domingo, 20 de julho de 2008

Calma, calma,...

Stepanov, Bolatti, Kaz, Edgar, Luis Aguiar. Une-os o fracasso que as suas contratações representaram no universo azul-e-branco. Uns mais do que outros, certamente, mas um lote de jogadores que veio revelar que a atitude radical de tomar em consideração única e exclusivamente a estatura dos reforços não foi certamente a melhor por parte de Jesualdo Ferreira. Para 2008-09, a visão foi francamente mais ampla, e o conjunto de novas caras à disposição da equipa técnica portista tem sido uma agradável surpresa. Na partida de sexta-feira, foram mesmo os reforços aqueles que mais se evidenciaram, e não será surpreendente o facto de alguns dos mais antigos terem novamente marcado pelas piores razões.

E quanto ao Ventura ele disse « Trabalho com os melhores guarda-redes», e claro ventura tem cumprido um processo de crescimento sustentado no FC Porto. O guarda-redes beneficia no convívio com Helton e Nuno para ele aprender e amadurecer as qualidades que lhe são reconhecidas.
E espero bem que ventura aproveite bem no clube em que está, e que nos ajude muito.

7 comentários:

man blue man disse...

Gosto deste blog. É leitura obrigatória diariamente... continuem assim a informar o universo portista.

Quanto aos reforços... gosto bastante da disponibilidade do Tomas Costa... espero não me enganar, mas acho que vai ser uma mais valia e continuo a achar o Mariano um grande jogador... não talvez para 90 minutos, mas enquanto tem força é de uma grande utilidade.

Abraço a todos

paulo renato disse...

entrevista hoje ao JN a cargo de
FRANCISCO J. MARQUES

Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, disse um dia que sonhava presidir ao F. C. Porto. Com isso marcou uma posição, ganhou muitos adversários mas continua a ser uma voz independente no universo portista. Não poupa nos elogios a Pinto da Costa e não perdoa "a clique" que diz rodear o presidente do F. C. Porto.

É hoje um nome incontornável quando se fala da sucessão de Pinto da Costa...

Não digo incontornável, mas faço parte, seguramente, das cartas que os sócios têm na mão. Eu faço parte desse baralho, não o ignoro.

Admite mesmo candidatar-se à presidência do Porto?

Eu não sei o que vai ser o F. C. Porto após a presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa. Espero é que esta época de ouro dure muito tempo. Quando as circunstâncias se alterarem, seja porque o Jorge Nuno Pinto da Costa quer, seja porque o destino assim o obriga, vai depender desse momento e dessa circunstância. Se fosse hoje seguramente que não. Nessa altura, não sei.

E no final do actual mandato?

Faltam dois anos, é muito tempo, e estou convencido que Jorge Nuno Pinto da Costa se vai recandidatar a mais um mandato e, como tem sido hábito, eu serei um dos subscritores da lista de proponentes, como fiz da última vez. Hoje voltaria a propor Jorge Nuno Pinto da Costa para presidente.

Suceder-lhe não será fácil?

Depende da circunstância do momento. Os clubes, ao contrário das empresas ou das outras instituições, vivem muito do imediatismo. Não nos podemos esquecer que mesmo com Pinto da Costa, que tem uma presidência absolutamente irrepetível, houve uma altura, no tempo do Octávio, em que houve uma fortíssima contestação. Há uma coisa de que eu tenho a certeza, da mesma maneira de que é irrepetível - Jorge Nuno Pinto da Costa é irrepetível, ninguém vai conseguir o que ele conseguiu - também é irreplicável. Portanto, eu opor-me-ei a qualquer tentativa de uma fotocópia de Jorge Nuno Pinto da Costa tentar ser presidente do F. C. Porto. A "marcelização" do F. C. Porto não contará, com certeza, com o meu apoio.

Tendo em conta o que acaba de dizer, o que defende para o pós Pinto da Costa?

Pinto da Costa é um líder absoluto. Eu acredito que quando um grande rei absoluto desaparece se tenha de avançar para um modelo de alguma partilha. Ou seja, um modelo mais colegial. Julgo que terá de ser uma gestão mais partilhada. A seguir a esta liderança iluminada, a este absolutismo iluminado teremos provavelmente de seguir um modelo mais liberal.

Que casa bem consigo?

Mas também casa bem com muita gente. Este modelo que estou a propor casa bem com muita gente. Não casa bem é com algumas das fotocópias que por lá andam.

É possível ser-se presidente cumprindo dois anos de castigo?

Acho que sim porque não afecta a gestão, não afecta a liderança. Se se tratasse de um outro presidente, que tivesse sido eleito há um ano e que até tivesse perdido o campeonato, com certeza que afectaria. No caso de Jorge Nuno Pinto da Costa temos de pensar no "track record", e todos nós não acreditamos que ele seja culpado. E os que acreditam que se calhar até cometeu alguns pecadilhos ele já nos deu tanto de bom, que alguma coisita de mau a gente tem de suportar.

Como é que analisa esta confusão jurídica em que o F. C. Porto ainda está envolvido?

Relativamente à questão do não recurso eu entendi antes da decisão ser tomada - e continuo a entender - que o F. C. Porto devia ter recorrido. Também, disse na altura que estava convencido que isso não ia trazer nada de bom, porque eu desconfiava do Conselho de Justiça da Federação. Admitia que o F. C. Porto começasse o próximo campeonato com menos seis pontos, mas acho que esta questão é uma questão de bom nome. Acho que nesta matéria não deve haver calculismo. E recordo um episódio do passado. Num dos momentos mais brilhantes da presidência de Pinto da Costa, em que houve uma tentativa por parte da federação em alterar a realização da Taça de Portugal, Jorge Nuno Pinto da Costa disse, "não aceitamos, nem que por causa disso desçamos de divisão" e os sócios todos ficaram do lado do presidente Pinto da Costa. O F. C. Porto já admitiu por causa da honra a descida de divisão e nessa altura toda a gente concordou. Desta vez eram só seis pontos. Lamento, da minha parte não há calculismo.

E porque foi tão violentamente criticado por pessoas próximas da SAD por causa dessas suas opiniões?

Por eu ter dito que o rei vai nu. Por eu ter dito que no passado, com este presidente, se calhar sem estes administradores da SAD, as coisas eram diferentes.

Ou seja…

Ou seja, quando o menino diz o rei vai nu, a história não conta, mas o menino foi assassinado à tarde…

Faz sempre a distinção entre o presidente e os restantes quadros que rodeiam Pinto da Costa.

Por um lado, por uma questão óbvia de mérito. Eu não sou mal agradecido. Eu sou do tempo em que íamos para o Estádio das Antas ver o F. C. Porto ser penalizado pelas arbitragens, contentar-se com ficar em terceiro lugar no campeonato, não se queixar de ser prejudicado, sou do tempo do Porto perdedor. Ia lá na mesma, saia aflito, mas continuava a ir. Quem quebrou esse enguiço foi Jorge Nuno Pinto da Costa. E hoje tenho consciência que as coisas que correm bem no F. C. Porto e estou de acordo com 90% das coisas que ocorrem, elas todas se devem a Jorge Nuno Pinto da Costa. E mesmo quando não estou de acordo, normalmente ele tem razão e eu estou enganado, que fique também claro. Relativamente às pessoas que o rodeiam e que muitas vezes excluem qualquer crítica, o problema é que não lhes reconheço autoridade nem competência para assumirem este tipo de posições. Para ser muito claro, entendo que há uma clique que se aproveitou até desta fragilidade para se colocar na posição de lugar-tenente. Eu relativmente aos lugares-tenentes lamento, mas não tenho respeito.

E em relação ao comportamento do Benfica e do Guimarães?

Uma vergonha. O Benfica só não desapareceu no tempo do Vale e Azevedo porque continua a ser visto um pouco como o clube do regime. Com a vinda do Luís Filipe Vieira criou-se um unanimismo, com o apoio de grandes empresas, com muitos patrocínios, com a Câmara Municipal de Lisboa e do Estado que o Benfica haveria de voltar a assumir a liderança. Para essas pessoas, o Benfica é quase como se fosse o Comité Olímpico de Portugal, mas o projecto falhou. No relvado falha, porque eles não têm Jorge Nuno Pinto da Costa. Exactamente por eles não terem Pinto da Costa o modelo é tentar assassinar Jorge Nuno Pinto da Costa. Para mim, é isso que está em jogo. É um ataque ao F. C. Porto.

Quem foi o melhor jogador que viu jogar com a camisola do F. C. Porto?

Seria relativamente fácil dizer que foi o Vítor Baía, mas, depreendendo que está a falar de jogadores de campo, acho que foi o Futre. Lembro-me particularmente de um jogo extraordinário, com o Dínamo Kiev, nas meias-finais da Taça dos Campeões que viríamos a ganhar em Viena. Acho que nunca vi um jogador do F. C. Porto fazer um jogo como aquele.

E o treinador?

Mourinho. José Mourinho. Indiscutivelmente, nós íamos jogar a qualquer parte do mundo e íamos sempre tranquilos. Achávamos sempre que ele ia tirar, não um, mas vários coelhos da cartola. Até aquela história com a Lazio, quando ele não deixou que o adversário fizesse o lançamento. É um grande treinador. 'He is special'.

Qual a vitória mais importante?

Viena. Foi o virar da página, foi tornar-se um grande clube europeu. Eu estive lá com o meu pai, que era um portista ferrenho, e ele dizia: "A partir de agora entramos na lenda".

E a mais saborosa?

A mais saborosa foi a final com o Celtic, porque foi a mais emotiva, foi aquela em que tudo podia ter acontecido. Estávamos a gostar tanto do jogo que até poderíamos ter perdido e ficar a celebrar, como fizeram os escoceses. Foi uma das grandes finais europeias que eu vi.

Qual foi a melhor notícia da pré-época, a confirmação da participação na Champions ou a contratação de Rodríguez?

A contratação do Rodríguez, porque a questão da Champions nunca pus seriamente em dúvida. Rodríguez deu gozo, porque no ano passado a melhor contratação que tivemos foi feita por interposta pessoa, foi a contratação que o Atlético Madrid fez do Simão Sabrosa. Este ano, tivemos a vantagem de dois em um. Por um lado é mais um jogador importante que sai do Benfica, mas ao mesmo tempo vem para o Porto.

Director das relações externas parece-lhe o lugar adequado para Vítor Baía?

Eu sou amigo pessoal de Vítor Baía. O F. C. Porto deve uma festa de homenagem ao Vítor Baía. Não sei porque é que ainda não foi feita. Sei que há patrocinadores interessados e pergunto-me porque é que ainda não foi feito. Não gostaria que houvesse uma eusebização de Vítor Baía. É um dos casos raros de heróis portistas que tiveram reconhecimento nacional e internacional. E por causa disso e de ter sido excluído da selecção, há uma certa lenda à volta do Vítor Baía que eu não gostaria de ver delapidada.

O presidente do Estugarda diz que o F. C. Porto é um case study, porque se trata de um clube que valoriza como ninguém os jogadores?

É incontornável fazer mais valias. Isso foi bem explicado por Jorge Nuno Pinto da Costa no passado. Tem de encontrar os jogadores, melhorá-los, valorizá-los e depois vendê-los. Eu temo apenas que o F. C. Porto tenha uma fórmula monocromática de resolver os problemas orçamentais. Para ser muito claro: quais são as receitas que os clubes têm? Elas dividem-se num conjunto de sub-rubricas. Uma é naturalmente a transferência de jogadores, a outra é o merchandising e o marketing, depois há aquilo que tem a ver com as transmissões televisivas e com a bilheteira. O F. C. Porto tem feito algum esforço em termos de marketing, mas é muito difícil ir mais além. A nível de bilheteira, essa laranja está espremida, porque o estádio está cheio e os sócios neste momento não podem pagar mais. Onde é que podíamos fazer alguma coisa? Nos direitos televisivos. Eu acho que aí o F. C. Porto tem feito maus negócios, comparando com os clubes semelhantes. O que é fruto por um lado da fraqueza do campeonato português e dos seus adversários, mas pergunto-me se este assunto foi devidamente explorado. O que é facto é que está a ser projectado para além do que são os mandatos da direcção. Tenho algumas dúvidas sobre isto.

E há forma de aumentar essas receitas num mercado tão reduzido?

Se o F. C. Porto quiser continuar a estar entre os clubes médios da Europa vai ter de se aproximar da média europeia das receitas e onde está mais abaixo é claramente nos direitos televisivos. Se há grupos de media que estão a ser formados à custa desses direitos televisivos não deve ser tão reduzido assim.

Tiago Araújo disse...

paulo renato, grande texto.

dragao vila pouca disse...

Empatamos 1-1 com o golo do F.C.Porto a ser apontado por Lino.
Um abraço

Tiago Araújo disse...

Bochum 1-1 FC Porto

empatámos, o jogo até foi agradável, e lino perto do fim de livre directo restabeleceu a igualdade.
Abraços

Nuno Araújo disse...

Bochum 1-1 FC Porto

La Caldera del Diablo disse...

Thiago: gracias por pasarte por La Caldera del Diablo. El link de tu blog ya está puesto, espero que pongas el mío en tu pagina. Gracias, un abrazo

Emiliano
www.lacalderadeldiablo.blogspot.com