segunda-feira, 22 de julho de 2013

Deportivo Anzoátegui 2-4 FC Porto. A solução estava no banco



Jogo de Preparação
21 de Julho de 2013
Estádio José Antonio Anzoátegui, Venezuela

Árbitro: Maiker Moreno (Venezuela). Assistentes: Adrian Cabello, Tulio Moreno e Jorge Urrego (Venezuela).
DEPORTIVO ANZOÁTEGUI: Edixon González; Camacho, Granados, Fuenmayor, Pernía, Calzadilla, Ricardo Martins, Escobar, David Moreno e Edwin Aguilar. Substituições: Edwin Aguilar por Oscar Briceño (71m), Ramírez por Calzadilla (75m) e Jhony González por Escobar (72m). Treinador: Daniel Farías.
FC PORTO: Fabiano; Fucile, Maicon, Mangala e Alex Sandro; Fernando, Defour e Carlos Eduardo; Iturbe, Varela e Ghilas. Substituições: Danilo, Lucho e Jackson por Fucile, Carlos Eduardo e Ghilas (46m), Herrera por Defour (77m) e Castro por Fernando (82m). Treinador: Paulo Fonseca.
Ao intervalo: 1-0. Marcadores: Edwin Aguilar (39m), Jackson (53m), Fuenmayor (62m), Mangala (63m), Varela (65 e 94m). Cartões amarelos: Edwin Aguilar (51m), Maicon, Fernando e Lucho (60m).
O FC Porto fez este domingo o primeiro jogo na digressão na América do Sul, batendo a equipa venezuelana Deportivo Anzoátegui por 4-2. A equipa portista, no entanto, chegou ao intervalo a perder, conseguindo dar a volta ao resultado na segunda parte, já com Danilo, Lucho e Jackson em campo, num jogo que foi um duro teste para a equipa de Paulo Fonseca.

Os Dragões iniciaram o jogo com a toada ofensiva que tem sido apanágio deste início de temporada. Logo aos 2 minutos a equipa azul e branca poderia ter marcado, numa bela iniciativa de Fernando pelo meio, a assistir Ghilas, que não conseguiu bater o guarda-redes adversário, Edison Gonxález. Jogando também contra um clima de muito calor e humidade neste primeiro encontro na América do Sul, o tricampeão nacional fez uma primeira parte com qualidade na posse de bola. O Deportivo Anzoátegui mostrou ao que vinha muito cedo no jogo, com dois bons contra-ataques que, no entanto, não assustaram em demasia Fabiano.

Do outro lado, Iturbe testou os reflexos de Edison Gonxález aos 18 minutos, enquanto pouco depois Varela teve duas boas oportunidades para inaugurar o marcador, no que foi uma das melhores fases da primeira parte da equipa portista. Aos 29 minutos, Defour proporcionou uma excelente defesa ao guarda-redes adversário, após uma boa jogada do argentino Iturbe pela esquerda, flanco por onde se desenrolou a maior parte do ataque do FC Porto na primeira parte. Já perto do final da primeira metade, aos 39 minutos, a equipa do Deportivo Anzoátegui chegou à vantagem: bola nas costas da defesa, Edwin Aguilar desmarca-se e bateu um desamparado Fabiano. Inglório para a equipa do FC Porto que, longe de estar a fazer uma exibição brilhante, mantinha o jogo controlado. E era com o 1-0 que se chegava ao intervalo.

A segunda parte foi, face a alguma apatia de ambas as equipas na primeira metade, cheia de emoções e contou com quatro (!) golos. As entradas de Danilo, Lucho e Jackson mudaram completamente o figurino de uma partida que se afigurava como muito complicada de resolver por parte da equipa azul e branca. Defour lançou o aviso aos 48m com um remate rechaçado pela defesa da equipa venezuelana, mas aos 53 minutos, numa jogada de entendimento entre Varela e Danilo no lado direito do ataque do FC Porto, Jackson Martínez, de cabeça, chegou mesmo ao golo, após cruzamento perfeito do lateral brasileiro. A partida parecia (e estava) relançada e, em recarga a um livre directo que bateu na barreira, Fuenmayor colocou novamente a equipa do Deportivo Anzoátegui na frente do marcador (2-1).

E aqui começava a fase louca do jogo pois, logo a seguir, aos 63 e aos 65 minutos, a equipa do FC Porto deu a volta: primeiro foi Mangala, no seguimento de um canto, após uma saída extemporânea do guarda-redes adversário, a encostar a bola para a baliza vazia; depois foi Varela, após um cruzamento de Iturbe (solicitado por Defour) a cabecear de forma perfeita ao canto superior esquerdo da baliza de Edixon González e a fazer o terceiro golo azul e branco.

Os últimos 20 minutos, fruto das condições atmosféricas e de algum cansaço face à fase da época em que se encontram ambos os clubes, foram um pouco menos intensos. Aos 72m, belíssima jogada do FC Porto, com Jackson a solicitar o Iturbe e Edixon González a fazer uma excelente defesa; já com o jogo mais lento e com Herrera e Castro em campo, Varela fez o quarto golo do tricampeão nacional, a passe magistral de Lucho González, selando o resultado final com um remate cruzado.

fonte: fcporto.pt



DECLARAÇÕES

Pinto da Costa: "É extraordinário sentir o fervor de todos os portistas daqui"

Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, acompanhou a equipa na digressão sul-americana e, no jantar de gala no Centro Português de Caracas, no sábado, demonstrou que já está bem adiantado na pré-época. Entre promessas de que, em caso de vitória na Supertaça, a dedicará aos adeptos da Venezuela, falou também da atenção do clube aos talentos que despontam naquela zona do globo.

Perante cerca de mil pessoas, entre as quais o embaixador de Portugal na Venezuela, Mário Lino da Silva, o líder portista começou por relevar o papel dos adeptos neste país sul-americano: "É extraordinário sentir o fervor de todos o portistas daqui e é comovente para quem quem está tão longe, e muitas vezes é esquecido por Portugal, demonstrar nos mais pequenos pormenores o amor à nossa pátria. Aos 92m ou 93m, ao 1m ou aos 2m, no dia 10 de agosto quando vencermos, como esperamos - sem dar como certo - a Supertaça, que será o 75º título, o meu pensamento e palavras vão ser para todos vocês", referiu, lançando também um apelo: "Continuem a ser como são. Mais do que um exemplo, são um estímulo para que continuemos a lutar pelo FC Porto, para que em Caracas haja cada vez mais festas e se comemorem muitos títulos, quiçá mais um título europeu".

Aproveitando para recordar o final da época passada, o presidente dos Dragões não teve meias-palavras: "Disseram aqui que aqueles sete segundos desde o passe do Moutinho até ao golo do Kelvin mudaram muita coisa. De facto, mudou a mentalidade de muita gente que antecipadamente se julgava vitoriosa e que se esquece que os outros lutam até ao fim. Foi um momento tão especial que vos vou dar uma notícia em primeira mão: o Papa Francisco quer incluir na sua visita a Portugal uma ida ao Estádio do Dragão para ver onde Jesus se ajoelhou”, comentou com uma pitada de humor.

O facto de o FC Porto estar com atenção ao mercado sul-americano mereceu algumas palavras do líder da delegação portista: “Com a melhoria que teve o futebol venezuelano, estamos atentos a alguns jogadores para o FC Porto, visto que o mercado sul-americano, em geral, é aquilo que nós procuramos para reforçar a nossa equipa”. Aliás, referiu, “o FC Porto tem já um jogador venezuelano, embora na categoria de juniores. O Vítor Garcia um talento que foi descoberto e que esperamos que, quando tiver a idade para isso, possa integrar o nosso plantel principal".

O presidente do tricampeão nacional referiu também a sua "enorme satisfação" sentida ao voltar a Caracas depois de quase 30 anos. "Curiosamente, quando assumi a presidência do FC Porto, em 23 de abril de 1982, o primeiro ato que fiz como presidente, depois de ter assinado o acto de posse, foi assinar um contrato para vir a um torneio à Venezuela com a equipa principal de futebol. E o primeiro jogo de futebol que realmente disputei como presidente foi também aqui na Venezuela, em Barquisimeto, um grande torneio de futebol com o Real Madrid, Barcelona e o Inter de Milão", completou.



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