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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

F.C.Porto 3-0 Dínamo Zagreb . Agora é vencer em França!


FC Porto 3-0 Dínamo de Zagreb

UEFA Champions League, grupo A, 5.ª jornada
21 de Novembro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 27.603 espectadores.


Árbitro:
Paolo Tagliavento (Itália).
Assistentes:
Mauro Tonolini e Lorenzo Manganelli.
Quarto árbitro:
Riccardo di Fiore.
Assistentes adicionais:
Luca Banti e Paolo Silvio Mazzoleni.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela.
Substituições:
Defour por Fernando (67m), Abdoulaye por Alex Sandro (67m) e Lucho por Atsu (75m).
Não utilizados:
Fabiano, Miguel Lopes, Castro e Kleber.
Treinador:
Vítor Pereira.

DÍNAMO DE ZAGREB:
Kelava (cap.); Vrsaljko, Vida, Šimunic e Pivaric; Ademi, Kovacic e Brozovic; Beqiraj, Sammir e Cop.
Substituições:
Sammir por Puljic (76m), Cop por Halilovic (84m) e Beqiraj por Krstanovic (86m).
Não utilizados:
Mitrovic, Calello, Tomecak e Alispahic.
Treinador:
Ante Cacic.

Ao intervalo:
1-0.

Marcadores:
Lucho (20m), João Moutinho (67m) e Varela (85m).

Cartões amarelos:
Jackson Martínez (25m), Ademi (45m), Abdoulaye (53m), Šimunic (66m) e Varela (82m).
Era uma vez um treinador muito contestado num clube habituado a ganhar. Esse treinador veio ocupar a cadeira de sonho do menino perfeito. Apesar dos adeptos desconfiados, da comunicação social adversa, de uma gala dos Dragões de Ouro atípica, dos comentadores ávidos de sangue, de um balneário em pé de guerra, da falta de um ponta-de-lança, do menosprezo dos seus pares, contra todos os vaticínios, o homem sagrou-se campeão. A contestação, porém, não terminou aí. No Porto, afinal de contas, foi-se dizendo, qualquer um se arrisca a ser campeão. E, além disso, a participação na Champions tinha sido paupérrima. O homem começou então a nova época meio tremido, quiçá ensombrado pelo fantasma do tal menino da cadeira de sonho, que tinha ficado desempregado e que se dizia que podia voltar. Hoje, um está prestes a ficar desempregado outra vez e o outro, o homem de quem falamos, o Prof. Vítor Pereira, já vai com uma Supertaça no bolso, é líder do campeonato e, à entrada para a última jornada da fase de grupos, comanda a equipa com mais pontos de toda a Champions League. Coisa pouca.

Não é todos os dias que uma equipa parte para a última ronda da fase de grupos da mais importante competição internacional de clubes para decidir se passa à fase seguinte em primeiro ou em segundo. Para uns será uma miragem, para outros uma realidade.

Com efeito, o jogo desta noite mostrou um Porto demasiado forte para o futebol e para as aspirações do Dínamo de Zagreb. Não que os croatas não tivessem incomodado durante a primeira parte, porque de facto enviaram uma bola ao poste e assustaram por diversas vezes a baliza de Helton, nomeadamente através de bolas paradas. E até se deve dizer, em abono da verdade, que o Dínamo pratica um futebol atractivo, de posse, com circulação de bola e com alguns jogadores de elevada craveira técnica, com destaque para o número 8 Kovacic, de uns muito prometedores 18 anos, com qualidade para merecer uma observação mais atenta pelo departamento de scouting do nosso clube. Tudo isto é verdade, mas tudo isto não chega para este FC Porto que se apresenta em níveis anímicos estratosféricos, com um futebol de posse e de "toca e corre" que baralha qualquer adversário, aliado a uma capacidade de pressing absolutamente surpreendente e devastadora.

Nada disto se faz, obviamente, sem um balneário unido, que claramente confia no seu timoneiro. A equipa vive de pequenas sociedades de sucesso: Lucho e Moutinho entendem-se às mil maravilhas; James e Jackson são um par no ChaChaCha; Danilo, Lucho e James triangulam cada vez mais de olhos fechados. E de fora, por lesão, têm ficado Alex Sandro, Maicon e Fernando... dá que pensar!

Mais a mais, quem entra na equipa apanha rapidamente o comboio e não encrava a engrenagem. Foi assim com Mangala (Vítor Pereira terá aplicado ao francês a mesma receita que a Maicon durante grande parte do ano transacto, dando-lhe minutos e rodagem na lateral, amadurecendo-o, para depois lhe oferecer a zaga numa bandeja), que não comprometeu nesta sua passagem pela posiçao que é, por defeito, de Alex; está a ser assim com Abdoulaye, que já leva dois jogos na Champions sem que a equipa sofra golos; foi assim com os que jogaram na Choupana, onde se notaram claras melhorias de jovens como Castro, Atsu, Iturbe e Kléber. Aliás, confesso nunca ter vislumbrado pelo Olival tanto talento em estado bruto como neste ano... são tantos e tantos os atletas com menos de 21 anos que só podemos sorrir de curiosidade ao imaginar o futuro deste FC Porto.

De destacar o notável jogo de João Moutinho, autor de uma obra de arte em forma de livre, elevando o seu jogo para o patamar que se lhe vinha pedindo, transformando-se num médio com capacidade para chegar à frente, não só assistindo os colegas (como já fazia e bem), mas também testando o seu poder de fogo.

Nota relevante, também, para a tremenda forma física de Lucho, sendo este o seu segundo jogo consecutivo a facturar, mostrando que continuam intactos os seus predicados de médio goleador. Velhos são os trapos, quase que apetece dizer a muitos que já lhe vinham fazendo o funeral antecipado ou que pensavam - certamente não o conhecendo - que o argentino vinha gozar uma pré-reforma dourada para a Invicta.

Jackson continua a maravilhar o estádio com a sua inconfundível classe e a forma fácil como domina a bola e a endossa as colegas. É certo que não teve oportunidades para figurar a lista de marcadores, mas a qualidade está toda lá. E é muita! Varela continua a pôr-nos a cabeça em água, alternando o bom com o mau, mas sempre com o golo da praxe. Que seja sempre assim, é o que a nação portista lhe pede!

Em suma, mais uma noite europeia em que o Porto assumiu a sua condição de grande da Europa, não deixando os seus créditos por mãos alheias, traduzidos especialmente numa segunda parte de elevada qualidade e superioridade. Ainda houve tempo para dar uns importantes minutos a Fernando e a Alex Sandro, certamente já a pensar no importante jogo de Domingo em Braga. A isto se chama plantar para colher os frutos mais tarde.

Antes do apito final, ainda assistimos à estreia na Champions League de Halilovic, de apenas 16 anos. O croata tornou-se o mais jovem jogador de sempre a disputar uma partida nesta competição. E, de facto, o croata não poderia ter melhor estreia internacional. A última vez que um miúdo de 16 anos se estreou no Dragão, curiosamente pisando tambem um relvado lastimável, chamava-se Leonel Messi. Nesta vida nada é por acaso. Há mesmo lugares abençoados.

Até Domingo!

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Vítor Pereira vai a jogo em Paris. Depois da qualificação em Kiev e da vitória sobre o outro Dínamo, o de Zagreb, o treinador do FC Porto mantém a intenção de terminar a fase de grupos na primeira posição. Para o conseguir, basta-lhe um empate no Parque dos Príncipes, mas o técnico não se desvia do propósito de vencer, reiterando a especial predilecção por "bons jogos".

Consistência e dinâmica
"Ganhámos e justificámos a vitória e o resultado, com uma exibição consistente e dinâmica. Foi uma vitória natural, frente a uma equipa que nos criou dificuldades, nomeadamente na primeira parte. Com a qualidade individual, conseguimos também superar este obstáculo."

Qualidade dos médios
"Os golos marcados pelos médios tem a ver com o trabalho, a qualidade deles e o facto de sentirem confiança para aparecer em zonas de finalização."

Para ver quem é o melhor
"Para nós, é importante ficar em primeiro, porque esse é o nosso objectivo. Vamos a Paris com o objectivo de fazermos o nosso jogo, com a nossa identidade, e procurar vencer. Depois veremos quem é a melhor equipa e quem fica em primeiro. Gostamos de bons jogos e este será um deles."

A marcar muito e a sofrer pouco
"Temos realizado bom jogos, com qualidade, que não se resume na qualidade ofensiva, mas também se alarga à consistência defensiva. Temos feito bons jogos, marcando muitos golos e permitindo pouco. E isso só uma equipa consistente consegue."

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Dinamo Zagreb - Liga dos Campeões


Vítor Pereira antecipou esta terça-feira o jogo de amanhã, com o Dínamo Zagreb, afirmando que o FC Porto vai jogar para ganhar e para defender a liderança do grupo. Confirmou a recuperação de Alex Sandro e Fernando e ainda disse que o sorteio da Taça foi "bom para o futebol". James Rodriguez promete seriedade e vontade de vencer.

O que espera do jogo com o Dínamo, a equipa mais fraca do grupo?
Não vamos no canto da sereia, vamos com a guarda bem alta, sabemos bem o que queremos e o jogo é determinante para os nossos objectivos, que é ficar em primeiro lugar no grupo.

Vai defrontar uma equipa com um recorde negativo, com dez derrotas consecutivas...
Para o Dínamo será um desafio, de certeza que querem quebrar essa sequência negativa. Nós aqui no Porto gostamos de ter desafios e quanto maior melhor. Eu reposto pelo FC Porto e nós estamos determinados e sabemos que se quisermos ganhar o jogo temos de impor intensidade forte, ser agressivos e provar em campo que merecemos a vitória. Não acredito em jogos fáceis na Liga dos Campeões e não acredito que amanhã seja um jogo fácil.

Conta com Fernando e Alex Sandro para o jogo de amanhã?
Fernando e Alex Sandro são jogadores que estão neste momento disponíveis para amanhã fazerem parte do grupo.

Com o apuramento garantido não seria mais importante gerir o plantel?
Fazemos a gestão que tivermos de fazer, mas em função da resposta de cada um. Sabemos que para este jogo vamos escolher a equipa que pensamos nos dará uma boa resposta. Depois, faremos o mesmo tipo de gestão, o nosso desafio é sempre o próximo jogo e queremos ficar cá com os três pontos.

Como é que olha para os valores monetários. O que vale para si como técnico estar a jogar por pontos e dinheiro?
Não ligo a mínima, não é a minha área. Nunca fui financeiro na vida, nunca pensei muito no dinheiro, não é isso que me preocupa, o que me preocupa é desportivamente reforçar o estatuto do clube, reforçar a qualidade dos jogadores e da própria equipa. Essa é que é a minha responsabilidade.

Quer prolongar ser a única equipa nas competições europeias sem derrotas?
Eu sinto-me um treinador que trabalha todos os dias para evoluir. Há um ano sentia-me o mesmo treinador, a tentar evoluir, aprender com a experiência. Tenho a noção que é preciso trabalhar, evoluir para ir dando resposta a estes desafios. Queremos continuar a fazer parte do pequeno grupo de equipas que consegue somar 13 pontos no grupo. O que queremos para amanhã é termos quatro vitórias acumuladas e um empate.

Como se focam os jogadores com o apuramento garantido, sendo que domingo há jogo importante em Braga?
Os jogadores estão completamente focados neste jogo da Liga dos Campeões, depois do jogo de amanhã, no caminho para casa, começo a pensar no jogo de Braga.

O que achou do sorteio da Taça, com uma deslocação difícil a Braga?
Quando nos saiu o Braga a primeira que me veio à ideia é que as bolinhas devem estar amestradas e sabem que gostamos de desafios difíceis. É bom para nós, para os adeptos e acredito que sejam bom para o Braga. É bom para o futebol.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dynamo Kyiv 0-0 F.C.Porto . FCPorto está nos Oitavos!

FICHA DE JOGO

Dínamo de Kiev-FC Porto, 0-0
Liga dos Campeões, Grupo A, 4.ª jornada
6 de Novembro de 2012
Estádio Olímpico, em Kiev
Assistência: 34.386 espectadores

Árbitro: Alberto Mallenco (Espanha)
Assistentes: Roberto Díaz Pérez del Palomar e Jesús Calvo Guadamuro
Quarto árbitro: Pau Cebrian Devis
Assistentes adicionais: Fernando Teixeira e Antonio Mateu Lahoz

DÍNAMO DE KIEV: Koval; Betão, Mikhalic, Khacheridi e Taiwo; Vukojevic, Miguel Veloso e Milevskiy; Yarmolenko, Marco Ruben e Gusev (cap.)
Substituições: Milevskiy por Haruna (58m), Marco Ruben por Ideye (67m) e Vukojevic por Kranjcar (88m)
Não utilizados: Shovkovskiy, Garmash, Bogdanov, Haruna e Mehmedi
Treinador: Oleksiy Mykhaylychenko

FC PORTO: Helton; Danilo, Otamendi, Abdoulaye e Mangala; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson e Varela
Substituições: Varela por Atsu (76m), Defour por Castro (79m) e James por Kleber (90m+1)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Rolando e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

Cartões amarelos: Vukojevic (20m), Milevskiy (42m) e Abdoulaye (70m)

O FC Porto garantiu esta terça-feira o apuramento para os oitavos-de-final da Champions, ao obter um nulo na Ucrânia, frente ao Dínamo de Kiev. Os Dragões controlaram a partida e dispuseram das melhores oportunidades para marcar. Não venceram, mas garantiram o essencial: com 10 pontos em 12 possíveis, mantêm-se em primeiro no grupo A e asseguram um lugar entre as 16 melhores formações da Europa.

Os primeiros 15 minutos de jogo foram difíceis para o FC Porto, com os ucranianos a empurrarem os Dragões para o seu meio-campo. Porém, o domínio foi mais territorial do que efectivo: aos 30 minutos, Helton ainda não tinha efectuado uma única defesa. Passado o primeiro quarto de hora, os azuis e brancos passaram a circular mais a bola e, no final do primeiro tempo, já dominavam o item relativo à sua posse, com 55 por cento.

A grande oportunidade da etapa inicial foi do FC Porto: aos 35 minutos, James cruzou da esquerda para o cabeceamento de Jackson, que Koval desviou para canto. Ao intervalo, os portistas tinham obrigado o guardião contrário a três defesas, enquanto Helton só foi forçado a intervir uma vez. O Dínamo de Kiev tinha obrigação de vencer e “pegar” no encontro, mas não o conseguia.

Aos cinco minutos da segunda parte, o FC Porto voltou a ter uma boa ocasião para abrir o marcador: Varela, isolado por James, atirou cruzado, mas ao lado. Aos 62, um livre de João Moutinho sofreu um desvio na barreira e quase enganava Koval. A melhor situação da equipa de Kiev ocorreu aos 67, com Yarmolenko a escapar ao fora-de-jogo, mas Helton, atento, defendeu com tranquilidade.

Na fase final da partida, os portistas procuraram explorar os espaços cedidos pelo adversário, que colocou mais unidades no ataque. Entrou Atsu para o lugar de Varela, na tentativa de acelerar o contra-ataque dos Dragões. Numa jogada rápida, a um minuto do fim, Lucho disparou em boa posição, mas ao lado.
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O 0-0 seria o resultado final, que garante o objectivo essencial para os Dragões, que de resto se mantêm invictos na Ucrânia (três vitórias e dois empates). O primeiro lugar do grupo A será agora discutido com os franceses do Paris Saint-Germain. No próximo desafio da Champions, o FC Porto recebe os croatas do Dínamo de Zagreb (21 de Novembro, 19h45).



Antevisão do Jogo - Dynamo Kyiv x F.C.Porto - Liga dos Campeões


Vítor Pereira sabe que um empate em Kiev garante a qualificação do FC Porto para a próxima fase da Liga dos Campeões, mas não vai jogar para o “pontinho”. Na conferência de imprensa de antevisão do desafio frente ao Dínamo (terça-feira, 19h45), o treinador mostrou ambição e garantiu que a equipa técnica dorme “descansada”, apesar das ausências dos lesionados Maicon e Fernando.

“Quero que a equipa mantenha o ADN, tenha muita posse de bola e seja agressiva. Temos nove pontos e queremos sair daqui com 12. Não vamos a lado nenhum jogar para o empate”, afirmou. As três vitórias nos três jogos já disputados não travam a vontade de ganhar de uma equipa que pensa “jogo a jogo”: “No horizonte está apenas a partida de amanhã e conseguir a vitória. Queremos ser fiéis ao nosso estilo. Teremos de ser agressivos mas ao mesmo tempo ter segurança no nosso jogo”.


A ambição não retira realismo a Vítor Pereira, que espera um desafio “complicado”: “Já sabemos como joga o Dínamo e eles estiveram bem no nosso estádio, quer individual quer coletivamente É um adversário difícil, como ficou demonstrado no Dragão há duas semanas, onde conseguimos uma vitória difícil”. O triunfo azul e branco por 3-2 deixou os ucranianos numa situação delicada para chegar aos oitavos-de-final. "É natural que o treinador do Dínamo sinta que tem de arriscar mais para ganhar. É um risco natural, porque ele sente que se falhar vai comprometer o apuramento", comentou.


O treinador recusou adiantar os nomes dos jogadores que vão entrar em campo nos lugares de Maicon e Fernando, que se lesionaram na primeira parte do desafio frente ao Marítimo (5-0), na sexta-feira. “Nunca o fiz nem o vou fazer agora. Já sei quem vai jogar, mas não falei com os jogadores sobre isso. Independentemente de quem alinhar, o FC Porto tem um grupo forte e vai manter a sua identidade e maneira de jogar. Saem dois jogadores importantes e vão entrar dois igualmente importantes. Dormimos descansados porque sabemos da qualidade do plantel”, frisou.


Otamendi também esteve na sala de imprensa de Kiev. O defesa argentino reforça que o Dínamo tem armas para discutir o resultado: “Não podemos relaxar e deixá-los fazer o seu jogo. O nosso treinador não nos deixa relaxar, portanto estamos aqui para dar o nosso máximo. Espero que a nossa visita seja produtiva”. Para o argentino, o mais importante é “ter concentração”. “O Dínamo de Kiev tem grandes jogadores, especialmente os avançados, que são muito bons. Temos de estar na máxima força e estamos motivados para vencer”, declarou.


Otamendi não se furtou até a destacar o português Miguel Veloso na equipa ucraniana: “É um dos grandes jogadores da equipa. Tem um bom toque de bola e marca muito bem as bolas paradas. Temos de estar mais atentos e concentrados nesses lances. Mas, mantendo a ordem e a concentração, penso que o jogo nos será favorável, porque poderemos dar liberdade ao meio-campo e aos avançados para atacar mais. O jogo em Portugal já permitiu perceber melhor o que o Dínamo de Kiev vale, mas não temos medo”.



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

F.C.Porto 3-2 Dynamo Kyiv . Golaço de Varela e bis de Jackson Martínez colocam FCPorto com um pé nos oitavos-de-final.


FC Porto 3-2 Dínamo Kiev

UEFA Champions League, grupo A, 3.ª jornada
24 de Outubro de 2012.
Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência: 29.317 espectadores.


Árbitro:
Pavel Kralovec (República Checa).
Assistentes:
Roman Slysko e Martin Wilczek.
Quarto árbitro:
Antonin Kordula.
Assistentes adicionais:
Radek Prihoda e Micahl Patak.

FC PORTO:
Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala; Fernando, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson Martínez e James.
Substituições:
Varela por Atsu (64m), João Moutinho por Defour (75m) e James por Miguel Lopes (90m+2).
Não utilizados:
Fabiano, Castro, Kleber e Abdoulaye.
Treinador:
Vítor Pereira.

DÍNAMO KIEV:
Shovkovskiy; Betão, Mikhalik, Khacheridi e Taiwo; Miguel Veloso, Vukojevic e Garmash; Yarmolenko, Ideye Brown e Gusev.
Substituições:
Vukojevic por Kranjcar (84m).
Não utilizados:
Koval, Mehmedi, Marco Ruben, Bogdanov, Haruna e Ninkovic.
Treinador:
Oleksiy Mykhaylychenko.

Ao intervalo:
2-1.
Marcadores:
Varela (15m), Gusev (21m), Jackson Martínez (36m e 78m), Ideye Brown (72m).
Cartão amarelo:
Garmash (81m), Betão (90m+3), Miguel Veloso (90m+4) e Maicon (90m+4).
Por vezes há noites assim. Estranhas. Se me tivessem dito antes da partida que íamos ganhar por 3x2 ao Dínamo de Kiev, eu provavelmente teria pensado tratar-se de um grande jogo de Champions, de mais uma daquelas noites europeias para o Dragão guardar no seu baú de memórias.

Ter-me-ia, porém, enganado redondamente. Por muito que nos custe, um jogo com cinco golos pode mesmo varrer-se-nos da memória passado poucos dias. De facto, assistimos a um encontro em ritmo pausado, quezilento e sem grandes oportunidades de golo. Pouco entusiasmante, no fundo, à semelhança das despidas bancadas do Dragão que também se deixaram envolver pelo ritmo morno do prato que lhe serviram.

Ficou sempre a ideia, aliás, que estávamos perante um Porto de serviços mínimos, isto é, que bastava acelerar um pouco para chegar com perigo à baliza adversária. Baliza essa que, jogo a jogo, parece mais fácil de alcançar. Obra e graça de um colombiano chamado Jackson Martinez, a dar os primeiros passos - ou muito me engano - para poder um dia escrever o seu nome no panteão dos artilheiros azuis e brancos.

Estivemos então na presença de um Porto de serviços mínimos? De um Porto em gestão de esforço? De certas unidades em poupança de energia? De um Porto mais uma vez relaxado e ultra-confiante a fazer lembrar Vila do Conde? De um Porto com a sorte do seu lado que sempre que rematou fez um golo? Ou de um Porto de estrutura e carácter vincadamente europeu, a adquirir o cinismo e o calculismo típicos das velhas raposas desta competição? A resposta, claro está, será um mix de tudo isto.

É óbvio que esta forma de encarar o jogo, de estar em vantagem no marcador e recuar imediatamente no terreno, de perder agressividade e começar a trocar a bola sem a baliza em mente numa atitude de quem acha que tem o jogo ganho, nem sempre corre bem. Muito menos em jogos deste calibre, não obstante a equipa de Miguel Veloso estar a anos-luz do Dínamo de outras eras. Hoje, por sorte e porque há Jackson, tudo correu bem e viemos felizes para casa.


Convém, no entanto, refrear os ânimos daqueles que já andam para aí a propagar aos sete ventos que temos três jogos e nove pontos na mão, com q qualificação quase no papo. Sofrer dois golos em casa, com culpas directas e evidentes do eixo defensivo, não podem deixar ninguém sossegado e são razão para alarme. Ainda para mais quando, fora das convocatórias e das conversas dos adeptos, está um grande jogador chamado Rolando, com pergaminhos dados e provados de dragão ao peito. Pena que o atleta esteja a servir de exemplo a todo o plantel, desvalorizando-se a cada jogo que fica na bancada. Além disso, outra nota negativa prende-se com a exibição de João Moutinho, bastante apagado e em baixo de forma, tendo dado a sensação, a determinada altura, que estaria a jogar inferiorizado fisicamente.

Pelo contrário, Helton, Danilo, Mangala e Lucho exibiram-se em bom plano. O francês, não sendo evidentemente Alex Sandro, surpreendeu tudo e todos, revelando atrevimento nas subidas pelo seu corredor, nunca dando um milímetro que fosse aos seus directos opositores, ora fazendo uso do seu excelente jogo aéreo, ora utilizando a sua envergadura física nos lances ombro a ombro. Já o nosso capitão revelou o apurado sentido táctico habitual, exercendo pressão em todo o campo e efectuando duas assistências (a segunda então é primorosa) para golo. Mais um jogo onde espalhou toda a sua categoria pelo relvado do Dragão que, por falar nisso, precisa urgentemente de ir a consulta médica.

É verdade que nove pontos em três jogos não está ao alcance de qualquer um. Só se conseguem com muitos anos de rodagem europeia. Com muitas derrotas, com muitos empates, com muitas eliminatórias perdidas no último minuto, com muitas tristezas e desilusões. Com muitas e muitas injustiças. Os campeões forjam-se nas derrotas. E se nos dias de hoje temos este Porto mandão e dominador, que ganha com aparente facilidade e sem carregar muito no acelerador a um histórico do continente europeu, é bom que nos recordemos de todos esses momentos.

Rodrigo de Almada Martins



DECLARAÇÕES

Vítor Pereira

Três jogos, três vitórias e nove pontos na Liga dos Campeões: a prestação do FC Porto na máxima competição futebolística europeia continua imaculada e Vítor Pereira sublinhou esse facto na conferência de imprensa após a vitória sobre o Dínamo de Kiev (3-2). Para o técnico, o triunfo foi de uma “inteira justiça” e materializa uma prestação que “não está ao alcance de qualquer equipa”.

Viu-se um FC Porto desnorteado e que demorou a reagir aos golos do Dínamo de Kiev?
Gostaríamos de ter proporcionado um jogo de grande qualidade durante 90 minutos, mas do meu ponto de vista isso é impossível quando sete dos titulares estiveram duas semanas e meia sem competir e caem num jogo da Liga dos Campeões, contra uma boa equipa, recheada de bons jogadores. Até ao primeiro golo do Dínamo apresentámos um futebol de grande qualidade. Depois, acusámos um bocado o golo. Voltámos a entrar bem na segunda parte, em que fomos uma equipa solidária e que soube reagir, mesmo após o 2-2. Julgo que é com inteira justiça que vencemos e somámos nove pontos nos três primeiros jogos, o que não está ao alcance de qualquer equipa.

À semelhança do jogo com o Paris Saint-Germain, mudou a face táctica da equipa e minutos depois chegou à vitória. É algo circunstancial ou que tem pernas para andar?
O jogo é para ser lido e percebido e devemos mudar algo quando sentimos que é correcto. Penso que se refere à mudança do James para dentro: não quis que ele se desgastasse tanto no processo defensivo, porque o sentia cansado e tinha necessidade de baixar muito no terreno. Precisávamos de um decisor no espaço entrelinhas. Muitas vezes, a intenção não tem efeitos práticos, neste caso não sei se foi uma consequência directa mas acabámos por fazer o terceiro golo e ganhar o jogo. A nossa estrutura base é o 4-3-3, mas circunstancialmente podemos tirar partido de um jogador da qualidade, como o James, no espaço entrelinhas.


Na segunda parte houve dois momentos: o golo do Dínamo e o golo do FC Porto. A resposta da equipa após o 2-2 dá garantias do ponto de vista emotivo e táctico?
O Dínamo é uma equipa que tem jogadores rápidos na frente. Quando permitimos lançamentos nas costas da nossa defesa tornam-se perigosos. Para que isso não aconteça, temos de fazer uma pressão forte, mas perdemos capacidade de pressionar alto e expusemos a nossa linha defensiva a muitas bolas na profundidade e uma delas deu golo. A leitura que faço é esta: não conseguimos fazer uma pressão mais alta e circular a bola como gostamos. Não é possível ter sete titulares só a treinar durante duas semanas e meia e preparar convenientemente um jogo da Liga dos Campeões. Não foi a linha defensiva que falhou no 2-2, mas o todo no processo defensivo.

Uma equipa como o FC Porto, com grandes qualidade, marcou três golos mas teve poucas oportunidades. Foi devido à grande qualidade dos jogadores ou à sorte?
A sorte dá muito trabalho.

Falou na paragem do campeonato e na falta de ritmo. Porque não optou por dar ritmo aos titulares na Taça?
Jogar uma eliminatória da Taça contra o Santa Eulália – com todo o respeito que me merece a equipa, que nos criou inúmeras dificuldades – não é um jogo que proporcione transferência para este, da Liga dos Campeões. O ritmo de que falo é também do ponto de vista competitivo. Não acredito que isso pudesse ter dado ritmo ou preparado os jogadores para este encontro.

Que dificuldades espera na Ucrânia?
O Dínamo é uma boa equipa, recheada de belíssimos executantes. Vão criar-nos dificuldades, mas vamos tentar apresentar o mesmo espírito ambicioso. Por isso, fomos capazes, como equipa, mesmo em dificuldades, de fazer o terceiro golo. Talvez nessa fase só a própria equipa tenha acreditado, Com essa união, fomos capazes de vencer. Em Kiev, com outro ritmo e depois de corrigir alguns comportamentos, pretendemos jogar a um nível elevado durante mais tempo.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x Dynamo Kyiv - Liga dos Campeões


A exibição frente ao Paris Saint-Germain, na última jornada da Champions, serve de modelo a Vítor Pereira para a recepção ao Dínamo de Kiev (quarta-feira, 19h45). O técnico espera um FC Porto ao "melhor nível" para bater um adversário "perigoso", que ainda tem "a qualificação em aberto". Em caso de triunfo, os Dragões ficarão numa "posição muito boa" para ultrapassar a fase de grupos.

Espera recuperar uma certa imagem do FC Porto, depois de ter ficado tão agastado com o jogo da Taça, no sábado?
Estou aqui para falar na Liga dos Campeões, numa próxima oportunidade falarei da Taça. Do meu ponto de vista não há transferência entre as duas competições. Os nossos dois últimos jogos na Champions foram de grande nível, nomeadamente o último, frente ao Paris Saint-Germain, e é um jogo desses que esperamos amanhã.

O que espera do Dínamo de Kiev?
Tive a oportunidade de os observar ao vivo. É uma equipa com belíssimos jogadores, rápidos e técnicos. Gostam de ter a bola, tal como nós, mas tornam-se especialmente perigosos no momento de perda de bola do adversário. Procuram muitas vezes a profundidade na transição ofensiva e temos de controlar esse momento com um bom jogo posicional. É uma equipa que tem a qualificação para a segunda fase em aberto, dado que tem três pontos. É um adversário perigoso que nos vai exigir um jogo ao nível do que fizemos com o Paris Saint-Germain, em que fomos fiéis à nossa identidade, corajosos e ambiciosos. Espero uma resposta idêntica e, fundamentalmente, que possamos garantir os três pontos, que nos colocariam numa posição muito boa para passarmos à próxima fase da Champions.

Estando tão perto da qualificação, receia que os jogadores relaxem?
No último jogo na Champions não vi ninguém relaxado, mas sim uma exibição de grande nível e qualidade. O que é importante a este nível é que, para se ganhar, tem de se ter maturidade táctica e emocional. A nossa equipa tem essas características. Não tenho dúvidas de que todos nós temos consciência de que vamos precisar de estar ao nosso melhor nível para vencer.

Como pensa substituir o Alex Sandro?
Ele não está disponível, mas continuo a acreditar que valemos fundamentalmente como equipa. Acredito nas soluções que a própria equipa encontra para resolver os problemas. Lamento que o Alex Sandro fique de fora por lesão, mas acredito no jogador que amanhã entrar em campo.

O FC Porto pode ficar muito perto do apuramento e também deixar o Dínamo fora dessa corrida...
Acredito que os dois próximos jogos vão definir melhor o posicionamento do grupo, mas não este em particular. Não acredito que uma vitória nossa na quarta-feira retire o Dínamo de Kiev da luta pelo apuramento.

O facto de poder conquistar cedo o apuramento pode provocar algum relaxamento na equipa, ao contrário do que pretende?
Queremos conquistar o mais depressa possível os pontos necessários para chegar à próxima fase. Aqui não pode haver relaxamento, temos de estar ao nosso melhor nível. Esperamos a ajuda da massa associativa para conquistar os três pontos.

O Dínamo de Kiev perdeu os últimos dois jogos. Quais são os seus pontos fracos?
Todas as equipas, incluindo a nossa, têm pontos mais fortes. Já observei os momentos e as dinâmicas do Dínamo que temos de controlar. Também temos os nossos momentos e dinâmicas para contrariar os momentos do Dínamo. Não posso estar aqui a mencionar quais os possíveis erros do adversário que poderemos explorar.



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lucho sonha com a «Champions»

Já dizia o poeta que «o sonho comanda a vida» e nada melhor que... El Comandante para indicar o «sonho» que reina no plantel portista: «Porque não vencer a Champions?».
 «Há sempre surpresas na Champions, já têm acontecido algumas vezes, por isso estamos autorizados a ter a ambição de ganhar um dia», destacou o médio argentino em entrevista ao sítio oficial da UEFA.
No entanto, Lucho admite que o objetivo imediato são «os oitavos-de-final» mas...
«Temos o objetivo de alcançar os oitavos-de-final e depois ver quem nos calha, mas porque não voltar a ganhar a Champions?», analisou o capitão portista.
Para lá chegar... o FC Porto tem de somar vitórias a começar já pelo Dynamo Kyiv, na quarta-feira. Em 2008, os azuis e brancos também defrontaram este mesmo adversário e Lucho até marcou.
«O Lisandro recebeu a bola, criou a jogada quase toda sozinho. Aproveitei e desmarquei-me do outro lado, ele fez-me o passe e fiz o golo com alguma facilidade. Celebrei tirando a minha camisola e fui expulso. Foi a primeira vez na Champions. Foi um acto irreflectido de emoção devido ao golo», relembrou.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

F.C.Porto 1-0 PSG . Parabéns mágico Porto!


FICHA DE JOGO

FC Porto-Paris Saint-Germain, 1-0
UEFA Champions League, grupo A, segunda jornada
3 de Outubro de 2012
Estádio das Antas, no Porto
Assistência: 36.509? espectadores

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Cann
Quarto árbitro: Stephen Child
Assistentes adicionais: Lee Probert e Lee Mason

FC PORTO: Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, João Moutinho e Lucho (cap.); Varela, Jackson Martínez e James
Substituições: Varela por Atsu (73m), Lucho por Defour (81m) e James por Mangala (90m+1)
Não utilizados: Fabiano, Miguel Lopes, Castro e Kleber
Treinador: Vítor Pereira

PARIS SAINT-GERMAIN: Sirigu; Van der Wiel, Thiago Silva, Sakho (cap.) e Maxwell; Verratti, Chamtôme, Matuidi e Nenê; Ménez e Ibrahimovic
Substituições: Van der Wiel por Jallet (62m), Ménez por Lavezzi (73m) e Lavezzi por Pastore (80m)
Não utilizados: Douchez, Alex, Armand e Kevin Gameiro
Treinador: Carlo Ancelotti

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: James (83m)
Cartões amarelos: Thiago Silva (5m), Fernando (45m+1) e Jallet (71m)
Cartões vermelhos: nada a assinalar

 Um golo espectacular de James, a sete minutos dos 90, permitiu ao FC Porto bater o Paris Saint-Germain por 1-0, somar a segunda vitória em dois jogos no grupo A da Champions League e dar um passe de gigante rumo à próxima fase da competição. A equipa francesa, recheada de vedetas, foi vulgarizada no Dragão e é caso para perguntar: com um futebol destes, quem quer ser milionário?

O presidente do PSG, o catari Nasser Al-Khelaifi gastou mais de 250 milhões de euros em jogadores como Ibrahimovic, Thiago Silva e Pastore, nos últimos dois anos. O FC Porto mostrou de novo ser capaz de fazer mais com menos: começou por entrar muito bem no jogo, trocando a bola a preceito, em passes geralmente curtos e em progressão. O futebol que os Dragões praticaram durante boa parte da primeira parte foi bonito, perante um adversário que se mostrou temeroso dos azuis e brancos. Com as linhas recuadas e apostando apenas no contra-ataque, os franceses deram sempre a ideia de que sairiam do Dragão satisfeitos com um empate.

Aos cinco minutos, já o guarda-redes Sirigu tinha passado por duas situações aflitivas: primeiro defendeu um cabeceamento de James e depois foi João Moutinho, após assistência de Jackson Martínez, a rematar às malhas laterias. No banco do PSG, Marco Ancelotti gesticulava, pois estava a sofrer um aperto inédito na época parisiense. Ibrahimovic encabeçou a reacção forasteira, cabeceando ao lado e obrigando Helton a defesa atenta, com um toque pouco ortodoxo. Pelo meio, aos 17 minutos, Moutinho rematou rente ao poste. Mesmo não conseguindo manter sempre o mesmo ritmo, o FC Porto nunca largou o domínio do encontro.

Até ao intervalo, os Dragões desfrutariam de mais dois lances para golo. Aos 28 minutos, James, de pé esquerdo, obrigou Sirigu a desviar para canto. Cinco minutos depois, Jackson cabeceou por cima da trave um livre cobrado por João Moutinho. Contas feitas, somavam-se cinco ocasiões de golo para a equipa da casa e duas para o Paris Saint-Germain. O nulo era lisonjeiro para os franceses.

No recomeço, Jackson e James tiveram oportunidades de remate em boa posição, mas apareceu sempre uma perna de um jogador adversário. O FC Porto reentrou efectuando de novo uma pressão muito alta, mas algo saía invariavelmente mal no capítulo do remate, mesmo quando os lances eram bem delineados. Exemplo disso foi um “tiro” à meia-volta de James, de primeira, em que a bola saiu milimetricamente ao lado do poste. Um minuto depois, aos 60, surgiria a melhor oportunidade de golo dos Dragões até ao momento: Moutinho ganhou a bola a meio-campo e isolou Varela, que não foi capaz de evitar Sirigu.

Ancelotti pressentia o perigo e trocava de lateral-direito, procurando “estancar” a sangria que Varela impunha no flanco esquerdo do ataque portista. Van der Wiel deu lugar a Jallet, aos 62 minutos, e aos 74 Vítor Pereira colocava no terreno de jogo Atsu, saindo Varela. A exibição do português nada deixou a desejar, mas a velocidade do ganês causou de imediato “estragos”: na primeira vez em que tocou na bola testou as luvas de Sirigu, e, aos 79, teve uma arrancada fantástica, de uns 30 metros, que terminou numa defesa milagrosa do guardião do PSG.

A justiça tardava, mas chegaria aos 83 minutos, num momento em que o FC Porto estava completamente instalado no meio-campo dos franceses, que já nem tentavam sair a jogar. Moutinho “inventou” uma jogada na esquerda, Fernando desviou o cruzamento de cabeça e a bola sobrou para James, que, na direita do ataque, rematou colocado, de primeira, fazendo o Dragão explodir. Mais do que merecidamente.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Antevisão do Jogo - F.C.Porto x PSG - Liga dos Campeões


Vítor Pereira acredita nas virtudes da equipa do FC Porto e é com base no trabalho que quer uma equipa com posse, equilibrada e criativa para vencer o Paris-SG e aproximar-se do objectivo, que é passar aos oitavos-de-final.

Vítor Pereira dizia que esta semana era importante e que quem marcasse passo podia perder o comboio. Como reagiu ao semi-desaire de Vila do Conde?
Tenho referência muito positiva do último jogo em Zagreb, em que fomos equipa concentrada e equilibrada, com maturidade táctica e é essa a minha referência é é nesse jogo, da mesma competição, que me reporto e vou buscar a identidade da equipa e ganhámos muito bem, com mérito.

Lucho Gonzalez conhece 14 dos jogadores do plantel do Paris-SG, isso é uma vantagem?
Acho que não, o jogo é colectivo, nem sequer tinha essa informação. Preparamos este jogo, fazendo a nossa observação normal, como fazemos com todos os adversários, identificamos muito bem as características do adversário e passamos isso à equipa.

Como vai lidar o FC Porto com a eficácia de Ibrahimovic?
Vai lidar como equipa, fiel à sua identidade, fiel às suas ideias, no seu jogo de posse, querendo controlar o jogo, gerir a bola, como gosta de fazer, colocando problemas ao adversário no seu todo e não individualmente, apesar de reconhecer qualidade ao Ibrahimovic.

Este é o teste mais importante às capacidades do FC Porto?
Vamos defrontar um adversário de qualidade, individual e colectiva, mas o Paris-SG vai defrontar igualmente um adversário de qualidade, que os nossos adeptos nos ajudem e com o entusiasmo de uma competição com estas características julgo termos argumentos para discutir e ganhar o jogo.

Qual é a sua visão relativamente ao Paris-SG, tendo em conta que o FC Porto compra jogadores para formar e depois vender e o Paris-SG compra jogadores já feitos?
O FC Porto é um clube em que normalmente o scounting se dirige para jogadores jovens, de qualidade e quando atingem um nível elevado há necessidade de os vender, ir renovando a equipa e ganhando títulos. Este tem sido o trajecto do clube. O Paris-SG tem pressa de conquistar títulos e muito dinheiro, duas perspectivas diferentes de querer chegar a títulos, nós de uma forma sustentada, de uma forma mais organizada, o Paris-SG com uma capacidade financeira grande, indo buscar jogadores já formados, mas no fim o objectivo é conquistar títulos e é isso que o nosso clube tem feito nos últimos anos.

A saída de Lucho do Marselha foi triste para o futebol francês, como está ele no FC Porto?
Está bem, está muito bem, é um jogador de grande qualidade, com muita maturidade, com experiência, veio acrescentar, ajudar-nos, já identificado com o clube. É uma mais-valia para o nosso clube.

Está impressionado com a força do Paris-SG, acha que é favorito?
A experiência do ano passado diz-nos claramente o favoritismo tem de se confirmar com qualidade dentro do campo, com resultados. As contas não se fazem por antecipação, nós queremos fazer Liga dos Campeões ao nível dos pergaminhos do clube, indo somando pontos. Cada ponto é importante, uma vitória amanhã será importante, acreditamos na qualidade do nosso jogo, acreditamos que temos argumentos mais do que suficientes para bater o Paris-SG.

Até que ponto o mediatismo do Paris-SG pode ser favorável ao FC Porto?
Não sei se o impacto mediático de uma vitória sobre o Paris-SG será grande, mas para nós é mais um adversário, um adversário que queremos vencer. Fundamental é sermos fieis ao nosso jogo, jogá-lo da forma que o sabemos jogar, trabalhamos para uma ideia de jogo há muito tempo. Espero que a minha equipa seja igual a si própria, com argumentos colectivos e individuais. O impacto é muitas vezes muito maior para fora do que para nós próprios. Queremos é somar mais três pontos, para nos aproximarmos do nosso objectivo, que é passar à próxima fase.

Carlos Ancelotti dizia que estava curioso para ver este FC Porto sem Hulk…
Há algum tempo disse que sem o Hulk, independentemente de ser um jogador que nos ajudou, o FC Porto continuaria a jogar com qualidade, a ganhar títulos, a ter uma identidade muito própria. Construímos uma ideia de jogo que não é de agora, que não era sustentada no que o Hulk veio trazer. Somos uma equipa que sabe o que quer e que tem qualidade e que quer já amanhã somar mais três pontos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Como será amanhã?


Toda a gente não pode ficar indeferente ao grande jogo da Liga dos Campeões ( FCPorto vs PSG ). Depois do empate a duas bolas  frente ao Rio Ave em Vila do Conde é altura de virar a página e retomar o rumo certo. Os campeões por vezes também erram, e no Sábado foi a nossa vez de errar, mas não ficam a chorar só porque não jogarem bem um jogo e sim pensam que no próxima têm de fazer muito melhor se querem levar os 3 pontos. Foi assim que construimos a nossa história e vai ser desta forma que vamos continuar a fazer história e a deliciar os adeptos de todo o mundo. O futuro do Porto é amanhã diante dos milionários do Paris Saint Germain. Temos neste jogo especialmente, circular bem a bola, não deixar o adversário tomar o controlo do jogo e assumi-lo. Temos também um jogo importante no fim-de-semana para a Liga frente ao Sporting. Temos de apoiar a nossa equipa e também o treinador, no qual não percebo porque haja tanta contestação em volta do treinador, porque merece a minha confiança, confiança dos adeptos e confiança da própria SAD. Veremos como correm as coisas amanhã...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ver o que está bem e o que está errado

  
Não consigo entender o que se passou com o Futebol Clube do Porto na segunda parte do jogo em Vila do Conde frente a um adversário que pensávamos ir a Vila do Conde e trazer os 3 pontos para a cidade invicta, mas o que se passou foi o contrário em que só trouxemos 1 pontinho perante um adversário que não apresentou argumentos para justificar o empate. O que lá vai agora faz parte do passado e agora o importante é pensar nos próximos dois jogos ( PSG e Sporting ) mas principalmente no PSG no qual iremos enfrentar um adversário que se reforçou muito bem no Verão e que quer atacar a Champions. Frente as milionários de Paris teremos de ser calculistas, ter alguns cuidados, arriscar quando se achar oportuno e controlar a posse de bola. Mas aí, os jogadores já sentirão esse espírito e não é preciso o treinador para os alertar porque os jogadores sabem o "papel" que têm de desempenhar dentro do campo.

PS - Não vi o jogo da equipa B, empatamos, mas ouvi dizer que voltamos a ser prejudicados com o golo do Penafiel a ser claramente em fora-de-jogo. Espero que as coisas mudem porque senão a direção do FCPorto vai ter de fazer alguma coisa.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Dínamo Zagreb 0-2 F.C.Porto. Cumpre-se o objetivo num bom jogo dos dragões

FICHA DE JOGO

Dínamo de Zagreb-FC Porto, 0-2
UEFA Champions League, grupo A
18 de Setembro de 2012
Estádio Maksimir, em Zagreb

Árbitro: Daniele Orsato (itália)
Assistentes: Elenito di Liberatore e Massimiliano Grilli
Árbitros assistentes adicionais: Paolo Valeri e Paolo Silvio Mazzoleni
Quarto árbitro: Luca Maggiani

DÍNAMO DE ZAGREB: Kelava (cap.); Vida, Tonel, Šimunic e Pivaric; Calello, Ademi e Brozovic; Rukavina, Sammir e Cop
Substituições: Ademi por Beqiraj (58m), Rukavina por Carrasco (67m) e Calello por Kovacic (80m)
Não utilizados: Mitrovic, Ibáñez, Vrsaljko e Alispahic
Treinador: Ante Cacic

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho (cap.); James, Jackson Martínez e Varela
Substituições: Varela por Atsu (72m), Jackson por Kleber (78m) e James por Mangala (88m) Não utilizados: Fabiano, Danilo, Castro e Iturbe
Treinador: Vítor Pereira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Lucho (41m) e Defour (92m)

 m competições curtas, um bom arranque é fundamental para uma carreira de sucesso. Numa prova exigente como a Champions League, ainda mais. Por isso, o FC Porto tem razões para sorrir, depois de ter triunfado esta terça-feira no terreno do Dínamo de Zagreb (2-0), um feito inédito entre equipas portuguesas. Lucho e Defour fizeram os golos, nesta primeira jornada do grupo A.

O FC Porto “pegou” no jogo desde o primeiro minuto, dominando a posse de bola (62 por cento na primeira parte) e procurando trocá-la com alguma rapidez, para encontrar brechas na densa defesa croata. Os Dragões recuperaram algumas bolas junto à zona defensiva dos croatas, mas tiveram dificuldades em criar lances iminentes de golo.

Aos 41 minutos, Jackson Martínez teve uma oportunidade flagrante de golo, após ganhar a bola ao guarda-redes Kelava, mas o lance perdeu-se depois do colombiano se “embrulhar” com Vida. Fica a ideia de ter havido falta para grande-penalidade, mas o lance continuou e haveria de dar origem ao primeiro golo do FC Porto. Alex Sandro e Varela combinaram bem na esquerda, Kelava defendeu para a frente e Lucho foi o primeiro a acorrer ao ressalto. A vantagem era nesta altura mais do que merecida.

Na primeira metade do segundo tempo, não foi visível qualquer reacção da equipa da casa. Pelo contrário, foram os Dragões a criar perigo, quando Lucho, junto à linha de fundo, quase servia Jackson, aos 48 minutos. O Dínamo de Zagreb só deu um ar da sua graça aos 62 minutos, através de um pontapé de canto, em que Helton evitou o golo de Tonel. Na resposta a este lance, o guarda-redes lançou James, que, com um remate poderoso, de fora da área, obrigou Kelava a uma grande defesa.

Nos últimos 20 minutos, a equipa de Zagreb tentou pressionar mais à frente no terreno e Carrasco esteve perto do empate, aos 78 minutos, mas Helton reagiu rapidamente ao remate. Foi o último fogacho da formação da casa, já que os azuis e brancos voltaram a tomar conta do encontro e criaram três perigosos lances de ataque. Kleber, aos 79 minutos, isolado de novo por Helton, atirou ao lado; aos 85, Atsu aproveitou uma das muitas perdas de bola do adversário na primeira fase de construção, mas encontrou Kelava pela frente; porém, foi Defour, já em tempo de compensação, a fazer o 2-0, picando a bola sobre o guardião.

Na véspera, em conferência de imprensa, Vítor Pereira tinha dito que os jogos europeus põem novos problemas à equipa, face aos duelos nacionais. Os Dragões venceram controlando o adversário e tendo noção dos diferentes períodos do jogo. Na próxima jornada da Champions (3 de Outubro), o desafio será bem diferente, com a recepção ao Paris Saint-Germain.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Antevisão do Jogo - Dinamo Zagreb x FCPorto - Liga dos Campeões

Vítor Pereira anteviu esta segunda-feira o jogo da primeira jornada da Champions League, frente ao Dínamo de Zagreb (terça-feira, 19h45). O treinador considera que os Dragões estão preparados para triunfar em terreno adversário, apesar das duas semanas de paragem do campeonato português, e espera ter pela frente uns croatas “agressivos” nas transições ofensivas.

Em conferência de imprensa, o técnico não sobrevalorizou a má campanha do adversário na última edição da prova, em que não conquistou qualquer ponto: “Terão aprendido com a experiência do ano passado e vão querer rectificar a imagem. É uma equipa com qualidade e argumentos. Perceberam que, apesar de dominarem completamente o futebol croata, a Liga dos Campeões é algo diferente. Não estamos à espera de um jogo fácil”.

Vítor Pereira foi confrontado com a ausência de Fernando, lesionado, e com o facto de este ser o primeiro encontro após a transferência de Hulk para o Zenit. No entanto, o treinador garantiu que nada muda em termos de estrutura. “Trabalhámos um ano no sentido de ter determinado tipo de comportamentos e princípios de jogo. Não é a saída de um jogador que muda isso, apesar de reconhecermos a sua importância. Aproveito, aliás para agradecer ao Hulk todas as conquistas que ele proporcionou. O FC Porto vive fundamentalmente do colectivo e é isso que espero da minha equipa. O importante é a nossa dinâmica”.

O líder da equipa técnica dos Dragões assume que a ausência de muitos internacionais não permitiu uma preparação “ideal” do encontro, mas assumiu este facto como natural: “O grande problema são os jogadores seleccionados e que não têm possibilidade de competir. Os que jogam chegam com ritmo e para a preparação não precisamos da semana completa. As questões estratégicas são assimiláveis em poucos dias. Preparámos o jogo de acordo com as condições que tivemos e acredito que o preparámos bem”.

A experiência portista na última edição da Champions também foi recordada por Vítor Pereira: os azuis e brancos não conseguiram bater o Zenit na última jornada, o que lhes daria o primeiro lugar do grupo. “Não podemos deixar as decisões para o último jogo. Outra experiência que tivemos foi o facto da equipa do APOEL ser a menos favorita, mas em dois jogos com eles só conseguimos um ponto. A lição a tirar é que o nível de exigência tem de ser elevado em qualquer encontro. Esta competição é diferente do campeonato, coloca problemas diferentes e os jogos ganham-se de maneiras diferentes”.

Para o Dínamo de Zagreb, a ambição será ultrapassar a fase de grupos. “Observámo-los, como todas as equipas, do ponto de vista colectivo e individual. Acredito que valem pela qualidade colectiva e que amanhã tentarão ser fortes do ponto de vista defensivo e agressivos nas transições ofensivas. No momento de ganhar a bola, vão procurar rapidamente espaços para passes em profundidade”, considerou.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lista de convocados do FCPorto para a UEFA


Aqui vos apresento a lista de convocados do Futebol Clube do Porto para as competições europeias:

Guarda-redes: Helton, Fabiano Freitas, Kadú, Elói, João Costa

Defesas: Danilo, Maicon, Quiñones, Miguel Lopes, Rolando, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro, Otamendi, David Carneiro, Tiago Ferreira, Lima Pereira, Luís Rafael;

Médios: Lucho González, André Castro, João Moutinho, Fernando, Defour, Eduardo, Tomás, Sérgio Oliveira, Tozé

Avançados: Jackson Martínez, Juan Iturbe, James Rodríguez, Kléber, Silvestre Varela, Cristian Atsu, Kelvin, Fábio Martins, Gonçalo Paciência

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sorteio Liga dos Campeões: FC Porto no grupo A com PSG, Dynamo Kyiv e Dynamo Zagreb

O sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, realizado esta tarde na Suíça, ditou que o FC Porto ficou inserido no grupo A. Os dragões vão defrontar o Dynamo Kyiv de Miguel Veloso, Paris SG e Dínamo de Zagreb de Tonel.
 
Histórico com o Dynamo Kyiv

 Nos confrontos com os ucranianos, em jogos oficiais, os azuis e brancos defrontaram o Dynamo em quatro jogos. O saldo é favorável aos bicampeões nacionais que somaram três vitórias e uma derrota. O FC Porto marcou seis golos e sofreu quatro.
Há que registar, ainda, que em 1987 no caminho para Viena os dragões cruzaram-se com o Dynamo.
Nota também para o confronto mais recente, entre estas equipas, que se deu em 2008, na fase de grupos, com o FC Porto a perder em casa por 0x1 e depois a vencer na capital ucraniana por 1x2.
 
Histórico com o Paris SG

Olhando para os confrontos dos portistas com os "novos milionários" gauleses, importa destacar que ambas as equipas já se cruzaram em duas ocasiões, tendo por base as partidas oficiais.
Em 2005, os azuis e brancos - na ressaca da vitória na Champions - empatou a zero no Dragão e perdeu na capital de França por 2x0.
 
Histórico com o Dínamo de Zagreb

Esta equipa da Croácia teve de passar pelo play-off de acesso. O Dínamo deixou pelo caminho o 
Maribor, onde Zahovic é o diretor-desportivo.
Nos quatro confrontos com os croatas, o FC Porto venceu duas partidas e perdeu outras tantas.
O último embate entre estas equipas teve lugar em 1998. Curiosamente ambas as formações ficaram no Grupo A da Champions e os portistas perderam por 3x1 na Croácia.
O golo dos dragões foi apontado por... Mário Jardel.

Que FCPorto teremos este ano na Champions? Teremos um Porto como favoritos na passagem aos oitavos? Grupo acessível para os dragões?

Sorteio da Fase de Grupos da Liga dos Campeões

Realiza-se hoje o sorteio da fase de grupo da liga dos campeões, onde o Futebol Clube do Porto se encontra no pote 1. Veremos que grupo é que sai ao dragões. Recorde-se que o FCPorto teve passagem direta há fase de grupos devido a ter ficado em 1º lugar na Liga na época 2011/2012. Ao lado encontra-se a lista de clubes que irão participar na Champions e o FCPorto encontra-se em 7º da lista, sendo ' metido ' automaticamente no pote 1.

Que grupo teremos no caminho dos dragões? Leitores: Que adversários gostariam que o FCPorto defrontasse na fase de grupo da Champions?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

F.C.Porto 2012-2013: Revalidar o título e marcar uma boa posição no futebol mundial com uma boa presença na Liga dos Campeões

A temporada 2012-2013 começou de forma positiva para o Futebol Clube do Porto com a conquista da 19ª Supertaça Cândido Oliveira a 2ª de Vítor Pereira no comando técnico do Futebol Clube do Porto. A Liga Zon Sagres arrancou na passada sexta-feira mas o FCPorto só entrou em campo às 18h15 de Domingo para ir a Barcelos defrontar o Gil Vicente; encontro que iria terminar empatado a zero bolas e que no final iria gerar enorme discussão em torno da arbitragem. Nesse jogo existiam 2 penaltys claros a favor do Futebol Clube do Porto, e o senhor Duarte Gomes estava bem perto dos dois lances e o que é que ele fez? Optou por ' deixar passar ' porque deve ter pensado que ninguém iria falar daquilo, mas muito pelo contrário e concordo com o que o Vítor Pereira fez ao discutir a arbitragem em conferência de imprensa. Espero que a liga tome as decisões que tem a tomar para tornar este liga justa e sem empurrões para o lado dos benfiquistas. O FCPorto tem um plantel, que na minha opinião é melhor que o da época passada, visto que entrou Jackson Martínez, Castro, Miguel Lopes, e um outro jogador que espero que saia para bem do clube que é Álvaro Pereira.

O Futebol Clube do Porto se quiser, pode fazer uma excelente temporada com a da época 2010/2011 onde conquistamos tudo o que havia para conquistar menos a Taça da Liga. Temos equipa para terminar um campeonato sem derrotas e quem sabe marcar uma boa posição no futebol mundial com uma boa presença na Liga dos Campeões. Esta época os principais objetivos do FCPorto passam por revalidar o título nacional, conquistar as taça internas ( já conquistaram a supertaça ) e prinicpalmente ir longe na Liga dos Campeões ( a hegemonia do futebol europeu e mundial poderia ser um passos a ser tomados pelo FCPorto ) prova essa que o Porto a época passada não chegou a passar da fase de grupos.

Guarda Redes: Helton será sem dúvida o titular absoluto, um guarda-redes que figura entre os melhores do emblema portista.
Defesa Direito: Alex Sandro penso que irá ser um dos titulares, e que sem dúvida marcou presença nos Jogos Olímpicos de 2012 decorridos em Londres e que poderá ser uma boa aposta de Vítor Pereira.
Defesa Esquerdo: Miguel Lopes, marcou presença no Campeonato da Europa de 2012 decorrido na Polónia e na Ucrânia e que tem sido aposta de Vítor Pereira no onze.
Defesa Central: Maicon é o patrão da defesa e tem sido titular indiscutível e que tem sido boa aposta, e que também existem concorrentes como Mangala, Otamendi, Rolando,.....

Médios: Penso que o melhor meio-campo do FCPorto passará por Lucho, João Moutinho e Fernando, estes 3 jogadores formam um meio-campo fortíssimo e que tem sido constantemente utilizado por Vítor Pereira em jogos oficiais.

Avançados: O melhor ' Trio de Ataque ' dos Dragões passa por Hulk, Jackson Martínez e James, são um trio muito forte, poderoso e que partem constantemente a defesa adversária.

Que FCPorto teremos este ano? Teremos um Porto para conquistar a Liga dos Campeões? Conseguirá o Porto voltar a conquistar o campeonato? Em termos de jogos e postura com classifica o desempenha do FCPorto nos últimos jogos?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jackson Martínez, um craque vindo da Colômbia!


Jackson Martínez, já teve a sua estreia com a camisola do Futebol Clube do Porto contra o Celta de Vigo, e pelo que nós vimos tem uma grande agilidade, grande técnica, e parece que tem a pontaria afinada. Posso dizer que temos: Ponta-de-lança. Os jogadores colombianos que têm vindo para o Futebol Clube do Porto dão muitas alegrias, caso de: Guarín, Falcao, James Rodríguez e agora esperemos que Jackson complete essa lista.


Parece que este ano temos um plantel mais 'maduro' que a época passada, com muita juventude e que jogam maravilhosamente e que deixam muito a desejar como é o caso de: Atsu, Kelvin, Iturbe.


Mas hoje o tema é Jackson Martínez. Esperemos que seja inscrito na UEFA Champions League e nas restaste competições que se avizinham.


Esperemos que nos próximos jogos seja titular e que mostre os seus dotes de goleador.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Maicon: "O FC Porto é sempre o FC Porto"

 
05/07/2012

“O ‘tri’ é o principal objectivo da época, mas não o único”. A convicção é de Maicon, que tranquiliza ainda os adeptos relativamente a eventuais mexidas no plantel: “o FC Porto é sempre o FC Porto, independentemente de quem saia. Somos sempre favoritos e vamos fazer de tudo para honrar o nome do clube”.

O central brasileiro partilhou as suas expectativas para a nova época esta quinta-feira de manhã, ainda antes de subir ao relvado do Olival para mais um treino de pré-temporada.

Com saudades de trabalhar
“A pré-época tem corrido da melhor maneira possível. O descanso foi bom e já estávamos com saudades de voltar aos trabalhos. O que importa agora é apanhar o melhor ritmo o mais rapidamente possível, para tentar começar bem os campeonatos.”

Focados em todas as competições
“O ‘tri’ é o principal objectivo, mas não o único. Todas as competições que disputamos são encaradas como metas pelo FC Porto.”

Fazer melhor na Champions
“Temos equipa para fazer melhor na UEFA Champions League. Já no ano passado tínhamos, mas na altura não conseguimos ir mais longe. Vamos lutar para que esta época seja diferente.”

Confiança na hora certa
“O trabalho e a confiança que o treinador e os meus companheiros me deram foram determinantes para o meu crescimento. Vou fazer o possível para dar continuidade a este bom momento e melhorar cada vez mais.

O mister Vítor Pereira deu-me mais motivação, pois apostou bastante em mim. Isso foi fundamental para o meu desenvolvimento na temporada passada. E aconteceu na hora certa.

Fiz uma boa época e vou dar o máximo nos treinos e nos jogos para continuar a lutar pela titularidade.”

Honrar o nome do clube
“Não sabemos se vamos perder jogadores, mas uma coisa é certa: o FC Porto é sempre o FC Porto, independentemente de quem saia. Somos sempre favoritos e vamos fazer de tudo para honrar o nome do clube.”

Chegar à Selecção Brasileira
“Portugal tem uma grande equipa, mas o meu objectivo sempre foi a Selecção Brasileira. E vou trabalhar para isso. Qualquer jogador que representa o FC Porto tem condições para lá chegar e vou dar o meu melhor para que isso aconteça.”

Supertaça como linha de partida
“A receita para esta época é a de sempre: ganhar títulos. E vamos fazer de tudo para conquistar o maior número de competições possível.

Ainda há muita pré-época pela frente, mas claro que a Supertaça é o nosso primeiro objectivo. Vamos trabalhar para isso, pois é sempre bom começar a temporada com um título.”

fonte: fcporto.pt