Domingo, 13 de Janeiro de 2013

Antevisão do Jogo - SL Benfica x FCPorto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira antecipou esta sexta-feira o jogo da Luz, mostrando confiança ilimitada nas capacidades dos seus jogadores. Sem revelar se Izmaylov se poderá estrear com a camisola dos Dragões, o treinador assume que o jogo será "muito complicado para o adversário" e que quer impor o futebol habitual do FC Porto.
 
Izmaylov vai ser convocado para o jogo da Luz?
Vão ter de esperar para ver se Izmaylov é convocado ou não. É um jogador que se enquadra perfeitamente no nosso jogo, muito técnico, com capacidade de decisão, que gosta de ter bola, que se enquadro no nosso jogo de posse, técnico, de talento.

 
Izmaylov teve mais baixos do que altos, isso não o preocupa?
Absolutamenbte nada. Vi Izmaylov a treinar bem, com qualidade. Pelo que vejo, é um jogador motivado, a querer mostrar a sua qualidade.

 
Izmaylov chega em condições de competir?
Se lhe responder já lhe estou a dizer se estou a contar com ele ou não. Izmaylov é um jogador de grande qualidade, que nos vai ajudar e nós também o vamos ajudar a que volte a atingir um grande nível. Pode acrescentar mais qualidade à que já temos.

 
Este jogo vale mais do que três pontos?
Vale três pontos, como valeu três pontos o jogo anterior, com o Nacional. São três pontos que queremos conquistar, tenho a certeza absoluta que não será um jogo fácil para o adversário, apesar de jogar em casa. Será um jogo técnico, acreditamos no nosso jogo, independentemente de ser com A, B ou C, vamos de certeza absoluta de jogar com a nossa identidade, vamos confiantes, acreditamos no nosso trabalho e vamos para conquistar os três pontos.

Jorge Jesus disse que o Benfica tinha a vantagem de estar em todas as competições…
Sinceramente, relativamente a essa afirmação têm de perguntar ao treinador do Benfica, eu pelo menos não conheço o adversário do Benfica na Liga dos Campeões.

 
A ausência de James é um problema?
Não vamos poder contar com o James, infelizmente para nós, que é um jogador de talento. O que nós temos e nos transmite confiança total é a equipa. O essencial é a nossa identidade, jogarmos como queremos, impor a nossa forma de jogar. Sinceramente, não estou preocupado, conto com aqueles que estão em condições de jogar e tenho confiança naqueles que vão jogar no domingo.

 
O empate já será para si um bom resultado?
Nós estamos num clube extremamente exigente, um clube em que o grau de exigência não nos permite pensar em empates. Não estou a ver a nossa massa associativa a receber-nos com aplausos depois de sermos eliminados da Liga dos Campeões. Conheço os objectivos do clube, não podemos ir à Luz nem a lado nenhum com o objectivo de vir de lá com um empate. Sou ambicioso e não vamos alterar absolutamente nada e vamos ser exigentes connosco e assumirmos as coisas quando tivermos de assumir.

 
No ano passado falou em bloqueios, teme que isso volte a acontecer?
Li muitas vezes que o campeonato foi decidido com um golo do Maicon em fora de jogo. Vejo sempre branqueado o jogo de voleibol do Cardozo que nos daria um penalti e os bloqueios que prejudicaram todas as equipas. Agarrar ou impedir movimentos deve ser penalizado. Espero um árbitro atento a essa forma ilegal de conseguir oportunidades de golo. Vou estar atento e se tiver de falar falo, isso de certeza absoluta.

 
Moutinho vai poder jogar?
Têm de aguardar pelo convocatória.

 
A ausência de James altera a forma de jogar da equipa? O FC Porto tem vantagem mental nestes jogos com o Benfica?
Em relação ao James, é um jogador importante, tem muita qualidade, um talento que o diferencia. Por isso é que já é de um nível muito alto, com a idade que tem. Nós valemos pelo colectivo e é com essa forma de trabalhar o jogo que nos apresentaremos na Luz. Pode alterar uma ou outra nuance em termos de movimento, mas nada mais do que isso. Relativamente à questão mental, este jogo vem numa altura, num contexto engraçado. Normalmente quando vamos à Luz, o Benfica está num momento de forma altíssimo, a jogar um jogo espectacular, o melhor em Portugal. Tem sido esse o contexto que nós temos quando vamos jogar à Luz, mas, se calhar por ironia do destino, os resultados são o que são. O Benfica está sempre em grande forma, mas o Porto chega à Luz impõe o seu jogo, o seu futebol e ganha. É mais uma história que se vem repetindo, a avaliar pelas críticas.

 
O que acha de Jorge Jesus? Qual o impacto do jogo em caso de vitória ou derrota?
Reconheço competência e qualidade no trabalho de Jorge Jesus. Já reconheci uma vez que estive mal e fiz uma avaliação em que não fui correcto. Pessoalmente já lhe pedi desculpa por esse momento. Tem a sua ideia de jogo, julgo que é um técnico competente. Estrategicamente estar a antever um cenário que não seja positivo é errado da minha parte. Não posso estar aqui a falar em vitória, em impor o nosso jogo e depois estar a falar no cenário virtual de derrota. Acredito que chegamos à Luz e vamos assistir a um grande jogo, muito complicado para o adversário, isso podem ter a certeza absoluta.



Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013

Izmaylov realiza primeiro treino de Dragão ao peito


Marat Izmailov cumpriu esta quinta-feira o primeiro treino com o plantel do FC Porto, que prepara o clássico de domingo frente ao Benfica.

O médio russo, que vai envergar a camisola número 15 dos dragões, evoluiu às ordens de Vítor Pereira sem qualquer limitação, podendo por isso ser chamado para a deslocação dos azuis-e-brancos ao Estádio da Luz.

O avançado paraguaio Mauro Caballero, de 18 anos, também já se treinou no Olival, mas integrado na equipa B.

Domingo, 6 de Janeiro de 2013

F.C.Porto 1-0 Nacional. Jackson pois claro!


FICHA DE JOGO

FC Porto-Nacional, 1-0
Liga, 13.ª jornada
5 de Janeiro de 2013
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 27.109 espectadores

Árbitro: Rui Costa (Porto)
Assistentes: João Santos e Bruno Rodrigues
Quarto árbitro: Carlos Reis

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: James por Defour (46m), Varela por Kelvin (72m) e Lucho por Castro (90m)
Não utilizados: Fabiano, Abdoulaye, Dellatorre e Sebá
Treinador: Vítor Pereira

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Miguel Rodrigues, Mexer e Marçal; Moreno (cap.), Revson e Diego Barcellos; Candeias, Mário Rondon e Mihelic
Substituições: Mihelic por Keita (46m), Revson por Claudemir (55m) e Diego Barcellos por Isael (65m)
Não utilizados: Gottardi, Jota, Edgar Costa e Sérgio Duarte
Treinador: Manuel Machado

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Jackson Martínez (24m)
Cartão amarelo: Moreno (53m), Mexer (73m), João Aurélio (88m) e Fernando (90m+1)

 Foi, seguramente, a mais difícil vitória do FC Porto das seis consecutivas sobre o Nacional no espaço de apenas um ano. A primeira razão afere-se facilmente do resultado (1-0) e as restantes decorrem da disposição defensiva do adversário e da exibição do seu guarda-redes. Pelo meio, houve muito mais futebol do que revela o desfecho, selado, de cabeça, por Jackson Martínez.

Com um resultado acumulado de 15-0 a sobressair dos cinco encontros mais recentes com o Nacional, voltar a marcar à equipa madeirense foi, sobretudo, um exercício de paciência, ainda que concluído em menos de meia hora. Mas a persistência portista não jogou sozinha. Com ela, correu também a velocidade e uma qualidade notável quando na posse de bola.

O ritmo da aproximação ao golo foi, por isso, crescente e, entre outras ameaças, um derrube a João Moutinho ficou a dever a correspondente grande penalidade aos Dragões, ainda com dez minutos jogados. Sem stress ou sinais de desespero, o FC Porto retomou a procura, bem sucedida 14 minutos adiante e com Moutinho fora da área. Da marca de canto, o médio português bateu o pontapé perfeito para Jackson Martínez fazer, de cabeça, o seu 11.º golo na Liga.

Da vantagem ao intervalo, perderam-se quatro oportunidades excelentes para ajustar o resultado ao futebol praticado, com Lucho, Danilo, Jackson e James a falharem o golo por pouco e pouco antes do último intérprete da lista de ocasiões abandonar o relvado devido a lesão.

Do recomeço e até das substituições não resultaram alterações significativas. O FC Porto continuou muito mais próximo do 2-0 do que o Nacional do empate, que procurava em raras situações de contra-ataque. Vladan, o guarda-redes da equipa madeirense, assumir-se-ia como a grande diferença, adiando a resolução do jogo antes do fecho.

Depois de negar o golo num remate cruzado de Defour, que entrou para substituir James, Vladan defendeu, no espaço aproximado de um segundo, remates sucessivos do mesmo Defour e de Lucho, encurtando, logo a seguir, o ângulo e a taxa de sucesso à insistência de Jackson Martínez. Mas o golo já estava feito. O jogo foi ganho ao 24.º minuto.



Domingo, 25 de Novembro de 2012

Antevisão do Jogo - S.C.Braga x F.C.Porto - Liga Zon Sagres


Vítor Pereira não embandeira em arco com as recentes exibições e resultados do FC Porto, mas assume que a equipa está a viver um bom momento. Para o técnico, a visita a Braga (domingo, 20h15) encerra um jogo "extremamente difícil", o que não altera em nada o foco dos Dragões: os bicampeões nacionais vão à Pedreira "com o objectivo claro de vencer a partida". Sem esperar pela sorte.

O FC Porto tem este domingo um jogo muito difícil, enquanto o Benfica joga em casa perante o Olhanense. Sente que o rival tem o trabalho mais facilitado?
Só nos preocupamos com o nosso jogo. O nosso objectivo é claro e passa por ganhar em Braga para nos mantermos na frente do campeonato. Independentemente das expectativas dos outros clubes, queremos chegar a Braga e ser fiéis à nossa identidade e ao nosso estilo de jogo e vamos procurar trazer os três pontos.

Que SC Braga espera encontrar?
Espero um SC Braga de qualidade. Se isto fosse há duas ou três semanas, quem visse os programas desportivos ou lesse os jornais ouvia e via constantes elogios a uma equipa que praticava bom futebol e um futebol positivo. As equipas de Peseiro são assim, gostam de ter a bola e ter a iniciativa. Não acredito num SC Braga diferente para este jogo. Espero um SC Braga de qualidade, num campo que é extremamente difícil, não só para nós, mas para qualquer adversário. Esperamos um jogo complicado, mas acreditamos no nosso jogo e na nossa qualidade e vamos ao AXA com o objectivo claro de vencer a partida.

Considera o SC Braga um efectivo candidato ao título?
Sinceramente, pelo que tem feito nos últimos anos e pelo que tem provado, com resultados, considero que sim.

Acha que o adversário se vai apresentar mais frágil na sequência da eliminação europeia?
Não. Conto com um SC Braga de orgulho ferido, um SC Braga de qualidade, como já disse, que vai querer ter a bola, porque é característico das equipas de José Peseiro querer ter a iniciativa. Espero um jogo com qualidade entre duas equipas de grande qualidade, colectiva e individual.

Mesmo com a vitória garantida (3-0) frente ao Dínamo Zagreb, o FC Porto continuou a pressionar, a atacar e a roubar a bola ao adversário. É essa a sua imagem de marca? É este o FC Porto que Vítor Pereira quer?
Nós trabalhamos para evoluir enquanto equipa e temo-lo feito. Gostamos de pressionar, de ter a bola e quando a perdemos queremos recuperá-la rápido, mas para isso é preciso ter concentração, ter um bom jogo posicional e ter agressividade. Quanto mais depressa recuperarmos a bola mais tempo teremos para realizar o nosso jogo, para ter iniciativa, para controlar a partida e ir à procura de golos. Gostamos de um jogo de posse, de pressão, somos uma equipa que gosta de fazer golos e gosta de ter o jogo equilibrado, sem permitir que o adversário nos crie oportunidades. Ao fim e ao cabo, queremos um jogo virado para a frente, em que a parte ofensiva nos agrada. Gostamos de um jogo criativo e com qualidade e não gostamos de jogos partidos ou fora de controlo. Pessoalmente, gosto de jogos controlados e não se consegue fazê-lo com muitas transições ou sem ter a bola em nossa posse.

Alex Sandro e Fernando vão ser titulares no domingo?
Essa é uma questão a que nunca respondo. Nunca, numa conferência de imprensa, respondi a esse tipo de perguntas e não é hoje que o vou fazer. Os treinadores estão cá para tomar decisões e fazer escolhas, no sentido do que é melhor para a equipa e em função do jogo que se está a preparar. Vivemos com um espírito competitivo saudável, em que todos os jogadores querem jogar. Quando não jogam, ficam tristes, mas reagem pela positiva e trabalham ainda mais para jogar. É essa a equipa que tenho à minha disposição este ano, o que me dá uma grande satisfação.

O FC Porto tem recebido muitos elogios. Considera que são unânimes?
Não acredito... Acredito muito mais no que vem de dentro, no que se sente, do que aquilo que vem de fora. Atravessei uma época de muita crítica, em que, se a força interior não fosse grande, se o que vem de dentro não fosse forte, teria de certeza desistido a meio. O verdadeiro elogio é sentirmos que estamos no caminho certo: solidários, humildes, com grande qualidade individual e colectiva; mas sabemos que qualquer adversário nos pode causar problemas se não mantivermos isto bem presente. Quando o elogio sai muitas vezes, de muita gente que tanto criticou sem conhecer, é de desconfiar. Por natureza, sou uma pessoa que acredita nos outros, mas também desconfio de muito elogio que tenho lido e ouvido por aí.

O melhor elogio ao FC Porto desta temporada é não falar de Hulk?
O melhor elogio é vermos a equipa bem e chegar ao final de cada jogo e ver os jogadores satisfeitos com o que fizeram. É claro que há jogos mais inspirados que outros, às vezes toca a um ter uma noite de inspiração e no jogo seguinte é outro jogador que se destaca, mas colectivamente a equipa está ligada, unida, sabe o que quer, e sinto claramente que tem os pés bem assentes na terra, quer nas competições europeias quer no campeonato. Este vai ser um campeonato muito difícil; domingo temos já um jogo muito difícil e temos de estar conscientes das dificuldades deste jogo e desta liga e da dificuldade que é jogar uma Champions. É essa equipa ligada à terra e ligada entre si que quero. Esse é o verdadeiro elogio.

Jorge Jesus disse esta sexta-feira que o FC Porto "tem sempre sorte em Braga". Quer comentar?
A sorte dá muito trabalho. Muito trabalho mesmo. É claro que temos de procurar a sorte, mas sem trabalho ela não surge de certeza absoluta. Se o FC Porto tem ganho em Braga é por causa do trabalho, é porque tem sido melhor, tem tido qualidade e um nível competitivo muito alto, como é característico deste clube. Isso não quer dizer que a sorte não surja, em determinados momentos, mas dá muito trabalho.

O campeonato vai decidir-se nestes jogos grandes?
O campeonato decide-se em qualquer esquina, em qualquer momento, contra qualquer adversário. Se os níveis de focalização no jogo não forem os correctos, em qualquer esquina se pode ter uma surpresa desagradável. Este é um jogo grande. O plano táctico e estratégico e a inspiração individual podem vir a fazer a diferença e espero que no AXA estejamos inspirados nesses aspectos, para proporcionar um grande jogo e trazer a vitória, que é o que nos interessa.


Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

F.C.Porto 3-0 Dínamo Zagreb . Agora é vencer em França!


FC Porto 3-0 Dínamo de Zagreb

UEFA Champions League, grupo A, 5.ª jornada
21 de Novembro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.603 espectadores.


Árbitro:
Paolo Tagliavento (Itália).
Assistentes:
Mauro Tonolini e Lorenzo Manganelli.
Quarto árbitro:
Riccardo di Fiore.
Assistentes adicionais:
Luca Banti e Paolo Silvio Mazzoleni.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições:
Defour por Fernando (67m), Abdoulaye por Alex Sandro (67m) e Lucho por Atsu (75m).
Não utilizados:
Fabiano, Miguel Lopes, Castro e Kleber.
Treinador:
Vítor Pereira.

DÍNAMO DE ZAGREB:
Kelava (cap.); Vrsaljko, Vida, Šimunic e Pivaric; Ademi, Kovacic e Brozovic; Beqiraj, Sammir e Cop.
Substituições:
Sammir por Puljic (76m), Cop por Halilovic (84m) e Beqiraj por Krstanovic (86m).
Não utilizados:
Mitrovic, Calello, Tomecak e Alispahic.
Treinador:
Ante Cacic.

Ao intervalo:
1-0.

Marcadores:
Lucho (20m), João Moutinho (67m) e Varela (85m).

Cartões amarelos:
Jackson Martínez (25m), Ademi (45m), Abdoulaye (53m), Šimunic (66m) e Varela (82m).
Era uma vez um treinador muito contestado num clube habituado a ganhar. Esse treinador veio ocupar a cadeira de sonho do menino perfeito. Apesar dos adeptos desconfiados, da comunicação social adversa, de uma gala dos Dragões de Ouro atípica, dos comentadores ávidos de sangue, de um balneário em pé de guerra, da falta de um ponta-de-lança, do menosprezo dos seus pares, contra todos os vaticínios, o homem sagrou-se campeão. A contestação, porém, não terminou aí. No Porto, afinal de contas, foi-se dizendo, qualquer um se arrisca a ser campeão. E, além disso, a participação na Champions tinha sido paupérrima. O homem começou então a nova época meio tremido, quiçá ensombrado pelo fantasma do tal menino da cadeira de sonho, que tinha ficado desempregado e que se dizia que podia voltar. Hoje, um está prestes a ficar desempregado outra vez e o outro, o homem de quem falamos, o Prof. Vítor Pereira, já vai com uma Supertaça no bolso, é líder do campeonato e, à entrada para a última jornada da fase de grupos, comanda a equipa com mais pontos de toda a Champions League. Coisa pouca.

Não é todos os dias que uma equipa parte para a última ronda da fase de grupos da mais importante competição internacional de clubes para decidir se passa à fase seguinte em primeiro ou em segundo. Para uns será uma miragem, para outros uma realidade.

Com efeito, o jogo desta noite mostrou um Porto demasiado forte para o futebol e para as aspirações do Dínamo de Zagreb. Não que os croatas não tivessem incomodado durante a primeira parte, porque de facto enviaram uma bola ao poste e assustaram por diversas vezes a baliza de Helton, nomeadamente através de bolas paradas. E até se deve dizer, em abono da verdade, que o Dínamo pratica um futebol atractivo, de posse, com circulação de bola e com alguns jogadores de elevada craveira técnica, com destaque para o número 8 Kovacic, de uns muito prometedores 18 anos, com qualidade para merecer uma observação mais atenta pelo departamento de scouting do nosso clube. Tudo isto é verdade, mas tudo isto não chega para este FC Porto que se apresenta em níveis anímicos estratosféricos, com um futebol de posse e de "toca e corre" que baralha qualquer adversário, aliado a uma capacidade de pressing absolutamente surpreendente e devastadora.

Nada disto se faz, obviamente, sem um balneário unido, que claramente confia no seu timoneiro. A equipa vive de pequenas sociedades de sucesso: Lucho e Moutinho entendem-se às mil maravilhas; James e Jackson são um par no ChaChaCha; Danilo, Lucho e James triangulam cada vez mais de olhos fechados. E de fora, por lesão, têm ficado Alex Sandro, Maicon e Fernando... dá que pensar!

Mais a mais, quem entra na equipa apanha rapidamente o comboio e não encrava a engrenagem. Foi assim com Mangala (Vítor Pereira terá aplicado ao francês a mesma receita que a Maicon durante grande parte do ano transacto, dando-lhe minutos e rodagem na lateral, amadurecendo-o, para depois lhe oferecer a zaga numa bandeja), que não comprometeu nesta sua passagem pela posiçao que é, por defeito, de Alex; está a ser assim com Abdoulaye, que já leva dois jogos na Champions sem que a equipa sofra golos; foi assim com os que jogaram na Choupana, onde se notaram claras melhorias de jovens como Castro, Atsu, Iturbe e Kléber. Aliás, confesso nunca ter vislumbrado pelo Olival tanto talento em estado bruto como neste ano... são tantos e tantos os atletas com menos de 21 anos que só podemos sorrir de curiosidade ao imaginar o futuro deste FC Porto.

De destacar o notável jogo de João Moutinho, autor de uma obra de arte em forma de livre, elevando o seu jogo para o patamar que se lhe vinha pedindo, transformando-se num médio com capacidade para chegar à frente, não só assistindo os colegas (como já fazia e bem), mas também testando o seu poder de fogo.

Nota relevante, também, para a tremenda forma física de Lucho, sendo este o seu segundo jogo consecutivo a facturar, mostrando que continuam intactos os seus predicados de médio goleador. Velhos são os trapos, quase que apetece dizer a muitos que já lhe vinham fazendo o funeral antecipado ou que pensavam - certamente não o conhecendo - que o argentino vinha gozar uma pré-reforma dourada para a Invicta.

Jackson continua a maravilhar o estádio com a sua inconfundível classe e a forma fácil como domina a bola e a endossa as colegas. É certo que não teve oportunidades para figurar a lista de marcadores, mas a qualidade está toda lá. E é muita! Varela continua a pôr-nos a cabeça em água, alternando o bom com o mau, mas sempre com o golo da praxe. Que seja sempre assim, é o que a nação portista lhe pede!

Em suma, mais uma noite europeia em que o Porto assumiu a sua condição de grande da Europa, não deixando os seus créditos por mãos alheias, traduzidos especialmente numa segunda parte de elevada qualidade e superioridade. Ainda houve tempo para dar uns importantes minutos a Fernando e a Alex Sandro, certamente já a pensar no importante jogo de Domingo em Braga. A isto se chama plantar para colher os frutos mais tarde.

Antes do apito final, ainda assistimos à estreia na Champions League de Halilovic, de apenas 16 anos. O croata tornou-se o mais jovem jogador de sempre a disputar uma partida nesta competição. E, de facto, o croata não poderia ter melhor estreia internacional. A última vez que um miúdo de 16 anos se estreou no Dragão, curiosamente pisando tambem um relvado lastimável, chamava-se Leonel Messi. Nesta vida nada é por acaso. Há mesmo lugares abençoados.

Até Domingo!

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Vítor Pereira vai a jogo em Paris. Depois da qualificação em Kiev e da vitória sobre o outro Dínamo, o de Zagreb, o treinador do FC Porto mantém a intenção de terminar a fase de grupos na primeira posição. Para o conseguir, basta-lhe um empate no Parque dos Príncipes, mas o técnico não se desvia do propósito de vencer, reiterando a especial predilecção por "bons jogos".

Consistência e dinâmica
"Ganhámos e justificámos a vitória e o resultado, com uma exibição consistente e dinâmica. Foi uma vitória natural, frente a uma equipa que nos criou dificuldades, nomeadamente na primeira parte. Com a qualidade individual, conseguimos também superar este obstáculo."

Qualidade dos médios
"Os golos marcados pelos médios tem a ver com o trabalho, a qualidade deles e o facto de sentirem confiança para aparecer em zonas de finalização."

Para ver quem é o melhor
"Para nós, é importante ficar em primeiro, porque esse é o nosso objectivo. Vamos a Paris com o objectivo de fazermos o nosso jogo, com a nossa identidade, e procurar vencer. Depois veremos quem é a melhor equipa e quem fica em primeiro. Gostamos de bons jogos e este será um deles."

A marcar muito e a sofrer pouco
"Temos realizado bom jogos, com qualidade, que não se resume na qualidade ofensiva, mas também se alarga à consistência defensiva. Temos feito bons jogos, marcando muitos golos e permitindo pouco. E isso só uma equipa consistente consegue."

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Dinamo Zagreb - Liga dos Campeões


Vítor Pereira antecipou esta terça-feira o jogo de amanhã, com o Dínamo Zagreb, afirmando que o FC Porto vai jogar para ganhar e para defender a liderança do grupo. Confirmou a recuperação de Alex Sandro e Fernando e ainda disse que o sorteio da Taça foi "bom para o futebol". James Rodriguez promete seriedade e vontade de vencer.

O que espera do jogo com o Dínamo, a equipa mais fraca do grupo?
Não vamos no canto da sereia, vamos com a guarda bem alta, sabemos bem o que queremos e o jogo é determinante para os nossos objectivos, que é ficar em primeiro lugar no grupo.

Vai defrontar uma equipa com um recorde negativo, com dez derrotas consecutivas...
Para o Dínamo será um desafio, de certeza que querem quebrar essa sequência negativa. Nós aqui no Porto gostamos de ter desafios e quanto maior melhor. Eu reposto pelo FC Porto e nós estamos determinados e sabemos que se quisermos ganhar o jogo temos de impor intensidade forte, ser agressivos e provar em campo que merecemos a vitória. Não acredito em jogos fáceis na Liga dos Campeões e não acredito que amanhã seja um jogo fácil.

Conta com Fernando e Alex Sandro para o jogo de amanhã?
Fernando e Alex Sandro são jogadores que estão neste momento disponíveis para amanhã fazerem parte do grupo.

Com o apuramento garantido não seria mais importante gerir o plantel?
Fazemos a gestão que tivermos de fazer, mas em função da resposta de cada um. Sabemos que para este jogo vamos escolher a equipa que pensamos nos dará uma boa resposta. Depois, faremos o mesmo tipo de gestão, o nosso desafio é sempre o próximo jogo e queremos ficar cá com os três pontos.

Como é que olha para os valores monetários. O que vale para si como técnico estar a jogar por pontos e dinheiro?
Não ligo a mínima, não é a minha área. Nunca fui financeiro na vida, nunca pensei muito no dinheiro, não é isso que me preocupa, o que me preocupa é desportivamente reforçar o estatuto do clube, reforçar a qualidade dos jogadores e da própria equipa. Essa é que é a minha responsabilidade.

Quer prolongar ser a única equipa nas competições europeias sem derrotas?
Eu sinto-me um treinador que trabalha todos os dias para evoluir. Há um ano sentia-me o mesmo treinador, a tentar evoluir, aprender com a experiência. Tenho a noção que é preciso trabalhar, evoluir para ir dando resposta a estes desafios. Queremos continuar a fazer parte do pequeno grupo de equipas que consegue somar 13 pontos no grupo. O que queremos para amanhã é termos quatro vitórias acumuladas e um empate.

Como se focam os jogadores com o apuramento garantido, sendo que domingo há jogo importante em Braga?
Os jogadores estão completamente focados neste jogo da Liga dos Campeões, depois do jogo de amanhã, no caminho para casa, começo a pensar no jogo de Braga.

O que achou do sorteio da Taça, com uma deslocação difícil a Braga?
Quando nos saiu o Braga a primeira que me veio à ideia é que as bolinhas devem estar amestradas e sabem que gostamos de desafios difíceis. É bom para nós, para os adeptos e acredito que sejam bom para o Braga. É bom para o futebol.


Domingo, 18 de Novembro de 2012

Ainda as respostas de Paulo Bento a Pinto da Costa

O selecionador nacional Paulo Bento, respondeu às críticas feitas pelo presidente do Futebol clube do Porto Pinto da Costa e o jornal abola delirou com este tema - ver aqui. Paulo Bento não soube justificar nada, sobre a vergonhosa ida ao Gabão, que pelo o que disse o dirigente Humberto Coelho, teve a sua concordância; não disse nada sobre a escandalosa gestão de jogadores e miserável exibição da seleção que tem a sua justificação, visto que existia 90% de humidade, muito calor, campo péssimo. O presidente do F.C.Porto criticou e bem, a absurda ida ao Gabão, critica bem feita e constatou um facto: Pepe e Bruno Alves jogaram 45 minutos, Varela 67' e João Moutinho 73'. O que tem haver o jogo Colômbia - Brasil com o assunto? A federação colombiana tem alguma obrigação em defender os jogadores portugueses? O Paulo Bento está errado, quem tem de defender os jogadores portugueses é a própria Federação Portuguesa de Futebol. É caso para dizer grande PdC!


Sábado, 17 de Novembro de 2012

CDNacional 0-3 F.C.Porto . Objetivo cumprido


FICHA DE JOGO

Nacional-FC Porto, 0-3
Taça de Portugal, quarta eliminatória
17 de Novembro de 2012
Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro: Paulo Baptista
Assistentes: José Braga e Valter Dias
4.º Árbitro: Roberto Rebelo

NACIONAL: Vladan; João Aurélio, Manuel Da Costa, Mexer e Marçal; Revson, Claudemir e Jota; Diego Barcellos, Mario Rondón e Mateus
Substituições: Keita por Jota (46 minutos), Daniel Candeias por Mateus (64 minutos) e Edgar Costa por Diego Barcellos (76 minutos)
Não utilizados: Gottardi, Miguel Rodrigues, Mihelic e Isael
Treinador: Manuel Machado

FC PORTO: Fabiano; Miguel Lopes, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, Castro e Lucho; Atsu, Iturbe e Kleber
Substituições: João Moutinho por Defour (63 minutos), James por Iturbe (63 minutos) e Danilo por Mangala (81 minutos)
Não utilizados: Helton, Rolando, Varela e Jackson
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Lucho (27 minutos), Mangala (71 minutos) e Kleber (89 minutos)
Cartão amarelo: Mangala (25 minutos), Manuel Da Costa (31 minutos), Claudemir (38 minutos), Mexer (61 minutos), Atsu (62 minutos), Marçal (80 minutos)

 O FC Porto foi à Madeira vencer o Nacional por 3-0 e está nos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Lucho, Mangala e Kleber assinaram os golos do triunfo que contou também com uma exibição de gala de Christian Atsu.

Os Dragões entraram na Choupana donos e senhores da bola, perante um Nacional de linhas recuadas e meio-campo reforçado. Rapidamente se percebeu que a iniciativa de jogo pertenceria quase em exclusivo ao bicampeão nacional, com a equipa da casa a tentar aguentar o nulo e a aproveitar-se de possíveis contra-ataques ou lances de bola parada.

Mesmo sem forçar o ritmo, o FC Porto fez o que lhe competia e criou a primeira jogada de perigo logo aos sete minutos, com Lucho a servir Kleber na perfeição e o avançado a cabecear ao lado. Com um ataque totalmente renovado, apoiado nos arranques de Iturbe e na ousadia de Atsu, os azuis e brancos aumentaram gradualmente a presença no ataque e encostaram os madeirenses à sua zona defensiva.

Sobre os 16 minutos, uma bonita combinação entre Castro e Atsu ia dando o 1-0, mas Kleber chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento do ganês e adiou os festejos. A vantagem acabaria mesmo por aparecer já perto da meia-hora de jogo, outra vez com o extremo na jogada: depois de um soberbo movimento individual na direita, o camisola 27 cruzou com conta, peso e medida para a entrada de Lucho ao segundo poste, e o argentino, sem deixar a bola tocar o chão, assinou um golaço.

A perder, o Nacional soltou amarras e aproximou-se da baliza de Fabiano, mas tanto o livre de Revson como o cabeceamento de Manuel Da Costa passaram ao lado. Em cima dos 45 minutos, Kleber voltou a ameaçar e a falhar na pontaria, após uma fantástica jogada colectiva ao primeiro toque.

Depois do intervalo, a formação de Manuel Machado surgiu mais expedita e conseguiu criar alguns lances de perigo para as redes portistas. Atento e seguro, Fabiano controlou bem as iniciativas alvi-negras, nomeadamente as acrobacias de Rondón, Diego Barcellos e Keita.

Junto à baliza de Vladan o filme era outro. Atsu não só dava muitas dores de cabeça à defesa do Nacional, como conseguia semear o pânico. Aos 71 minutos, depois de muito moer a paciência aos adversários, o extremo voltou a servir de bandeja um companheiro para o 2-0: desta vez coube a Mangala, exemplarmente infiltrado entre os centrais, empurrar o esférico para lá da linha de golo.

A vitória já aqui estava garantida, mas o encontro não acabou sem novo golo portista. Aos 88 minutos, Fabiano saiu aos pés do ex-Dragão Candeias para impedir o 2-1 e no contra-ataque Kleber passou finalmente das ameaças aos actos: lançado por João Moutinho com um passe magistral, o avançado ultrapassou o guarda-redes e fez o merecido golo. 3-0 e mais um passo para o Jamor. 



Antevisão do Jogo - CDNacional x F.C.Porto - Taça de Portugal


O encontro no terreno do Nacional (sábado, 20h15, quarta eliminatória da Taça) encerra vários obstáculos: para além da valia do adversário e do difícil terreno da Choupana, os Dragões mal tiveram tempo de o preparar, devido aos jogos das selecções. Porém, Vítor Pereira assume a competição como um dos objectivos da época e sublinha que os portistas terão de ser "competitivos".

Ainda faz algum sentido fazer uma análise do jogo com o Nacional à luz do que aconteceu na eliminatória anterior, frente ao Santa Eulália [vitória azul e branca por 1-0, frente a um adversário da III Divisão], ou os madeirenses são um adversário que coloca de imediato o FC Porto em alerta?

Faz sentido para voltar a atribuir mérito à equipa do Santa Eulália. Também reconheci que fiz demasiadas adaptações e mexidas, que descaracterizaram o nosso jogo. Em termos competitivos, não vejo qualquer “transfer”. Vamos jogar com uma equipa da Primeira Liga e, a meu ver, a classificação do Nacional não reflecte a sua qualidade individual e colectiva. Tive oportunidade de ver o último jogo deles em Guimarães e é uma equipa muito perigosa nas transições, com jogadores muito rápidos na frente. A Choupana transporta-nos para um contexto que é complicado para qualquer equipa. Independentemente disso, sabemos o que queremos. Para ganhar temos de ser competitivos e estar ao nosso melhor nível, porque o resultado não terá retrocesso. É preciso ganhar para seguir em frente e a Taça de Portugal é claramente um objectivo para nós.

Este calendário misto, com jogos das selecções pelo meio, prejudica o FC Porto face ao Nacional?

Quem quer preparar um jogo tem de ter os jogadores presentes. Às vezes, quando os atletas chegam dois ou três dias antes de um encontro, ainda é possível fazer alguma coisa. Neste caso, com tantas viagens e minutos nas pernas, não vai ser possível trabalhar, a não ser do ponto de vista teórico.

Vai ser obrigado a mexidas profundas na equipa?

Vou ter de fazer a gestão da melhor forma, depois de perceber como os jogadores chegarão e quais estão em melhores condições para garantir a passagem da eliminatória. O facto de termos muitos internacionais traz-nos coisas positivas, mas também nos coloca este tipo de dificuldades.

O James e o Jackson, que chegam hoje ao Porto, já não contam?

Uma resposta obrigava-me a divulgar a convocatória e a equipa. Não tenho conhecimento do estado de cada jogador e ainda não fiz a convocatória. Ainda tenho mais um dia para pensar.

A Taça de Portugal passou a ser um objectivo mais forte depois do que aconteceu na época passada frente à Académica (derrota por 3-0, também na quarta eliminatória)?

Admitimos que não estivemos ao nosso nível e pagámos caro a factura. Não é um jogo para esquecer mas sim para recordar, de forma a não cometermos os mesmos erros. A abordagem mental não foi a que se exigia e saltámos fora da Taça. Normalmente, reflectimos sobre os erros e as condições que nos levaram a comete-los. Frente ao Nacional, se tivéssemos a mesma abordagem mental, seria um descalabro. Não nos podemos dar ao luxo de não ter uma abordagem competitiva, de sacrifício. Este jogo vai exigir união e espírito de equipa, mas são esses os predicados que a equipa tem apresentado este ano.

Tendo em conta esse passado, o não apuramento para a próxima eliminatória terá de ser classificado como um desastre?

Este clube é ganhador. Nem empates nos satisfazem – mesmo quando nos permitem a passagem a uma próxima fase, como em Kiev –, quanto mais a eliminação de uma competição como a Taça. Partimos para o jogo com o Nacional com a convicção de que vai ser complicado. As condições não foram as ideais para o preparar, pelo que as dificuldades aumentam.



Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012

Parabéns Estádio do Dragão!


O Estádio do Dragão foi construído para substituir o velho Estádio das Antas que abriu as portas em 1952. Foi inaugurado em 16 de Novembro de 2003 num jogo particular com o FC Barcelona e utilizado em 2004 em cinco jogos do campeonato do Euro 2004, foi palco do jogo inaugural deste grande evento desportivo, disputado entre Portugal e a Grécia no dia 12 de Junho, onde a equipa anfitriã foi derrotada por 2-1. Aqui também tiveram lugar os jogos da fase de grupos Alemanha - Holanda e Itália - Suécia, a 15 e 18 de Junho, respectivamente, e ainda o jogo dos quartos-de-final entre a República Checa e a Dinamarca, e a meia-final que opôs a Grécia e a República Checa.

O estádio teve uma construção conturbada. Durante a construção, conflitos entre o presidente do clube, Jorge Nuno Pinto da Costa e o presidente da autarquia, Rui Rio, levaram a sucessivas paragens na obra e adiamentos. O estádio foi projectado pelo arquitecto Manuel Salgado e custou cerca de 98 milhões de euros, dos quais 18,5 milhões pagos pelo Estado.

Durante a construção, houve uma viva discussão sobre o nome a dar ao estádio. "Estádio das Antas", "Novo Estádio das Antas" e "Estádio Pinto da Costa" foram alguns dos nomes propostos. Pinto da Costa recusou o seu próprio nome e escolheu "Dragão" por referência ao Dragão que figura na presidência do clube.

O Estádio do Dragão, pela sua excelência, tem servido de inspiração para construções similares noutros países. Dois exemplos: um dos projectos para o novo estádio nacional da Irlanda do Norte, a construir em Maze (perto de Lisburn), tem o Dragão como modelo; no âmbito do Campeonato do Mundo de 2014 uma delegação constituída por empresários, arquitectos, representantes de clubes, do sector da construção e de governos estaduais e perfeituras visitou os estádios do Euro 2004, tendo elegido o Dragão como o "mais bonito", "harmonioso" e "interessante" dos visitados e um caso "a copiar" no Brasil.

Estádio do Dragão, um local onde todos nós no sentimos em casa, e onde partilhamos muitas alegrias!


Helton relembra melhor época pelo FCPorto

Helton, guarda-redes que defende a baliza do FC Porto há vários anos, considerou que a temporada 2010/2011, na qual foi orientado por André Villas-Boas, foi a melhor da sua carreira.
«Ganhámos a Liga Europa no dia do meu aniversário e ainda por cima era capitão. Também fizemos um grande jogo contra o nosso rival que vencemos por 5x0», afirmou, em entrevista ao
Lancenet, o guardião brasileiro que lamentou o facto de não ser valorizado como merece no Brasil.
«Acho que poderia ser mais valorizado do que aquilo que sou, mediante aquilo que já fiz pelo FC Porto», atirou.

 
Com os olhos no presente, Helton mostrou a ambição do FC Porto em conquistar o primeiro lugar do grupo A da Liga dos Campeões, competição na qual já estão apurados para os oitavos-de-final.

«Temos a oportunidade de lutar pelo primeiro lugar e vamos agarrar essa oportunidade com unhas e dentes, apesar de não nos dar qualquer vantagem para a fase seguinte», comentou, lembrando o momento mais marcante na carreira do FC Porto na Champions.

«O falecimento do pai do Lucho foi uma notícia chata, estávamos no estágio e nessas horas é muito complicado, é difícil saber o que fazer. Aqui todos gostam dele por ser um jogador exemplar. Tínhamos o objetivo de ganhar e no final dedicamos-lhe a vitória», lembrou.


 

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Ibrahimovíc faz um póquer frente à Inglaterra ( um dos golos, de pontapé de bicicleta a 30 metros da baliza ).


Não tem nada haver com o Futebol Clube do Porto, mas este senhor merecia uma vénia, não só por ter marcado 4 golos frente à Inglaterra, mas sinho por ter marcado um golo de pontapé de bicicleta a 30 metros da baliza. Veja só:




Man. United quer James, Tottenham dá 15M€ por Atsu

São as notícias hoje de destaque da blogosfera portista. O Manchester United já tem vindo a mostrar grande interesse pelo avançado colombiano do F.C.Porto e até estão disposto a dar a James, 162 mil euros por semana. James afirmou que Manchester United era um bom desafio, mas que está feliz no Dragão e onde quer continuar. O Daily Mirror adianta que em prol de elogios que já se pode comparar James a Cristiano Ronaldo e a Lionel Messi.

André Villas Boas, treinador do Tottenham, estará interessado em garantir a contratação do jovem de 20 anos Christian Atsu. Em Inglaterra nota-seque os Spurs estarão mesmo dispostos a pagar 15 milhões de euros pelo passe do jogador. Villas Boas terá pedido aos dirigentes do clube para apressarem as negociações com a SAD portista, podendo a transferência consumar-se em Janeiro do próximo ano.

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Dragão vai receber novo "tapete" verde


Tem sido uma das notas cada vez que o bicampeão português FC Porto joga no Estádio do Dragão: o tapete verde da casa portista está longe das melhores condições, bem diferente daquilo que é hábito na casa azul e branca.

 Por isso, de acordo com o jornal O Jogo, a substituição do relvado vai avançar numa data ainda a definir, mas que seguramente não irá ultrapassar o período natalício, altura em que o FC Porto fica 25 dias sem utilizar o Dragão.

É um post muito curtinho, mas nota-se claramente que este relvado está algo aquém do esperado. 

Domingo, 11 de Novembro de 2012

F.C.Porto 2-1 Académica . Moutinho faz das suas.... com um golaço!

FICHA DE JOGO

FC Porto-Académica, 2-1
Liga, nona jornada
11 de Novembro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 31.910 espectadores

Árbitro: Hugo Pacheco (Porto)
Assistentes: João Silva e Pedro Ribeiro
Quarto árbitro: Pedro Maia

FC PORTO: Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (63m), João Moutinho por Castro (85m) e James por Kelvin (90m+2)
Não utilizados: Fabiano, Iturbe, Miguel Lopes e Rolando
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Ricardo; João Dias, João Real, Flávio (cap.) e Nivaldo; Marinho, Makelele e Keita; Cleyton, Cissé e Wilson Eduardo
Substituições: Cleyton por Ogu (63m), Marinho por Ferreira (74m) e Nivaldo por Afonso (74m)
Não utilizados: Peiser, Maguique e Saleiro
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (50m), João Moutinho (62m) e Wilson Eduardo (79m)
Cartão amarelo: Abdoulaye (75m), Ferreira (78m) e Ogu (83m)

 Oito meses depois, o bicampeão voltou a consentir um golo no Dragão em jogos da Liga. Curiosamente, frente ao mesmo adversário que marcara pela última vez no Porto. Mas a proeza, ou a apetência especial, não serviu de muito à Académica. Antes de Wilson Eduardo, marcaram James e João Moutinho. E depois mais ficaram por marcar, numa vitória mais clara do que a expressão do resultado (2-1).

Faltou, sobretudo, intensidade e envolvimento à primeira parte dos Dragões, porque, já então, o ataque, sendo frequente, não era suficientemente rápido para provocar desequilíbrios numa defesa, a da Académica, que depressa mecanizou movimentos de neutralização, encontrando sempre resposta às articulações preferenciais do adversário.

Por duas vezes, Jackson Martínez foi a maior ameaça. Ainda antes de atingida a dezena de minutos, o colombiano errou a direcção do “chapéu” quando Ricardo lhe saiu ao caminho e, pouco depois de ultrapassada a meia-hora, assistido por João Moutinho, preferiu o remate à meia-volta, com James mesmo ao lado e em condições de correr isolado para a baliza.

Obrigado a travar por opção do compatriota, James correria mais tarde, pouco depois do recomeço, movido por um daqueles passes de Lucho a que não se pode dizer não. Dominada a bola e à saída de Ricardo, James escolheu o lado mais difícil e marcou, entre o guarda-redes e o poste mais próximo.

Não passariam muito mais de dez minutos para a bola voltar a entrar na baliza da Académica e, curiosa e sensivelmente, pelo mesmo sítio. Desta vez, com todos os créditos do lance resumidos num único protagonista e num lance inventado e interpretado por João Moutinho: um remate preciso, desferido a mais de 20 metros, para o qual Ricardo voou, indiferente às probabilidades nulas de êxito.

Apesar de imutável, o domínio portista seria pontualmente questionado num remate de Wilson Eduardo, surgido quase do nada, mas a tempo de recuperar dúvidas e interesse com pouco mais de dez minutos para jogar, que, ainda assim, bastaram para o FC Porto repetir exercícios de superioridade, sem acrescentar novos números ou expressão a uma hegemonia que merecia maior capacidade de finalização.


Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Académica - Liga Zon Sagres


A leitura de Vítor Pereira é simples: o jogo com a Académica é de "muito trabalho". O treinador do FC Porto reconhece ao adversário de domingo os perigos da velocidade e das transições rápidas, ambos acelerados pelos efeitos da vitória sobre o Atlético de Madrid. Mas não os teme, desde que os Dragões estejam individualmente inspirados e colectivamente ligados.

Na conferência de imprensa com que abordou, ao princípio da tarde desta sexta-feira, as dificuldades teóricas do encontro da nona jornada da Liga, o técnico portista reforçou a intenção de aprimorar e intensificar dinâmicas, sublinhou a relevância de desempenhos colectivos e abriu uma excepção para falar de um Lucho supersónico.


Adversário rápido e perigoso

"O jogo com a Académica é complicado. Mais difícil ainda, depois da vitória moralizadora que conseguiu frente ao vencedor da Liga Europa. É uma equipa especialmente rápida nas transições e que se sente mais à vontade frente a equipas como a nossa, que preferem a posse. Pode tornar-se um adversário muito perigoso, mas estamos preparados para o superar."

Jogo de muito trabalho

"Somos uma equipa muito consciente da qualidade que tem. Se não impusermos um ritmo forte, se individualmente não estivermos inspirados e colectivamente não estivermos ligados, então sentiremos grandes dificuldades para vencer. É um jogo de muito trabalho, mas sinto a equipa muito séria, empenhada e que não se deslumbra."

Sem transfer

"Não esquecemos o resultado da época passada [n.d.r.: empate a um golo], mas este ano estamos a jogar um futebol diferente, no meu ponto de vista mais consistente e, assim sendo, creio que não há muitas razões para fazer o transfer do jogo da época passada para este. Queremos, fundamentalmente, somar mais três pontos."

Kiev confirmou qualidade

"Gosto de trabalhar com plantéis curtos, mas também me posso dar a esse luxo, porque temos um departamento médico de excelência, que faz milagres. Este plantel, apesar de curto, oferece qualidade e o jogo de Kiev, que confirmou a minha antevisão, é a prova disso mesmo."

Fadiga versus confiança

"Muitas vezes, a fadiga reflecte-se muito mais no aspecto emocional do que no físico. A vitória da Académica sobre o Atlético de Madrid transmite muita confiança aos seus jogadores. Por outro lado, nós, embora não tenhamos ganho, conseguimos o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, o que também é um bom tónico. Queremos evoluir mais na dinâmica do jogo, mas tê-lo conseguido transmite-nos a ideia de que estamos no bom caminho."

Juventude madura

"O facto de termos apresentado em Kiev a defesa mais jovem da Champions reflecte, em primeiro lugar, a capacidade que este clube tem de se renovar continuamente sem perda de resultados e rendimento. A todo o momento fabrica jogadores. Estou satisfeito com a juventude e com a maturidade revelada pelos jogadores."

O individual apoiado no colectivo

"Fico muito orgulhoso quando se fala deste ou daquele jogador, porque a equipa sustentou a sua qualidade. O jogador evidenciou-se apoiado por um colectivo. Daí a consistência com que nos apresentamos. Mas queremos mais, com dinâmicas mais fortes."

Lucho "Speedy" González

"Por questões físicas e anatómicas, o Lucho pode ser mais lento, mas, do ponto de vista mental e de capacidade de decisão, é dos mais rápidos que eu conheço. É dos que interpreta mais depressa. Para mim, é rapidíssimo. Sacrifica-se pela equipa, colocando-a acima de tudo e é natural que tenha registos desse género [n.d.r.: é o jogador do FC Porto com maior distância percorrida em quatro jornadas da Liga dos Campeões]."



Sábado, 10 de Novembro de 2012

Estatísticas do Campeões F.C.Porto

O Campeões F.C.Porto tem tido um grande desempenho a nível nacional e internacional, com pessoas de todo o mundo a visitar este espaço de completa dedicação ao Futebol Clube do Porto. Ultimamente o tempo ficou mais curto, visto que agora não passamos tantas vezes devido às aulas e entre outras coisas. O blogue atinge dia 02 de Janeiro de 2013, 6 anos de existência ( não percebo a falta de feedback, agora em baixo de cada post tem o botão para clicar em gosto relativamente ao Facebook e nem dos 50 conseguimos passar, muitos posts não chegam a passar dos 20 comentários o que chega a ser triste para nós). Ajudem-nos com os vossos comentários e com feedback para nos candidatar-mos a melhor blogue do ano de 2012.


Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Dragões são os únicos ainda invictos na Europa

O FC Porto é agora a única equipa que continua invicta entre todos as participantes nas competições europeias, somando 11 vitórias e três empates em 14 jogos oficiais.

Se tivermos em conta apenas os respetivos campeonatos há mais equipas que ainda não foram derrotadas, mas os dragões só ombreavam com o Shakhtar Donetsk o estatuto de invencíveis entre as equipas que estão nas competições europeias.

No entanto, o atual campeão ucraniano foi derrotado na última noite pelo Chelsea em Stamford Bridge, com um golo já nos descontos de Moses (2-3). O Barcelona também foi derrotado na noite passada, fechando grande ciclo vitorioso no campeonato e na Champions, mas já tinha sido derrotado na Supertaça de Espanha diante do Real Madrid.

Schalke, Málaga, Dortmund e Man. United também ainda não perderam na fase de grupos da Liga dos Campeões, assim como sucede com At. Madrid, Fenerbahce, Steaua, Dnipro, Newcastle, Genk, Inter, Rubin Kazan, Lyon, Lazio, Leverkusen, Metalist Kharkiv e Hannover na fase de grupos da Liga Europa, mas nas competições internas já contam pelo menos com uma derrota.


Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012

E faz hoje 2 anos!


Esta foi a noite em que o FC Porto conseguiu uma das maiores vitórias de sempre sobre o rival lisboeta, humilhando a águia com um histórico 5x0, deixando por terra o campeão nacional e destroçando as ambições de Jorge Jesus revalidar o título, conquistado meses antes, com classe e inegável superioridade... Uma noite de sonho para o Dragão, um pesadelo muito díficil de esquecer para a águia...

Nos bastidores do grande jogo

Era verdade que o FC Porto caminhava seguro na liderança, apenas um empate cedido e quatro golos sofridos, apresentando a mais sólida das candidaturas ao título, enquanto do outro lado da barricada estava o Benfica, campeão em título, ainda abalado pelos maus resultados das primeiras jornadas, que haviam deixado a águia a uns impensáveis sete pontos de distância dos dragões, mas antes do jogo, e apesar da diferença pontual na classificação, ninguém imaginaria tal desfecho.

Jorge Jesus relativizava a distância, mas os sinais que chegavam da Luz eram dissonantes. Uns apontavam as arbitragens, outros tantos culpavam os deslizes do guarda-redes Roberto, alguns apontavam o dedo às mudanças que o treinador operara na equipa de um ano para o outro. Na cabeça dos benfiquistas pairava ainda o resultado da derrota às mãos dos portistas na Supertaça, realizada no princípio da época.

André Villas-Boas, por sua vez, comandava uma armada segura da sua rota, aguardando calmamente a visita do grande rival, ciente que a vitória podia selar o destino do campeonato, somente com dez jornadas realizadas...
«Em equipa que ganha não se mexe», e Villas-Boas limitou-se a trocar o lesionado Fernando pelo colômbiano Guarin, enquanto o treinador dos encarnados decidiu alterar a equipa, fazendo sentar Saviola no banco, fazer subir Fábio Coentrão para extremo, deslocar o central David Luiz para a esquerda, e chamar à titularidade o pouco utilizado Sidnei.
Varela abre as hostilidades
O jogo em si não teve muita história... Marcava o relógio onze minutos, quando Hulk avançou pela direita e fez o que quis de David de Luiz, centrou para o meio da área, onde Varela, sem oposição, inaugurou o marcador.
Aos 23 minutos, novamente do lado esquerdo da defesa encarnada, Belluschi bailava à frente de um atarantado David Luiz, antes de colocar a bola no centro da área, onde Radamel Falcao finalizava com um sublime toque de calcanhar, perante um Luisão ajoelhado, uma imagem prenunciadora do que seria o Benfica nessa noite de pesadelo na «Cidade Invicta». 

Com o adversário na mão, o FC Porto avançou para a jugular. 28 minutos decorridos e novamente Belluschi a avançar pela direita, chamou a si Sidnei e Luisão, de David Luiz nem rasto, centrou para trás onde Radamel Falcao, de primeira, fuzilou com o pé direito, um inconsolável Roberto.
O Dragão explodia de felicidade, Jorge Jesus cruzava os braços, o rosto pesado dos suplentes benfiquistas deixava antever o terror que ainda estava por vir...
Jesus tenta, Luisão não deixa
Ao intervalo, Jesus emendou a mão, procurando equilibrar a equipa, e quiçá a reviravolta histórica. O Benfica tinha sido uma absoluta nulidade no primeiro tempo, e o treinador, ciente disso, não teve medo de reconhecer o erro e voltou à forma inicial. Mandou avançar Gaitan para o lugar de Sidnei, Coentrão voltava para a esquerda, Luiz voltava a fazer dupla com Luisão. 
O Benfica reentrou melhor, os jogadores, de volta ao seu habitat natural, sabiam o que tinham de fazer, e o que era esperado deles. Não surpreendeu ninguém o domínio benfiquista, e David Luiz esteve muito perto de reduzir a diferença. 
Todavia, aos 66 minutos, cansado de ouvir olés da bancada portista, Luisão perdeu a calma e tenta agredir Guarin. Pedro Proença não hesitou e mandou o brasileiro para a rua. O Benfica perdia por 3x0, ficava com menos um e perdia a liderança. Jesus percebeu que não havia mais nada a fazer e recuou linhas.
Villas-Boas sentiu que podia fazer história, Hulk compreendeu melhor que ninguém a ideia do treinador, e avançou sobre os encarnados. Em mais um lance de um para um, e novamente pela direita, Coentrão travou o brasileiro, e o incrível não se fez rogado e fez o 4x0 da marca de grande penalidade.
Antes de correr o pano sobre o clássico, Hulk voltaria a fuzilar Roberto, com um remate cruzado da direita. O Benfica caía com estrondo e o Porto ficava com o caminho livre para o título que viria a celebrar na casa do rival...

Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

Dynamo Kyiv 0-0 F.C.Porto . FCPorto está nos Oitavos!

FICHA DE JOGO

Dínamo de Kiev-FC Porto, 0-0
Liga dos Campeões, Grupo A, 4.ª jornada
6 de Novembro de 2012
Estádio Olímpico, em Kiev
Assistência: 34.386 espectadores

Árbitro: Alberto Mallenco (Espanha)
Assistentes: Roberto Díaz Pérez del Palomar e Jesús Calvo Guadamuro
Quarto árbitro: Pau Cebrian Devis
Assistentes adicionais: Fernando Teixeira e Antonio Mateu Lahoz

DÍNAMO DE KIEV: Koval; Betão, Mikhalic, Khacheridi e Taiwo; Vukojevic, Miguel Veloso e Milevskiy; Yarmolenko, Marco Ruben e Gusev (cap.)
Substituições: Milevskiy por Haruna (58m), Marco Ruben por Ideye (67m) e Vukojevic por Kranjcar (88m)
Não utilizados: Shovkovskiy, Garmash, Bogdanov, Haruna e Mehmedi
Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Abdoulaye e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela
Substituições: Varela por Atsu (76m), Defour por Castro (79m) e James por Kleber (90m+1)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Rolando e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

Cartões amarelos: Vukojevic (20m), Milevskiy (42m) e Abdoulaye (70m)

O FC Porto garantiu esta terça-feira o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, ao obter um nulo na Ucrânia, frente ao Dínamo de Kiev. Os Dragões controlaram a partida e dispuseram das melhores oportunidades para marcar. Não venceram, mas garantiram o essencial: com 10 pontos em 12 possíveis, mantêm-se em primeiro no grupo A e asseguram um lugar entre as 16 melhores formações da Europa.

Os primeiros 15 minutos de jogo foram difíceis para o FC Porto, com os ucranianos a empurrarem os Dragões para o seu meio-campo. Porém, o domínio foi mais territorial do que efectivo: aos 30 minutos, Helton ainda não tinha efectuado uma única defesa. Passado o primeiro quarto de hora, os azuis e brancos passaram a circular mais a bola e, no final do primeiro tempo, já dominavam o item relativo à sua posse, com 55 por cento.

A grande oportunidade da etapa inicial foi do FC Porto: aos 35 minutos, James cruzou da esquerda para o cabeceamento de Jackson, que Koval desviou para canto. Ao intervalo, os portistas tinham obrigado o guardião contrário a três defesas, enquanto Helton só foi forçado a intervir uma vez. O Dínamo de Kiev tinha obrigação de vencer e “pegar” no encontro, mas não o conseguia.

Aos cinco minutos da segunda parte, o FC Porto voltou a ter uma boa ocasião para abrir o marcador: Varela, isolado por James, atirou cruzado, mas ao lado. Aos 62, um livre de João Moutinho sofreu um desvio na barreira e quase enganava Koval. A melhor situação da equipa de Kiev ocorreu aos 67, com Yarmolenko a escapar ao fora-de-jogo, mas Helton, atento, defendeu com tranquilidade.

Na fase final da partida, os portistas procuraram explorar os espaços cedidos pelo adversário, que colocou mais unidades no ataque. Entrou Atsu para o lugar de Varela, na tentativa de acelerar o contra-ataque dos Dragões. Numa jogada rápida, a um minuto do fim, Lucho disparou em boa posição, mas ao lado.
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O 0-0 seria o resultado final, que garante o objectivo essencial para os Dragões, que de resto se mantêm invictos na Ucrânia (três vitórias e dois empates). O primeiro lugar do grupo A será agora discutido com os franceses do Paris Saint-Germain. No próximo desafio da Champions, o FC Porto recebe os croatas do Dínamo de Zagreb (21 de Novembro, 19h45).



Antevisão do Jogo - Dynamo Kyiv x F.C.Porto - Liga dos Campeões


Vítor Pereira sabe que um empate em Kiev garante a qualificação do FC Porto para a próxima fase da Liga dos Campeões, mas não vai jogar para o “pontinho”. Na conferência de imprensa de antevisão do desafio frente ao Dínamo (terça-feira, 19h45), o treinador mostrou ambição e garantiu que a equipa técnica dorme “descansada”, apesar das ausências dos lesionados Maicon e Fernando.

“Quero que a equipa mantenha o ADN, tenha muita posse de bola e seja agressiva. Temos nove pontos e queremos sair daqui com 12. Não vamos a lado nenhum jogar para o empate”, afirmou. As três vitórias nos três jogos já disputados não travam a vontade de ganhar de uma equipa que pensa “jogo a jogo”: “No horizonte está apenas a partida de amanhã e conseguir a vitória. Queremos ser fiéis ao nosso estilo. Teremos de ser agressivos mas ao mesmo tempo ter segurança no nosso jogo”.


A ambição não retira realismo a Vítor Pereira, que espera um desafio “complicado”: “Já sabemos como joga o Dínamo e eles estiveram bem no nosso estádio, quer individual quer coletivamente É um adversário difícil, como ficou demonstrado no Dragão há duas semanas, onde conseguimos uma vitória difícil”. O triunfo azul e branco por 3-2 deixou os ucranianos numa situação delicada para chegar aos oitavos-de-final. "É natural que o treinador do Dínamo sinta que tem de arriscar mais para ganhar. É um risco natural, porque ele sente que se falhar vai comprometer o apuramento", comentou.


O treinador recusou adiantar os nomes dos jogadores que vão entrar em campo nos lugares de Maicon e Fernando, que se lesionaram na primeira parte do desafio frente ao Marítimo (5-0), na sexta-feira. “Nunca o fiz nem o vou fazer agora. Já sei quem vai jogar, mas não falei com os jogadores sobre isso. Independentemente de quem alinhar, o FC Porto tem um grupo forte e vai manter a sua identidade e maneira de jogar. Saem dois jogadores importantes e vão entrar dois igualmente importantes. Dormimos descansados porque sabemos da qualidade do plantel”, frisou.


Otamendi também esteve na sala de imprensa de Kiev. O defesa argentino reforça que o Dínamo tem armas para discutir o resultado: “Não podemos relaxar e deixá-los fazer o seu jogo. O nosso treinador não nos deixa relaxar, portanto estamos aqui para dar o nosso máximo. Espero que a nossa visita seja produtiva”. Para o argentino, o mais importante é “ter concentração”. “O Dínamo de Kiev tem grandes jogadores, especialmente os avançados, que são muito bons. Temos de estar na máxima força e estamos motivados para vencer”, declarou.


Otamendi não se furtou até a destacar o português Miguel Veloso na equipa ucraniana: “É um dos grandes jogadores da equipa. Tem um bom toque de bola e marca muito bem as bolas paradas. Temos de estar mais atentos e concentrados nesses lances. Mas, mantendo a ordem e a concentração, penso que o jogo nos será favorável, porque poderemos dar liberdade ao meio-campo e aos avançados para atacar mais. O jogo em Portugal já permitiu perceber melhor o que o Dínamo de Kiev vale, mas não temos medo”.



Domingo, 4 de Novembro de 2012

F.C.Porto B 1-0 Marítimo B . Finalmente, uma vitória!


FC Porto B 1-0 Marítimo B

II Liga 2012/13, 12.ª jornada
03 de Novembro de 2012.
Estádio de Pedroso, Vila Nova de Gaia.
Assistência: ---.


Árbitro:
Rui Costa (Porto).

FC PORTO B:
Stefanovic; David Bruno, Anderson, Tiago Ferreira, Quiñones; Mikel (Edú 79m), Pedro Moreira, Tozé (Fábio Martins 90m); Kelvin (Sebá 67m), Vion, Iturbe.
Substituições
: Sebá por Kelvin (67m), Edú por Mikel (79m), Fábio Martins por Tozé (90m).
Não utilizados:
Eloi, Zé António, Frédéric Maciel.
Treinador:
Rui Gomes.

MARÍTIMO B:
Wellington Lima, Gegé, Patrick Bauer, Igor Pita, Armando, Sérgio Marakis (André Ferreira 88m), Rodrigo Antônio, Nuno Rocha, Gonçalo Abreu, João Vieira (Edivândio 68m), Kukula.
Substituições:
Edivândio por João Vieira (68m), André Ferreira por Sérgio Marakis (88m).
Não utilizados:
José Sá, Ricardo Alves, José Tiago e Romeu Ribeiro.
Treinador:
José Barros.

Ao intervalo:
0-0.
Marcadores:
Iturbe (85gp).
Cartões amarelos:
Mikel (40), Patrick Bauer (48), Gonçalo Abreu (69), Armando (78), Gégé (84), Nuno Rocha (84).

O FC Porto B venceu este sábado o Marítimo B por 1-0, em jogo a contar para a 12.ª jornada do campeonato da Segunda Liga. Iturbe foi o autor do golo, na transformação de um penalti.


Numa altura em que quase nada tem corrido bem, com uma série de resultados negativos, em que a equipa tem naturais responsabilidades, mas muitas decisões penalizadoras das equipas de arbitragens e falta de sorte contribuíram de forma decisiva, desta vez coube ao FC Porto beneficiar de uma decisão polémica do árbitro Rui Costa, que considerou penalti um lance com Sebá.


Iturbe, chamado a converter, transformou em golo, resultado que faz a equipa respirar um pouco melhor e pode ser a rampa de lançamento para uma época mais de acordo com o valor destes jovens jogadores.


Como habitualmente, o FC Porto B assumiu o jogo, enquanto o Marítimo B ameaçava de contra-ataque. No FC Porto, destaque para o bom jogo de Tozé, um médio criativo que está a crescer, Iturbe, que agitou bastante o jogo, e Quiñones, com o jovem colombiano a mostrar estar já mais adaptado ao futebol europeu.


fonte: fcporto.pt


CLASSIFICAÇÃO II LIGA

1º - Sporting B 11j, 9v, 1e, 1d, 28pts
16º - Porto B, 12j, 2v, 5e, 5d, 11pts



Sábado, 3 de Novembro de 2012

F.C.Porto 5-0 Marítimo . Só deu Porto


FC Porto 5-0 CS Marítimo

Liga 2012/13, 8.ª jornada.
2 de Novembro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.609 espectadores.


Árbitro:
Cosme Machado (Braga).
Assistentes:
Alfredo Braga e Nuno Eiras.
Quarto árbitro:
Pedro Vilaça.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela.
Substituições:
Fernando por Defour (28m), Maicon por Abdoulaye (32m) e Helton por Fabiano (74m).
Não utilizados:
Castro, Kleber, Miguel Lopes e Atsu.
Treinador:
Vítor Pereira.

MARÍTIMO:
Ricardo; Briguel (cap.), João Guilherme, Roberge e Rúben Ferreira; Semedo, Rafael Miranda e João Luiz; Sami, Danilo Dias e Heldon.
Substituições:
Sami por Fidelis (intervalo), Semedo por Olberdam (intervalo) e João Luiz por David Simão (70m).
Não utilizados:
Welligton, Márcio Rozário, Luís Olim e Ytalo.
Treinador:
Pedro Martins.

Ao intervalo:
2-0.
Marcadores:
Jackson (3m e 59m), Varela (35m) e James (72 e 77m).
Cartões amarelos:
Roberge (53m), Otamendi (63m), João Luiz (66m) e Danilo Dias (83m).

Na promoção do encontro frente ao Marítimo, o FC Porto prometia dança, sugerindo samba, tango ou cha-cha-cha. Acabaram por ser os ritmos colombianos a dominar o encontro (sim, porque Jackson pode ter Cha-cha-cha como apelido, mas o estilo é de origem cubana): foram quatro golos “cafeteros” e mais um português (com ascendência cabo-verdiana), de Varela. O Marítimo saiu vergado ao peso do 5-0.


O perfume do bom futebol não teve apenas perfume sul-americano: foi toda uma orquestra de bom futebol, que encantou o Dragão. A diferença de intensidade e velocidade entre as duas equipas foi por demais evidente, não parecendo sequer que estavam em campo duas formações da mesma Liga. O Marítimo não terá estado nos seus melhores dias? Certamente que sim, mas acima de tudo há que sublinhar a pressão que envolveu o adversário, num verdadeiro colete-de-forças, e a capacidade de circulação de bola e qualidade técnica dos azuis e brancos.

Vários números marcantes ajudam-nos ainda a contar a história do encontro. Com oito golos, Jackson já é o destacado melhor marcador da Liga e “factura” há sete jornadas consecutivas, um recorde dos últimos dez anos. A dupla Jackson e Varela marca há três partidas seguidas. Devido ao facto de não ter sofrido golos, prolongou-se igualmente a série invicta dos azuis e brancos no Dragão, para o campeonato: o último tento sofrido foi há oito meses, sete jogos e 682 minutos.

O primeiro golo surgiu ao minuto três, mas nem sequer foi surpreendente, tal a intensidade que o FC Porto colocou em campo desde o primeiro instante. Após uma troca de bola entre Lucho e James, o colombiano isolou Jackson, que fintou Ricardo e empurrou para a baliza deserta. Estava concretizado o primeiro, mas os Dragões não tiraram o pé do acelerador. Cinco minutos depois, Varela cruzou na esquerda, mas Lucho, em excelente posição, apenas conseguiu cabecear por cima. Aos 19, foi a vez de Danilo, num lance individual, obrigar Ricardo a uma defesa de recurso.

Adivinhavam-se mais golos e o segundo poderia ter acontecido aos 23 minutos, quando Fernando isolou Jackson, mas o árbitro assinalou um fora de jogo inexistente. Depois aconteceram as lesões de Fernando e Maicon, que, naturalmente, fizeram quebrar um pouco o ritmo de jogo. Entraram em campo Defour e Abdoulaye, que se estreou na Liga com a camisola azul e branca.

Num momento em que o ritmo portista não era tão elevado, surgiu a mestria de um artista português, com certeza. Varela ultrapassou dois adversários e efectuou um remate em arco, colocando a bola exactamente na mesma “gaveta” em que a havia metido na vitória frente ao Dínamo de Kiev. Foi um remate indefensável, a 101 quilómetros por hora. Até ao intervalo, James e Varela ainda podiam ter feito o terceiro. O Marítimo terminou a primeira parte de bandeira branca no ar, sem fôlego e atarantado.

No arranque do segundo tempo, os insulares pareceram querer dar um ar da sua graça, tentando estender mais o seu jogo. Foi mera ilusão, porque Jackson, depois de um primeiro desperdício, voltou a driblar o guardião madeirense, após passe de Moutinho, e a concretizar sem oposição. Com o 3-0, terminava qualquer dúvida sobre quem seria o vencedor da partida, mas o FC Porto não consegue abdicar da sua filosofia de jogo e conseguiu mais períodos de troca de bola absolutamente deslumbrantes.

James, após nova assistência de Moutinho, fez o 4-0, de pé direito, fazendo a bola passar por entre as pernas do guarda-redes contrário. Num lance em que acabou por ser bafejado pela sorte – já que a bola embateu no corpo de João Guilherme, enganando Ricardo – o camisola 10 faria ainda o 5-0. Antes, Fabiano estreou-se na Liga, entrado para o lugar de Helton, também por lesão. Os problemas físicos foram a única nuvem num encontro quase perfeito dos azuis e brancos.



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira:

No final da goleada sobre o Marítimo, Vítor Pereira revelou dificuldade em escolher o melhor jogo do FC Porto na época em curso e, até, o melhor momento vivido no Dragão. Reconheceu a qualidade excepcional da exibição, estabeleceu um paralelo com a vitória sobre o PSG, mas admitiu que espera desfrutar de “coisas muito maiores”. Já nesta temporada.

Qualidade a todos os níveis
“Não há muito a dizer sobre o jogo. Fizemos um jogo de grande qualidade a todos níveis e não permitimos os momentos de transição do Marítimo, que é uma equipa perigosa. Fomos consistentes e fizemos algumas coisas que agradam a todos os que gostam de futebol. E sempre sustentado num colectivo forte.”

Treino e talento
“As jogadas dos golos, e outras, é trabalho de treino e talento dos jogadores. Quando bem combinados os dois factores, resulta em situações bonitas de se ver.”

Excepcional
“Só este ano, já vi a minha equipa a fazer várias exibições que me agradaram muito, mas posso dizer que conseguimos uma exibição excepcional, como já tinha sido aquela que nos permitiu vencer o Paris Saint-Germain. Também estivemos muito bem contra o Beira-Mar e o Guimarães.”

As lesões
“Ainda não me inteirei do grau de gravidade das lesões do Fernando, do Maicon, do Helton e do Lucho. Em breve, me debruçarei sobre o assunto e em encontrar soluções para os substituir em Kiev, se for caso disso. O grupo tem qualidade.”

Equipa mais ligada
“Espero ter momentos melhores do que este, porque, neste momento, não ganhámos nada. Mas reconheço que a equipa está mais ligada e identificada com aquilo que pretendemos. Eu estou mais experiente e não tenho problema nenhum em assumi-lo. Tudo isto faz parte de um crescimento natural. Espero vir a desfrutar, este ano, de coisas muito maiores.”