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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Liga dos Campeões 2014/2015: Sorteio PLAY-OFF.


Lille é o adversário no play-off da Champions  
Dragões deslocam-se a França a 19 ou 20 de Agosto e a segunda mão, no Dragão, será a 26 ou 27 do mesmo mês
​

O Lille é o adversário do FC Porto no play-off da Champions League, que dá acesso à fase de grupos da competição, ditou o sorteio realizado na manhã desta sexta-feira na sede da UEFA, em Nyon, na Suíça. Os Dragões começam por deslocar-se a França, a 19 ou 20 de Agosto, e recebem o Lille, no Estádio do Dragão, uma semana depois.
 

O Lille foi terceiro classificado na última Liga francesa e apurou-se para o play-off depois de afastar, na terceira pré-eliminatória, os suíços do Grasshoppers (venceu fora por 2-0 e empatou por 1-1 em casa). O clube do norte de França joga a primeira jornada da Liga nacional já no sábado, recebendo o Metz.
 

O treinador do Lille é René Girard (na sua segunda época no clube), que conta no plantel com o português Marcos Lopes (emprestado pelo Manchester City), o belga Origi e o costa-marfinense Salomon Kalou (ex-Chelsea). O adversário dos portistas joga no Stade Pierre-Mauroy (inaugurado em 2012), com capacidade para 50.186 espectadores.
 

Com cinco participações na Champions League (o melhor resultado que conseguiu foi chegar aos oitavos-de-final em 2006/07), o Lille já foi por três vezes campeão francês (1945/46, 1953/54, 2010/11), conquistou seis Taças de França (1946, 1947, 1948, 1953, 1955, 2011) e uma Taça Intertoto (2004). Não há histórico de confrontos oficiais com o FC Porto.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Muito bem..... 5 estrelas!


Então não era o Jesus que queria ganhar este ano a edição da Champions?
Não sei se aconteceu mas o David Luiz jogou a defesa esquerdo?


O Benfica queria ir a Telavive ganhar ao Hapoel e que poderiam ganhar por 3 ou mais, o que se passou realmente foi o contrário.


Resultado Final: Hapoel 3-0 Benfica

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um Parabéns em especial....



Boas, não é muito hábito meu escrever post sobre outros clubes, mas hoje vou abrir uma excepção. O Braga trabalhou e merece que todos os portugueses elogiem o 4º grande do Futebol Português.


Nos últimos tempos não me lembro de ter festejado tantos golos de outro clube excepto no mundial 2010 com a selecção.... ou duma equipa que joga contra o Benfica.


Eu deste jogo em Sevilha como o Braga só levava um vantagem de 1 golo para a 2ª Mão que se ia realizar em Sevilha eu já pensava que o Braga, ia levar um "abada" como se costuma dizer e quando o Braga marca aos 31 minutos eu gritei golo mas pronto depois veio o 2-0, etc..... depois lá vieram os golos do Sevilha, do Braga,.... e eles merecem isto e muito mais, pela primeira vez o Braga encontra-se na Champions e que desejo toda a sorte do mundo ao Braga e ao Domingos...


O Braga com esta grande vitória na eliminatória contra o Celtic e Sevilha por 2 vezes, afirma definitivamente o seu plantel, a equipa técnica.


Com isto o Braga ultrapassa claramente o Sporting, e encontrar bons jogadores não é?


O mercado ainda não foi fechado e o FCPorto deveria estar atento a Matheus, a Lima e a Sílvio que são óptimos jogadores...


Por Culpa de Domingos Paciência o Braga já se encontra entre os 3 grande; neste momento: ( FCPorto, SLBenfica, Sporting e SCBraga )


Na Champions: Força Braga!
Na Liga Europa: Força FCPorto!


PS I - Eu tenho um feeling e o meu feeling é que o Braga se vai sair muito melhor que o Benfica na Champions.... eheheheh


PS II - Também não aprecio lá muitos planteis com 17 brasileiros e 5 portugueses como neste caso o SCBraga.

PS III - Hoje abri uma excepeção ao Braga, porque é um clube português e que tem lá jogadores que já foram jogadores do nosso FCPorto e claro também um treinador neste caso Domingos Paciência que já jogou com a camisola do nosso FCP.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

F.C.Porto 0-1 Manchester United . O Fim do Sonho


assistência: 50.010 espectadores.

árbitros: Massimo Bussacca (Suíça), Matthias Arnet e Manuel Navarro; Sascha Kever.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Lucho «cap», Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Lucho por Mariano (31m), Rodríguez por Farías (63m) e Sapunaru por Tomás Costa (80m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Guarín e Andrés Madrid.
Treinador: José Gomes.

MANCHESTER UNITED: Van der Sar; O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Anderson, Carrick e Giggs; Cristiano Ronaldo, Berbatov e Rooney.
Substituições: Berbatov por Nani (68m) e Anderson por Scholes (77m).
Não utilizados: Foster, Neville, Evans, Tévez e Macheda.
Treinador: Alex Ferguson.

disciplina: cartão amarelo a Vidic (41m) e Evra (57m).

golos: Cristiano Ronaldo (6m).

Chegou o dia. Finalmente. Mais do que ansiedade, pelo jogo frente ao Manchester, é um sentimento de alívio. Logo mais, pelas 21.30, tudo estará acabado. De uma forma ou de outra. É que isto de ser adepto tem muito que se lhe diga. É uma confidência, em formato intimista. As grandes partidas, as decisões de eliminatórias, os adversários poderosos, funcionam como punhais espetados no meu, já depauperado, sistema nervoso. Sofrimento atroz, comum a muitos de nós, onde o coração bate mais veloz, vendo a bola aproximar-se com perigo das nossas redes…

Não sendo um jogo transcendente, é uma partida importante. Aliás, de enorme relevância. Depois de 2004, cinco anos decorridos, a Europa abriu a boca. De espanto. Esquecidos das proezas das camisolas famosas, ostentando as tradicionais listas verticais, com o azul acasalado com o branco, o Velho Continente mostrou-se, inicialmente incrédulo. O vigente campeão da Europa, o imperante campeão do Mundo, um dos clubes mais ricos do planeta, cedia perante o arreganho de um “pobretanas” vindo dos confins da Europa. Depois da surpresa, veio a admiração. E os elogios, em catadupa.

Porém, num qualquer gabinete com vista esplendorosa, um outrora jogador de renome, remoía mágoas passadas. Crédulo, sentia uma pontada de inveja, ao ler os louvores a jogadores que ele desconhecia. Repisava o que lhe tinham transmitido. Pesou o peso de ambos os clubes. Sorriu de desdém. O campeão luso teria que ser travado. Dentro ou fora do campo, mas não queria ter que, em Roma, a bela cidade repleta das obras dos velhos mestres italianos, entregar a Taça ao capitão de azul e branco. Dormindo mal, nos últimos dias, a ideia tinha passado a obsessão. Depois a pesadelo. Não confiando em absoluto no saber de Ferguson, nem acreditando em demasia nas qualidades técnicas dos rapazes de Manchester, começou a manobrar, à boa maneira siciliana, os meandros futebolísticos.

Assim, se forma subtil, fomos confrontados com erros arbitrais [o penalty sonegado a Hulk, em Old Trafford, enquadra-se na definição de “batota”, monsieur Platini] e com castigos cirúrgicos ao técnico azul e branco, coincidente com a recepção aos diabos vermelhos.

Sabendo isto, é com orgulho, que deveria ser escrito em letras garrafais, que vejo a minha gente, desde o anónimo sofredor adepto até ao vip mais emproado, continuamente a seguir, numa fidelização que escapa aos cânones racionas, o emblema do Dragão. Sabemos quem somos. E o que tivemos que trilhar, para chegar aqui.

O apito inicial do árbitro mostrou um Manchester United num 4-4-2- dinâmico. Carrick e Anderson como dupla de pivôs, permitindo depois um quarteto perigoso, bem aberto na frente de ataque. Giggs, pese a veterania, um perigo à solta no flanco esquerdo, com Ronaldo a procurar desempenhar o mesmo papel no lado oposto. E depois, um duo que equivalerá, por certo, a todo o orçamento portista. Carrick e Anderson [que saudades, miúdo], recuados no meio-campo, procurando servir de tampão naquela zona nevrálgica. Os red devils diziam ao que vinham. Para atacar. Sem contemplações.

O Porto apresentou-se ao seu público no esperado esquema táctico, resguardando-se do ímpeto inicial do adversário. A zona central, mercê da movimentação colectiva do campeão inglês, parecia tentadora, antevendo-se uma potencial exploração dos comandados de Jesualdo.

Mas, ironia do destino, foi precisamente por ali que surgiu o balde de água fria. Ronaldo, deambulando por áreas fora da sua zona de jurisdição, qual vagabundo milionário, puxou do galardão que o transforma no melhor do Mundo. Uma nesga de espaço, um pontapé portentoso e a estirada de Helton a revelar-se infrutífera.

Inverteram-se os papéis. Tal como na 1ª mão, era a equipa forasteira que se adiantava no marcador. O Porto não se desuniu, subindo as linhas, numa procura pela igualdade que, sabia-se, nos conferia o passaporte para o sonho.

É mais fácil dizê-lo do que fazê-lo. Rodriguez, que se juntava a Lucho e Meireles quando o Manchester atacava, era a imagem do inconformismo. O Porto apresentava-se perante uma tarefa hercúlea. Atacar, com agressividade, mas sem conceder espaços a opositores credenciados. Numa partida disputada taco-a-taco, com os espartilhos tácticos e as marcações cerradas a imperarem, perante o virtuosismo e o rasgo de imprevisibilidade, os Dragões quase só criaram perigo de bola parada. A equipa estava lenta, amorfa, sem a necessária criatividade.

Bruno Alves ainda fez sonhar o anfiteatro, quando desferiu remate similar ao que resultou em golo, frente ao Amadora. Pouco depois, na marcação de um canto, o capitão portista impôs-se nas alturas, rematando com perigo. Era pouco. Sentia-se que, desta forma, o Manchester manteria o controlo do encontro, sem grandes dificuldades.

Numa noite de chuva copiosa, parecendo que a abertura das comportas celestiais era uma espécie de castigo divino, El Comandante caiu. Lesionado. Mariano, imagem da abnegação, entrou para o seu lugar. O intervalo chegou, trazendo com ele a sensação de frustração. O azedume por, mesmo longe de repetirmos a exibição de Manchester, estarmos a perder com quem pouco mostrou. São estes os desígnios de um jogo que nos apaixona, vicia e alimenta.

A segunda metade foi uma espécie de cópia da primeira. Jogada com coração, mas faltando algo. Uma espécie de acendalha que alimentasse a revolta. O jogo tornou-se confuso, com algumas picardias. O ataque portista era feito com pulmão. Rodriguez ou Hulk. Colectivamente, estávamos manietados, incapazes de pressionar um adversário que se limitava a aguardar.

Jesualdo arriscou, fazendo entrar Farias, por troca com Cebola. O relógio avançava de forma inexorável, tornando-se o pior inimigo.

Olho, pela enésima vez, para o relógio. Faltam 4 minutos. Poucos. O nó na garganta teima em não desaparecer. 3 minutos. A bola ronda perigosamente a área de Van der Sar. A respiração fica suspensa, vendo o couro no ar, interrogando-me onde o mesmo cairá. A angústia é uma tortura. Física. Que me põe doente. Comemoro por antecipação, quando Licha remata em boa posição. É o desejo a falar mais alto. O guardião holandês sustêm o esférico.

2 minutos. Um breve suspiro de alívio, exalando o ar. Bola junto à relva, na nossa posse. Segundos cruciais, que se perdem. O apito do árbitro. Recomeça a partida. Cada investida adversária vista com fatalidade. Cada corte dos nossos comemorado em surdina, agradecendo a Deuses desconhecidos. Dentes cerrados. Acredito num milgare. Faço promessas patéticas. Quero a bola anichada nas redes. Quero comemorar.

1 minuto. Não consigo estar sentado. Tenho o estômago revolvido. Procuro engolir. Tarefa hercúlea. Dói-me tudo. O meu antídoto está ali, à distância de um apito. Praguejo, perante o olhar complacente da esposa. A placa com o tempo de descontos foi o motivo de nova explosão de cólera. O tempo avança, célere, como se troçasse de mim. De nós. De todos que comungam desta forma de vida.

Pareço um daqueles miúdos hiperactivos. Levanto-me. Vou até à varanda, olhos colados ao ecrã. Volto a sentar-me. Aliso a roupa. Passo a mão pelos cabelos, já em desalinho. “Caralho, o sonho não pode acabar assim”. O pensamento – o único pensamento – martela-me a cabeça. Acabou o tempo de descontos. O juiz, como se imbuído de uma tarefa inquisitória, prolonga até ao limite do suportável o desfecho da eliminatória. Não aguento. Fecho os olhos. Abstraio-me de todos os sons. Só me interessa aquele. O que nunca ouvirei. O bruáaaa da multidão enlouquecida, comemorando o empate.

PRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII. Não cedo à tentação. Recosto a cabeça. Deixo-me estar assim. É uma derrota amarga. Seria fácil baixar a cabeça e deixar o desespero invadir a mente. Mas não. Lutamos. Bravamente. Numa correlação de forças díspares, podemos afirmar, com orgulho, que caímos de pé. Com a cabeça bem levantada. Mostramos a nossa força. Assustamos muita gente. E isso, afinal, faz-me sorrir. E cantar…

Oh, meu Porto, onde a eterna mocidade
Diz à gente o que é ser nobre e leal.
Teu pendão leva o escudo da cidade
Que na história deu o nome a Portugal. Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto
Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós
Oh, campeão, o teu passado
É um livro de honra de vitórias sem igual
O teu brasão abençoado
Tem no teu Porto mais um arco triunfal
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto, Porto, Porto
Porto, Porto


Análise final: Será fácil cair na crítica negativa, face à real incapacidade demonstrada hoje pelos Dragões. Compreendo quem o faça. Eu não sigo por aí. Estivemos perto, bem perto, de alcançar um feito que, não sendo inolvidável, nos colocava bem perto do Olimpo. As derrotas, todas elas, trazem sempre algo de positivo atrelado. O Porto alegre, eléctrico, pujante e dominador, da semana passada, não subiu hoje ao relvado.

Pese o sabor amargo na boca, sinto que esta equipa, este plantel, este treinador, deram tudo o que podiam, prestigiando um emblema secular. Atravessado o pior momento da temporada, com a colecção de 3 derrotas consecutivas a colocar a equipa perigosamente à beira do abismo, a inflexão em alguns processos tácticos e o crescimento e maturidade adquirida pelos jogadores, colocaram os Dragões nos trilhos. De uma época que poderá ser histórica, com a conquista do tetra e da Taça.

Esta derrota mostrou, um pouco por todo o lado, a capacidade inigualável, em solo nacional, de um clube sempre debaixo de fogo. A luta briosa a que se assistiu, em 180 minutos, frente ao colosso inglês, ajudou a colar os fragmentados pedaços do orgulho lusitano, tão fragilizado depois de sucessivas campanhas desastrosas dos rivais lisboetas. Continuamos a ser respeitados na Europa. Pelo que somos. Platini suspirou, por certo, de alívio, ao receber a notícia da nossa eliminação.

Mas também ele, tal como muitos jornalistas da nossa praça, sente lá no fundo uma pontinha de admiração. Por quem apresenta, ano após ano, esta incrível capacidade de sobrevivência. Perdemos? Sim, é um facto. Mas obrigamos os milionários a vestirem a roupa de trabalho. Emudecemos, por dias, o riso fácil e bonacheirão de Ferguson, aburguesado no trono endinheirado em que se reformará.

E, mais importante, para o ano, lá estaremos. A jogar. E a fazer sonhar este imenso clã, uno na defesa do seu ideal. O futuro é já a seguir. E será azul e branco.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Manchester United 2-2 F.C.Porto . Ferguson que rico sorteio hein?!


assistência: --- espectadores.

árbitros: Konrad Plautz (Áustria), Bernhard Zauner e Armin Eder; Thomas Einwaller.

MANCHESTER UNITED: Van der Sar «cap.»; O’Shea, Vidic, Evans e Evra; Carrick, Fletcher e Scholes; Park, Rooney e Cristiano Ronaldo.
Substituições: Park por Giggs (58m), Scholes por Gary Neville (72m) e Evans por Tavez (72m).
Não utilizados: Ben Foster, Nani, Macheda e Eckersley.
Treinador: Alex Ferguson.

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Cissokho; Fernando, Lucho González «cap.» e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Raul Meireles por Tomás Costa (79m), Rodríguez por Mariano González (80m) e Tomás Costa por Madrid (90m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Sektioui e Farías.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: Cartão amarelo a Bruno Alves (75m) e Helton (90m).

golos: Rodríguez (4m), Rooney (15m) e Tevez (85m) e Mariano González (89m).


Se é verdade que o sonho comanda a vida do homem, então, deixem-me sonhar, porque quem, como o FC Porto, joga em Old Trafford, de olhos nos olhos, o jogo pelo jogo, ambiciosa, sem medos ou receios de qualquer outra espécie, e acima de tudo, sem mudar o seu esqueleto táctico de origem, o 4x3x3, como se estivesse a defrontar um qualquer menor oponente, tem naturalmente direito ao sonho e muito mais.

Nada ainda está ganho, é verdade, restam ainda 90 minutos de muito sofrimento, mas quem como eu, partilha desta paixão imensa, direi até que estúpida e mentalmente incontrolada e exacerbada, por este clube que tanto nos enche de orgulho, só tem mesmo é que acreditar nos “nossos meninos”, os verdadeiros e únicos fazedores de sonhos!

O poderio “bélico” do adversário, por sinal, apenas e só, os actuais campeões europeus e mundiais, era por demais conhecido e reconhecido, no entanto, não deixava de ser verdade que o FC Porto, nas 3 eliminatórias disputadas até hoje com os de Manchester, guardava melhores recordações, tendo saído vitorioso em duas delas (1977/78 e 2003/04) e eliminado por uma única vez (1996/97). Em jogos, 2 vitórias para cada lado e 2 empates.

Mas como o futebol jamais será considerada uma ciência exacta, para ser apenas e só, 11 jogadores que se perfilam de cada lado da barreira em busca do melhor resultado possível, muitas das vezes, uma luta titânica entre os “Davides” e os “Golias”, acabado o jogo com um empate a duas bolas, fica na retina, mais até que as soberbas exibições individuais de alguns dos “nossos meninos”, a clara e inequívoca demonstração de enorme qualidade dos comandados do Prof. Jesualdo Ferreira.

E porque falo neste último, não posso deixar de dizer que, na minha opinião, o Prof. Jesualdo Ferreira conquistou definitivamente o estatuto de treinador da «europa», deixando de ser apenas um bom treinador para consumo interno. Talvez, quero acreditar que sim, os erros cometidos no inicio das suas aventuras pela nata do futebol europeu, tiveram o condão de o obrigar a correcções basicamente do foro mental que lhe permitem hoje, mostrar outra tarimba mais própria de quem quer ser definitivamente considerado de «super» e com isso, perder o rótulo de «normal». Por todas as dificuldades que teve que vencer com um inicio de época para muito reflectir, para quem teve (e continua a ter!) que aguentar com a desconfiança da massa «assobiativa» que vê nele um limitado e pouco competente e lhe fez inúmeras vezes o enterro (alguém hoje se lembra de pronunciar o nome de um qualquer Carlos Azenha?), para quem teve que sozinho enfiar a vestimenta de justiceiro na praça pública na defesa do FC Porto, para quem (mais uma vez!) teve que ensinar e moldar desconhecidos à sua maneira e estilo (Fernando, Cissokho, Hulk, entre outros), peço desculpa pela ousadia das minhas palavras, mas pela minha parte, e porque estou à vontade para isso, porque nunca fui um seu adepto incondicional, apesar de há muito o respeitar e admirar, só quero deixar aqui registada uma palavra: Professor, muito obrigado!

Depois, Fernando, um “miúdo” enorme, imenso, simplesmente fabulástico com uma exibição de calibre europeu, para não dizer planetária… o “miúdo” secou literalmente tudo o que se mexia no seu raio de acção, ora a subir no terreno, a recuar no apoio à defensiva, a fazer inúmeros cortes no ataque adversário que a determinada altura, até perdia a conta, simplesmente, uma exibição FABULÁSTICA. Alguém mais se lembra do (peseteiro) Paulo Assunção?

Outro que merece uma nota de grande destaque, é Cissokho, mais um “miúdo” que ainda há 6 meses atrás, jogava na 2ª divisão de França, sem ninguém saber sequer da sua existência, com uma passagem por Setúbal de intermeio e hoje, a ver-se na alta rotação do futebol europeu, com as cores listadas do FC Porto. Sempre é verdade que os sonhos podem ser realizados, este, é mais um desses casos. E se pensarmos que não deixou em 90 minutos de futebol, o proclamado “melhor jogador do mundo” (como sempre digo e não me canso de repetir, um verdadeiro flop, com o selo de produto made by Mc Donald’s), pisar em ramo verde, direi que não é para qualquer um, dando ao mesmo tempo, um equilíbrio táctico à equipa que não existia antes da chegada deste.

Por fim, e para finalizar as minhas avaliações individuais, dizer que o Bruno Alves é, para mim, e demonstrou-o ontem mais uma vez com toda a sua classe, tranquilidade e sentido posicional, apesar do tremendo e enorme erro que deu origem ao golo do empate a uma bola para os da casa, um dos melhores centrais a nível mundial, com lugar em qualquer equipe de mundo. Só um Bruno Alves como este, suportaria nas suas costas, e da forma como o demonstrou inequivocamente ao longo de todo o resto do jogo, o erro que nestas competições, costumam ser catalogadas de «morte do artista». Bruno Alves, é enorme e tem o meu apoio a 101%. Quem nunca errou, que atire a primeira pedra…

Quanto ao jogo jogado, direi que a entrada do FC Porto em jogo, com muita maturidade e uma grande segurança, rapidamente colocou em sentido os de Manchester, que nitidamente, e como já vem sendo hábito, não nos pretendeu respeitar, quase que avisando de antemão, que este jogo, eram favas contadas… mais uma vez, saíram trocadas!!

Fruto desta entrada em jogo sem receios, como que jogando na Trofa, na Amadora ou em Vila do Conde, logo aos 4 minutos de jogo, Rodríguez fez balançar as redes para o FC Porto, inaugurando o marcador e levando ao rubro os cerca de 3.000 adeptos Portistas que se encontravam no Teatro dos Sonhos. Se já antes desse momento, Van der Sar se tinha mostrado a um remate de Lisandro, continuo mesmo depois do golo madrugador a mostrar atenção única, já que o jogo, tinha sentido único… e para surpresa, na direcção errada ao que seria suposto antes do jogo se iniciar.

Estava o jogo nesta toada, e eis que, Bruno Alves comete um erro gravíssimo e ao procurar atrasar a bola para Hélton, isola Rooney que perante Helton, fez o que se pede a um avançado, empatando a partida a uma bola. Pensar-se-ia que o FC Porto, a sua defensiva, iria tremer perante esta infelicidade de um dos nossos jogadores (mais uma! já noutros, tinha sido o Helton…), mas enganou-se redondamente, com o FC Porto a conseguir manter o domínio do jogo, ainda que a espaços, os da casa se abeirassem da nossa defensiva com maior frequência. O intervalo chegou com um empate a uma bola.

Para a parte complementar da partida, o Manchester tentou de certa forma “cair” em cima do FC Porto logo na entrada, mas foi sol de pouca dura, passe a expressão, pois rapidamente retomamos o controlo do jogo e continuamos no assalto à baliza adversária, demonstrando ao poderoso campeão inglês, europeu e mundial, que não estávamos ali para ver a banda passar, discutindo o resultado taco a taco e proporcionando um jogo aberto e entusiástico a todos os que o estavam a assistir, com ambas as equipas sempre na procura do golo e consequente vantagem no marcador.

Na passagem do quarto de hora, Helton mostrou que desta vez, não seria por ali que ia acontecer barracada, respondendo com duas fabulásticas defesas a uma fase de maior aperto dos da casa, segurando a igualdade e dizendo “presente” à restante equipa, que bem agradeceu.

Superada esta fase mais crítica de jogo, e com nova cavalgada para cima da defensiva de Manchester, passou Van der Sar a ser o inimigo público nr. 1 dos avançados portistas, Hulk e Lisandro, respondendo também “presente”, com defesas fantásticas a segurar a igualdade. Contudo, estes dois lances tiveram o condão de voltar a impor respeito e porque não até dizê-lo, medo aos da casa que rapidamente se procuraram agrupar e não partindo desenfreadamente para o ataque, descurando a sua defensiva que a qualquer momento, poderia ser desfeita, qual manta de retalhos, pelas diabrites do nosso tridente ofensivo, onde Rodriguez também participava muito activamente.

Quando já se aproximava o final da partida, o argentino Teves furtou-se ao aperto de Rolando, num lançamento de linha lateral, onde Rooney de calcanhar coloca a bola a jeito deste desfeitear Helton que nada podia fazer… estava colocada a injustiça no marcador, perante toda a demonstração de classe do FC Porto no terreno do todo-poderoso, Manchester United. Um autêntico balde de água fria!!!

Mas qual super-herói da BD, o FC Porto não se deu por derrotado e com 5 minutos de jogo ainda por jogar, não temeu, não vacilou, não esmoreceu, dando uma prova a todos os seus adeptos que com estes, podemos segui-los até ao fim do Mundo, porque mesmo que derrotados, nunca vergaremos sob o peso de uma injustiça, nem tão pouco nos deixaremos jamais de orgulhar dos nossos heróis.

A qualidade, a classe, a alma, a crença, a fé de Dragão, que move mundo e montanhas, ainda lá morava e pairava no Teatro dos Sonhos, onde uma vez, voltou a dar frutos em jeito de final feliz, quando Mariano, na queima dos 90 minutos de jogo, tal como em 2003/04, restabelece a igualdade a 2 bolas e assina a letra de ouro, este assomo de sem vergonha com que nos apresentamos em Manchester. Lisandro num último suspiro, pela direita do ataque, coloca a bola na área que vai de encontro ao tal mal-amado argentino, que perante Van der Sar, e quando parecia que a bola ia fugir de mal dominada, não perdoa e dá a estocada final nos «red devils». Foi o final perfeito, o sublime The End para os galácticos de Manchester!

Agora, ainda que partindo em vantagem para a segunda-mão a disputar no Estádio do Dragão no próximo dia 15 de Abril, haverá que recuperar energias, porque mais 90 minutos de sofrimento, muito sofrimento nos esperam a todos nós… uns, como eu, lá no meu Palco dos Sonhos, outros, acompanhando as incidências por outras vias, ainda que com o mesmo sentimento que a todos nos une embrionariamente e orgulha… os “nossos meninos” tratam-nos assim, que fazer?!

MELHOR DO PORTO: Sinceramente, deveria falar num colectivo que esteve perfeito, indomável, intratável, sem vergonha, sem medos, sem receios, com muita classe, categoria, grandeza e tantos quantos mais adjectivos para aqui sejam chamados, mas estaria a ser injusto comigo próprio, se não destacasse, um só que esteve um nadinha a mais acima de todos os restantes… esse, foi Fernando, o fabulástico Fernando… que jogaço, meu deus!!!

ADEPTOS DO PORTO: 70.000 ou 75.000 arrogantes ingleses que foram completamente abafados perante 3.000 fabulásticos adeptos do FC Porto que nunca em momento algum, abandonaram a equipa e a levaram ao colinho até ao supremo gozo do último minuto… o FC Porto é isto, estes adeptos, esta fé, esta crença, esta paixão, este orgulho, este gozo, este prazer, este orgasmo mental que nos tolhe o raciocínio… menos que isto meu caro, se não partilhas de todos estes sentimentos, bem que podes ser adepto do Nacional, GAYvotas ou Calimeros, porque do FC Porto, não serás concerteza! Como disse e repito: o FC Porto é isto!!!

RECADO: O meu recado vai direitinho para o papa-chiclas de Manchester, um tal a que muitos gostam de principescamente tratar por Sir Alex Ferguson, mas que de Sir, não tem nada, senão a habitual arrogância e petulância do ser invejoso e malcriado que pensando ter um killer-instinct de mestre dos mind-games, mais parece um anormal que não sabe o que diz, o que faz, o que pensa. Agora meu caro, continuas ainda a soletrar que o FC Porto “compra títulos no supermercado”? continuas ainda a soletrar que só foste de patins em 2004/05, porque “foste roubado em casa”? Como muitos outros que se julgam “specials”, também tu não passas de um verme rastejante, porque ontem, quem mostrou e demonstrou medo e receio, foste tu, unicamente tu, quando com pavor do nosso herói da BD, um tal de Hulk, apenas e só um jogador em onze de campo, porque o futebol é e sempre será um jogo de equipa, mudaste sistemas de jogo, mudaste jogadores, mas esqueceste-te de 2 detalhes muito importantes: o orgulho de um clube como o FC Porto, a quem nunca nada foi dado ou oferecido, mas sim, apenas e só, conquistado com muito sangue, suor e lágrimas, mas também, porque o tal Hulk, é apenas um entre onze, e foram esses tais outros dez que te fizeram no final do jogo, corar de vergonha e engolir a chicla em seco. Tal como a outros a quem vou mantendo o meu ajuste de contas diário (porque será que me lembrei ontem dele? onde será que ele terá visto o jogo? na tv?), a ti, também o vou mantendo actual… no dia 15, voltaremos a falar do assunto.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Arsenal 5-0 F.C.Porto . Em Londres tudo é assim


assistência: 59.661 espectadores.

árbitros: Franck De Bleeckere (Bélgica), Peter Hermans e Walter Wromans; Serge Gumienny.

ARSENAL: Almunia «cap.»; Sagna, Campbell, Vermaelen e Clichy; Song e Diaby; Rosicky, Nasri e Arshavin; Bendtner.
Substituições: Rosicky por Eboué (57m), Nasri por Denilson (73m) e Arshavin por Walcott (76m).
Não utilizados: Fabianksi, Eduardo, Silvestre e Traoré.
Treinador: Arsène Wenger.

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves «cap.» e Alvaro Pereira; Nuno André Coelho, Rúben Micael e Raul Meireles; Varela, Falcao e Hulk.
Substituições: Nuno André Coelho por Rodríguez (46m), Rúben Micael por Guarín (75m) e Varela por Mariano González (75m).
Não utilizados: Nuno, Belluschi, Maicon e Miguel Lopes.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

golos: Bendtner (10, 25 e 90m, g.p.), Nasri (63m) e Eboué (65m).

disciplina: Cartão amarelo a Falcao (24m), Vermaelen (38m), Bendtner (44m), Alvaro Pereira (58m) e Fucile (89m).

O final de tarde, ou se quiserem, o principio da noite no Emirates Stadium, ali para os lados da fria e cosmopolita, Londres, tinha tudo para dar certo na ‘pátria do futebol’, na tão desejado por muitos, mas jogada por muitos poucos, a Liga dos Campeões, tão só, a prova do rainha futebol europeu.

Para defrontar os gunners comandados por Arsene Wenger, um FC Porto ferido de ‘morte’, depois de duas consecutivas desilusões internas, ainda para mais, num notório e evidente decrescendo galopante de atitude, raça, vontade e querer.

Ainda o relógio apontava para uns quase 60 minutos em falta para o início da partida, quando recebi o sms ameaçador... Nuno André Coelho nos onze. Surpresa total, misto de ansiedade, misturada com suores frios. Previ de imediato o pior. Agora passado o desatino, infelizmente, não me enganei um pouco!

Mais uma vez, voltamos a sair do Emirates Stadium com uma humilhação de ‘mão cheia’, e de calculadora na mão. Estava visto o que iria acontecer, este ‘actual’ FC Porto, mais não é do que uma manta de retalhos, sem soluções ou opções, e com muita mágoa, digo-o com todas as letras, não mais me consigo olhar ao espelho na vã esperança de me enganar a mim próprio.

O Prof. Jesualdo Ferreira, o ‘meu’ treinador, o ‘nosso’ treinador, entrou definitivamente numa espiral de erros, se calhar diria mais, estará agora, provavelmente, a pagar por um excessivo curvamento do «yes-man», qual colete de forças, do qual não consegue encontrar uma saída.

Não gosto, nunca gostei, nem nunca me ouvirão a bater ‘unicamente’ no ceguinho, volto a dizê-lo, porque tão só não tenho memória selectiva, nem tão pouco sofro de indícios de alzheimer. O ‘meu’ treinador’, que o é ainda até este momento, fez das tripas coração em consecutivas épocas desportivas, deu-nos muitas alegrias, deu-nos conquistas, defendeu-nos com unhas e dentes… e por tudo isso, terá sempre o meu eterno agradecimento e respeito. Nenhum outro, tenho a firme convicção, teria feito melhor, nenhum, mas adiante. Mas como em tudo na vida, há ciclos que se abrem, outros que se fecham. Este, admito, terá forçosamente que se fechar, e a vida continua.

Depois, como disse e muito bem um dos jogadores do Arsenal no final do jogo, o FC Porto foi literalmente envolvido na teia do Arsenal. Todos estaríamos conscientes disso, que tal poderia acontecer, mas fica no ar a ideia de que não o soubemos estudar na perfeição. A prova provada, foi a tal inclusão de Nuno André Coelho numa zona nevrálgica do terreno, onde desde o primeiro minuto, os da casa, fizeram gato sapato, jogando a seu belo prazer, vendo-se o ‘miúdo’ permanentemente perdido sem saber para que lado se virar ou se posicionar. A missão que lhe foi entregue, erradamente (!), foi ingrata, demasiado ingrata.

Se no banco há óbvia responsabilidade nesta entrada e respectivo posicionamento, eu, "culparia" ainda mais Raul Meireles e Ruben Micael, que não tiveram a capacidade de ver que o ‘miúdo’ estava a recuar demasiadas vezes para a zona central do centrais, razão pelas quais deveriam ter tido o cuidado, que não tiveram (!), de encurtar as linhas. Foi por ali que começou todo o descalabro…

Depois, ando a pregar no deserto há muito, mas se calhar sou apenas eu que vejo mal, mas não quero crer. A inclusão de Hulk nos onze titulares. Sem rotinas, sem entendimento, sem velocidade. Vontade muita, é certo, mas não chega. Se fosse isso, o Mariano bastaria. Em face do andamento do jogo, porque não guardar Hulk para o momento mais talhado para o seu futebol, em que ele entraria com tudo, sem se poupar, a esforços? Jogar sem Hulk, num tipo de jogo mais de contenção, aproveitando a vantagem que traziam seria mais inteligente, é verdade que um golo ajudava a tarefa ao FC Porto, mas sofrer nunca era uma boa premissa.

O resultado, pois esse, para quem o viu, não foi completa surpresa, e como na outra, voltou a ficar nesta a sensação que se preciso fosse, mais ainda seriam. Logo ao 2-0, o Arsenal começou com o seu jogo, tranquilo, com posse de bola e em que o ataque faz simplesmente maravilhas com a bola. Mas alguém tinha dúvidas que o assim iria ser?

No meio de tudo isto, voltei a gostar do Falcão, de um Hélton que segurou até quando pode o descalabro, e por fim, Cristian Rodriguez que fez espevitar o ataque durante o período inicial da segunda parte, para depois, também ele, acabar a ver-se envolvido na teia montada pelos gunners.

Tudo isto somado, nos últimos 3 jogos, 10 golos sofridos, apenas 2 marcados, 2 derrotas, 1 empate, (anunciado?) adeus ao título nacional e borda fora da Liga dos Campeões, com tamanho estrondo.

Perdemos e perdemos bem. Agora, e com o presente, é meu entendimento estar na hora de preparar o futuro, com uma nova equipa técnica, com novas ideias, com uma nova mentalidade, mas sobretudo, se calhar, (muito!) menos do estilo «yes-man», mais ambiciosa e que o possa transmitir a jogadores, adeptos e simpatizantes, recuperando a nossa mística de ‘Dragões’, que parece perdida algures num beco qualquer sem saída.

Termino esta triste viagem, relembrando o ditado popular, que para bom entendedor, meia palavra concerteza bastará: "o único erro de verdade, é aquele com o qual não aprendemos nada"... ou melhor ainda, "errar é humano, colocar a culpa num só, já é estratégico". Eu, fico-me pela primeira, pois essa, é muito, mas muito mais próxima da "realidade" da verdade!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

F.C.Porto 0-1 Chelsea . Não foi mau


assistência: 38.410 espectadores.

árbitros: Jonas Eriksson (Suécia), Fredrik Nilsson e Mathias Klasenius; Martin Ingvarsson.

FC PORTO: Beto; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Belluschi e Raul Meireles; Varela, Falcao e Rodríguez.
Substituições: Varela por Hulk (60m), Belluschi por Guarín (71m) e Sapunaru por Farías (79m).
Não utilizados: Nuno, Valeri, Maicon e Tomás Costa.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

CHELSEA: Cech; Ivanovic, Ricardo Carvalho, John Terry «cap» e Zhirkov; Mikel; Ballack, Deco, Malouda; Anelka e Drogba.
Substituições: Ballack por Essien (68m), Deco por Joe Cole (76m).
Não utilizados: Turnbull, Kalou, Alex e Belletti.
Treinador: Carlo Ancelotti.

disciplina: cartão amarelo a Fernando (50m), Ballack (58m) e Raul Meireles (79m).

golos: Anelka (69m).

Jogo a feijões. Há-de ser assim, de forma bem depreciativa, que alguns se referirão a este jogo da Champions. Ora, logo à partida, de forma implícita, não existem jogos a “feijões” na mais milionária e elitista prova de clubes a nível europeu. Dinheiro. Prestígio. Fama. São factores que, individual ou em conjunto, aferem bem a importância e grandeza da competição. E este Porto-Chelsea já se tornou um jogo de tradição, seguido por milhões, no velho continente.

Desde logo, pelo histórico recente em ambos, marcado de forma indelével pela passagem de um treinador que não deixa ninguém indiferente. José Mourinho une, de forma siamesa, ambos os clubes que fazem do azul a cor do seu equipamento. Para além desse motivo, os confrontos recentes, na referida prova, transformam este duelo luso-britânico num clássico instantâneo.

Mas pronto, temos que sorrir, de forma benevolente e algo paternalista, quando tentarem, os mesmos de sempre, depreciar a partida. Ele é o Lampard, que não veio, ou o Bosingwa, que está lesionado. Ele será a chuva miudinha, que arrefeceu espíritos, ou o vento cortante, que impediu a realização da partida nas melhores condições. Ou o estado da relva, ou a convergência de Saturno e Plutão no mapa astral. Ou outra coisa qualquer, que tudo serve, a mentes mais criativas, para procurar demonstrar que o mais lídimo embaixador do futebol tuga se encontra noutras paragens. Mas não. É aqui, no Dragão, que habita a ÚNICA equipa portuguesa que orgulhosamente serve de embaixador, além-fronteiras, do futebol nacional. A ÚNICA, aliás, que tem dimensão europeia.

Nada que o apito inicial, logo após o fim da melodiosa música que serve de mote a feitos épicos, não afaste do pensamento. É o Porto que lá está, usufruindo e bem do direito de participar, juntamente com os melhores, numa prova que provoca inveja e urticária a tantos outros.

A constituição do onze inicial trouxe uma surpresa. E das grandes. Não me refiro à colocação de Helton na bancada, castigo tremendo para o brasileiro, relegado de um momento para o outro para fora do lote de convocados. A estreia de Beto já era conhecida. Jesualdo, mantendo o habitual 4-3-3, trocou um dos protagonistas ofensivos. E logo quem. O super-herói, Hulk, que cedeu o seu posto ao regressado Varela. Surpreendente? Sim. E não. Sim, porque o brasileiro é uma arma de destruição maciça. Parece conter apenas pólvora seca, esta temporada, mas os seus raides regularmente provocam pânico entre as hostes adversárias e ajudam a criar desequilíbrios. Não, porque o mau momento de forma do agora internacional canarinho justifica amplamente a tomada de decisão do técnico portista.

Varela, regressado de uma lesão, aparece na equipa, depois da titularidade na fatídica derrota em Braga. Ocupando a faixa direita, o antigo jogador do Amadora aportou algo à equipa. Uma maior contenção táctica, permitindo que o meio-campo azul e branco, face ao 4-4-2 adversário, mantivesse um equilíbrio enorme nas tarefas defensivas e de recuperação de bola.

Foi um Porto inteligente, na abordagem da partida, encarando-a com cautelas, face ao poder do opositor, mas não deixando de ter em mente que uma vitória abriria a possibilidade de obtenção do 1º posto no grupo. Com Belluschi a trazer criatividade e fantasia, nas transições ofensivas, o sinal de maior pendor atacante teve sotaque british. Lá na frente, a dupla Drogba e Anelka, extremamente dinâmica, procurava capitalizar o fulgor de outros jogos.

Sapunaru, lateral-direito romeno, sofreu as agruras de apanhar o francês pela frente, facilmente ultrapassado em regulares ocasiões. A coesão defensiva, no entanto, supria as lacunas existentes, permitindo que o perigo não incomodasse o neófito na guarda das redes portistas. Com o grosso da batalha a realizar-se no centro do terreno, o recuo portista era notoriamente estratégico, visando amparar os golpes do adversário e, se possível, efectuar venenosos contra-ataques, apanhando o Chelsea desprevenido.

O momento alto da primeira metade aconteceu, precisamente, num lance desses, marcava o relógio a meia hora jogada. Transição rápida de contra-ataque, com Varela a assumir o protagonismo, conduzindo o esférico até junto da área dos londrinos, endossando depois a bola para o remate pronto de Belluschi. Fora da área, o argentino encheu o pé, de forma sublime, rematando com violência à trave da baliza do gigante Cech. Gorava-se assim, de forma azarada, a melhor ocasião de golo da partida.

Várias ilações podiam ser tiradas ao intervalo. A postura pragmática do Porto, controlando os espaços, tapando os caminhos para a sua baliza, transfigurando bastas vezes o esquema num 4-4-2 quando Varela fechava na direita, impedindo as progressões de Malouda, tinha sido suficiente para emperrar a maquina trituradora londrina.

Pese esse facto, Jesualdo viveria um dilema. Manter a esquematização, aguardando por novo e esporádico lance de desequilibro, ou procurar ser mais assertivo na procura do golo?

O decano treinador optou pela segunda. Efectuou a troca de Varela por Hulk. E sofreu, quase de imediato, o golo que sentenciou o jogo. Existe relação causa/efeito entre a substituição referida e o golo do Chelsea? Parece óbvio que sim. O maior pendor ofensivo de Hulk empurra naturalmente a equipa para um ataque mais desenfreado. Não é coincidência que o lance do golo tenha surgido, precisamente, no flanco anteriormente guardado de forma racional por Varela. Zhirkov e Malouda trabalharam, perante a ausência de pressão, para a finalização mortífera de Anelka.

Parecia o velho lugar-comum da “manta esticada”, destapando um local para cobrir outro. A procura pela vitória – de louvar – custou a coesão táctica existente. A alteração na sincronização do flanco originou um castigo demasiado pesado. O Porto não baixou os braços. Jesualdo mexeu na equipa. E fê-lo bem.

Recuou Fernando para o posto de lateral-direito, posição que o brasileiro já não estranha, encostando Hulk na direita no meio-campo, deixando lá na frente Falcao, acompanhado por Farias. O mais convencional 4-4-2 quase resultava. Mantendo uma racionalidade digna de elogios, a equipa portista procurou sempre o melhor caminho para a obtenção do empate, evitando recorrer ao desespero das bolas bombeadas aleatoriamente para a área. Ele esteve perto. Várias vezes, com o Chelsea encostado às cordas. Foi uma reacção honrosa, mostrando predicados que fazem acreditar num futuro mais risonho.

Análise final: Não existem vitórias injustas. O futebol é terrivelmente simples. Ganha quem marca mais do que o adversário. Sendo esta a regra basilar de toda a sua estrutura, quem ganha fá-lo, por isso, com mérito. E o Chelsea foi engenhoso, na sua obtenção. Uma equipa temível, que funciona como um harmónio, onde cada elemento, de inegável capacidade técnica, sabe o que fazer. Quando fazer. E porque o faz. Felizmente, não existem muitos adversários assim. A mais forte equipa inglesa da actualidade venceu os dois jogos com os pupilos de Jesualdo, mas sempre com enorme dificuldade e pela margem mínima. Será um ténue orgulho afirmá-lo, mas comprova igualmente a capacidade competitiva deste Porto, ao mais alto nível.

Melhor do Porto: Gostei de Belluschi. Pelo menos, enquanto o argentino aguentou, fisicamente. E foi pouco tempo. Ponto prévio. Este compatriota de Lucho é um médio de inegáveis capacidades técnicas. Preciosas, no contexto actual do plantel portista, conferindo habilidades que não existem no lote actual de centro-campistas. Procurou ser o pêndulo, nas transições, participando no colete-de-forças implementado na zona central, asfixiando os médios ingleses, mas mantendo sempre a objectividade de procurar lançar perigosamente os ataques. Varela merece, igualmente, uma palavra elogiosa. Não tanto pelo papel activo que se esperaria nos lances ofensivos, mas pela preciosa ajuda ministrada nas tarefas defensivas. Finalmente, Meireles. O médio, ainda não atingindo a bitola esperada, vem trepando degraus na consolidação do seu jogo. Mais sereno, recuperado fisicamente do desgaste que ostentava, tem aparecido com maior regularidade no apoio à linha ofensiva.

Arbitragem: Nada a apontar, apesar de alguns irritantes exageros, na parte final da partida, pactuando com as teatralizações dos jogadores do Chelsea.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

F.C.Porto 2-0 Arsenal . E estamos em 1º lugar no grupo



assistência: 37.602 espectadores.

árbitros: Kyros Vassaras (Grécia), Dimitris Bozatzidis e Cristos Gennaios; Michail Koukoulakis.

FC PORTO: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap»; Lucho, Fernando e Raul Meireles; Lisandro, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Lucho por Tomás Costa (78m), Rodríguez por Mariano (78m) e Hulk por Guarin (87m).
Não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Sektioui.
Treinador: Jesualdo Ferreira.

ARSENAL: Almunia «cap»; Eboué, Gallas, Djourou e Silvestre; Ramsey, Denilson, Song e Diaby; Vela e Bendtner.
Substituições: Ramsey por Wilshere (59m), Diaby por Gibbs (59m) e Song por Randall (78m).
Não utilizados: Fabianski, Hoyte, Mérida e Simpson.
Treinador: Arsène Wenger.

disciplina: cartão amarelo a Lucho (50m) e Eboué (51m).

golos: Bruno Alves (39m) e Lisandro (54m).


A feijões. Este Porto-Arsenal, pelo apuramento atempado de ambas as equipas, não tinha nenhuma carga emotiva associada. Sim, os mais puristas dir-me-ão que haveria. A vingança. Impressa a fogo, na mente de todos os apaniguados portistas, ainda e sempre aquela tenebrosa noite em Londres. Um Arsenal galáctico, humilhando a seu bel-prazer uns rapazes vestidos com as cores portistas.

Se há algo que aprendi há muito, é que não existe vingança no futebol. Os factos são imutáveis. Perdemos 4-0 na capital inglesa. Ponto. Uma vitória, hoje, no Dragão, nunca mudaria isso.

Não estava nada então em jogo, nesta Liga dos Campeões que ainda não entrou na sua fase decisiva? Estava. Dinheiro. Muito. Prestígio. Algum. E o 1º lugar do grupo.

O Arsenal, mais preocupado com outras lutas, deu descanso a alguns titulares. Importantes. Fabregas, o miúdo-maravilha de Espanha. Adebayor, o orgulho do Togo, avançado mortífero como poucos. Van Persie, cuja juventude esconde a perigosidade do seu futebol rectilíneo. Walcott, a nossa besta negra, a contas com uma lesão.

Nunca escondi que sou um fã da Premiere League. Pela competitividade. Pelo sentido notável de espectáculo. Pelo entusiasmo contagiante de um público que nunca regateia apoio às suas cores. E, desde há muito tempo, os gunners de Londres, sob a batuta de Arsene Wenger, assumiram no seu código genético algo mais do que o desiderato da conquista dos 3 pontos. Jogar bem. Um sentido de diversão, aliado a uma mecanização que os torna uma equipa excitante, na forma como deambulam pelo relvado.

Foi pois, sem surpresas, que o Dragão assistiu a um Arsenal descomplexado, com personalidade própria, capaz de manter a bitola exibicional elevada, criando uma teia que tolhia os movimentos do meio-campo azul e branco.

Os pupilos de Jesualdo, com três retoques na equipa principal, relativamente ao jogo de Setúbal [entrada de Pedro Emanuel para o lado esquerdo da defesa, e de Lucho e Meireles no regresso às posições no centro], sentiram enormes dificuldades, nos minutos iniciais, para se libertarem do espartilho táctico tecido laboriosamente por Wenger.

Com Silvestre adaptado ao lado esquerdo da defesa, mas apoiando de forma regular os movimentos ofensivos da equipa inglesa, os gunners beneficiavam da enorme mobilidade de Ramsey [atenção a este miúdo, contratado esta temporada por uma verba quase obscena, atendendo à idade do petiz], de Vela e de Bendtner para jogarem paulatinamente no último terço do terreno.

O Porto, sem posse de bola, não se desconjuntou. Apercebeu-se que, com os seus tradicionais homens da frente, poderia aproveitar a aparente arrogância britânica. Começou a incomodar, através das diagonais habituais de Lisandro e Hulk, mas dando sempre a ideia de que privilegiava a solidez defensiva, defendendo bem próximo da sua área, incapaz de efectuar uma pressão que lhe permitisse fazer aquilo que mais gosta: roubar bolas e lançar contra-ataques velozes e letais.

E assim, o público presente na gélida noite da Invicta foi assistindo a um jogo interessante, mas sem ocasiões de golo. O Arsenal, tendo a bola, não as criava. O Porto, sem ela, vivia apenas dos comuns raides de Hulk, esticando o jogo até à área de Almunia. Com Lucho, Meireles e Fernando afadigados no acompanhamento dos movimentos de Denilson [produto Made in Brasil, na mesma Selecção de Sub-17 onde Anderson brilhou], de Song e Eboué, os dois sistemas de jogo, antagónicos nas concepções, encaixavam como um puzzle bem montado.

Quando assim é, convencionou-se afirmar que apenas um facto aleatório pode modificar a face do jogo. Ele aconteceu, aos 39 minutos. Canto, do lado direito, cobrado exemplarmente por Raul Meireles. E, como acontece ciclicamente, Bruno Alves a aparecer, de forma imperial, cabeceando com mestria. Estava inaugurado o marcador. Um golo destinado a alterar radicalmente o tabuleiro do jogo. Como comprovou a segunda metade.

Aparentemente, no regresso das cabines, tudo estava idêntico. Aparentemente. O Arsenal, com a falsa sensação de ser o dono e senhor da partida, goleando na posse de bola. E o Porto defendendo com afinco. Mas algo tinha sido modificado. A agressividade. A pressão. A velocidade na transição defesa/ataque.

Três mudanças. Suficientes para dinamitarem totalmente a dinâmica da partida. O Porto foi quase perfeito na adopção da táctica. Lisandro, um predador à solta, neste tipo de futebol, mostrou qual era o caminho. O da violação das redes adversárias. Um soberbo passe de Fernando, isolando o argentino na direita e este, com uma frieza glacial, a fuzilar Almunia. Estava feito o segundo, com Jesualdo a sorrir, ao de leve, no banco.

O Porto tinha, aos 55 minutos, o jogo ganho, o grupo vencido e o adversário aos seus pés. E é aqui que entra o quase perfeito. O Arsenal ficou à mercê. Inteiramente. Preso naquele limbo que o obrigava a atacar, minimizando os estragos, sabendo de antemão que abriria espaços convidativos junto da sua área. Mas na matriz de jogo dos ingleses apenas a palavra ataque aparece sublinhada. O Porto foi então coleccionando oportunidades soberanas de golo. Uma. Duas. Três. Quatro. Adiando o KO. Desperdiçando a oportunidade de humilhação.

Rodriguez, por duas vezes, pareceu um demónio à solta. Uma verdadeira seta apontada à baliza, fazendo alarde de uma velocidade supersónica, pecando no capítulo final: o da finalização. Desenhos geométricos de enorme beleza, estilhaçados no último remate.

Foi pena. Apenas por isso. Um resultado mais volumoso seria, indubitavelmente, mais prestigiante por essa Europa fora. Mas foi o suficiente para terminar a prova com um saldo francamente positivo. 12 pontos. 4 vitórias. 1º lugar no grupo. Chega, não vos parece?

Sem embandeirar em arco, com nova vitória, existe a sensação de dever cumprido. Não com brilhantismo, mas com pragmatismo. Continua actual a máxima de Jesualdo. “Não somos os melhores do Mundo. Mas também não somos os piores”. Podemos [e devemos] fazer mossa, nos oitavos. Sem medos. Sem tolhimentos morais. Sem reservas mentais.

Melhor do Porto: Difícil escolha. Hulk esteve mais complicativo na resolução dos lances, primando por alguma ingenuidade na definição das jogadas. Rodriguez compilou no mesmo manual as suas duas faces. Inconformado, agressivo, dinamitou os flancos, cumprindo na perfeição o papel que Jesualdo lhe destinou. Mas falhou. Redondamente. Duas oportunidades supremas, desperdiçadas ingloriamente. Lucho, melhor fisicamente, aparecei amiúde na zona de finalização, tendo nos pés um ensejo flagrante. Recuperado animicamente, foi um apoio importante na luta no meio-campo. Lisandro, como peixe na água, mostrou que mantém intactas as suas qualidades, apesar da novela da renovação do contrato. Franco-atirador, deixado para trás nas linhas inimigas, semeou o pânico por variadas vezes. Foi feliz numa. De forma merecida. Perfeito na leitura do jogo, merece o título de MVP da partida.

Arbitragem: Sem mácula. Nunca quis ser protagonista, deixando o jogo fluir, intervindo apenas quando necessário.

***
Arsene Wenger tem um aspecto sisudo. Alto, magro, de carnes secas, ostenta um ar sempre fleumático, confundível com um nativo das Ilhas Britânicas. Profissional, destila futebol por todos os poros. Não recebe, de ninguém, lições sobre a arte de bem jogar. Mas, mesmo assim, vive amargo. Falta-lhe algo. Que lhe foge, ano após ano. A Champions, tão brilhante, tão bela, tão sedutora. Já se imaginou, inúmeras vezes, a erguê-la. A sentir o seu peso. A ver a sua imagem reflectida no metal. Por vezes fecha os olhos, sonhando com o dia em que a terá na sua posse. E ri, incapaz de discernir a ténue linha que separa a fantasia da realidade. Hoje, no Dragão, despertou desse “sono da ilusão”. Bateu estrepitosamente com os pés na terra. Acorda, Arsene, nunca a terás nas tuas mãos. E os “olés” de hoje funcionaram, mais do que tudo, como aguilhões cruéis nessa tua bonomia francesa.

Possiveis adversários para o sorteio dos oitavos-de-final no dia 19Dez08:
Inter de Milão, Lyon, Chelsea, Villareal, Real Madrid ou Atlético de Madrid.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Isto é que foi ... até ja estou a sentir o sabor aos Oitavos!


assistência: --- espectadores.

árbitros: Alberto Undiano Mallenco (Espanha), Fermin Martinez Ibanez e Roberto Alonso Fernandez; José Luis Parada Romero.

Fenerbahçe: Volkan Demirel; Gokhan Gonul, Yasin Çakmak, Edu Dracena e Roberto Carlos; Josico e Emre; Deivid, Alex «cap.» e Ugur Boral; Guiza.
Substituições: Emre por Kazim Kazim (46m) e Gokhan Gonul por Burak Yilmaz.
Não utilizados: Babacan, Vederson, Bilgin, Turaci e Maldonado.
Treinador: Luis Aragonés.

FC Porto: Helton; Fucile, Rolando, Bruno Alves e Pedro Emanuel «cap.»; Fernando, Tomás Costa e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Hulk e Rodríguez.
Substituições: Tomás Costa por Guarin (61m), Rodríguez por Mariano Gonzalez (74m) e Hulk por Pelé (79m).
Não utilizados: ...
Treinador: Jesualdo Ferreira.

disciplina: Cartão amarelo a Emre (25m), Fernando (32m), Yasin Çakmak (38m), Ugur Boral (72m), Edu Dracena (86m) e Gokhan Gonul (90m).

golos: Lisandro Lopez (18 e 28m) e Kazim Kazim (63m).
Terminado o jogo, de imediato me lembrei das campanhas de total intoxicação levantadas por alguns «colunáveis» da imprensa escrita e falada, mas não só, pois pela blogosfera, os «anónimos» que corroboravam essa tese e se tinham também eles transformado em arautos da desgraça, eram mais que as mães, tendo-se até chegado ao expoente máximo do ridículo ao catalogar, como se fosse a mais pura e cristalina verdade, que este (actual) plantel seria o “pior” dos últimos 10 anos… a esta hora, todos esses e os outros que os acompanharam nesses dislates verbais, só podem mesmo é caminhar sobre as pedras da calçada, de cabeça cabisbaixa e o rosto coberto de vergonha.

O tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, chegou a Istambul, decorridas que estavam 4 jornadas da Liga dos Campeões, com a possibilidade de carimbar de imediato os objectivos mínimos, a taça UEFA… em caso de vitória, e com a ajuda do Arsenal a conseguir igual resultado na recepção ao Dínamo Kiev, a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões ficava automaticamente assegurada. Assim dito, assim conseguido.

O tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, acabou por vencer o Fenerbahçe por 1-2, com Lisandro Lopez a bisar na partida ainda na 1ª parte, tendo o golo turco sido obtido por Kazim Kazim a meio da 2ª parte, não mais se alterando o resultado até final do jogo.

Provou-se, mais uma vez, que no balneário do tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, ainda mora a atitude, a raça, a crença, a forma de estar e sentir o clube, o jogar à Porto, mesmo quando não se está bem, de todos aqueles jogadores. Não são os melhores do mundo… mas (para mim) jamais serão os piores do mundo e arredores! Para mim, aqueles ou outros, serão sempre os melhores, basta serem e equiparem com as cores do (meu) FC Porto!

Mas não posso deixar de aqui lançar um ALERTA à nossa SAD para um caso paradigmático de um jogador que transporta toda a «raça» de jogar à Porto. Seu nome: LISANDRO LOPEZ. Este rapaz, enquanto jogador, tem tudo o que o FC Porto tem enquanto clube. Tem raça, tem espírito de sacrifício, tem alma, tem mística, tem crença, defende, ataca, cria, destrói, recupera, avança, cerra os dentes, come a relva, e contudo, não deixa de ser tristonho o modo de festejar nos últimos tempos, os golos que marca, procurando conter-se, quiçá até, em sinal de protesto (sempre silencioso). Outros, com menor carácter, aproveitariam estas oferendas e fá-lo-iam de outra forma menos, muito menos simpática… este, fá-lo, jogando sempre cada vez mais, com mais alma, com mais raça, com mais atitude, para o clube e adeptos, mas sempre à Porto.

Não sou um crítico da SAD, nunca fui e nunca serei, mas não é por isso que deixo de pensar que tudo o que é feito, bem feito é. Por isso, e de uma forma muito construtiva (repito, construtiva!), deixo aqui apenas uma pergunta no ar, em jeito de provocação: de que espera a nossa SAD para renovar o contrato e pagar a este jogador, aquilo que ele merece?

Por fim, e até porque estou completamente à vontade para o dizer e assumir, porque quem me conhece, sabe muito bem que nunca morri de amores pelo nosso treinador, o Prof. Jesualdo Ferreira, esta vitória, esta passagem pelo 3º ano consecutivo aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, esta chapada com o punho bem cerrado, dedico-a à pessoa mais atacada, mais insultada, mais caluniada dos últimos tempos, dentro do (meu) FC Porto… ele próprio, o (meu) treinador, o Prof. Jesualdo Ferreira. Enquanto cá estiver, para o bem ou para o mal, será sempre o meu treinador e apesar das minhas criticas enquanto «treinador de bancada», umas vezes justas, outras totalmente injustas, nunca deixarei, nas horas más, de lhe prestar o meu apoio incondicional e inequívoco!

Agora, vamos mas é ao jogo que é disto que o meu po(b)o gosta. O tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, entrou em campo com o onze esperado, dadas as ausências certas de Sapunaru por lesão e Lucho por castigo. Pedro Emanuel ocupou a faixa esquerda da defesa, derivando Fucile para a direita, cabendo a Tomás Costa, fazer o papel de Lucho a meio campo.

Iniciado o jogo e ao longo do mesmo, tacticamente, o tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, esteve irrepreensível, com uma enorme pressão a meio-campo, não deixando o adversário sequer ultrapassar a linha de meio-campo e com isso, obrigando a perdas consecutivas de bola em zonas de perigo na defensiva adversária. Muito inteligentemente, o tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, foi aproveitando essas deixas para se aproximar com muito perigo da baliza contrária ao longo de todas a 1ª parte, criando diversas oportunidades de perigo iminente.

Eis que à passagem do 19º minuto, em consequência de um pontapé de canto, onde a bola é aliviada deficientemente pela defensiva adversária, Fernando recupera a bola na entrada da área e cruza para Bruno Alves, que depois de uma bela recuperação, cruza novamente para o interior da área onde aparece Lisandro acrobaticamente a aproveitar um deficiente corte do guarda-redes turco e coloca o tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos em vantagem na partida. Num jogo que se previa de enorme dificuldade, tínhamos conseguido o mais difícil, colocar-nos em vantagem.

Os turcos procuraram reagir ao golo portistas, mas pouco mais perigo conseguiam criar do que jogarem um futebol directo onde a defensiva azul-e-branca ia anulando com pouca ou nenhuma dificuldade.

Na aproximação aos 30 minutos da 1ª parte, no seguimento de um lançamento lateral de Fucile para a pequena área adversária, Lisandro ganha a bola e consegue bater ao segundo remate o guarda-redes turco, elevando a contagem para 0-2, o que prognosticava um jogo tranquilo para os azul-e-brancos para o que ainda restava da partida.

Logo de seguida, Tomás Costa surge isolado pela esquerda do ataque e ainda bem fora da área, executa um chapéu quase perfeito ao guarda-redes turco, e digo quase perfeito, porque a bola caprichosamente embate no poste e não entra, perdendo-se a oportunidade de ali matar o jogo.

Chegado o intervalo, os turcos iniciaram a segunda metade do jogo com outra atitude, passando o jogo a desenrolar-se mais no meio-campo portista, sem que isso significasse grande perigo para a baliza defendida por Hélton.

Ainda decorria o primeiro terço da 2ª parte, quando Hulk lançado e isolado pela esquerda do ataque não consegue bater o guarda-redes turco, gorando-se ali nova oportunidade para matar o jogo. Como quem não marca, sofre, os turcos reduzem a partida para 1-2 num lance infeliz de Bruno Alves que ao ver a bota bater na sua perna após remate adversário, faz a bola sobrevoar Hélton que nada podia fazer para anular o lance.

Este golo fortuito e contra a corrente do jogo, teve o condão de despertar e moralizar a equipa turca que continuou a tentar investir sobre a muralha defensiva dos azul-e-brancos, que pareceram momentaneamente acusar o golo sofrido e acusar algum desnorte táctico. Neste momento, o Prof. Jesualdo Ferreira, muito inteligentemente, refrescou o meio-campo, entrando Guarin, Mariano Gonzalez e Péle.

O jogo foi-se então arrastando até ao seu final, com o tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos a conseguir com maior ou menos dificuldade afastar o perigo da baliza defendida por Hélton.

Fim do jogo e o tal “pior” FC Porto dos últimos 10 anos, com duas vitórias fora do seu estádio em solo ucraniano e turco, conjugada com a vitória de ontem do Arsenal sobre o Dínamo Kiev, consegue qualificar-se para a fase seguinte de prova, os oitavos-de-final, deixando para o jogo final contra o Arsenal a decisão de quem fica em primeiro lugar no grupo.