pelos jogadores."

O individual apoiado no colectivo

"Fico muito orgulhoso quando se fala deste ou daquele jogador, porque a equipa sustentou a sua qualidade. O jogador evidenciou-se apoiado por um colectivo. Daí a consistência com que nos apresentamos. Mas queremos mais, com dinâmicas mais fortes."

Lucho "Speedy" González

"Por questões físicas e anatómicas, o Lucho pode ser mais lento, mas, do ponto de vista mental e de capacidade de decisão, é dos mais rápidos que eu conheço. É dos que interpreta mais depressa. Para mim, é rapidíssimo. Sacrifica-se pela equipa, colocando-a acima de tudo e é natural que tenha registos desse género [n.d.r.: é o jogador do FC Porto com maior distância percorrida em quatro jornadas da Liga dos Campeões]."



terça-feira, 6 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - Dynamo Kyiv x F.C.Porto - Liga dos Campeões


Vítor Pereira sabe que um empate em Kiev garante a qualificação do FC Porto para a próxima fase da Liga dos Campeões, mas não vai jogar para o “pontinho”. Na conferência de imprensa de antevisão do desafio frente ao Dínamo (terça-feira, 19h45), o treinador mostrou ambição e garantiu que a equipa técnica dorme “descansada”, apesar das ausências dos lesionados Maicon e Fernando.

“Quero que a equipa mantenha o ADN, tenha muita posse de bola e seja agressiva. Temos nove pontos e queremos sair daqui com 12. Não vamos a lado nenhum jogar para o empate”, afirmou. As três vitórias nos três jogos já disputados não travam a vontade de ganhar de uma equipa que pensa “jogo a jogo”: “No horizonte está apenas a partida de amanhã e conseguir a vitória. Queremos ser fiéis ao nosso estilo. Teremos de ser agressivos mas ao mesmo tempo ter segurança no nosso jogo”.


A ambição não retira realismo a Vítor Pereira, que espera um desafio “complicado”: “Já sabemos como joga o Dínamo e eles estiveram bem no nosso estádio, quer individual quer coletivamente É um adversário difícil, como ficou demonstrado no Dragão há duas semanas, onde conseguimos uma vitória difícil”. O triunfo azul e branco por 3-2 deixou os ucranianos numa situação delicada para chegar aos oitavos-de-final. "É natural que o treinador do Dínamo sinta que tem de arriscar mais para ganhar. É um risco natural, porque ele sente que se falhar vai comprometer o apuramento", comentou.


O treinador recusou adiantar os nomes dos jogadores que vão entrar em campo nos lugares de Maicon e Fernando, que se lesionaram na primeira parte do desafio frente ao Marítimo (5-0), na sexta-feira. “Nunca o fiz nem o vou fazer agora. Já sei quem vai jogar, mas não falei com os jogadores sobre isso. Independentemente de quem alinhar, o FC Porto tem um grupo forte e vai manter a sua identidade e maneira de jogar. Saem dois jogadores importantes e vão entrar dois igualmente importantes. Dormimos descansados porque sabemos da qualidade do plantel”, frisou.


Otamendi também esteve na sala de imprensa de Kiev. O defesa argentino reforça que o Dínamo tem armas para discutir o resultado: “Não podemos relaxar e deixá-los fazer o seu jogo. O nosso treinador não nos deixa relaxar, portanto estamos aqui para dar o nosso máximo. Espero que a nossa visita seja produtiva”. Para o argentino, o mais importante é “ter concentração”. “O Dínamo de Kiev tem grandes jogadores, especialmente os avançados, que são muito bons. Temos de estar na máxima força e estamos motivados para vencer”, declarou.


Otamendi não se furtou até a destacar o português Miguel Veloso na equipa ucraniana: “É um dos grandes jogadores da equipa. Tem um bom toque de bola e marca muito bem as bolas paradas. Temos de estar mais atentos e concentrados nesses lances. Mas, mantendo a ordem e a concentração, penso que o jogo nos será favorável, porque poderemos dar liberdade ao meio-campo e aos avançados para atacar mais. O jogo em Portugal já permitiu perceber melhor o que o Dínamo de Kiev vale, mas não temos medo”.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Marítimo - Liga Zon Sagres



Vítor Pereira espera um Marítimo organizado na defesa e rápido no ataque, mas diz que o FC Porto terá de saber contornar as dificuldades e ganhar o jogo agendado para as 20h15 de sexta-feira, no Estádio do Dragão. E voltou a elogiar o desempenho e empenho dos jogadores.


O que espera do Marítimo neste jogo?
O Marítimo que no ano passado fez o campeonato que fez, uma equipa bem organizada, uma equipa com jogadores velozes e técnicos na frente. Uma equipa que, de certeza, vai apresentar-se compacta, agressiva, que nos vai criar dificuldades. Este ano está perante um contexto diferente, está a disputar também as competições europeias e isso não é fácil. Não é fácil para uma equipa do nível do Marítimo manter-se em bom nível nas duas competições. Mas não tenho dúvidas nenhumas. É uma belíssima equipa, bem trabalhada, bem organizada e que nos vai criar dificuldades, mas que nós temos de contrariar. Estaremos a jogar em casa, perante os nossos adeptos, e vamos ter de contornar as dificuldades para ganhar o jogo.

Acha o Marítimo mais forte ou mais fraco do que na época passada?
A mim parece-me um Marítimo muito idêntico ao da época passada, um Marítimo bem organizado. No ano passado, o Pedro Martins foi muitas vezes elogiado pelo seu trabalho e não se desaprende do ano passado para este. O Marítimo continua a apresentar-se como uma equipa agressiva no processo defensivo e ofensivo, que aposta na velocidade dos seus atacantes. Não é um Marítimo muito diferente do ano passado, este ano trabalham sobre um contexto diferente, com jogos complicados na Liga Europa, os jogadores têm de se adaptar a esta dinâmica, e o Marítimo está a passar por esse processo.

Não lhe parece que o FC Porto tem sofrido muitos golos?
Se nós jogássemos sem adversários era mais fácil não sofrer golos, mas como temos adversários e os adversários também têm qualidade, também têm os seus argumentos e é natural que se sofram golos numa ou noutra desatenção, às vezes por mérito do adversário, outras por demérito nosso, mas isso faz parte do futebol.

Está há 20 jogos sem perder para o campeonato, isso tem algum significado?
Significa que o objectivo fundamental é somar 21, ganhando o próximo jogo, isso para mim é que é fundamental. A nossa equipa é uma equipa equilibrada, que gosta de fazer golos, mas que gosta também de manter uma dinâmica de equilíbrio. É uma equipa ambiciosa, consistente, regular, que às vezes está mais inspirada do que noutras vezes, mas em que a organização está lá, em que a identidade está lá e a equipa sabe o que quer. Estes 20 jogos são consequência disso mesmo.

Acha que a sua equipa está esta época mais forte?
Já disse que sinto a equipa mais ligada, a jogar um jogo mais trabalhado, mais colectivo, com comportamentos em termos de treino que me têm agradado muito. Competitiva, ambiciosa, porque, mais uma vez, reforço que os treinadores portugueses fazem de poucas coisas coisas grandes (não estou a falar de mim, mas dos que sem jogadores da mesma dimensão conseguem criar problemas estrategicamente aos clubes ditos grandes). Não é fácil ganhar jogos e para se ganhar é preciso estar sempre ao melhor nível. Dá muito trabalho ganhar um jogo.

Na entrega dos Dragões de Ouro disse que ainda vai fazer grandes coisas no FC Porto e que ainda não viram tudo o que seria capaz. Quer explicar o que queria dizer com isso?
Isso tem a ver comigo próprio, um desafio pessoal que vai ficar comigo. Sou extremamente ambicioso, extremamente competitivo, quero ganhar sempre, raramente fico satisfeito com aquilo que fica para trás, à procura de fazer melhor, de aprender com as experiências, aprender com o erro sem problema nenhum. A reflexão sobre o erro é que nos faz crescer, eu sei bem o que quero para a minha vida. Aquilo que eu disse tem a ver comigo, com aquilo que é pessoal, com o que tem a ver com a minha vida e nada mais do que isso.

Que lhe pareceram as declarações do presidente Pinto da Costa, que o elogiou nos Dragões de Ouro?
Nós temos que continuar a ganhar, a ter resultados, porque isto é uma competição intensa, de exposição permanente, ninguém agrada a toda a gente e o presidente, se apostou em mim, é porque viu qualidades. Não acredito que o presidente apostasse em alguém em quem não visse qualidades, que não fosse um ganhador, para comandar um clube desta dimensão. É um reforço daquilo que perspectivou quando me contratou, mas sei que o futebol faz-se de resultados e os resultados têm de continuar a surgir, melhores ainda, porque isso é um desafio pessoal. Podia ter optado por continuar nas minhas antigas funções ou ir para o estrangeiro trabalhar, mas não é isso que eu quero para a minha vida. Quanto maior o desafio, melhor para mim, mais eleva o meu foco. Preciso de sentir a pressão dos resultados, do dia-a-dia, que toda a gente coloca numa posição como esta. Decidi ter a necessidade e a obrigação de ganhar títulos.

O que acha mais provável acontecer, o Benfica ganhar três campeonatos em quatro anos ou, como disse o Maicon, o FC Porto ganhar quatro em quatro?
Sinceramente, tenho uma dificuldade muito grande em fazer futurologia e muito concretamente no futebol. Mas é natural que uma equipa como a nossa queira ganhar em quatro campeonatos em quatro anos. É natural que os nossos adversários tenham a ambição de ganhar todas as provas, todas as competições que disputam. Acho natural que a ambição seja a nossa gasolina, acho naturalíssimo, porque quem não for ambicioso não vai ganhar nada. Agora, prever que em quatro se ganham quatro ou em três se ganham dois, isso depende do trabalho de todos os dias. Ganham-se campeonatos trabalhando todos os dias, ultrapassando dificuldades, nas dificuldades evidenciando espírito de sacrifício e de entreajuda, pensar colectivamente antes de pensar individualmente. É natural que toda a gente tenha perspectivas individuais, isso é natural no ser humano, mas nunca à custa dos companheiros, mas com os companheiros, isso faz uma diferença tremenda. Eu quero o melhor para mim, mas com a minha equipa, não quero o melhor para mim à conta da minha equipa.

Acredita que o Sporting ainda lute pelo título?
Pela dimensão do clube, dimensão da sua massa adepta, pela qualidade dos jogadores que o Sporting possuiu e agora com a vinda de um novo treinador, acredito sinceramente que o Sporting ainda vai muito a tempo de recuperar posições e o futebol é mesmo assim. Um, dois, três resultados positivos mudam o estado anímico de uma equipa e os jogadores que estão a passar um momento difícil, como todas as equipas têm. De repente, começam a jogar de forma mais confiante, mais inspirada. Acho muito prematuro e muito arriscado estar a colocar o Sporting de fora da luta pelo título.


domingo, 28 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - Estoril x F.C.Porto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira teve, esta sexta-feira, uma conversa franca com os jornalistas, na conferência de imprensa de antevisão da deslocação ao Estoril (domingo, 20h15). O técnico abordou a possível estratégia do adversário e as dificuldades provocadas pelo calendário, mas a ideia forte foi outra: o FC Porto não quer abdicar do raro estatuto de liderar o grupo da Champions e a Liga portuguesa.

Que comentário lhe merece o jogo 1000 do presidente Pinto da Costa?
Mais do que o jogo 1000, importa falar de um presidente com muitas conquistas acumuladas. Se fosse o jogo 1000 sem conquistas, este número não teria valor. É uma marca que apraz registar.

Que tipo de jogo espera no Estoril?
A ideia que tenho de equipas como Estoril, Rio Ave e Gil Vicente ilustra aquilo que são as qualidades do treinador português e das equipas portuguesas de média qualidade. São formações com treinadores astutos na forma como abordam o jogo: defendem bem, de forma organizada, com muita entreajuda quando defrontam equipas de nível superior. A qualidade das acções ofensivas centra-se no momento da transição: algumas têm jogadores que exploram melhor esses momentos e que têm mais critério quando recuperam a bola. Para além disso, aproveitam os lances de bola parada. São argumentos válidos para conquistar pontos, porque quem for demagógico e não os apresentar geralmente não sobrevive. Refiro-me ao Rio Ave e Gil Vicente porque foram equipas que nos retiraram pontos com esses argumentos.
As nossas armas são a agressividade defensiva e ofensiva e o controle dos momentos de perda de bola. É importante saber controlar a profundidade, imprimir um ritmo forte na circulação de bola e criar situações de ruptura, um contra um e tabelas. São essas situações que nos permitem entrar nestas defesas compactas. Não é com um jogo lento e denunciado que se consegue desestruturar e encontrar situações de penetração em equipas que se organizam da forma como o Estoril se deve apresentar. O campo do Estoril também não é como o do Dragão e isso cria algumas dificuldades.

Não há o perigo da equipa procurar o controlo depois do 1-0 e depois sofrer com isso?
Todos temos consciência, como equipa, de que para vencer adversários como o Estoril, em sua casa, temos de estar ao nosso melhor nível. Muitas vezes, somos nós que subentendemos a gestão e o controlo; não admitimos que o adversário nos obrigou a jogar assim. A gestão e o controlo podem não ser demérito da nossa equipa e sim mérito do adversário. Noutras situações, baixar o ritmo permite ao adversário chegar sempre a tempo no fecho dos espaços, interceptar bolas que não deveria e ganhar confiança em determinados momentos. Foi isso que aconteceu com Gil Vicente e Rio Ave.

É ingrato trabalhar numa grande equipa durante a paragem das selecções?
Posso fazer-vos um retrato: trabalhamos com seis, sete ou oito jogadores e com alguns atletas da nossa equipa B. Os espaços reduzem-se. O ritmo que uma competição exigente nos dá é muito diferente, apesar de treinarmos com intensidade e competitividade. Os factores motivacionais também caem, porque há algum relaxamento. Nas selecções, aqueles que jogam mantêm algum ritmo, mas num contexto diferente. Depois, há aqueles que vão, não jogam e fazem dois ou três treinos, com a intensidade que se exige, durante duas semanas e meia. Não é fácil "cair" na Liga dos Campeões e manter o mesmo nível que vínhamos a demonstrar, durante 90 minutos.

É preciso repensar os calendários?
Sinceramente, julgo que sim.

O que tem sido mais agradável na equipa esta época, em comparação com o ano passado?
Tenho sentido uma equipa do ponto de vista afectivo mais ligada e uma receptividade ao trabalho ainda maior. Tudo isso contribui para nos mantermos no lote estrito de equipas que comandam os seus grupos na Liga dos Campeões mas também os respectivos campeonatos. Comandar na Champions sem comandar no campeonato não nos deixaria satisfeitos. Vamos procurar mantermo-nos assim.

Para além dos problemas das selecções e dos calendários, o actual estado do relvado do Dragão também prejudica a equipa?
A empresa que trata do nosso relvado é a melhor que já tive oportunidade de observar, mas tenho que admitir que no ano passado tínhamos um relvado de altíssimo nível e este ano há dificuldades. Para um jogo rápido, de qualidade e com mau tempo, não é uma situação fácil. Face ao tipo de dificuldades que os adversários nos colocam no Dragão, seria preferível ter uma relva rápida e consistente. Neste momento ainda não é possível, mas acredito que no futuro isso ainda vai acontecer.

O que o desagradou tanto no jogo da Taça frente ao Santa Eulália?
Não estou a fugir do jogo da Taça. Vou, com todo o gosto, abordar o tema quando voltarmos à Taça, até para sublinhar o mérito do Santa Eulália.

A opinião que tinha sobre o Jackson tem sido excedida pela positiva?
É preferível colocar-vos a questão, porque já o observava há muito tempo. Estão surpreendidos? O que veio ele acrescentar ao nosso jogo? Eu mantenho a mesma opinião sobre ele e já lá vão dois anos desde que o conheço.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Dynamo Kyiv - Liga dos Campeões


A exibição frente ao Paris Saint-Germain, na última jornada da Champions, serve de modelo a Vítor Pereira para a recepção ao Dínamo de Kiev (quarta-feira, 19h45). O técnico espera um FC Porto ao "melhor nível" para bater um adversário "perigoso", que ainda tem "a qualificação em aberto". Em caso de triunfo, os Dragões ficarão numa "posição muito boa" para ultrapassar a fase de grupos.

Espera recuperar uma certa imagem do FC Porto, depois de ter ficado tão agastado com o jogo da Taça, no sábado?
Estou aqui para falar na Liga dos Campeões, numa próxima oportunidade falarei da Taça. Do meu ponto de vista não há transferência entre as duas competições. Os nossos dois últimos jogos na Champions foram de grande nível, nomeadamente o último, frente ao Paris Saint-Germain, e é um jogo desses que esperamos amanhã.

O que espera do Dínamo de Kiev?
Tive a oportunidade de os observar ao vivo. É uma equipa com belíssimos jogadores, rápidos e técnicos. Gostam de ter a bola, tal como nós, mas tornam-se especialmente perigosos no momento de perda de bola do adversário. Procuram muitas vezes a profundidade na transição ofensiva e temos de controlar esse momento com um bom jogo posicional. É uma equipa que tem a qualificação para a segunda fase em aberto, dado que tem três pontos. É um adversário perigoso que nos vai exigir um jogo ao nível do que fizemos com o Paris Saint-Germain, em que fomos fiéis à nossa identidade, corajosos e ambiciosos. Espero uma resposta idêntica e, fundamentalmente, que possamos garantir os três pontos, que nos colocariam numa posição muito boa para passarmos à próxima fase da Champions.

Estando tão perto da qualificação, receia que os jogadores relaxem?
No último jogo na Champions não vi ninguém relaxado, mas sim uma exibição de grande nível e qualidade. O que é importante a este nível é que, para se ganhar, tem de se ter maturidade táctica e emocional. A nossa equipa tem essas características. Não tenho dúvidas de que todos nós temos consciência de que vamos precisar de estar ao nosso melhor nível para vencer.

Como pensa substituir o Alex Sandro?
Ele não está disponível, mas continuo a acreditar que valemos fundamentalmente como equipa. Acredito nas soluções que a própria equipa encontra para resolver os problemas. Lamento que o Alex Sandro fique de fora por lesão, mas acredito no jogador que amanhã entrar em campo.

O FC Porto pode ficar muito perto do apuramento e também deixar o Dínamo fora dessa corrida...
Acredito que os dois próximos jogos vão definir melhor o posicionamento do grupo, mas não este em particular. Não acredito que uma vitória nossa na quarta-feira retire o Dínamo de Kiev da luta pelo apuramento.

O facto de poder conquistar cedo o apuramento pode provocar algum relaxamento na equipa, ao contrário do que pretende?
Queremos conquistar o mais depressa possível os pontos necessários para chegar à próxima fase. Aqui não pode haver relaxamento, temos de estar ao nosso melhor nível. Esperamos a ajuda da massa associativa para conquistar os três pontos.

O Dínamo de Kiev perdeu os últimos dois jogos. Quais são os seus pontos fracos?
Todas as equipas, incluindo a nossa, têm pontos mais fortes. Já observei os momentos e as dinâmicas do Dínamo que temos de controlar. Também temos os nossos momentos e dinâmicas para contrariar os momentos do Dínamo. Não posso estar aqui a mencionar quais os possíveis erros do adversário que poderemos explorar.



sábado, 20 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - Santa Eulália x F.C.Porto - Taça de Portugal

As chamadas de Quiño, Iturbe, Rolando, Abdoulaye, Kelvin e Sebá (FC Porto B) são as novidades da lista de convocados de Vítor Pereira para o encontro frente ao Santa Eulália (sábado, 14h30), da terceira eliminatória da Taça de Portugal, que terá lugar no Estádio do FC Vizela.

Os seis jogadores, que não tinham sido chamados para o último desafio dos portistas, frente ao Sporting, a 7 de Outubro, poderão ter assim hipótese de alinhar no desafio frente a um adversário que milita na III Divisão. Fabiano, Quiño, Abdoulaye e Sebá poderão mesmo estrear-se com a camisola portista em encontros oficiais.

De fora ficaram atletas mais utilizados como Helton, João Moutinho, Defour, Jackson Martinez, Maicon e Otamendi. Alex Sandro e Rafa estão indisponíveis por lesão, tendo sido sujeitos a tratamento no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, onde decorreu a sessão de trabalho desta sexta-feira, a última antes do desafio em Vizela.

Lista de 18 convocados: Fabiano e Kadú (guarda-redes); Danilo, Lucho, Quiño, Castro, Iturbe, James, Kleber, Miguel Lopes, Rolando, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Atsu, Kelvin e Sebá.

Nota: A antevisão de Vítor Pereira ainda não se encontra disponível.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - Portugal x Irlanda do Norte - Qualificação Mundial 2014


Ainda está na memória a retranca russa e Paulo Bento sabe que a Irlanda do Norte não vai ser diferente, apesar de rejeitar qualquer mudança no ânimo e ambição da turma lusa, algo que, garante, não foi perdido em Moscovo. O técnico português pretende que a equipa das quinas mantenha a sua identidade e estilo de jogo, garante que o pensamento está nos três pontos e confirma Cristiano Ronaldo e Rúben Micael na equipa inicial.

Não há adversários ideais, diz Paulo Bento, seja depois de uma derrota, como a de sexta-feira, em Moscovo, ante a Rússia, ou depois de um triunfo. O selecionador nacional afiança que nada há que recuperar, porque a seleção nada perdeu na Rússia a não ser três pontos.
«Se tivéssemos alcançado outro resultado, continuávamos a ter o objetivo de conquistar três pontos amanhã. Não temos que recuperar algo que não perdemos. Mantemos o ânimo, a ilusão e a convicção do que queremos fazer e não o perdemos em Moscovo», afiançou o treinador nacional.

Paulo Bento repetiu o que já disse, considerando que a derrota com a Rússia foi «injusta», mas preferiu virar a página e apontar baterias ao jogo com a Irlanda do Norte, que foi preparado «da melhor maneira possível», com a convicção de que «serão alcançados os três pontos» e que a equipa das quinas «estará no Mundial 2014».

O facto de a Irlanda do Norte ocupar o posto número 117 do ranking FIFA, no qual Portugal é terceiro, não elevam a confiança do conjunto português.
«Os rankings a mim dizem-me pouco. Não preparamos os jogos em função da nossa posição no ranking nem dos nossos adversários. Preocupamo-nos com o que o adversário vale em termos coletivos, com algumas individualidades que possa ter, com a nossa forma de jogar e com o nosso método de jogo».

Neste sentido, Paulo Bento sublinhou aquilo que a Irlanda do Norte pode fazer e que pode criar problemas à equipa das quinas.
«É uma equipa que usa com muita frequência o jogo direto no seu ponta de lança, em termos ofensivos essa é uma das suas principais rotinas, bem como a capacidade que esse jogador tem de alcançar espaços em profundidade. Sob o ponto de vista defensivo, é uma equipa que usará um bloco baixo, composto por duas linhas de quatro com um jogador na posição dez e um ponta de lança. Vão jogar recolhidos, tentarão sair em contra-ataque e compete-nos combater essa situação, criando situações de finalização, não perder segurança e paciência no processo ofensivo e controlar o momento de transição ofensiva do adversário com uma transição defensiva muito forte».

O selecionador nacional volta a sublinhar a ideia: «Ganhar e não como ganhamos. Se ganhamos 1x0 bem, 2x1 bem, 2x0 melhor. Três pontos são o mais importante. Esse é que é o objetivo».
Apesar de assumir que a equipa nacional por estar «um pouco mais pressionada por ter perdido três pontos», o técnico lembra que «jogar sob pressão» não é nada desconhecido para os jogadores lusos e para o qual não estejam preparados e até lembra a qualificação para o Euro 2012 para ilustrar o que é pressão.

«Prefiro muito mais a situação que vamos encontrar amanhã com a Irlanda do Norte do que a situação quando vim cá [Dragão] jogar pela primeira vez com a Dinamarca. Tínhamos um ponto em três jogos, agora temos seis em três».  

Jogo 100 de Cristiano Ronaldo

A marca é histórica, Cristiano Ronaldo atingirá amanhã o 100.º jogo pela seleção nacional, algo apenas atingido por Figo e Fernando Couto. Paulo Bento lembra que o internacional luso é «um jogador de grande talento» mas que «trabalha muito para chegar a este patamar» e deixou o desejo de que «faça muitas internacionalizações» pois, acredita, «acabará por bater o recorde existente de internacionalizações e o número de golos de Pauleta».

«A carreira dele na seleção é ajudar. A sua importância na equipa tem a ver com o nível de profissionalismo que exibe no treino, no cumprimento da nossa forma de estar, das nossas regas, normais de um grupo de trabalho. A forma como as cumpre, sendo capitão, são um exemplo da  competitividade que exibe e que é importante para nós, para o grupo de trabalho e para os seus colegas».

sábado, 6 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Sporting - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira limitou as suas considerações sobre o peculiar momento de forma do adversário mas admitiu estar à espera de um Sporting “com vontade de criar dificuldades” aos Dragões no clássico deste domingo. O objectivo do FC Porto, claro está, é contornar os obstáculos e somar mais três pontos, mas, para isso, “a equipa terá de estar ao seu melhor nível”.

O que vai pedir aos seus jogadores para este clássico?
Vou pedir aquilo que peço para todos os jogos: total concentração, qualidade e qualidade colectiva, pois aí a qualidade individual também sobressai. O colectivo tem de vir sempre em primeiro lugar.

Que tipo de Sporting espera ver no Dragão?
Não acredito, sinceramente, num Sporting que tenha dois jogos maus consecutivos e ontem, para a Liga Europa, tiveram um. Acredito que os jogadores do Sporting vêm com o orgulho ferido e vão querer mostrar que estão vivos e que têm capacidade para dar a volta a este tipo de situação. Acredito num Sporting que vem para criar problemas, uma equipa unida que vem fazer o seu jogo e procurar ganhar o jogo e criar dificuldades.

Mas não será o Sporting mais frágil dos últimos anos?
Eu como vejo o futebol como um todo não acredito na responsabilidade única dos treinadores, acredito na responsabilidade conjunta de um clube. Assim como nas vitórias a responsabilidade não é do treinador, nos momentos maus a responsabilidade não é só do treinador mas inclui o treinador. Nas vitórias e nas derrotas, nos bons e maus momentos, a responsabilidade tem de ser assumida por toda a gente, porque nos triunfos também se assumem méritos. O Sporting é um clube grande e, depois de um jogo menos conseguido lá fora, vem ferido, vem a querer dar a vida e a correr, correr, correr pelo resultado positivo.

Ainda assim, preferia um Sporting com Sá Pinto ou sem Sá Pinto?
Sinceramente, é-me indiferente. É-me indiferente porque não é um problema do meu clube nem é um problema meu. O que eu sei é que vem cá a equipa do Sporting e vem para honrar o clube, vêm feridos no seu orgulho e vêm para fazer, com certeza, um grande jogo.

Em relação a Danilo, que disse esta semana que pretendia jogar mais e de preferência no meio-campo, como responde?
Já conversamos. Ainda hoje conversamos sobre isso. Ele sabe bem o que eu pretendo dele e sabe que vai jogar onde a equipa necessitar e onde o seu treinador entender que é mais útil. Como é um jogador com qualidade e humilde, o Danilo compreende isso perfeitamente.

A equipa tem apresentado algumas oscilações de rendimento consoante os adversários e mostrou alguma apatia frente ao Olhanense, Gil Vicente e neste último jogo da liga com o Rio Ave, em contraponto com outros jogos, como o desta quarta-feira. Tem alguma explicação para essas oscilações?
Em primeiro lugar, não concordo com essa apreciação. Falou-me dos jogos com o Olhanense, Gil Vicente e Rio Ave: o Olhanense é um adversário muito agressivo, mas viemos de lá com uma vitória e só ganhamos porque fomos equipa. Não acredito que qualquer um dos ditos grandes chegue a Olhão e venha de lá com uma grande exibição e sem sentir grandes dificuldades. Quanto aos outros dois jogos, já tenho de concordar porque não fiquei nada satisfeito. Particularmente no encontro com o Rio Ave, considero que a equipa, a ganhar 1-0, não pode gerir o jogo com um resultado tão curto. O 1-0 é um resultado perigoso, que obriga à procura do segundo golo e, aí sim, permite gerir o jogo de outra forma. Em Vila do Conde não o fizemos, baixamos o ritmo e os índices de agressividade. A ganhar 1-0 deitamo-nos à sombra do resultado e fomos penalizados, do meu ponto de vista justamente.

Tem aí um problema de motivação? Nos jogos mais “a doer”, como com o PSG, o comportamento da equipa tem sido totalmente diferente...
Depende. Jogámos com o Beira-Mar e o Vitória de Guimarães e jogámos com qualidade. Se nós treinadores tivéssemos a solução para todos os problemas, se tivéssemos a palavra mágica que os fizesse jogar sempre da forma como jogaram no último jogo, esse seria o melhor treinador do mundo e teria encontrado a poção mágica para que os jogadores entrassem sempre com a mesma abordagem mental. O que eu tento fazer é colocar os jogadores dentro desse chip mental que o jogo vai obrigar, mas por vezes há correspondência e outras vezes acontecem coisas destas, que a mim - e a eles próprios também – não agrada. Temos é de trabalhar no sentido de que isto não volte a acontecer, porque quando estamos agressivos e com um ritmo forte, os adversários têm grandes dificuldades em acompanhar o nosso jogo. Se essa agressividade não for evidente e o ritmo for baixo, estamos a dar trunfos ao adversário para nos contrariar e estamos a colocar-nos a jeito porque, hoje em dia, nesta liga, todas as equipas são organizadas. Se nos colocarmos a jeito acontece o que aconteceu em Vila do Conde, sofremos dois golos de repente, dois golos que surgiram em poucos minutos e sem percebermos bem como, e fomos confrontados com um resultado negativo. Mas aí, tenho de o reforçar também, a equipa soube ser grande, soube ir atrás do resultado e conseguir o empate; mas não é uma situação que nos agrade e temos de evitá-la no futuro.

O Sporting ainda só conseguiu vencer dois jogos esta época. O FC Porto apresenta-se como claro favorito para este clássico?
Nunca vi um clássico em que houvesse um claro favorito. Clássico é clássico e as equipas motivam-se por isso e é sempre uma incógnita o que o jogo vai dar. O que eu quero ver no domingo é a minha equipa fiel a si própria, percebendo claramente quais são os seus argumentos, o seu padrão de jogo, Com as nossas ferramentas, com o nosso modelo bem definido, vamos procurar impor o nosso jogo com agressividade, defensiva e ofensivamente, e um ritmo forte. É para isso que trabalhamos neste ano e alguns meses, para jogarmos com qualidade e segundo a nossa identidade. O Sporting não vai de certeza estender a passadeira para os jogadores do FC Porto passarem alegremente. Vai ser um jogo duro, um jogo difícil e para estarmos ao nosso melhor nível para vencer.

Depois da exibição que rubricou com o PSG, James Rodríguez está numa fase de maturidade óptima?
O James, independentemente da sua qualidade, que é muita, e do seu talento – que todos podem avaliar, porque é evidente -, não joga sozinho. Gostava que fossem evidenciados, para além do James, todos os outros jogadores que contribuíram para um grande jogo. Apesar do James ter feito um golo de excelência, vi comportamentos de excelência da maioria, se não de todos os jogadores que estiveram em campo e gostava de vos ver [jornalistas] a salientar mais a equipa e outros jogadores e não o começarem a criar, como criaram com o Hulk, uma falsa dependência. Dizia-se que sem o Hulk o FC Porto não andava, não tinha pernas, não tinha qualidade e, muitas vezes, foi dessa forma que fomos buscar forças. O FC Porto não era só o Hulk nem é só o James, é uma equipa, uma equipa forte, que tem, de facto, talentos individuais que sobressaem num ou noutro jogo. Não comecem a criar uma onda, senão começo a ouvir que o FC Porto depende do James e isso é totalmente falso.

Com o PSG, o Fernando já jogou a tempo inteiro. De que forma isso foi importante para a grande exibição conseguida?
Tivemos o Fernando a tempo inteiro porque temos um departamento médico que, se não for o melhor da Europa, é, seguramente, um dos três melhores da Europa, com profissionais de grande nível. Por isso tivemos um Fernando de grande nível, que nos ajudou bastante com toda a sua qualidade.

Voltando ao Sporting, que tem menos 24 horas de descanso do que o FC Porto. Acha que isso pode influenciar o resultado do clássico?
Não, porque há mais do que tempo para preparar o jogo. Aqui, são os níveis motivacionais que vão fazer a diferença. Nenhuma equipa vai ter problemas do ponto de vista físico, porque estão habituadas a este ritmo e jogar a meio da semana, ao fim-de-semana, a meio da semana. Isso é que permite impor um ritmo mais forte nos próprios jogos e dá aos jogadores 90 minutos de ritmo elevado.

Jorge Sousa é o árbitro designado para o encontro. Que comentário lhe merece?
Eu acredito plenamente em todos os árbitros e na competência das pessoas e não acredito que um árbitro vá mal intencionado para um jogo. Agora, como eu às vezes tenho boas opções ou opções que não saem como eu pretendo, como a equipa faz grandes jogos ou jogos menos conseguidos, e é natural que o meu trabalho, o da equipa e dos jogadores seja avaliado, também é natural que eu pontualmente sinta necessidade – e espero bem que não e quanto menos, melhor – de avaliar o trabalho do árbitro, com respeito e sem colocar em causa a personalidade do homem e a honestidade da pessoa. Aí farei os meus reparos e a minha avaliação. Acho isso totalmente justo, porque é assim que eu sou avaliado vejo o meu trabalho julgado todas as semanas. Não sendo necessário fazê-lo, melhor, porque quer dizer que o árbitro foi competente e que passou à margem do protagonismo, já que o protagonismo é para os jogadores, não para os árbitros nem para os treinadores.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x PSG - Liga dos Campeões


Vítor Pereira acredita nas virtudes da equipa do FC Porto e é com base no trabalho que quer uma equipa com posse, equilibrada e criativa para vencer o Paris-SG e aproximar-se do objectivo, que é passar aos oitavos-de-final.

Vítor Pereira dizia que esta semana era importante e que quem marcasse passo podia perder o comboio. Como reagiu ao semi-desaire de Vila do Conde?
Tenho referência muito positiva do último jogo em Zagreb, em que fomos equipa concentrada e equilibrada, com maturidade táctica e é essa a minha referência é é nesse jogo, da mesma competição, que me reporto e vou buscar a identidade da equipa e ganhámos muito bem, com mérito.

Lucho Gonzalez conhece 14 dos jogadores do plantel do Paris-SG, isso é uma vantagem?
Acho que não, o jogo é colectivo, nem sequer tinha essa informação. Preparamos este jogo, fazendo a nossa observação normal, como fazemos com todos os adversários, identificamos muito bem as características do adversário e passamos isso à equipa.

Como vai lidar o FC Porto com a eficácia de Ibrahimovic?
Vai lidar como equipa, fiel à sua identidade, fiel às suas ideias, no seu jogo de posse, querendo controlar o jogo, gerir a bola, como gosta de fazer, colocando problemas ao adversário no seu todo e não individualmente, apesar de reconhecer qualidade ao Ibrahimovic.

Este é o teste mais importante às capacidades do FC Porto?
Vamos defrontar um adversário de qualidade, individual e colectiva, mas o Paris-SG vai defrontar igualmente um adversário de qualidade, que os nossos adeptos nos ajudem e com o entusiasmo de uma competição com estas características julgo termos argumentos para discutir e ganhar o jogo.

Qual é a sua visão relativamente ao Paris-SG, tendo em conta que o FC Porto compra jogadores para formar e depois vender e o Paris-SG compra jogadores já feitos?
O FC Porto é um clube em que normalmente o scounting se dirige para jogadores jovens, de qualidade e quando atingem um nível elevado há necessidade de os vender, ir renovando a equipa e ganhando títulos. Este tem sido o trajecto do clube. O Paris-SG tem pressa de conquistar títulos e muito dinheiro, duas perspectivas diferentes de querer chegar a títulos, nós de uma forma sustentada, de uma forma mais organizada, o Paris-SG com uma capacidade financeira grande, indo buscar jogadores já formados, mas no fim o objectivo é conquistar títulos e é isso que o nosso clube tem feito nos últimos anos.

A saída de Lucho do Marselha foi triste para o futebol francês, como está ele no FC Porto?
Está bem, está muito bem, é um jogador de grande qualidade, com muita maturidade, com experiência, veio acrescentar, ajudar-nos, já identificado com o clube. É uma mais-valia para o nosso clube.

Está impressionado com a força do Paris-SG, acha que é favorito?
A experiência do ano passado diz-nos claramente o favoritismo tem de se confirmar com qualidade dentro do campo, com resultados. As contas não se fazem por antecipação, nós queremos fazer Liga dos Campeões ao nível dos pergaminhos do clube, indo somando pontos. Cada ponto é importante, uma vitória amanhã será importante, acreditamos na qualidade do nosso jogo, acreditamos que temos argumentos mais do que suficientes para bater o Paris-SG.

Até que ponto o mediatismo do Paris-SG pode ser favorável ao FC Porto?
Não sei se o impacto mediático de uma vitória sobre o Paris-SG será grande, mas para nós é mais um adversário, um adversário que queremos vencer. Fundamental é sermos fieis ao nosso jogo, jogá-lo da forma que o sabemos jogar, trabalhamos para uma ideia de jogo há muito tempo. Espero que a minha equipa seja igual a si própria, com argumentos colectivos e individuais. O impacto é muitas vezes muito maior para fora do que para nós próprios. Queremos é somar mais três pontos, para nos aproximarmos do nosso objectivo, que é passar à próxima fase.

Carlos Ancelotti dizia que estava curioso para ver este FC Porto sem Hulk…
Há algum tempo disse que sem o Hulk, independentemente de ser um jogador que nos ajudou, o FC Porto continuaria a jogar com qualidade, a ganhar títulos, a ter uma identidade muito própria. Construímos uma ideia de jogo que não é de agora, que não era sustentada no que o Hulk veio trazer. Somos uma equipa que sabe o que quer e que tem qualidade e que quer já amanhã somar mais três pontos.

sábado, 29 de setembro de 2012

Antevisão do Jogo - Rio Ave x F.C.Porto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira antecipou esta quinta-feira a visita ao Rio Ave, onde diz ser preciso mostrar "qualidade" e "concentração" e mostrar que o FC Porto é mais forte, porque "é bom estar na frente", mas o objectivo é "aumentar a vantagem para os rivais".

Há a ideia generalizada que esta equipa pode ser melhor do que no ano passado, o que acha?

As épocas têm características diferentes, um grupo diferente, mais jovem, com mais irreverência, alegria, mas eu também pretendo fundamentalmente que seja um grupo adulto na forma como aborda todos os jogos. A mensagem clara que queremos passar aos adversário é que o FC Porto deste ano quer ser um FC Porto competente, sério, adulto na abordagem de todos os jogos.

O Rio Ave tem oscilado entre uma vitória em Alvalade e uma goleada em Braga…

Esta oscilação provavelmente tem a ver com o formar de uma equipa nova, com o transmitir de ideias novas do seu treinador. O Rio Ave no seu melhor pode criar grandes dificuldades, porque é bem organizado defensivamente e a sair em transições rápidas, o que pode criar problemas a qualquer equipa. A outra face do Rio Ave foi evidenciada neste jogo com o Braga, com algumas dificuldades ainda, sob condições de desvantagem, que eu acredito ser fruto do processo de assimilação de ideias novas.

A posição em que jogou James é uma dor de cabeça na preparação deste jogo?

James é um jogador com qualidade a jogar mais por fora ou mais por dento. O que ele tem da parte do seu treinador é liberdade que lhe permita potenciar todas as suas qualidades de decisão e técnicas, que são muitas. Não pode ter liberdade total porque isso é a desorganização. Eu quero uma equipa competente, virada para o golo, com bom jogo, com bom toque, mas um jogo também equilibrado. O James acrescenta-nos sempre essa qualidade.

Está satisfeito com a resposta que a equipa deu após saída de Hulk?

Nós não temos como propósito fazer esquecer Hulk, temos como propósito apresentar qualidade, ganhar jogos. Não quero ver uma equipa de oscilações, uma equipa que não percebe a importância de um jogo como este, que é um jogo de importância fundamental para nós, porque antecede um para a Liga dos Campeões e outro que é um clássico. O Rio Ave é um jogo que determina os outros dois. Eles sabem isso e conto com jogadores habituados a uma competição interna muita grande, sabem que quem entrar menos concentrado corre o risco de perder o comboio. Se olharmos à nossa média de idades, muto baixa, podem ser jovens, mas têm de se adultos. É preciso entrar com mentalidade certa, preciso ter confiança no nosso trabalho e perceber que estes jogos ganham-se com níveis de concentração e trabalho muito altos.

Vamos entrar na 5.ª jornada e já há polémica com as arbitragens…

Eu entendo perfeitamente que é preciso um clima de tranquilidade para se trabalhar. Eu, pessoalmente, quando me sentir prejudicado vou fazer o reparo que entender fazer. Não vou ser um anjinho. Todas as semanas sou criticado, mesmo quando ganho, tenho de saber viver com isto. O problema dos outros não é meu, mas quando me sentir prejudicado vou fazer o reparo.

Faz distinção entre os árbitros internacionais e os não internacionais?

Não, é uma falsa questão, é como os treinadores experientes e os não experientes. Isso a mim não me diz rigorosamente nada.

Maicon dizia que há adversários que tentam atacar o FC Porto fora do campo, porque dentro não conseguem, referindo-se ao Benfica…

Sem abordar concretamente essa questão, porque não quero fazer comparações, quero é a minha equipa forte. Mais do que dizer temos de provar que somos mais competentes e que somos mais fortes. É preciso chegar ao Rio Ave e provar que somos mais fortes.

Após quatro jornadas já é líder isolado…

Queremos estar na frente, mas queremos mais ainda aumentar a vantagem para os nossos adversários. É bom estar na frente, mas melhor ainda é aumentar a vantagem que temos para os nossos adversários.

sábado, 22 de setembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Beira-Mar - Liga Zon Sagres

 Vítor Pereira antecipou nesta quinta-feira a recepção de sábado ao Beira-Mar, que espera organizado e a espreitar contra-ataques rápidos. Aos seus jogadores, o técnico dos Dragões pede “abordagem mental forte”, que não fiquem à espera da segunda parte para “resolver” e lança o desafio de fazer golos cedo.

O que espera deste jogo, depois de uma boa vitória para a Liga dos Campeões e perante um adversário que ainda não ganhou?

Espero um jogo de um Beira-Mar bem organizado, que vai, com os seus argumentos, procurar transições rápidas, surpreender numa ou noutra perda de bola. Do nosso lado, vai depender da abordagem mental que fizermos. Temos a experiência do ano passado, em que uma ou outra abordagem mais relaxada quase nos hipotecava a possibilidade de conquistarmos o título nacional. Não podemos estar à espera das segundas partes para resolver o jogo, temos de ter abordagem forte e fazer golos cedo, para depois podermos depois jogar ao nosso melhor nível. É essa a mensagem que quero passar aos meus jogadores.

O que deve aproveitar do jogo de Zagreb para este com o Beira-Mar?

No mínimo, o desafio que se coloca é provarmos que temos uma mentalidade forte para jogarmos na Liga dos Campões, mas também temos mentalidade forte para jogarmos no campeonato nacional e se possível melhorarmos.

Lucho González vai estar disponível para jogar?

O Lucho é um grande profissional, com um problema pessoal. Há liberdade e confiança total da equipa técnica, companheiros e administração. Vamos ver do ponto de vista emocional e do descanso e depois resolveremos a sua utilização ou não.

Realizaram-se agora os primeiros jogos após o fecho de mercado, acha que a sua equipa foi a que perdeu mais ou menos?

Não consigo dizer. Tenho de estar preocupado com a minha equipa e as outras equipas sinceramente não me preocupam neste momento.

Já falou com Jackson depois daquele lance em Zagreb em que podia ter feito golo?

O Jackson é um grande goleador, um jogador de equipa, que trabalha muito para a equipa, foi infeliz naquela definição do lance, mas tem experiência mais do que suficiente para perceber que aquilo pode acontecer a qualquer jogador.

Ficou satisfeito com Defour no papel de número 6?

Acho que a equipa esteve bem, o Defour esteve bem com as suas características diferentes das do Fernando, mas o que me compete a mim dizer é que agora é importante virar a página e percebermos que a concentração tem de ser total com o Beira-Mar, que é um jogo importantíssimo para nós.

Que comentário lhe merece o castigo a Luisão?

Felizmente não é um problema nosso, não tenho sequer que comentar esse tipo de situação. Não é uma questão da minha equipa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Antevisão do Jogo - Dinamo Zagreb x FCPorto - Liga dos Campeões

Vítor Pereira anteviu esta segunda-feira o jogo da primeira jornada da Champions League, frente ao Dínamo de Zagreb (terça-feira, 19h45). O treinador considera que os Dragões estão preparados para triunfar em terreno adversário, apesar das duas semanas de paragem do campeonato português, e espera ter pela frente uns croatas “agressivos” nas transições ofensivas.

Em conferência de imprensa, o técnico não sobrevalorizou a má campanha do adversário na última edição da prova, em que não conquistou qualquer ponto: “Terão aprendido com a experiência do ano passado e vão querer rectificar a imagem. É uma equipa com qualidade e argumentos. Perceberam que, apesar de dominarem completamente o futebol croata, a Liga dos Campeões é algo diferente. Não estamos à espera de um jogo fácil”.

Vítor Pereira foi confrontado com a ausência de Fernando, lesionado, e com o facto de este ser o primeiro encontro após a transferência de Hulk para o Zenit. No entanto, o treinador garantiu que nada muda em termos de estrutura. “Trabalhámos um ano no sentido de ter determinado tipo de comportamentos e princípios de jogo. Não é a saída de um jogador que muda isso, apesar de reconhecermos a sua importância. Aproveito, aliás para agradecer ao Hulk todas as conquistas que ele proporcionou. O FC Porto vive fundamentalmente do colectivo e é isso que espero da minha equipa. O importante é a nossa dinâmica”.

O líder da equipa técnica dos Dragões assume que a ausência de muitos internacionais não permitiu uma preparação “ideal” do encontro, mas assumiu este facto como natural: “O grande problema são os jogadores seleccionados e que não têm possibilidade de competir. Os que jogam chegam com ritmo e para a preparação não precisamos da semana completa. As questões estratégicas são assimiláveis em poucos dias. Preparámos o jogo de acordo com as condições que tivemos e acredito que o preparámos bem”.

A experiência portista na última edição da Champions também foi recordada por Vítor Pereira: os azuis e brancos não conseguiram bater o Zenit na última jornada, o que lhes daria o primeiro lugar do grupo. “Não podemos deixar as decisões para o último jogo. Outra experiência que tivemos foi o facto da equipa do APOEL ser a menos favorita, mas em dois jogos com eles só conseguimos um ponto. A lição a tirar é que o nível de exigência tem de ser elevado em qualquer encontro. Esta competição é diferente do campeonato, coloca problemas diferentes e os jogos ganham-se de maneiras diferentes”.

Para o Dínamo de Zagreb, a ambição será ultrapassar a fase de grupos. “Observámo-los, como todas as equipas, do ponto de vista colectivo e individual. Acredito que valem pela qualidade colectiva e que amanhã tentarão ser fortes do ponto de vista defensivo e agressivos nas transições ofensivas. No momento de ganhar a bola, vão procurar rapidamente espaços para passes em profundidade”, considerou.