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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Portugal, Jackson e ainda o '"fantasma" de James


Portugal neste momento depende de si próprio se quer marcar presença no Campeonato do Mundo Brasil 2014, e depois da derrota por 1-0 na Rússia e no empate a 1-1 com a Irlanda do Norte no Estádio do Dragão onde estiveram presentas 48 711 espectadores, a seleção de Paulo Bento depende de si própria quando ainda faltam disputar 6 jogos. O que muita gente questiona é como Portugal, 3º no ranking da FIFA, consegue empatar no Dragão com a Irlanda do Norte que é apenas 117ª classificada no ranking. Cristiano Ronaldo cumpriu a 100 internacionalização, mas fez uma exibição muito apagada no qual se destaca o remate à barra e nada mais. Paulo Bento levou a equipa às meias-finais no Euro 2012, e como é habitual Portugal tem vindo nos últimos anos a lutar no play-off.

Jackson em grande na Colômbia.
 
Depois de James Rodríguez, o tal que é perseguido por um fantasma, ontem foi Jackson Martínez a brilhar a grande altura no triunfo da Colômbia frente aos Camarões por 3-0. O jogador do Futebol Clube do Porto, marcou o primeiro golo do jogo e que golo, podem ver aqui.

O principal destaque vai, que os melhores jogadores da Colômbia são do F.C.Porto à clara exceção de Falcao, mas que já representou os azuis a brancos.

O "Fantasma" de James Rodríguez

Tem vindo a ser destaque nos últimos dias pelas redes sociais, mais concretamente no Facebook, no qual no FB oficial do próprio James, publicou uma foto do seu festejo quando fez o 1-0 e único golo frente ao PSG para a Liga dos Campeões. O curioso na imagem é que por cima da mão esquerda de James, aparece um fantasma e que pelos vistos tem vindo a assistir aos jogos do James. Não sabemos se é verdade, mas a imagem apresenta-se aqui abaixo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Portugal 1-1 Irlanda do Norte . Jogo 100 de Ronaldo marcado por nova exibição pobre.

Repetição do filme da Rússia: Portugal sofre a bom sofrer sem necessidade, por falta de ideias e criatividade, perde pontos em casa diante de uma seleção claramente inferior e fica em igualdade pontual com Israel no grupo F da qualificação europeia para o Mundial 2014. Muita pólvora seca e poucos, muito poucos efeitos práticos, é o que fica da exibição de hoje da equipa das quinas.

Não é deste futebol que Portugal gosta. A Irlanda do Norte, um pouco à imagem da Rússia que na sexta-feira bateu a turma lusa, entrou e jogou de forma pragmática, defensiva, ciente das diferenças de valia existentes entre as duas formações que esta noite se defrontaram no Dragão, a apostar no contra-ataque, aproveitando o jogo de mangas arregaçadas que a equipa das quinas impôs desde o início.
Mas nem tudo se explica com uma Irlanda do Norte que chegou a ter toda a equipa na grande área a defender. Faltam ideias a este Portugal – que saudades de Rui Costa ou Deco - e um matador na área para aproveitar as, ainda assim poucas, jogadas de perigo criadas pela turma lusa.
A equipa da quinas entrou sôfrega na partida, ora pressionada pela derrota imposta pela Rússia na sexta-feira, ora também pelo triunfo de Israel sobre o Luxemburgo por 3x0, que lhe permitiu ultrapassar Portugal na classificação do grupo, ainda que de forma provisória.
 
Portugal sem ideias, Irlanda do Norte prática e pragmática

A procurar o golo desde o início, ofensiva e a pressionar alto, a seleção portuguesa mostrou-se inconsequente, sem referências na área capazes de concretizar os lampejos de Nani ou Cristiano Ronaldo, centenário em internacionalizações esta noite, precisamente.
Aos dois minutos de jogo faltou «um bocadinho assim» a Hélder Postiga, após um cruzamento de João Moutinho na direita, depois foi Nani, que cabeceou em arco e obrigou o guarda-redes Roy Carroll a sacudir com uma palmada.

Não marcou Portugal, marcou a Irlanda do Norte, um flashback do golo russo de sexta-feira. Contra-ataque, Niall McGinn isolou-se e perante a saída de Rui Patrício colocou os norte-irlandeses a vencer. Não seria uma vantagem justificada... mas, sejamos sérios, também Portugal nada havia produzido para que as coisas fossem diferentes.

Antes do intervalo, ainda houve tempo para uma bola à barra de Cristiano Ronaldo, à passagem do minuto 36. Gritou-se golo nas bancadas do lotado estádio do Dragão, ainda se esperou por uma recarga que nada deu e o conjunto português foi para o intervalo em desvantagem, claramente a precisar de ideias para penetrar numa defensiva Irlanda do Norte, que apenas tremelicou, e nada mais que isso, quando Cristiano Ronaldo e Nani trocaram de flancos.

Lusos intranquilos

Rúben Micael foi o primeiro a tentar no segundo tempo, de longe, como que a dizer: «Se se fecham tanto, tentamos à bomba». Não foi lá dessa vez. Postiga tentou, uns minutos depois, mas foi mais um brinde para Roy Caroll, o mesmo que defendeu por instinto um remate na passada de Cristiano Ronaldo, afastando com os pés a melhor oportunidade de golo dos lusos, depois da bola na barra também do capitão.

A Irlanda do Norte ainda esteve perto de ajudar a equipa das quinas, pelos pés de Steven Davis que deu mal na bola e com uma rosca quase traiu o seu guarda-redes.
Paulo Bento fez entrar Silvestre Varela, Portugal ganhou velocidade e permitiu que Cristiano Ronaldo surgisse mais em zona de perigo, junto a Hélder Postiga, perdulário ao longo de praticamente todo o jogo.

A Irlanda do Norte continuava sem nada fazer, Patrício era um espetador, mas o cronómetro não dava tréguas e o nervosismo ia apoderando-se do conjunto português, displicente no ataque, inconsequente nas várias ações ofensivas mas sem qualquer problema com o jogo vertical apresentado pela turma irlandesa, que também apostava no anti-jogo do relógio.

Aos 79 surgiu o ufa da igualdade. Éder assiste Nani de cabeça, o jogador do Manchester United falha o remate e Hélder Postiga aproveita para, em rotação, empatar a partida.
Nas bancadas ainda se gritou «só mais um» mas os minutos restantes não deram alegrias aos lusos, apenas um nervoso miudinho que se ficou por isso mesmo. Nani, Varela e Éder estiveram perto, mas os irlandeses travaram tudo e os tiros portugueses foram mesmo de pólvora seca.
Apesar da diferença no ranking, Portugal é terceiro e a Irlanda do Norte 117.ª, a verdade é que a seleção portuguesa voltou a marcar passo, por culpa própria. Fica a questão nos quase 50 mil espetadores que coloriram as bancadas do Dragão: como é possível este resultado com uma seleção destas?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - Portugal x Irlanda do Norte - Qualificação Mundial 2014


Ainda está na memória a retranca russa e Paulo Bento sabe que a Irlanda do Norte não vai ser diferente, apesar de rejeitar qualquer mudança no ânimo e ambição da turma lusa, algo que, garante, não foi perdido em Moscovo. O técnico português pretende que a equipa das quinas mantenha a sua identidade e estilo de jogo, garante que o pensamento está nos três pontos e confirma Cristiano Ronaldo e Rúben Micael na equipa inicial.

Não há adversários ideais, diz Paulo Bento, seja depois de uma derrota, como a de sexta-feira, em Moscovo, ante a Rússia, ou depois de um triunfo. O selecionador nacional afiança que nada há que recuperar, porque a seleção nada perdeu na Rússia a não ser três pontos.
«Se tivéssemos alcançado outro resultado, continuávamos a ter o objetivo de conquistar três pontos amanhã. Não temos que recuperar algo que não perdemos. Mantemos o ânimo, a ilusão e a convicção do que queremos fazer e não o perdemos em Moscovo», afiançou o treinador nacional.

Paulo Bento repetiu o que já disse, considerando que a derrota com a Rússia foi «injusta», mas preferiu virar a página e apontar baterias ao jogo com a Irlanda do Norte, que foi preparado «da melhor maneira possível», com a convicção de que «serão alcançados os três pontos» e que a equipa das quinas «estará no Mundial 2014».

O facto de a Irlanda do Norte ocupar o posto número 117 do ranking FIFA, no qual Portugal é terceiro, não elevam a confiança do conjunto português.
«Os rankings a mim dizem-me pouco. Não preparamos os jogos em função da nossa posição no ranking nem dos nossos adversários. Preocupamo-nos com o que o adversário vale em termos coletivos, com algumas individualidades que possa ter, com a nossa forma de jogar e com o nosso método de jogo».

Neste sentido, Paulo Bento sublinhou aquilo que a Irlanda do Norte pode fazer e que pode criar problemas à equipa das quinas.
«É uma equipa que usa com muita frequência o jogo direto no seu ponta de lança, em termos ofensivos essa é uma das suas principais rotinas, bem como a capacidade que esse jogador tem de alcançar espaços em profundidade. Sob o ponto de vista defensivo, é uma equipa que usará um bloco baixo, composto por duas linhas de quatro com um jogador na posição dez e um ponta de lança. Vão jogar recolhidos, tentarão sair em contra-ataque e compete-nos combater essa situação, criando situações de finalização, não perder segurança e paciência no processo ofensivo e controlar o momento de transição ofensiva do adversário com uma transição defensiva muito forte».

O selecionador nacional volta a sublinhar a ideia: «Ganhar e não como ganhamos. Se ganhamos 1x0 bem, 2x1 bem, 2x0 melhor. Três pontos são o mais importante. Esse é que é o objetivo».
Apesar de assumir que a equipa nacional por estar «um pouco mais pressionada por ter perdido três pontos», o técnico lembra que «jogar sob pressão» não é nada desconhecido para os jogadores lusos e para o qual não estejam preparados e até lembra a qualificação para o Euro 2012 para ilustrar o que é pressão.

«Prefiro muito mais a situação que vamos encontrar amanhã com a Irlanda do Norte do que a situação quando vim cá [Dragão] jogar pela primeira vez com a Dinamarca. Tínhamos um ponto em três jogos, agora temos seis em três».  

Jogo 100 de Cristiano Ronaldo

A marca é histórica, Cristiano Ronaldo atingirá amanhã o 100.º jogo pela seleção nacional, algo apenas atingido por Figo e Fernando Couto. Paulo Bento lembra que o internacional luso é «um jogador de grande talento» mas que «trabalha muito para chegar a este patamar» e deixou o desejo de que «faça muitas internacionalizações» pois, acredita, «acabará por bater o recorde existente de internacionalizações e o número de golos de Pauleta».

«A carreira dele na seleção é ajudar. A sua importância na equipa tem a ver com o nível de profissionalismo que exibe no treino, no cumprimento da nossa forma de estar, das nossas regas, normais de um grupo de trabalho. A forma como as cumpre, sendo capitão, são um exemplo da  competitividade que exibe e que é importante para nós, para o grupo de trabalho e para os seus colegas».

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Russia 1-0 Portugal . Má gestão do jogo dita derrota para a seleção.


A Rússia, com características de futebol italiano, segurou o cronómetro e uma vantagem sobre Portugal, alcançada aos seis minutos de jogo num lance fortuito. Portugal jogou, controlou, sufocou, mas não marcou, e sai da Rússia vergado a uma derrota injusta. Pragmatismo, estratégia defensiva e eficácia ditam o resultado final e colocam os russos no topo do grupo F, isolados e com nove pontos.
Seis jogadores do Zenit no 11 inicial, três do CSKA Moskva. Quer queiramos quer não, Fabio Capello teve uma tarefa mais facilitada. Além de os seus jogadores já estarem mais habituados à baixa temperatura e ao relvado artificial, o técnico italiano ainda contava com a vantagem de meia equipa já se conhecer e jogar junta, o que em termos de entrosamento é mais do que facilitador.
Paulo Bento não contou com as mesmas ajudas, apesar de as previsões iniciais serem piores. Pepe e Ronaldo acabaram por jogar de início, ficando de fora apenas Raúl Meireles, que ontem havia abandonado o treino mais cedo, por lesão.
Em 20 minutos, no entanto, o cenário gelou mais ainda que os 3º que se faziam sentir em Moscovo: aos seis a Rússia colocou-se na frente do marcador e aos 20 Fábio Coentrão saiu lesionado, obrigando Paulo Bento a remendar a lateral-esquerda com Miguel Lopes.
Não foi por aí, no entanto, que o sofrimento surgiu. Menos ainda pelo que a Rússia fez, que foi, diga-se, muito pouco. Foi mais pelo que Portugal não marcou, filme já visto. Aí é que as mãos foram à cabeça.
Ataca, ataca, sofre e não marca
Portugal mandou no jogo. Mas isto não quer dizer que não tenha sofrido a bom sofrer, mais, muito mais pelos falhanços do que pelos sustos, subido como se impunha depois de estar em desvantagem desde o minuto seis. Nem os russos contavam com aquele lance, até o público se surpreendeu. Rúben Micael perdeu a bola numa transição, Pepe e Bruno Alves falharam no diálogo e Aleksandr Kerzhakov só teve que encostar.
Murro no estômago que não afetou a turma lusa. Se Paulo Bento havia dito que, mesmo em momentos adversos, a equipa tinha que fazer aquilo que treina, foi exatamente isso que aconteceu.
Em cima da Rússia, ofensiva, organizada, num jogo de sentido único - a baliza de Igor Akinfeev – a equipa das quinas tentou, tentou, e a prová-lo surgiam os 63 por cento de posse de bola ao intervalo.
Primeiro foi Postiga, de cabeça, que atirou por cima da barra, depois foi Bruno Alves, do alto da sua capacidade de impulsão, obrigando Akinfeev àquela que terá sido mesmo a melhor defesa da partida.
Principais estrelas da seleção preparadas para o embate com a Irlanda do Norte.
Da Rússia nada, apenas vontade nos contra-ataques e nada mais que isso, com inteligência, todos atrás da linha da bola e a provar aquilo que os portugueses já sabiam: Portugal tem melhor seleção, individual e coletivamente.
O sufoco do segundo tempo
Mais do mesmo. Portugal aumentou a posse de bola, o domínio, a circulação, instalando-se no meio-campo ofensivo e apertando os russos sem tréguas nem pausas.
Primeiro Ronaldo, depois Micael, Nani também tentou. A equipa portuguesa, balanceada para o ataque, chegou a sufocar a turma russa mas o golo não saía.
A injustiça do cronómetro que não parava, dos russos que mais pareciam italianos a defender – Capello ensinou-os tão bem – e do golo que não surgia pesavam sobre as cabeças dos internacionais portugueses, que jogavam em meio-campo apenas, o seu ofensivo, e justificavam, desde o primeiro tempo, muito mais do que um golo.
Na segunda parte só dois lances merecem destaque da Rússia, ambos fruto de uma equipa que explora bem o contra-ataque e aproveita as mangas arregaçadas com que Portugal jogava, subido no terreno procurando o golo.
Denis Glushakov recebeu de costas à entrada da área, rodou e rematou rasteiro para uma defesa apertada de Rui Patrício, o mesmo, Santo Patrício, que defendeu aos 82 um remate forte à entrada da área de Aleksander Kokorin.
Daí até ao apito final do húngaro Viktor Kassai, mais cedo que o previsto, foi uma repetição do filme que já vimos. A Rússia jogou com o relógio, segurou a vantagem e garantiu os três pontos e a liderança isolada deste grupo de qualificação.
Fica, no entanto, uma certeza: Portugal é superior, joga melhor e é claramente favorito na qualificação para o Mundial 2014.
Na terça-feira há mais, no Dragão, contra a Irlanda do Norte, e com duas dúvidas importantes: Fábio Coentrão e Raúl Meireles.

sábado, 8 de setembro de 2012

Qualificação Mundial 2014: Luxemburgo 1-2 Portugal. Sofremos mas conseguimos ganhar.

Em dia de austeridade em Portugal, a seleção nacional de futebol recorreu aos serviços mínimos para vencer no Grão-ducado do Luxemburgo por 1x2, no arranque da caminhada de qualificação rumo ao Campeonato do Mundo de 2014, que se realiza no Brasil.
 
Luxemburgo deixa Portugal em sentido

O primeiro sinal de perigo da formação luxemburguesa surgiu aos cinco minutos, quando Mario Mutsch atirou de pé esquerdo, ainda que ao lado da baliza defendida por Rui Patrício. Era um indício do susto que estava para chegar, até porque Portugal jogou devagar, devagarinho no Grão-ducado, talvez acusado pela tristeza das renovadas medidas de austeridade apresentadas por Pedro Passos Coelho instantes antes do início da partida.
O certo é que aos 13 minutos o modesto Luxemburgo passou a liderar o marcador, com um grande golo de Daniel da Mota. O nome é português e o jogador também; a receção ao passe de Mutsch é fenomenal e o remate do luso naturalizado luxemburguês é potente, ainda que Rui Patrício lhe tenha tocado com os dedos. Ora, o país sofria a dobrar a partir desta altura e a seleção de todos nós pouco parecia disposta a fazer para o mudar. 

Ronaldo empata e Postiga dá vantagem

Sem brilhar efusivamente – bem longe disso -, o orgulho das «estrelas» levou Portugal a criar mais problemas ao Luxemburgo a partir dos 20 minutos, com Cristiano Ronaldo na linha da frente. O capitão acertou três vezes no poste, mas numa dessas vezes, aos 28 minutos, a bola entrou mesmo e Portugal empatava o encontro. Ainda na primeira parte, nota para duas boas ocasiões para Hélder Postiga, negadas pelo guarda-redes da casa.
Ainda assim, o avançado do Zaragoza acabaria por chegar ao golo, aos nove minutos da segunda parte, já depois de Cristiano Ronaldo e o próprio Postiga terem tentado o segundo golo de Portugal. Aos 54’, Postiga recebeu de João Moutinho, dominou de cabeça e atirou de pé direito para a primeira vantagem portuguesa da noite. Era o prémio para uma melhor entrada da seleção nacional no segundo tempo da partida.
 
Luxemburgo reassume o jogo

Chegados aqui, regressou a seleção portuguesa de baixo rendimento. O Luxemburgo voltou a crescer e Rui Patrício não se livrou de algumas aproximações perigosas dos homens mais avançados da equipa da casa. Aos 60 minutos, por exemplo, Joachim rodou com qualidade e atirou perigoso à baliza portuguesa, valendo a intervenção do guarda-redes do Sporting. As tentativas lusas, por sua vez, acabavam quase sempre de forma inconsequente.
Agora há jogo na terça-feira, em Braga, frente ao Azerbaijão, na segunda jornada do Grupo F. Recorde-se que esta sexta-feira a Rússia bateu a Irlanda do Norte por 2x0 e Israel empatou 1x1 no Azerbaijão.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Euro 2012: Espanha 0-0 Portugal: 4-2 em G.P. - E sempre acabou o sonho, mas...... Obrigado Portugal!


Num jogo elétrico houve muitos momentos de alta tensão, embora com alguns jogadores em claro curto circuito. Paulo Bento e Del Bosque trocaram de fusíveis, mas o empate durou até aos penáltis. Na noite de Donetsk a lotaria saiu para a Espanha.
 
Moutinho pauta o ritmo, Ronaldo foca a baliza
A história de séculos moldou as fronteiras dos países da Península e determinou entre eles uma rivalidade ancestral. Havia uma presença na final para garantir e por isso, Portugal e Espanha tentaram resolver o jogo desde cedo.
A primeira parte não teve golos, mas foi bem jogada entre duas seleções que procuraram não errar. Portugal foi tentando, quase sempre, empurrar Espanha para longe da sua área, mas o tiki-taka lá ia aparecendo.

 Aqui e ali os espanhóis conseguiam espaço para esplanar o seu futebol, com a presença de Iniesta, embora a primeira situação de perigo da «Roja» fosse protagonizada pelo «patinho feio» Arbeloa. O jogador do Real Madrid quase inaugurava o marcador, aos nove minutos, numa jogada espetacular do ataque espanhol: Iniesta a cruzar, Negredo a falhar o desvio e a bola a sobrar para o lateral-direito, que rematou por cima da baliza de Rui Patrício.



A resposta lusitana, ao aviso espanhol, não tardou num «passe de letra» de João Moutinho, em pleno ar, com Ronaldo a rematar de primeira, mas com a bola a sair acima da barra da baliza espanhola.

Depois disso, Iniesta quase marcava aos 29 minutos. A bola circulou pelos pés de Negredo e Xavi antes de chegar ao criativo do Barcelona. O remate, em jeito, saiu por cima da barra da baliza espanhola.

Até ao descanso, a pressão inteligente de Portugal intensificou-se e obrigou nuestros hermanos a procurar outras soluções para fazer a bola chegar ao último terço luso, nomeadamente, jogo direto. Ainda assim o nulo manteve-se ao intervalo.
 
Dúvida soberana durou até aos pénaltis

O mesmo cenário manteve-se no regresso dos balneários com a Espanha circular a bola e Portugal a tentar sair com perigo para o ataque, mas sempre a «estancar» o ADN espanhol na relva.

O relógio, esse, avançava e a questão física começava a imperar numa partida que teve 48 mil adeptos no Donbass Arena.

A Espanha aparentou estar mais desgastada, até porque teve menos dias de recuperação do que Portugal face aos encontros dos quartos-de-final. Quem não se importou com isso foi Ronaldo que ia pedindo aos colegas para subir no terreno.

Aos 71 minutos, os corações portugueses e espanhóis ficaram em suspense. Ronaldo sofreu falta em «carreira de tiro». O estádio fez silêncio para ver o que ia sair dos pés do madeirense e, verdade seja dita, a bola não saiu muito longe da baliza de Casillas.

Ainda assim, é bom que se diga, a melhor ocasião de golo, durante os 90 minutos, pertenceu e Ronaldo. Os lusitanos sairam para o ataque, numa situação de 4 para 3, com Meireles a desmarcar o capitão e CR7 a acertar mal na bola e a enviar o esférico para a bancada! Seria português o golo aos 90 minutos.

No tempo de prolongamento o desgaste foi notório e tudo acabou por ser resolvido na lotaria dos penáltis.
 
Moutinho e Bruno Alves tremeram na lotaria, Fàbregas e Ramos não

No momento das grandes penalidades, foi Xabi Alonso o primeiro a falhar, mas Moutinho, do FC Porto, não fez melhor e permitiu a defesa de Casillas.

Depois foi a vez de Iniesta e Pepe que não falharam. No terceiro pontapé, Piqué focou Patricio e não falhou, tal como Nani.

Seguiu-se Sergio Ramos que não tremeu e marcou à «panenka».


 Os «nervos» passaram para Bruno Alves. Ele não podia falhar, mas falhou. O antigo jogador do FC Porto partiu para a bola e atirou com estrondo na barra. Os ferros também tiveram uma palavra, neste caso a última, no derradeiro pontapé de Fàbregas. O médio do Barcelona atirou para o fundo da baliza.

A Espanha levou a melhor sobre Portugal. Uma das equipas que Platini imaginou.....está na final.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Euro 2012: Espanha vs Portugal - Hoje não há cá irmãos....


Pode haver fintas hipnotizantes de Ronaldo, dribles com a bola tal como um íman no pé Nani, o perfume espalhado por Moutinho, a classe infinita de Xavi, as defesas miraculosas de Casillas ou os pormaiores de David Silva. Pronto, está aqui o «cardápio» perfeito para o que se pode esperar, esta quarta-feira, em Donetsk, na Ucrânia, na meia-final do Campeonato da Europa, entre Portugal e Espanha.
Já se sabe que a rivalidade vem dos idos tempos de D. Afonso Henriques. Ok? Também sabemos que em qualquer local do país «à beira mar plantado» todos têm uma história relacionada com o país vizinho. Claro. Mas hoje, escreve-se mais uma página de história, desta vez no futebol. Ora, quando portugueses e espanhóis se cruzam no mundo da bola....ui ui...podemos esperar «show».
 
As fintas de Ronaldo & cia podem trocar as voltas à «Roja»

 A campeã da Europa e do Mundo, com o pensamento fixo em Ronaldo, está a um pequeno passo de marcar presença na terceira final consecutiva de um grande torneio de seleções.
Desde a República Federal da Alemanha, na década de 1970, que nenhuma selecção europeia conseguiu chegar a três finais consecutivas. Estas são as contas que invadem a cabeça de nuestros hermanos, que só sofreram um golo neste Euro 2012.


Mas Ronaldo & cia têm outras ideias. Os lusitanos querem voltar à final do Euro, após a derrota em 2004. A seleção nacional vem a crescer na prova e atingiu uma posição de «respeito» no velho continente.

Paulo Bento não conta com Hélder Postiga, que se lesionou nos quartos-de-final. O «carteiro» vai ser substituído por Hugo Almeida. Já Vicente Del Bosque tem a «armada espanhola» na máxima força, mas com menos 48 horas de repouso para o duelo dos vizinhos.
 
Da Cidade do Cabo a Dontesk, com paragem na «Catedral» da Luz
No duelo histórico dos confrontos nas quatro-linhas, os rivais ibéricos já se cruzaram tantas e tantas vezes, sendo que a Espanha leva vantagem.

Os nossos vizinhos venceram 15 dos 34 jogos. Em doze ocasiões deu empate e Portugal venceu sete partidas. A última foi a goleada no estádio da Luz. A equipa das «quinas» venceu por 4x0 e limpou a «Roja» que vinha de «nariz empinado» desde a Cidade do Cabo. Lembra-se?

Bem, continuando a desfiar os números deste duelo, nota-se que a Espanha não perde há 18 jogos oficiais (desde a primeira jornada da fase de grupos do Mundial de 2010). Contudo, a «Roja» perdeu, quatro dos 14 encontros amigáveis que disputou desde então.

Se a análise apontar aos duelos oficiais nota-se que a Espanha ganhou quatro dos sete encontros. Portugal venceu uma vez e há registo de dois empates.

Na memória está bem «fresca» a eliminação em 2010, mas quando o Euro se jogou em Portugal o «galo» português cantou sobre o «touro» espanhol. Antes, a 17 de junho de 1984, Carlos Santillana, marcou aos 73 minutos, o golo que anulou o tento de António Sousa.
Contas e mais contas numa rivalidade de tantos e tantos séculos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Euro 2012: Rep. Checa 0-1 Portugal - CR7 indica o caminho para as meias-finais!


Ao chapéu de Karel Poborsky em 1996, Portugal respondeu 16 anos depois com um cabeceamento certeiro de Cristiano Ronaldo. Aos 79 minutos, o capitão bateu Petr Cech e carimbou o passaporte da seleção portuguesa para as meias-finais do Europeu, dando justiça a um jogo em que só deu Portugal.

Em Inglaterra, Poborsky tirou Portugal do Campeonato da Europa. Agora, na Polónia e com o ex-jogador do Benfica na bancada, foi a vez de Cristiano Ronaldo fazer o mesmo à República Checa. O número 7 mostrou que os momentos decisivos que protagonizou com a Holanda não foram casos esporádicos e voltou a resolver a favor da seleção portuguesa, num lance em que João Moutinho também tem que ser destacado pelo cruzamento que fez.

Rui Patrício não foi chamado à prova nenhuma vez e isso diz bem daquilo que foi o jogo. Portugal foi sem dúvida melhor que o adversário e merece estar nas meias-finais da prova, depois de ter ultrapassado a República Checa e o grupo da morte. Agora, venha a Espanha ou a França.

Checos salvos pelo poste

Foi dos pés de Cristiano Ronaldo que surgiu a grande ocasião de golo na primeira parte. Aos 45 minutos, já com muito pouco para jogar até ao intervalo, o capitão da seleção portuguesa dominou a bola de peito, amorteceu com o pé direito e rematou ao poste da baliza de Petr Cech.

Deu impressão de golo no Estádio Narodowi, mas não passou disso mesmo. A bola ao poste manteve o resultado em 0x0 após uma primeira parte marcada por muitas bolas perdidas e pelo facto de nenhuma equipa ter conseguido assumir o jogo.

A responsabilidade do encontro a eliminar pesava nos ombros dos jogadores de ambas as seleções. Era preciso paciência e os comandados de Paulo Bento souberam tê-la. Portugal conseguiu ter mais posse de bola e por intermédio de Cristiano Ronaldo tentou inaugurar o marcador, apesar do primeiro remate, bem defendido por Petr Cech, ter sido da autoria de João Moutinho, apenas aos dez minutos de jogo.

Através de lances de bola corrida, na conversão de livres diretos e até de pontapé de bicicleta Cristiano Ronaldo tentou colocar Portugal em vantagem, mas, apesar das tentativas, o caminho do golo não foi encontrado, mesmo depois do selecionador ter tirado Hélder Postiga, que sofreu uma lesão muscular aos 40 minutos, e colocado em campo Hugo Almeida.

A República Checa, por sua vez, preocupou-se em impedir que Portugal conseguisse impor o seu jogo. A tarefa, sem dúvida, foi bem-sucedida mas do ponto de vista ofensivo os checos quase não exisitiram e, apesar do equilíbrio, foram os portugueses os mais perigosos.

Cristiano Ronaldo decide outra vez

Ao contrário do que aconteceu na primeira parte, Portugal entrou na etapa complementar a assumir o jogo. A seleção lusa entrou bem e Hugo Almeida, logo na primeira jogada, deu conta da intenção portuguesa em chegar ao golo. Ficou o primeiro aviso, num lance em que o cabeceamento do ponta-de-lança saiu por cima.
  
O segundo surgiu dos pés de Cristiano Ronaldo, que voltou a ter pontaria a mais e acertou novamente no poste da baliza defendida por Petr Cech, guarda-redes que viria a ser fundamental na permanência do 0x0, com boas intervenções a remates de Cristiano Ronaldo, Nani e João Moutinho.

 


Portugal estava claramente por cima do jogo. Era a única seleção que atacava e a República Checa tentava abrandar o ritmo de jogo. Apenas e só! Ainda assim, a seleção das quinas não permitiu que tal acontecesse e, na sequência de uma boa jogada de entendimento com Raul Meireles, Nani esteve muito perto do golo. Valeu aos checos o pé salvador de Kadlec, que desviou a bola do caminho da baliza.

Sem qualquer ponta de patriotismo, Portugal já merecia o golo. A justiça tardava em ser feita mas chegou pela cabeça de Cristiano Ronaldo. O capitão que tantos criticaram marcou pela terceira vez em dois jogos e colocou Portugal nas meias-finais, após excelente cruzamento de João Moutinho.

Agora, tal como em 2000, resta a Portugal esperar por Espanha ou França nas meias-finais, sabendo que vai poder contar com, pelo menos, quatro dos cinco jogadores que estavam em risco para o encontro: João Pereira, Fábio Coentrão, Raul Meireles e Cristiano Ronaldo. Hélder Postiga é para avaliar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Euro 2012: Holanda 1-2 Portugal - Mais uma vez, Cristiano Ronaldo!



Pelo mundo, onde se fala a língua de Camões, colocaram-se os cachecóis e as bandeiras, não faltando a costumeira velinha de igreja. Com um brilhozinho nos olhos ficámos parados a ver no que dava. E deu. Portugal está nos quartos-de-final do Euro 2012, após vencer, este domingo, a Holanda por 2x1. Agora venha a República Checa, na quinta-feira.
Ronaldo a dobrar, Portugal em festa
A orquestra portuguesa andava a tentar afinar, mas todos apontavam o dedo ao 'músico' principal: «Ronaldo não marca, Ronaldo falha, Ronaldo está fora de fora, Ronaldo está pressionado e só pensa em Messi». Ora, quando o musical começou, Ronaldo mostrou que sabe dar música e colocou a Seleção na próxima fase.
Paulo Bento repetiu a fórmula e confirmou o onze que já tinha entrado com os alemães e dinamarqueses. Do outro lado, a equipa 'laranja' entrou com o onze muito ofensivo: Van der Vaart, Snjeider, Robben, Van Persie e Huntelaar. No banco ficou Van Bommel, que foi muito criticado durante a semana.
Portugal olhou a folha de presenças e mostrou uma cara envergonhada, num jogo em que a Holanda mostrou os primeiros 'acordes'.
O domínio holandês resultou em golo por Van der Vaart, aos 11 minutos, após uma perda de bola de Miguel Veloso. Os holandeses circularam a bola rapidamente e Van der Vaart à entrada da área, com pé esquerdo, atirou em arco, fora do alcance de Rui Patrício.
O golo holandês foi o despertador lusitano. «Trrrrrriiiiiiiiim», os jogadores portugueses acordaram com Ronaldo a dar o exemplo.

O capitão carregou a equipa e conseguiu o empate, num grande trabalho de João Pereira, com uma assistência fantástica a rasgar a defesa da Holanda. Ronaldo recebeu nas costas da defesa e não perdoou. Estava feito o empate 1x1, à passagem da meia-hora de jogo.
Daí em diante o domínio foi português. A Holanda ficou longe, muito longe, do fulgor evidenciado na etapa inicial da partida. Portugal já sorria e ia criando várias ocasiões de golo junto da baliza de Stekelenburg. Ainda assim o resultado não mudou e as equipas baixaram aos balneários com o resultado empatado a uma bola.
Minuto 74 foi de liberdade para Portugal
Na segunda parte o jogo foi perdendo intensidade. Portugal podia ter feito o segundo, por exemplo, aos 66 minutos, numa grande jogada de Ronaldo que correu meio-campo e entregou a bola a Fábio Coentrão. A dupla do Real Madrid entendeu-se bem, mas o remate de «Fabinho» teve a oposição do guarda-redes holandês.
Paulo Bento, desde o banco, ia refrescando as peças. Entrou Nélson Oliveira, Custódio e Rolando. Mas Portugal precisava do golo e Ronaldo fez a vontade a 10 milhões de corações. Aos 74 minutos deu-se o golo da liberdade lusitana.
Assistência de Nani e Cristiano Ronaldo a sentar o adversário direto Van der Wiel, antes de atirar para o fundo das redes de Stekelenburg. 2X1 e Portugal tinha a qualificação bem encaminhada.
A Holanda arriscou tudo e Portugal até podia ter ampliado a vantagem.
Os holandeses deixam o Euro 2012 sem qualquer triunfo.


domingo, 17 de junho de 2012

Euro 2012: Holanda x Portugal - Teremos Portugal nos Quartos?


As contas são muitas, mas o objetivo é só um: chegar aos quartos-de-final. Portugal, Alemanha, Dinamarca e Holanda chegam à mesa de jogo, nos últimos e loucos 90 minutos finais, do Grupo B, este domingo, com francas esperanças de qualificação.
 
Portugal quer as 'continhas a bater' certo

Última jornada, dia de decisões. Portugal é o costume, sempre agarrado à máquina de calcular. Os jogadores já «brincaram» com a situação e até disseram que «faz parte da sina lusitana». Seja como for, com maior ou menor perfeição, os portugueses querem ganhar para que as contas 'batam certo'.
Com ou sem Ronaldo a faturar, Portugal não pode ficar à espera. É que a matemática é uma ciência exata.

Do outro lado está a Holanda, que vive dias «amargos». A Laranja não tem sido mecânica e a colheita não está a ser famosa, para quem chegou à Ucrânia e à Polónia com o título de vice-campeã do Mundo. As contas para os holandeses são simples: vencer Portugal por dois golos de diferença e esperar que a Dinamarca também perca.

No que toca aos confrontos com os holandeses, a supremacia histórica de Portugal é evidente. Em seis partidas de caráter oficial, são quatro triunfos da equipa das «quinas» contra apenas um da Holanda e um empate.

Na memória ficam as vitórias portuguesas no Euro 2004, por 2x1, na meia-final, no Mundial 2006, por 1x0, nos «oitavos» ou em Roterdão, por 0x2, no apuramento para o Euro 2000. São oito golos apontados contra quatro sofridos no total dos seis encontros.


 Força Portugal!