FC Porto 2-0 Marítimo (Rúben Neves 12' e Jackson 94')
Os dragões entraram da melhor maneira na Primeira Liga com um triunfo por 2-0 diante do Marítimo, numa partida em que Rúben Neves foi o grande protagonista. O médio português fez história ao se tornar o mais jovem a estrear-se a titular pelo FC Porto na Liga e também pelo facto de ser o elemento mais precoce a faturar pelos azuis e brancos. A equipa de Lopetegui dominou por completo os insulares, embora não tenha feito um jogo particularmente entusiasmante. O Estádio do Dragão apresentou-se cheio com 48.036 espectadores, grande entusiasmo e perspectiva na estreia do FC Porto no campeonato.
Negócio absolutamente estratosférico, Mangala passa a ser um dos defesas mais caros da história. E em Inglaterra não percebem como se pode investir esta quantia por um jogador que não fez um minuto no mundial, o que diz bem da boa venda dos dragões. Agora é oficial! O FC Porto comunicou à CMVM a transferência do defesa-central francês Eliaquim Mangala para o Manchester City, numa transferência em que os dragões recebem 30.5 milhões de euros referentes aos 56,67 por cento que detinham. CFCP - Negócio já anteriormente esmiuçado. Mas encaixar 30,5 milhões por apenas 56,67 do passe do central é brutal (basicamente Mangala foi avaliado em 53 milhões de euros), o francês passa a ser um dos 10 defesas mais caros da história, e ainda por cima esta transferência acontece depois de uma época em que Mangala não esteve propriamente (algo displicente e muitos erros básicos), nem o próprio FC Porto. Por outro lado, se bem ou mal, só o tempo o dirá, os azuis e brancos desde cedo acautelaram esta saída e como tal tem o trabalho feito, sendo certo que nenhum dos defesas às ordens de Lopetegui tem a capacidade física e goleadora do francês.
FC PORTO: Andrés Fernández, Danilo, Maicon, Diego Reyes, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Tello, Jackson Martínez, Brahimi. Suplentes: Fabiano, Ricardo Nunes, Quaresma (46' Tello), Quintero
(68' Brahimi), José Ángel (85' Alex Sandro), Evandro (79' Danilo),
Adrián López (46' Óliver Torres), Sami (85' Herrera), Carlos Eduardo,
Ricardo (65' Jackson Martínez), Kelvin, Defour, Rúben Neves (46'
Casemiro), Igor Lichnovsky. Treinador: Julen Lopetegui.
Ao intervalo: 0-1. Marcadores: Casemiro (22'), Olson (40'), Jackson Martínez (51' e 54'). Disciplina: -.
O
FC Porto venceu o West Bromwich Albion por 3-1, no derradeiro encontro
de preparação, antes dos jogos oficiais. No segundo jogo do estágio em
Inglaterra, os azuis-e-brancos apresentaram um futebol mais perto do que
se exige de uma equipa com os seus pergaminhos. Casemiro na 1.ª parte e
Jackson (dois golos) na segunda, apontaram os golos dos "dragões" fente
ao 17.º colocado da Liga Inglesa na época 2013/2014.
Julen Lopetegui esterou o guarda-redes Fernandéz na baliza, ele que foi
contratado ao Osasuna. A equipa que subiu ao relvado do The Hawthorns
está mais perto do onze titular que pretende o treinador. Reyes jogou no
lugar de Martins Indi que está lesionado (deverá ser o titular), Danilo
e Alex Sandro serão os laterais, Casemiro deverá ser o médio mais
recuado, Herrera e Óliver mais a frente, no apoio a Tello, Brahimi e
Jackson, os homens da frente. As dúvidas serão numa das alas do ataque,
onde Quaresma e o argelino deverão lutar pela titularidade. Na baliza a
aposta deverá ser em Fabiano.
Como se previa, o FC Porto fez valer o seu favoritismo e superioridade
para tomar conta do jogo, empurrando o WBA para o seu último terço do
terreno. Com um futebol de posse e circulação rápida da bola, variação
de jogo e movimentações contantes dos homens que apoiam o avançado, os
jogadores de Lopetegui iam ameaçando o golo.
Jackson, que hoje foi capitão de equipa, disparou para fora aos 2
minutos após bom trabalho de pés na área. O golo, após várias ameaças,
apareceu aos 22 minutos, num desvio de Casemiro na pequena área após
canto de Tello. Golo fácil do brasileiro na sua estreia a titular.
O West Bromwich Albion apenas criou perigo em dois lances nascidos de
passes errados de Herrera e Alex Sandro. No último, só não deu golo
porque Andrés Fernández fez uma grande defesa. Mas perto do intervalo
surgiu o golo do WBA por Olsson, num desvio de cabeça na pequena área
após canto. Destaque para a passividade da defesa que não atacou a bola.
No
FC Porto Lopetegui corrigiu os posicionamentos de alguns jogadores,
lançou Quaresma, Rúben Neves e Adrián López para os lugares de Casemiro,
Tello e Óliver Torres. Pediu Brahimi que fosse mais rápido a soltar a
bola, ele que estava a correr muito com o esférico nos pés. Foi dos que
mais deu nas vistas mas quando simplificou os processos, os resultados
foram outros.
Aos 50 Quaresma tirou um bom centro na direita que encontrou a cabeça de
Jackson na área. A ligação ao golo estava restabelecida, com o
colombiano a não perdoar. E o Cha Cha Cha voltou a mostrar veia
goleadora quatro minutos depois, concluindo com um remate de primeira
uma grande jogada coletiva dos "dragões". O cruzamento foi de Alex
Sandro.
Dominando como quis, o FC Porto ameaçou mais vezes a baliza de Foster
que negou o golo a Quaresma aos 64 e 74 minutos. Antes Olsson tinha
negado o golo a Alex Sandro.
O West Bromwich Albion pouco ou nada fez para incomodar Fernández. Ainda
houve tempo para as entradas de Evandro e Ricardo (jogou na lateral
direita), Sami, Quintero e José Angel.
Dos novos reforços do FC Porto, destaque para Brahimi que brilhou tanto
nas alas como no meio. É um jogador com grande qualidade técnica mas que
tem de soltar mais vezes a bola. Tello aparece e desaparece do jogo com
muita frequência, Óliver mostrou bons pormenores. Casemiro não
complicou e até marcou, Evandro esteve perto do golo na parte final do
encontro. Já Adrián López, nem se deu por ele em campo na posição de
avançado, mostrando mais uma vez que não se sente confortável a jogar
ai.
Em sete jogos na pré-época, a equipa de Lopetegui empatou dois e venceu cinco.
O primeiro jogo oficial dos "dragões" está marcado para a próxima
sexta-feira no Dragão frente ao Marítimo, em jogo de abertura da Liga
2014/2015.
DECLARAÇÕES
Lopetegui: “Temos de continuar a trabalhar e a crescer”
Após a vitória deste sábado no The Hawthorns, com o West Bromwich
Albion, por 3-1, Julen Lopetegui realçou que há ainda “muito trabalho
pela frente” e que o FC Porto tem de “melhorar muito mais” para iniciar a
a época da melhor forma. Brahimi, por seu lado, disse que a vitória
alcançada foi muito importante para aumentar a “confiança” dos
jogadores.
O treinador espanhol viu muitas “coisas positivas” no encontro deste
sábado, mas não se ilude: “Temos muito trabalho pela frente e temos de
melhorar muito mais. A competição está aí a chegar e agora vamos
continuar a trabalhar e a crescer. Somos uma equipa completamente nova e
creio que temos muitos jogadores de qualidade; quanto mais rápido a
equipa se entrosar, melhor é. Tirando um pequeno momento da primeira
parte, jogámos bem. Vem aí a competição e temos de continuar a
acreditar”.
Lopetegui recusou falar de favoritismos na hora de abordar a próxima
época: “Temos de trabalhar muito para formar uma equipa. São todos bons
jogadores e queremos fazer muitas coisas boas, mas temos de acreditar e
pensar como uma equipa. Sem equipa, não há nada”. Em relação ao sorteio
da Champions League, o espanhol foi breve: “Temos muita esperança. Vamos
enfrentar a melhor das cinco equipas que nos podia calhar, é uma equipa
que ficou muito perto do Mónaco na época passada e temos o máximo
respeito por eles. Temos muita esperança em chegar à Champions League e
serão dois jogos para disputar e dar o máximo”.
Quando
questionado sobre a qualidade do plantel à disposição, o técnico foi
taxativo: “Uma equipa como o FC Porto tem de ter várias soluções para
uma mesma posição. Estamos satisfeitos com os jogadores que temos aqui e
no momento do primeiro jogo logo saberemos quem utilizaremos”. No
final, uma palavra de apreço nestas primeiras semanas de Dragão ao
peito: “Desde os adeptos que nos têm seguido até ao que encontrei dentro
do clube, tudo tem sido fantástico”.
Brahimi: “Queríamos ganhar e foi bom vencer por 3-1”
O internacional argelino Brahimi também prestou declarações no final do
encontro: “Era um jogo muito importante, porque era o último antes de
começar a Liga portuguesa. Queríamos ganhar este jogo e foi bom vencer
por 3-1. Foi muito importante para nós e para a nossa confiança e temos
de continuar a trabalhar para chegar à Liga da melhor maneira”.
Brahimi admitiu estar agora a "lutar por um lugar" no "onze" inicial:
“Estou muito contente por estar aqui no clube. É um plantel muito bom,
com bons jogadores, e tenho que trabalhar para ganhar o meu espaço.
Tenho de agradecer também ao Granada pela oportunidade”.
O argelino ainda abordou o play-off da Champions, mas sublinhou que o
pensamento da equipa tem de estar na estreia na Liga portuguesa, esta
sexta-feira: “Sabemos que é uma boa equipa e que serão dois jogos muito
complicados, mas antes temos o jogo contra o Marítimo e ainda faltam
seis, sete dias para trabalhar”.
Jogo de Preparação
21 de Julho de 2013
Estádio José Antonio Anzoátegui, Venezuela Árbitro: Maiker Moreno (Venezuela).Assistentes: Adrian Cabello, Tulio Moreno e Jorge Urrego (Venezuela). DEPORTIVO ANZOÁTEGUI: Edixon González; Camacho, Granados, Fuenmayor, Pernía, Calzadilla, Ricardo Martins, Escobar, David Moreno e Edwin Aguilar.Substituições: Edwin Aguilar por Oscar Briceño (71m), Ramírez por Calzadilla (75m) e Jhony González por Escobar (72m).Treinador: Daniel Farías. FC PORTO: Fabiano; Fucile, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Carlos Eduardo; Iturbe, Varela e Ghilas.Substituições: Danilo, Lucho e Jackson por Fucile, Carlos Eduardo e Ghilas (46m), Herrera por Defour (77m) e Castro por Fernando (82m).Treinador: Paulo Fonseca. Ao intervalo: 1-0.Marcadores: Edwin Aguilar (39m), Jackson (53m), Fuenmayor (62m), Mangala (63m), Varela (65 e 94m).Cartões amarelos: Edwin Aguilar (51m), Maicon, Fernando e Lucho (60m).
O FC Porto fez este domingo o primeiro jogo na digressão na América do
Sul, batendo a equipa venezuelana Deportivo Anzoátegui por 4-2. A equipa
portista, no entanto, chegou ao intervalo a perder, conseguindo dar a
volta ao resultado na segunda parte, já com Danilo, Lucho e Jackson em
campo, num jogo que foi um duro teste para a equipa de Paulo Fonseca.
Os Dragões iniciaram o jogo com a toada ofensiva que tem sido apanágio
deste início de temporada. Logo aos 2 minutos a equipa azul e branca
poderia ter marcado, numa bela iniciativa de Fernando pelo meio, a
assistir Ghilas, que não conseguiu bater o guarda-redes adversário,
Edison Gonxález. Jogando também contra um clima de muito calor e
humidade neste primeiro encontro na América do Sul, o tricampeão
nacional fez uma primeira parte com qualidade na posse de bola. O
Deportivo Anzoátegui mostrou ao que vinha muito cedo no jogo, com dois
bons contra-ataques que, no entanto, não assustaram em demasia Fabiano.
Do outro lado, Iturbe testou os reflexos de Edison Gonxález aos 18
minutos, enquanto pouco depois Varela teve duas boas oportunidades para
inaugurar o marcador, no que foi uma das melhores fases da primeira
parte da equipa portista. Aos 29 minutos, Defour proporcionou uma
excelente defesa ao guarda-redes adversário, após uma boa jogada do
argentino Iturbe pela esquerda, flanco por onde se desenrolou a maior
parte do ataque do FC Porto na primeira parte. Já perto do final da
primeira metade, aos 39 minutos, a equipa do Deportivo Anzoátegui chegou
à vantagem: bola nas costas da defesa, Edwin Aguilar desmarca-se e
bateu um desamparado Fabiano. Inglório para a equipa do FC Porto que,
longe de estar a fazer uma exibição brilhante, mantinha o jogo
controlado. E era com o 1-0 que se chegava ao intervalo.
A segunda parte foi, face a alguma apatia de ambas as equipas na
primeira metade, cheia de emoções e contou com quatro (!) golos. As
entradas de Danilo, Lucho e Jackson mudaram completamente o figurino de
uma partida que se afigurava como muito complicada de resolver por parte
da equipa azul e branca. Defour lançou o aviso aos 48m com um remate
rechaçado pela defesa da equipa venezuelana, mas aos 53 minutos, numa
jogada de entendimento entre Varela e Danilo no lado direito do ataque
do FC Porto, Jackson Martínez, de cabeça, chegou mesmo ao golo, após
cruzamento perfeito do lateral brasileiro. A partida parecia (e estava)
relançada e, em recarga a um livre directo que bateu na barreira,
Fuenmayor colocou novamente a equipa do Deportivo Anzoátegui na frente
do marcador (2-1).
E
aqui começava a fase louca do jogo pois, logo a seguir, aos 63 e aos 65
minutos, a equipa do FC Porto deu a volta: primeiro foi Mangala, no
seguimento de um canto, após uma saída extemporânea do guarda-redes
adversário, a encostar a bola para a baliza vazia; depois foi Varela,
após um cruzamento de Iturbe (solicitado por Defour) a cabecear de forma
perfeita ao canto superior esquerdo da baliza de Edixon González e a
fazer o terceiro golo azul e branco.
Os últimos 20 minutos, fruto das condições atmosféricas e de algum
cansaço face à fase da época em que se encontram ambos os clubes, foram
um pouco menos intensos. Aos 72m, belíssima jogada do FC Porto, com
Jackson a solicitar o Iturbe e Edixon González a fazer uma excelente
defesa; já com o jogo mais lento e com Herrera e Castro em campo, Varela
fez o quarto golo do tricampeão nacional, a passe magistral de Lucho
González, selando o resultado final com um remate cruzado.
fonte: fcporto.pt
DECLARAÇÕES
Pinto da Costa: "É extraordinário sentir o fervor de todos os portistas daqui"
Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, acompanhou a equipa
na digressão sul-americana e, no jantar de gala no Centro Português de
Caracas, no sábado, demonstrou que já está bem adiantado na pré-época.
Entre promessas de que, em caso de vitória na Supertaça, a dedicará aos
adeptos da Venezuela, falou também da atenção do clube aos talentos que
despontam naquela zona do globo.
Perante cerca de mil pessoas, entre as quais o embaixador de Portugal na
Venezuela, Mário Lino da Silva, o líder portista começou por relevar o
papel dos adeptos neste país sul-americano: "É extraordinário sentir o
fervor de todos o portistas daqui e é comovente para quem quem está tão
longe, e muitas vezes é esquecido por Portugal, demonstrar nos mais
pequenos pormenores o amor à nossa pátria. Aos 92m ou 93m, ao 1m ou aos
2m, no dia 10 de agosto quando vencermos, como esperamos - sem dar como
certo - a Supertaça, que será o 75º título, o meu pensamento e palavras
vão ser para todos vocês", referiu, lançando também um apelo: "Continuem
a ser como são. Mais do que um exemplo, são um estímulo para que
continuemos a lutar pelo FC Porto, para que em Caracas haja cada vez
mais festas e se comemorem muitos títulos, quiçá mais um título
europeu".
Aproveitando para recordar o final da época passada, o presidente dos
Dragões não teve meias-palavras: "Disseram aqui que aqueles sete
segundos desde o passe do Moutinho até ao golo do Kelvin mudaram muita
coisa. De facto, mudou a mentalidade de muita gente que antecipadamente
se julgava vitoriosa e que se esquece que os outros lutam até ao fim.
Foi um momento tão especial que vos vou dar uma notícia em primeira mão:
o Papa Francisco quer incluir na sua visita a Portugal uma ida ao
Estádio do Dragão para ver onde Jesus se ajoelhou”, comentou com uma
pitada de humor.
O facto de o FC Porto estar com atenção ao mercado sul-americano mereceu
algumas palavras do líder da delegação portista: “Com a melhoria que
teve o futebol venezuelano, estamos atentos a alguns jogadores para o FC
Porto, visto que o mercado sul-americano, em geral, é aquilo que nós
procuramos para reforçar a nossa equipa”. Aliás, referiu, “o FC Porto
tem já um jogador venezuelano, embora na categoria de juniores. O Vítor
Garcia um talento que foi descoberto e que esperamos que, quando tiver a
idade para isso, possa integrar o nosso plantel principal".
O presidente do tricampeão nacional referiu também a sua "enorme
satisfação" sentida ao voltar a Caracas depois de quase 30 anos.
"Curiosamente, quando assumi a presidência do FC Porto, em 23 de abril
de 1982, o primeiro ato que fiz como presidente, depois de ter assinado o
acto de posse, foi assinar um contrato para vir a um torneio à
Venezuela com a equipa principal de futebol. E o primeiro jogo de
futebol que realmente disputei como presidente foi também aqui na
Venezuela, em Barquisimeto, um grande torneio de futebol com o Real
Madrid, Barcelona e o Inter de Milão", completou.
Tiago Rodrigues é uma das caras novas do
FC Porto versão 2013/14 mas é inegável que já se sente em casa. O jovem
médio contratado ao Vitória de Guimarães faz um balanço positivo do
estágio na Holanda e revela ainda as expectativas e os sonhos que
alimenta de Dragão ao peito.
“Temos trabalhado bem ao longo
destas duas semanas e o ambiente no grupo é fantástico”, começa por
referir Tiago Rodrigues, que considera Paulo Fonseca “um treinador
diferente, que ouve e troca opiniões com os jogadores”. Com o pano a
cair sobre a segunda semana de trabalho, o centrocampista revela que o
plantel está progressivamente a “assimilar as ideias do treinador”.
Sobre
a forte concorrência por um lugar no miolo portista, Tiago Rodrigues
considera que “cada um tem de trabalhar e fazer o seu melhor”, cabendo
depois ao treinador “decidir quem joga”. A “8” ou a “10”, o
ex-vimaranense diz-se preparado para jogar onde Paulo Fonseca quiser e
ainda reserva elogios a um companheiro muito especial.
“Só
olhando para dentro do campo, já estou a aprender. Existem grandes
referências no plantel como o Lucho e o Fernando, que são jogadores
extraordinários. O Lucho é, de facto, um exemplo. Transborda futebol e, a
nível humano, é fora de série”, assume Tiago Rodrigues, de 21 anos, que
chega ao Dragão com a bagagem carregada de sonhos, um deles maior do
que os outros.
“O FC Porto é um clube de topo e tenho o sonho de
ser campeão aqui. Não tenho pressa de me afirmar no FC Porto. Com muito
trabalho, tudo se consegue”, concluiu o jovem médio na superflash que
antecedeu o treino matinal desta sexta-feira.
08/07/2013
O plantel do FC Porto já seguiu viagem rumo a Horst, na Holanda, onde
vai cumprir um estágio de uma semana. A comitiva inclui 25 atletas,
sendo que Josué se integrará posteriormente no grupo, tenho ficado em
Portugal devido à morte de um familiar próximo.
Antes da viagem, houve sessão de trabalho matinal no Centro de Treinos e
Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, já com as presenças do
colombiano Jackson Martínez e dos reforços mexicanos Héctor Herrera e
Diego Reyes.
Esta terça-feira, o estágio em Horst arranca com uma superflash, às
9h45, seguida de um treino, às 10h, aberto à comunicação social. Às
17h30 há nova sessão, à porta fechada.
Atletas que seguiram para Horst: Castro, Kelvin, Fabiano, Abdoulaye,
Alex Sandro, Danilo, Fernando, Helton, Lucho, Maicon, Mangala, Otamendi,
Varela, Defour, Kadú, Izmaylov, Fucile, Iturbe, Tiago Rodrigues, Licá,
Carlos Eduardo, Jackson, Herrera, Diego Reyes e Ghilas. fonte: fcporto.pt
O jogador já vestiu a camisola azul e branca e também se pronunciou sobre o ingresso «num dos grandes da Europa».
Nabil Ghilas, de 23 anos, rubricou um contrato válido até 2017 e
mostrou-se «muito feliz» por vestir as cores do tricampeão nacional.
Em declarações ao Porto Canal e ao site oficial do clube, o argelino
considerou o FC Porto «um clube muito grande, a maior equipa em Portugal
e um dos grandes da Europa», acrescentando que foi o clube de que mais
gostou quando cheguou a Portugal.
O avançado, que concorrerá com Jackson pela frente de ataque dos
portistas, disse também que vem «para aprender», mas espera «jogar o
máximo possível».
Chegado a Portugal em 2010, Ghilas esteve emprestado ao Vizela na
primeira época e, a seguir, ajudou o Moreirense a subir de divisão.
Na época passada, em que os cónegos participaram no principal escalão do
futebol português, Ghilas foi a referência de ataque do clube, tendo
participado em 37 jogos e marcado 16 golos.
A cláusula de rescisão com o FC Porto está fixada em 30 milhões de euros.
O sorteio da Liga 2013/14, que se realizou esta quinta-feira, no Palácio da Bolsa, no Porto, ditou que os tricampeões nacionais se vão estrear com uma deslocação a Setúbal, para defrontar o Vitória local. A primeira jornada está marcada para 18 de Agosto, sendo que o FC Porto já não perde no Bonfim desde Fevereiro de 1983, tendo vencido por 3-0 na época 2012/13.
A 11 Maio de 2014, um ano depois de Kelvin, nos descontos, ter dado o triunfo ao Dragão, o adversário volta a ser o Benfica, na última ronda. As partidas com os lisboetas jogam-se à 15.ª e 30.ª jornadas, com o FC Porto a deslocar-se primeiro à Luz (12/01/14), recebendo o rival lisboeta na última jornada da competição.
O primeiro clássico dos azuis e brancos disputa-se à oitava jornada, programada para 27 de Outubro, com o FC Porto a receber o Sporting. Na segunda volta, as duas equipas encontram-se à 23.ª jornada, no Estádio de Alvalade.
Para além disso, foi também sorteado o calendário da Liga de Honra, em que estará em prova o FC Porto B. Na ronda inaugural, a equipa vai deslocar-se ao recinto do Beira-Mar, recém-despromovido ao segundo escalão. Confira de seguida os calendários das equipas principal e B, sendo que, na segunda volta, invertem-se as posições de visitado e visitante.
Calendário do FC Porto
Jornada 1 (18/08/2013) e 16 (27/01/2014): V. Setúbal - FC Porto Jornada 2 (25/08/2013) e 17 (02/02/2014): FC Porto - Marítimo Jornada 3 (01/09/2013) e 18 (09/02/2014): P. Ferreira - FC Porto Jornada 4 (15/09/2013) e 19 (16/02/2014): FC Porto - Gil Vicente Jornada 5 (22/09/2013) e 20 (23/02/2014): Estoril - FC Porto Jornada 6 (29/09/2013) e 21 (02/03/2014): FC Porto - V. Guimarães Jornada 7 (06/10/2013) e 22 (09/03/2014): Arouca - FC Porto Jornada 8 (27/10/2013) e 23 (16/03/2014): FC Porto - Sporting Jornada 9 (03/11/2013) e 24 (23/03/2014): Belenenses - FC Porto Jornada 10 (24/11/2013) e 25 (30/03/2014): FC Porto – Nacional Jornada 11 (01/12/2013) e 26 (06/04/2014): Académica - FC Porto Jornada 12 (08/12/2013) e 27 (13/04/2014): FC Porto - SC Braga Jornada 13 (15/12/2013) e 28 (19/04/2014): Rio Ave - FC Porto Jornada 14 (20/12/2013) e 29 (04/05/2014): FC Porto - Olhanense Jornada 15 (12/01/2014) e 30 (11/05/2014): Benfica - FC Porto
Calendário do FC Porto B
Jornada 1 (11/08/2013) e 22 (22/12/2013): Beira-Mar - FC Porto B Jornada 2 (18/08/2013) e 23 (28/12/2013): FC Porto B – Trofense Jornada 3 (21/08/2013) e 24 (12/01/2014): Portimonense - FC Porto B Jornada 4 (25/08/2013) e 25 (19/01/2014): FC Porto B – Penafiel Jornada 5 (01/09/2013) e 26 (22/01/2014): Aves - FC Porto B Jornada 6 (15/09/2013) e 27 (29/01/2014): FC Porto B - Moreirense Jornada 7 (18/09/2013) e 28 (02/02/2014): Marítimo B - FC Porto B Jornada 8 (29/09/2013) e 29 (09/02/2014): FC Porto B - Santa Clara Jornada 9 (02/10/2013) e 30 (16/02/2014): Leixões - FC Porto B Jornada 10 (06/10/2013) e 31 (22/02/2014): FC Porto B - Sp. Covilhã Jornada 11 (23/10/2013) e 32 (02/03/2014): Tondela - FC Porto B Jornada 12 (27/10/2013) e 33 (09/03/2014): FC Porto B - Chaves Jornada 13 (03/11/2013) e 34 (16/03/2014): Académico de Viseu - FC Porto B Jornada 14 (06/11/2013) e 35 (23/03/2014): FC Porto B - Feirense Jornada 15 (10/11/2013) e 36 (30/03/2014): União da Madeira - FC Porto B Jornada 16 (24/11/2013) e 37 (06/04/2014): FC Porto B - Farense Jornada 17 (27/11/2013) e 38 (13/04/2014): Oliveirense - FC Porto B Jornada 18 (01/12/2013) e 39 (19/04/2014): Benfica B - FC Porto B Jornada 19 (08/12/2013) e 40 (27/04/2014): FC Porto B - Sporting B Jornada 20 (11/12/2013) e 41 (04/05/2014): SC Braga B - FC Porto B Jornada 21 (15/12/2013) e 42 (11/05/2014): FC Porto B - Atlético
Marat Izmailov cumpriu
esta quinta-feira o primeiro treino com o plantel do FC Porto, que
prepara o clássico de domingo frente ao Benfica.
O médio russo,
que vai envergar a camisola número 15 dos dragões, evoluiu às ordens de
Vítor Pereira sem qualquer limitação, podendo por isso ser chamado para a
deslocação dos azuis-e-brancos ao Estádio da Luz.
O avançado paraguaio Mauro Caballero, de 18 anos, também já se treinou no Olival, mas integrado na equipa B.
FC Porto-Nacional, 1-0 Liga, 13.ª jornada 5 de Janeiro de 2013 Estádio do Dragão, no Porto Assistência: 27.109 espectadores
Árbitro: Rui Costa (Porto) Assistentes: João Santos e Bruno Rodrigues Quarto árbitro: Carlos Reis
FC
PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João
Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela Substituições: James por Defour (46m), Varela por Kelvin (72m) e Lucho por Castro (90m) Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Dellatorre e Sebá Treinador: Vítor Pereira
NACIONAL:
Vladan; João Aurélio, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Moreno (cap.),
Revson e Diego Barcellos; Candeias, Mário Rondon e Mihelic Substituições: Mihelic por Keita (46m), Revson por Claudemir (55m) e Diego Barcellos por Isael (65m) Não utilizados: Gottardi, Jota, Edgar Costa e Sérgio Duarte Treinador: Manuel Machado
Ao intervalo: 1-0 Marcador: Jackson Martínez (24m) Cartão amarelo: Moreno (53m), Mexer (73m), João Aurélio (88m) e Fernando (90m+1)
Foi, seguramente, a mais difícil vitória
do FC Porto das seis consecutivas sobre o Nacional no espaço de apenas
um ano. A primeira razão afere-se facilmente do resultado (1-0) e as
restantes decorrem da disposição defensiva do adversário e da exibição
do seu guarda-redes. Pelo meio, houve muito mais futebol do que revela o
desfecho, selado, de cabeça, por Jackson Martínez.
Com um
resultado acumulado de 15-0 a sobressair dos cinco encontros mais
recentes com o Nacional, voltar a marcar à equipa madeirense foi,
sobretudo, um exercício de paciência, ainda que concluído em menos de
meia hora. Mas a persistência portista não jogou sozinha. Com ela,
correu também a velocidade e uma qualidade notável quando na posse de
bola.
O ritmo da aproximação ao golo foi, por isso, crescente e,
entre outras ameaças, um derrube a João Moutinho ficou a dever a
correspondente grande penalidade aos Dragões, ainda com dez minutos
jogados. Sem stress ou sinais de desespero, o FC Porto retomou a
procura, bem sucedida 14 minutos adiante e com Moutinho fora da área. Da
marca de canto, o médio português bateu o pontapé perfeito para Jackson
Martínez fazer, de cabeça, o seu 11.º golo na Liga.
Da vantagem
ao intervalo, perderam-se quatro oportunidades excelentes para ajustar o
resultado ao futebol praticado, com Lucho, Danilo, Jackson e James a
falharem o golo por pouco e pouco antes do último intérprete da lista de
ocasiões abandonar o relvado devido a lesão.
Do recomeço e até
das substituições não resultaram alterações significativas. O FC Porto
continuou muito mais próximo do 2-0 do que o Nacional do empate, que
procurava em raras situações de contra-ataque. Vladan, o guarda-redes da
equipa madeirense, assumir-se-ia como a grande diferença, adiando a
resolução do jogo antes do fecho.
Depois de negar o golo num
remate cruzado de Defour, que entrou para substituir James, Vladan
defendeu, no espaço aproximado de um segundo, remates sucessivos do
mesmo Defour e de Lucho, encurtando, logo a seguir, o ângulo e a taxa de
sucesso à insistência de Jackson Martínez. Mas o golo já estava feito. O
jogo foi ganho ao 24.º minuto.
São as notícias hoje de destaque da blogosfera portista. O Manchester United já tem vindo a mostrar grande interesse pelo avançado colombiano do F.C.Porto e até estão disposto a dar a James, 162 mil euros por semana. James afirmou que Manchester United era um bom desafio, mas que está feliz no Dragão e onde quer continuar. O Daily Mirror adianta que em prol de elogios que já se pode comparar James a Cristiano Ronaldo e a Lionel Messi.
André Villas Boas, treinador do Tottenham, estará interessado em garantir a contratação do jovem de 20 anos Christian Atsu. Em Inglaterra nota-seque os Spurs estarão mesmo dispostos a pagar 15 milhões de euros pelo passe do jogador. Villas Boas terá pedido aos dirigentes do clube para apressarem as negociações com a SAD portista, podendo a transferência consumar-se em Janeiro do próximo ano.
O FC Porto é agora a
única equipa que continua invicta entre todos as participantes nas
competições europeias, somando 11 vitórias e três empates em 14 jogos
oficiais.
Se tivermos em conta apenas os respetivos campeonatos
há mais equipas que ainda não foram derrotadas, mas os dragões só
ombreavam com o Shakhtar Donetsk o estatuto de invencíveis entre as
equipas que estão nas competições europeias.
No entanto, o atual
campeão ucraniano foi derrotado na última noite pelo Chelsea em Stamford
Bridge, com um golo já nos descontos de Moses (2-3). O Barcelona também
foi derrotado na noite passada, fechando grande ciclo vitorioso no
campeonato e na Champions, mas já tinha sido derrotado na Supertaça de Espanha diante do Real Madrid.
Schalke,
Málaga, Dortmund e Man. United também ainda não perderam na fase de
grupos da Liga dos Campeões, assim como sucede com At. Madrid,
Fenerbahce, Steaua, Dnipro, Newcastle, Genk, Inter, Rubin Kazan, Lyon,
Lazio, Leverkusen, Metalist Kharkiv e Hannover na fase de grupos da Liga
Europa, mas nas competições internas já contam pelo menos com uma
derrota.
Esta foi a noite em que o FC Porto conseguiu uma das maiores vitórias de
sempre sobre o rival lisboeta, humilhando a águia com um histórico 5x0,
deixando por terra o campeão nacional e destroçando as ambições de
Jorge Jesus revalidar o título, conquistado meses antes, com classe e
inegável superioridade... Uma noite de sonho para o Dragão, um pesadelo
muito díficil de esquecer para a águia...
Nos bastidores do grande jogo
Era verdade que o FC Porto caminhava seguro na liderança, apenas um
empate cedido e quatro golos sofridos, apresentando a mais sólida das
candidaturas ao título, enquanto do outro lado da barricada estava o
Benfica, campeão em título, ainda abalado pelos maus resultados das
primeiras jornadas, que haviam deixado a águia a uns impensáveis sete
pontos de distância dos dragões, mas antes do jogo, e apesar da
diferença pontual na classificação, ninguém imaginaria tal desfecho.
Jorge Jesus relativizava a distância, mas os sinais que chegavam da Luz
eram dissonantes. Uns apontavam as arbitragens, outros tantos culpavam
os deslizes do guarda-redes Roberto, alguns apontavam o dedo às mudanças
que o treinador operara na equipa de um ano para o outro. Na cabeça dos
benfiquistas pairava ainda o resultado da derrota às mãos dos portistas
na Supertaça, realizada no princípio da época.
André Villas-Boas, por sua vez, comandava uma armada segura da sua
rota, aguardando calmamente a visita do grande rival, ciente que a
vitória podia selar o destino do campeonato, somente com dez jornadas
realizadas...
«Em equipa que ganha não se mexe», e Villas-Boas limitou-se a trocar o
lesionado Fernando pelo colômbiano Guarin, enquanto o treinador dos
encarnados decidiu alterar a equipa, fazendo sentar Saviola no banco,
fazer subir Fábio Coentrão para extremo, deslocar o central David Luiz
para a esquerda, e chamar à titularidade o pouco utilizado Sidnei.
Varela abre as hostilidades
O jogo em si não teve muita história... Marcava o relógio onze
minutos, quando Hulk avançou pela direita e fez o que quis de David de
Luiz, centrou para o meio da área, onde Varela, sem oposição, inaugurou o
marcador.
Aos 23 minutos, novamente do lado esquerdo da defesa encarnada,
Belluschi bailava à frente de um atarantado David Luiz, antes de colocar
a bola no centro da área, onde Radamel Falcao finalizava com um sublime
toque de calcanhar, perante um Luisão ajoelhado, uma imagem
prenunciadora do que seria o Benfica nessa noite de pesadelo na «Cidade
Invicta».
Com o adversário na mão, o FC Porto avançou para a jugular. 28
minutos decorridos e novamente Belluschi a avançar pela direita, chamou a
si Sidnei e Luisão, de David Luiz nem rasto, centrou para trás onde
Radamel Falcao, de primeira, fuzilou com o pé direito, um inconsolável
Roberto.
O Dragão explodia de felicidade, Jorge Jesus cruzava os braços, o
rosto pesado dos suplentes benfiquistas deixava antever o terror que
ainda estava por vir...
Jesus tenta, Luisão não deixa
Ao intervalo, Jesus emendou a mão, procurando equilibrar a equipa, e
quiçá a reviravolta histórica. O Benfica tinha sido uma absoluta
nulidade no primeiro tempo, e o treinador, ciente disso, não teve medo
de reconhecer o erro e voltou à forma inicial. Mandou avançar Gaitan
para o lugar de Sidnei, Coentrão voltava para a esquerda, Luiz voltava a
fazer dupla com Luisão.
O Benfica reentrou melhor, os jogadores, de volta ao seu habitat
natural, sabiam o que tinham de fazer, e o que era esperado deles. Não
surpreendeu ninguém o domínio benfiquista, e David Luiz esteve muito
perto de reduzir a diferença.
Todavia, aos 66 minutos, cansado de ouvir olés da bancada portista,
Luisão perdeu a calma e tenta agredir Guarin. Pedro Proença não hesitou e
mandou o brasileiro para a rua. O Benfica perdia por 3x0, ficava com
menos um e perdia a liderança. Jesus percebeu que não havia mais nada a
fazer e recuou linhas.
Villas-Boas sentiu que podia fazer história, Hulk compreendeu melhor
que ninguém a ideia do treinador, e avançou sobre os encarnados. Em mais
um lance de um para um, e novamente pela direita, Coentrão travou o
brasileiro, e o incrível não se fez rogado e fez o 4x0 da marca de
grande penalidade.
Antes de correr o pano sobre o clássico, Hulk voltaria a fuzilar
Roberto, com um remate cruzado da direita. O Benfica caía com estrondo e
o Porto ficava com o caminho livre para o título que viria a celebrar
na casa do rival...
Dínamo de Kiev-FC Porto, 0-0 Liga dos Campeões, Grupo A, 4.ª jornada 6 de Novembro de 2012 Estádio Olímpico, em Kiev Assistência: 34.386 espectadores
Árbitro: Alberto Mallenco (Espanha) Assistentes: Roberto Díaz Pérez del Palomar e Jesús Calvo Guadamuro Quarto árbitro: Pau Cebrian Devis Assistentes adicionais: Fernando Teixeira e Antonio Mateu Lahoz
DÍNAMO DE KIEV: Koval; Betão, Mikhalic, Khacheridi e Taiwo; Vukojevic, Miguel Veloso e Milevskiy; Yarmolenko, Marco Ruben e Gusev (cap.) Substituições: Milevskiy por Haruna (58m), Marco Ruben por Ideye (67m) e Vukojevic por Kranjcar (88m) Não utilizados: Shovkovskiy, Garmash, Bogdanov, Haruna e Mehmedi Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko
FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Abdoulaye e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela Substituições: Varela por Atsu (76m), Defour por Castro (79m) e James por Kleber (90m+1) Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Rolando e Iturbe Treinador: Vítor Pereira
Cartões amarelos: Vukojevic (20m), Milevskiy (42m) e Abdoulaye (70m)
O FC Porto garantiu esta terça-feira o
apuramento para os oitavos-de-final da Champions, ao obter um nulo na
Ucrânia, frente ao Dínamo de Kiev. Os Dragões controlaram a partida e
dispuseram das melhores oportunidades para marcar. Não venceram, mas
garantiram o essencial: com 10 pontos em 12 possíveis, mantêm-se em
primeiro no grupo A e asseguram um lugar entre as 16 melhores formações
da Europa.
Os primeiros 15 minutos de jogo foram difíceis para o
FC Porto, com os ucranianos a empurrarem os Dragões para o seu
meio-campo. Porém, o domínio foi mais territorial do que efectivo: aos
30 minutos, Helton ainda não tinha efectuado uma única defesa. Passado o
primeiro quarto de hora, os azuis e brancos passaram a circular mais a
bola e, no final do primeiro tempo, já dominavam o item relativo à sua
posse, com 55 por cento.
A grande oportunidade da etapa inicial
foi do FC Porto: aos 35 minutos, James cruzou da esquerda para o
cabeceamento de Jackson, que Koval desviou para canto. Ao intervalo, os
portistas tinham obrigado o guardião contrário a três defesas, enquanto
Helton só foi forçado a intervir uma vez. O Dínamo de Kiev tinha
obrigação de vencer e “pegar” no encontro, mas não o conseguia.
Aos
cinco minutos da segunda parte, o FC Porto voltou a ter uma boa ocasião
para abrir o marcador: Varela, isolado por James, atirou cruzado, mas
ao lado. Aos 62, um livre de João Moutinho sofreu um desvio na barreira e
quase enganava Koval. A melhor situação da equipa de Kiev ocorreu aos
67, com Yarmolenko a escapar ao fora-de-jogo, mas Helton, atento,
defendeu com tranquilidade.
Na fase final da partida, os
portistas procuraram explorar os espaços cedidos pelo adversário, que
colocou mais unidades no ataque. Entrou Atsu para o lugar de Varela, na
tentativa de acelerar o contra-ataque dos Dragões. Numa jogada rápida, a
um minuto do fim, Lucho disparou em boa posição, mas ao lado. ´ O
0-0 seria o resultado final, que garante o objectivo essencial para os
Dragões, que de resto se mantêm invictos na Ucrânia (três vitórias e
dois empates). O primeiro lugar do grupo A será agora discutido com os
franceses do Paris Saint-Germain. No próximo desafio da Champions, o FC
Porto recebe os croatas do Dínamo de Zagreb (21 de Novembro, 19h45).
A gala dos Dragões de Ouro realizou-se na
noite desta segunda-feira, no Coliseu do Porto, com os 16 troféus a
serem entregues entre manifestações de grande portismo. O presidente da
Comissão Europeia, Durão Barroso, foi o galardoado-surpresa, com o
título de Dragão de Honra.
"Quando estamos na vida pública,
recebemos distinções inerentes ao cargo, outras mais ou menos esperadas e
outras supreendentes, como é o caso desta. Tenho admiração e respeito
por esta grande instituição da sociedade civil portuguesa, que tanto
projecta o nome do país e da cidade pelo mundo fora. Na China, este é o
ano do Dragão, mas pergunto-me se todos os 30 anos da presidência de
Pinto da Costa não têm sido anos do Dragão", afirmou.
O
presidente do FC Porto explicou a distinção: "O Dragão de Honra é mais
do que uma distinção pelo que fazem em nome do FC Porto, mas sim
atribuído àqueles que honram o clube pelas situacões que conquistam e
pela dedicação com que elevam o nome de Portugal".
Depois, deixou uma palavra a Vítor Pereira, treinador do ano: "É por eu
querer ganhar mais do que todos que você é treinador do FC Porto".
Outros
momentos altos foram a atribuição das distinções de futebolista do ano a
Maicon e de atleta do ano a Hulk, um galardão entregue pelo Ministro
Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. O "Incrível" deixou
uma mensagem em vídeo à plateia: "Queria estar com vocês. Estou muito
contente por receber o meu terceiro Dragão de Ouro. O FC Porto vai estar
sempre no meu coração".
O desfile de prémios iniciou-se com a
Casa de S. João da Madeira e prolongou-se pela noite dentro: o
bilharista Rui Manuel Costa, atleta amador do ano (Dragão de Ouro
entregue por Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de
Gaia), Tiago Ferreira, atleta jovem do ano (galardão entregue pelo
presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes) e
Bandeirinha, funcionário do ano, foram outros "dragonados". A Associação
de Futebol do Porto, liderada por Lourenço Pinto, foi homenageada pelos
seus 100 anos.
Costa Soares, durante 38 anos treinador do
clube, foi recordado. Desfilaram ainda os campeões de desporto adaptado,
bilhar, natação, futebol e andebol.
Durante
o evento, foram evocados alguns momentos marcantes da história do clube
e a sua ligação à cidade e ao país. Os momentos musicais foram
preenchidos pela H1 Music Band, José Cid - com alguns dos maiores
sucessos da sua carreira, reunidos num medley -, Tito Paris e GNR. A
banda de Rui Reininho foi responsável por uma interpretações apaixonadas
de "Pronúncia do Norte" e "Dunas". Rui Massena e os Expensive Soul
também abrilhantaram a cerimónia, que terminou com a interpretação do
Hino do FC Porto e de "Os filhos do Dragão".
Eis a lista completa dos Dragões de Ouro 2011/2012:
Filiais e Delegações do Ano: São João da Madeira (nacional) e Sidney/Austrália (internacional) Dirigente do ano: Dr. Paulo Nunes de Almeida Funcionário do ano: Fernando Bandeirinha Carreira: Cecília Matos Técnico do ano: Vítor Pereira (futebol) Atleta do ano: Hulk (futebol) Futebolista do ano: Maicon Atleta de alta competição do ano: Wilson Davyes (andebol) Atleta amador do ano: Rui Manuel Costa (bilhar) Revelação do ano: Gilberto Duarte (andebol) Atleta jovem do ano: Tiago Ferreira (futebol) Sócio/adepto do ano: Eng.º António Manuel Leitão Borges Parceiro: Zon Projecto do ano: Equipa B Recordação: Costa Soares
O FC Porto vai deslocar-se à Madeira para defrontar o Nacional, ditou o
sorteio da quarta eliminatória da Taça de Portugal, realizado esta
segunda-feira na sede da Federação Portuguesa de Futebol.
Os Dragões visitam a Choupana pela segunda vez nesta competição, depois
de terem triunfado por 3-0, em 1980/81, em jogo dos oitavos-de-final da
prova.
A pedido dos bicampeões nacionais, é previsível que o encontro se realize a 17 de Novembro, estando a hora ainda por definir.
Fernando Gomes diz que o FC Porto teve pouca sorte no sorteio da 4.ª
eliminatória da Taça de Portugal, que ditou a deslocação dos
azuis-e-brancos à Choupana, para defrontar o Nacional.
«O Nacional era uma das equipas mais fortes que nos podia sair. É da
primeira Liga, nunca é fácil jogar na Choupana. No ano passado atingiram
as meias-finais e, seguramente, quererão fazer melhor este ano», reagiu
o representante do FC Porto no sorteio da prova rainha.
Apesar de reconhecer que o Nacional «não está a fazer o que pensava para
esta época», Fernando Gomes destacou o regresso ao comando técnico da
equipa madeirense de Manuel Machado, «um treinador que conhece bem a
casa».
«Vai ser uma eliminatória difícil. Sorteio é sorteio. Tudo faremos para
seguir em frente porque a Taça de Portugal é um dos objetivos que temos
para esta época», sublinhou.
Jorge Nuno Pinto da
Costa concedeu uma entrevista ao jornal ´Expresso`, na qual aborda os
mais variados temas relacionados com o FC Porto, e não só.O
Benfica, como não podia deixar de ser, foi um dos tópicos da conversa. A
propósito do arquirrival lisboeta, o presidente portista fez questão de
recordar o título conquistado há duas épocas em pleno Estádio da Luz. O registo de jogos em pleno Estádio da Luz é positivo, porque conta com 5 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, desses números faz parte a vitória em 2010/2011 por parte do FCPorto por 3-1 para a Taça de Portugal, e a mais importante a conquista do título por 2-1.
«O gozo supremo foi termos sido campeões na Luz», reconheceu Pinto da Costa.
O que mais se questiona hoje em dia, é como é que o FCPorto não consegue em todos os jogos um média de pelo menos 40 mil adeptos em cada jogo. O Estádio do Dragão em 2003, estava previsto a sua construção para 40 mil lugares, mas com a vinda do Euro 2004 isso ia obrigar alguns estádios com lotações iguais ou superiores a 50 mil lugares, em concordância com as instâncias do governo e da FPF, o F.C.Porto avançou para a lotação mínima exigida pela UEFA, tendo hoje uma lotação para 52 mil lugares. O que se questiona é que raras situações, jogos frente ao Benfica, festas de título, jogos para a Liga dos Campeões e Liga Europa ultrapassa os 40 mil - curiosamente houve um F.C.Porto - Limianos que teve 41,118. Como é que um FCPorto tão dominador e tão ganhador não consegue em todos os jogos ultrapassar os 40 mil? A razão que deve levar os adeptos a não irem ao Dragão e a limitarem-se a ver o jogo pela televisão, deve ser ou pelo horário do jogo ou pelos preços dos respetivos bilhetes. Veremos se as coisas melhorem daqui para a frente, porque é muito bom estar no estádio e ver todas as cadeiras preenchidas.
UEFA Champions League, grupo A, 3.ª jornada
24 de Outubro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 29.317 espectadores.
Árbitro: Pavel Kralovec (República Checa). Assistentes: Roman Slysko e Martin Wilczek. Quarto árbitro: Antonin Kordula. Assistentes adicionais: Radek Prihoda e Micahl Patak.
FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson Martínez e James. Substituições: Varela por Atsu (64m), João Moutinho por Defour (75m) e James por Miguel Lopes (90m+2). Não utilizados: Fabiano, Castro, Kleber e Abdoulaye. Treinador: Vítor Pereira.
DÍNAMO KIEV: Shovkovskiy; Betão, Mikhalik, Khacheridi e Taiwo; Miguel Veloso, Vukojevic e Garmash; Yarmolenko, Ideye Brown e Gusev. Substituições: Vukojevic por Kranjcar (84m). Não utilizados: Koval, Mehmedi, Marco Ruben, Bogdanov, Haruna e Ninkovic. Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko.
Ao intervalo: 2-1. Marcadores: Varela (15m), Gusev (21m), Jackson Martínez (36m e 78m), Ideye Brown (72m). Cartão amarelo: Garmash (81m), Betão (90m+3), Miguel Veloso (90m+4) e Maicon (90m+4).
Por
vezes há noites assim. Estranhas. Se me tivessem dito antes da partida
que íamos ganhar por 3x2 ao Dínamo de Kiev, eu provavelmente teria
pensado tratar-se de um grande jogo de Champions, de mais uma daquelas noites europeias para o Dragão guardar no seu baú de memórias.
Ter-me-ia, porém, enganado redondamente. Por muito que nos custe, um
jogo com cinco golos pode mesmo varrer-se-nos da memória passado poucos
dias. De facto, assistimos a um encontro em ritmo pausado, quezilento e
sem grandes oportunidades de golo. Pouco entusiasmante, no fundo, à
semelhança das despidas bancadas do Dragão que também se deixaram
envolver pelo ritmo morno do prato que lhe serviram.
Ficou sempre a ideia, aliás, que estávamos perante um Porto de serviços
mínimos, isto é, que bastava acelerar um pouco para chegar com perigo à
baliza adversária. Baliza essa que, jogo a jogo, parece mais fácil de
alcançar. Obra e graça de um colombiano chamado Jackson Martinez, a dar
os primeiros passos - ou muito me engano - para poder um dia escrever o
seu nome no panteão dos artilheiros azuis e brancos.
Estivemos então na presença de um Porto de serviços mínimos? De um Porto
em gestão de esforço? De certas unidades em poupança de energia? De um
Porto mais uma vez relaxado e ultra-confiante a fazer lembrar Vila do
Conde? De um Porto com a sorte do seu lado que sempre que rematou fez um
golo? Ou de um Porto de estrutura e carácter vincadamente europeu, a
adquirir o cinismo e o calculismo típicos das velhas raposas desta
competição? A resposta, claro está, será um mix de tudo isto.
É óbvio que esta forma de encarar o jogo, de estar em vantagem no
marcador e recuar imediatamente no terreno, de perder agressividade e
começar a trocar a bola sem a baliza em mente numa atitude de quem acha
que tem o jogo ganho, nem sempre corre bem. Muito menos em jogos deste
calibre, não obstante a equipa de Miguel Veloso estar a anos-luz do
Dínamo de outras eras. Hoje, por sorte e porque há Jackson, tudo correu
bem e viemos felizes para casa.
Convém,
no entanto, refrear os ânimos daqueles que já andam para aí a propagar
aos sete ventos que temos três jogos e nove pontos na mão, com q
qualificação quase no papo. Sofrer dois golos em casa, com culpas
directas e evidentes do eixo defensivo, não podem deixar ninguém
sossegado e são razão para alarme. Ainda para mais quando, fora das
convocatórias e das conversas dos adeptos, está um grande jogador
chamado Rolando, com pergaminhos dados e provados de dragão ao peito.
Pena que o atleta esteja a servir de exemplo a todo o plantel,
desvalorizando-se a cada jogo que fica na bancada. Além disso, outra
nota negativa prende-se com a exibição de João Moutinho, bastante
apagado e em baixo de forma, tendo dado a sensação, a determinada
altura, que estaria a jogar inferiorizado fisicamente.
Pelo contrário, Helton, Danilo, Mangala e Lucho exibiram-se em bom
plano. O francês, não sendo evidentemente Alex Sandro, surpreendeu tudo e
todos, revelando atrevimento nas subidas pelo seu corredor, nunca dando
um milímetro que fosse aos seus directos opositores, ora fazendo uso do
seu excelente jogo aéreo, ora utilizando a sua envergadura física nos
lances ombro a ombro. Já o nosso capitão revelou o apurado sentido
táctico habitual, exercendo pressão em todo o campo e efectuando duas
assistências (a segunda então é primorosa) para golo. Mais um jogo onde
espalhou toda a sua categoria pelo relvado do Dragão que, por falar
nisso, precisa urgentemente de ir a consulta médica.
É verdade que nove pontos em três jogos não está ao alcance de qualquer
um. Só se conseguem com muitos anos de rodagem europeia. Com muitas
derrotas, com muitos empates, com muitas eliminatórias perdidas no
último minuto, com muitas tristezas e desilusões. Com muitas e muitas
injustiças. Os campeões forjam-se nas derrotas. E se nos dias de hoje
temos este Porto mandão e dominador, que ganha com aparente facilidade e
sem carregar muito no acelerador a um histórico do continente europeu, é
bom que nos recordemos de todos esses momentos.
Rodrigo de Almada Martins
DECLARAÇÕES
Vítor Pereira
Três jogos, três vitórias e nove pontos na Liga dos Campeões: a
prestação do FC Porto na máxima competição futebolística europeia
continua imaculada e Vítor Pereira sublinhou esse facto na conferência
de imprensa após a vitória sobre o Dínamo de Kiev (3-2). Para o técnico,
o triunfo foi de uma “inteira justiça” e materializa uma prestação que
“não está ao alcance de qualquer equipa”.
Viu-se um FC Porto desnorteado e que demorou a reagir aos golos do Dínamo de Kiev?
Gostaríamos de ter proporcionado um jogo de grande qualidade durante 90
minutos, mas do meu ponto de vista isso é impossível quando sete dos
titulares estiveram duas semanas e meia sem competir e caem num jogo da
Liga dos Campeões, contra uma boa equipa, recheada de bons jogadores.
Até ao primeiro golo do Dínamo apresentámos um futebol de grande
qualidade. Depois, acusámos um bocado o golo. Voltámos a entrar bem na
segunda parte, em que fomos uma equipa solidária e que soube reagir,
mesmo após o 2-2. Julgo que é com inteira justiça que vencemos e somámos
nove pontos nos três primeiros jogos, o que não está ao alcance de
qualquer equipa.
À semelhança do jogo com o Paris Saint-Germain, mudou a face táctica
da equipa e minutos depois chegou à vitória. É algo circunstancial ou
que tem pernas para andar?
O jogo é para ser lido e percebido e devemos mudar algo quando sentimos
que é correcto. Penso que se refere à mudança do James para dentro: não
quis que ele se desgastasse tanto no processo defensivo, porque o sentia
cansado e tinha necessidade de baixar muito no terreno. Precisávamos de
um decisor no espaço entrelinhas. Muitas vezes, a intenção não tem
efeitos práticos, neste caso não sei se foi uma consequência directa mas
acabámos por fazer o terceiro golo e ganhar o jogo. A nossa estrutura
base é o 4-3-3, mas circunstancialmente podemos tirar partido de um
jogador da qualidade, como o James, no espaço entrelinhas.
Na
segunda parte houve dois momentos: o golo do Dínamo e o golo do FC
Porto. A resposta da equipa após o 2-2 dá garantias do ponto de vista
emotivo e táctico?
O Dínamo é uma equipa que tem jogadores rápidos na frente. Quando
permitimos lançamentos nas costas da nossa defesa tornam-se perigosos.
Para que isso não aconteça, temos de fazer uma pressão forte, mas
perdemos capacidade de pressionar alto e expusemos a nossa linha
defensiva a muitas bolas na profundidade e uma delas deu golo. A leitura
que faço é esta: não conseguimos fazer uma pressão mais alta e circular
a bola como gostamos. Não é possível ter sete titulares só a treinar
durante duas semanas e meia e preparar convenientemente um jogo da Liga
dos Campeões. Não foi a linha defensiva que falhou no 2-2, mas o todo no
processo defensivo.
Uma equipa como o FC Porto, com grandes qualidade, marcou três golos
mas teve poucas oportunidades. Foi devido à grande qualidade dos
jogadores ou à sorte?
A sorte dá muito trabalho.
Falou na paragem do campeonato e na falta de ritmo. Porque não optou por dar ritmo aos titulares na Taça?
Jogar uma eliminatória da Taça contra o Santa Eulália – com todo o
respeito que me merece a equipa, que nos criou inúmeras dificuldades –
não é um jogo que proporcione transferência para este, da Liga dos
Campeões. O ritmo de que falo é também do ponto de vista competitivo.
Não acredito que isso pudesse ter dado ritmo ou preparado os jogadores
para este encontro.
Que dificuldades espera na Ucrânia?
O Dínamo é uma boa equipa, recheada de belíssimos executantes. Vão
criar-nos dificuldades, mas vamos tentar apresentar o mesmo espírito
ambicioso. Por isso, fomos capazes, como equipa, mesmo em dificuldades,
de fazer o terceiro golo. Talvez nessa fase só a própria equipa tenha
acreditado, Com essa união, fomos capazes de vencer. Em Kiev, com outro
ritmo e depois de corrigir alguns comportamentos, pretendemos jogar a um
nível elevado durante mais tempo.